Boletim nº 184/08 - Ano XII
Outubro 2008

Novos Cadastrados

Neste último mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Beatriz Aguilar (Vitória da Conquista/BA), Francisca Duart (Santos/SP), Lívia dos Santos (São Bernardo do Campo/SP), Anne Rose (Coruripe/AL), Heloísa Rezende (São Bernardo do Campo/SP), Maria Izabel Cavalcanti (Recife/PE), Kelly Machado (Porto Alegre/RS), Maurício Talão (Curitiba/PR), Rogério Del Rey (Santos/SP), Martha Bühler (Taubaté/SP), Rodrigo da Rocha (Santo Ângelo/RS), Elizaine Okde (Cuiabá/MT), Juliana Destro (São Bernardo do Campo/SP), Elaine Valério (Taubaté/SP), Kamila Chinelatto (Campinas/SP), Zaira Costa (Rio de Janeiro/RJ), Ana Paula Coelho (Itajaí/SC), Olívia Falcão (Porto Alegre/RS), Maria Alexandra Gomes (São Paulo/SP), Sefirah de Araújo (São Paulo/SP), João Bosco de Oliveira (Ribeirão Preto/SP), Laila Costa (Goiânia/GO), Dienyffer Perin (Guaíba/RS), Michel Michiles (Belém/PA), Luíza Damigo (Brasília/DF), Norma Vieira (Betim/MG), Aurélio Favarin (Londrina/PR) e Álvaro Franco (Lauro de Freitas/BA). Também os relações públicas Lidiane Faria (São Paulo/SP), Vanessa Klas (Curitiba/PR), Thalita Martorelli (São Paulo/SP), Valéria Pereira (Londrina/PR), Luciana da Costa (Brasília/DF), Érika Tolotti (Farroupilha/RS) e Talita de Mesquita (São Paulo/SP). E ainda o designer Neel Ciconello (São Paulo/SP), a pedagoga Helena dos Passos (Pirapora/MG), os publicitários Mylene Ferreira (São Paulo/SP), Thaís Oliveira (São Paulo/SP), Fábio Miranda (Itapetininga/SP), Pamela Peruzzi (Piracicaba/SP) e Juliana Lara (Rio de Janeiro/RJ), os jornalistas Luiz Carlos Bezerra (Santos/SP), Verônica Ferreira (São João de Meriti/RJ) e Alcenir Ferreira (Piracicaba/SP) e a universitária de Secretariado Executivo Fernanda Ferreira (Belo Horizonte/MG).


 

Redes

A passagem do público para as redes, das tecnologias da democracia para aquelas da colaboração são temas discutidos na mais nova obra coordenada por Massimo Di Felice, Do Público para as Redes ­ a Comunicação Digital e as Novas Formas de Participação Social (335 páginas/R$ 49,90), pré-lançada nesta Bienal do Livro pela Difusão Editora. Trata-se do primeiro livro da coleção Era Digital, que prevê inicialmente o lançamento de outros três volumes. Esse primeiro reúne as reflexões de alguns dos principais pesquisadores internacionais da comunicação digital a respeito das modificações sociais em decorrência do advento das novas tecnologias comunicativas interativas.

O autor lembra que, historicamente, a humanidade passou por três grandes revoluções comunicativas. A primeira delas surge com a escrita no século V a.C., no Oriente Médio, marcando a passagem da cultura e da sociedade oral para a cultura e a sociedade escrita. A segunda é provocada pelo surgimento da impressão criada por Gutenberg, resultando na difusão da cultura do livro e da leitura. Ocorrida na época da Revolução Industrial, a terceira foi marcada pelo início da cultura de massa com a introdução dos meios de comunicação eletrônicos. A criação da escrita, o advento da imprensa, a invenção do telefone, do rádio, do cinema e da TV possibilitaram novas práticas comunicativas, sociais, alcançando um público cada vez maior em um período de tempo e a um custo cada vez menores.

A revolução da comunicação, entretanto, não parou por aí. Massimo di Felice lembra que a quarta revolução ainda está em curso bem diante de nossos olhos, nos computadores ligados em rede, na interação com mouse, teclado e redes em geral. Esta nova modalidade de comunicação é definida na obra como um diálogo, onde é excluído qualquer tipo de distinção entre o produtor e o receptor da mensagem.

Ao longo da obra, ele questiona os resultados futuros da comunicação em rede, da democracia, da distribuição de informações pelas mídias de massa, citando o exemplo dos grandes canais de TV ­ e da comunicação feita pelas instituições representantes de classe, como sindicatos, partidos e movimentos de massa. Para responder a todas essas questões, o autor apresenta reflexões elaboradas por uma série de pesquisadores internacionais, entre os quais: Derrick De Kerckhove, Diretor do McLuhan Porgram in Culture and Technology da Universidade de Toronto (Canadá); Jose Bragança de Miranda, Diretor do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens da Universidade Nova de Lisboa (Portugal); Alberto Abruzzese, Direto do Istituto di Comunicazione da IULM de Milão (Itália). O livro reúne também os estudos de pesquisadores do Centro de Pesquisa Atopos da Escola de Comunicações e Artes, ECA-USP, com destaque para a participação de Paulo Nassar, presidente da ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial).

Autor - Massimo Di Felice é graduado em Sociologia pela Universita degli Studi La Sapienza e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, onde ministra aulas na graduação e pós-graduação na Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP). Coordena o Centro de Pesquisa da Opinião Pública em Contextos Digitais - Cepop/ATOPOS na USP.

 

InterCon traz Inovação Digital com formato inusitado

 

A chamada dos organizadores é ousada: "nada do que já foi visto em eventos antes no Brasil poderá ser conferido no InterCon 2008". Em sua quinta edição, o encontro deve reunir 800 profissionais de Internet e 24 renomados palestrantes no mesmo lugar, em meio a palestras simultâneas, oficinas técnicas e show de humor. Esta é a proposta, que trata da “Inovação Digital. Os desafios do Brasil”, a começar pela navegação do portal, horizontal e totalmente diferente, com informações do programa - http://imasters.uol.com.br/intercon/2008 . O encontro é promovido pelo iMasters, portal líder em conteúdo de TI, e acontece no dia 25 de outubro de 2008 no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo/SP.

Um dos principais atrativos, além da relevância dos temas abordados, é o FF´08, formado por palestras rápidas com profissionais referência em inovação no país. Como estratégia, o objetivo do InterCon 2008 é trazer o que acontece no mundo virtual, onde a prática do “tudo ao mesmo tempo agora” prevalece para uma experiência remetida ao mundo real. O participante terá a oportunidade de assistir, em um mesmo auditório, duas palestras, optando por conectar seu fone de ouvido em um ou outro canal disponível em sua localização. O conteúdo simultâneo será formado por um palestrante que apresentará seu tema em carga horária tradicional (uma hora) juntamente com dois outros instrutores, que se dividem em palestras de curta duração. Paralelo a isso, o público presente poderá optar pela participação nas Oficinas de Programação e Photoshop, situadas em ambiente externo, ambas com propostas diferenciadas também.

E, por falar em Inovação Digital, a cobertura dos blogueiros será descentralizada. O site oficial da cobertura do evento irá expor os links diretos para os blogs, álbuns de fotos e twitter, valorizando a opinião da comunidade. “O fato de tratar um tema em voga como Inovação nos faz entender que não podemos seguir um padrão na transmissão de conteúdo, seja por meio de um evento, internet ou qualquer ação de comunicação. Optamos por aplicar a Inovação na prática. Nosso único objetivo é mostrar que vivenciar esse modelo nas relações reais ou virtuais pode ser uma experiência que levará esse conceito para o dia a dia dos profissionais digitais não somente nas empresas em que atuam, mas no cotidiano de suas vidas. Quem não Inovar, não participará do ciclo de evolução, acima de tudo, humano”, explica Tiago Baeta, Diretor Executivo do iMasters.

O InterCon 2008 conta com a abertura de Stelleo Tolda, Presidente do Mercado Livre.com, que falará sobre Inovação no Comércio Digital. Nesse momento, o conteúdo segue os moldes tradicionais e o executivo não divide o palco. Fabio Seixas, da Camiseteria.com e Luli Radfahrer (USP) apresentam o modelo do evento aos presentes. Gil Giardelli, CEO da Permission, discorre sobre o tema Humanidade 4.0 e a Revolução Digital, compartilhando a preferência do público com Manoel Lemos, Sócio da Webco. Internet, que falará sobre Investimentos em Projetos Inovadores, seguido de Marco Gomes, Criador do Boo-box, que abordará seu case como exemplo de empreendedorismo.

O tema de Inovação na Criação Digital será abordado por Sergio Mugnaini, Diretor de Criação da Almap/BBDO, que trará os novos modelos de apresentação de idéias e relacionamento com clientes, cases de Inovação e novidades de Cannes. Alexandre Bessa, Diretor de Projetos e Atendimento da Gringo.nu falará sobre Gerência de Projetos para Web e divide o palco com Ariel Alexandre, Sócio e Diretor de Tecnologia do Videolog.tv, que finaliza o tema com a entrada de Frederick van Amstel, responsável por retratar as novas experiências e o comportamento do consumidor. Os dois últimos falam simultaneamente com Bessa.

Sem fugir ao formato inovador, a palestra de Análise do Desvio de Comportamento do usuário e usabilidade para controle de riscos e fraudes, ministrada pelo especialista em soluções de segurança da Oracle, Alexandre Freire, é passada em simultaneidade ao tema Mercado Inovador de Cris Dias e Inovação como Vantagem Competitiva, que segue com Daniel Heise, Sócio Criador da Direct Talk.

O painel de encerramento volta ao modelo tradicional com o tema Experimentação, exploração de novas mídias e as mudanças do mercado. Entre as participações confirmadas para discussão do tema, estão: Mentor Muniz Neto (Bullet), Ricardo Cavallini, Jean Boechat e Ken Fujioka (JWT) e Patrice Lamiral (RMG). Para os ávidos em Photoshop, os participantes contam com três profissionais da área num bate papo informal com assuntos que vão desde o desafio ao vivo do Photoshop até a Inovação com 3D, vídeos e animação no PS. Na Oficina de Programação, o público poderá conferir conteúdos como Técnicas avançadas no uso de CMS's para maximização de lucros, Podcast: da gravação ao link, entre outros.

 

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Relações Governamentais ganham programa internacional

 

A nova complexidade e dinâmica do ambiente, sob o ponto-de-vista da política e da estratégia corporativa, e os problemas sócio-políticos e a interação da sociedade com os poderes constituídos estão na pauta do Programa Internacional em Relações Governamentais, confirmado entre 7 e 22 de novembro de 2008 pela ABERJE ­ reunindo a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, de Comunicação Organizacional e de Branding, em convênio com a The George Washington University e The Jedi Group. A iniciativa de aperfeiçoamento profissional interdisciplinar, que envolve temas como cálculo de risco político, lobby, estratégia comunicacional e cálculo de viabilidade política, deve reunir em São Paulo/SP executivos de grandes organizações brasileiras e multinacionais.

O interesse pela área na ABERJE não é novo. Desde os anos 80, especialistas como Said Farhat ­ que veio a escrever o livro “Lobby ­ o que é, como se faz” editado pela entidade recentemente ­ convivem e interagem com os comunicadores para formar equipes mais qualificadas para o desafio. O diretor-geral da ABERJE e professor da ECA/USP Paulo Nassar, assinala que o tema é realmente transversal e que todo o intercâmbio com diferentes saberes formata melhores condições de tratar as múltiplas demandas e interfaces do relacionamento político. “A área de Relações Governamentais, além de ser estratégica para as empresas, é em termos de carreira profissional, o segmento do mercado de trabalho mais promissor. Os profissionais trabalham no âmbito das direções organizacionais e têm os melhores salários da área”, assinala. A entidade mantém um Comitê específico no tema, coordenado por Leandro Machado, gerente de Relações Governamentais da Natura Cosméticos, que complementa: ”a profissionalização da área dentro das corporações se faz absolutamente necessária e a ABERJE está investindo nesta que pode ser a peça que faltava na gestão sustentável: o lobby responsável”.

A George Washington University é a instituição mais reconhecida em Relações Governamentais nos Estados Unidos. Seu diretor do Programa de Governança da Graduate School of Political Management, Luis Raul Matos, já esteve no Brasil para falar das bases do conteúdo programático do treinamento e dar o tom da relevância das discussões. Ele foi Ministro das Finanças, Senador e membro do Congresso na Venezuela, além de ter atuado como diretor do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Sua experiência indica que política precisa estar na base dos processos decisórios e sua abordagem de ensino, além da cientificidade, tem que estar embasada num espírito prático. “Temos que trabalhar a política através da comunicação”, resume. Para Matos, ao falar em política é preciso ver que a emoção estará sempre presente. E destaca: “mas a política não é aquilo que se fala, mas aquilo que se escuta. A história e a cultura têm um papel importante sobre como saber ouvir”, num enfoque válido tanto para a ênfase no Governo quanto para o trabalho focado nas comunidades.

O Programa Internacional de Relações Governamentais está composto por quatro módulos distintos, sempre com tradução simultânea:
- Módulo 1: no dia 7 de novembro/08, com o tema “Empresas, Política e Risco Político”, com o professor Luis Raul Matos, Diretor do Programa de Governança da Graduate School of Political Management (GSPM) da George Washington University. Esta etapa vai examinar as diversas formas que podem assumir as funções de relações governamentais e de lobby e o papel fundamental dessas atividades para o sucesso ­ ou fracasso ­ de grandes corporações, associações comerciais e organizações sem fins lucrativos. Serão abordados os “jogos estratégicos” como ferramental à disposição das empresas para a administração das questões sociais enfrentadas no dia-a-dia dos negócios. O curso inclui a descrição dos modelos tradicional e de Análise da Concorrência, que se destinam a medir e avaliar os riscos políticos no processo de tomada de decisão das empresas, e discutirá a maneira pela qual os movimentos transnacionais têm modificado a natureza da gestão e da mensuração de riscos políticos. Ainda vai ser utilizado os balance score cards políticos como instrumentos para medir a eficácia das relações governamentais de uma empresa.

- Módulo 2: no dia 8 de novembro/08, sobre “Estratégia e Comunicação Política”, com o professor Roberto Izurieta, Diretor de Projetos Latino-americanos na Graduate School of Political Management (GSPM) da George Washington University, quando os participantes do curso devem examinar as circunstâncias pessoais, estratégicas e institucionais com que empresas e líderes políticos se deparam em seus campos de atuação. Também estudarão o cálculo estratégico empregado por políticos e corporações para mobilizar apoio político, ganhar influência, construir alianças, utilizar o poder institucional para atingir seus objetivos e encontrar soluções viáveis para questões sociais. O curso ainda se dedica a explorar de que maneira a estratégia política se encontra intimamente vinculada à comunicação política, como tal estratégia evolui, como se traduz no planejamento da comunicação e como se adapta. Os participantes aprenderão como elaborar mensagens estrategicamente consistentes e de retórica poderosa para campanhas políticas, campanhas sobre um determinado tema e situações de crise e como avaliar mensagens com um olhar crítico, além do papel do diretor de comunicação em outras situações relacionadas às esferas políticas.

- Módulo 3: no dia 21 de novembro/08, tratando de “Lobby & Defesa de Interesses”, com o professor Charles B. Cushman, Jr, Associate Dean da Graduate School of Political Management da George Washington University, tendo como objetivo levar os participantes a adquirir os conhecimentos e as habilidades necessárias para influenciar o processo de definição de políticas públicas. De que maneira as funções de lobby e defesa organizada de interesses se enquadram no processo político e no desenvolvimento e implementação de estratégias de defesa de interesses são tópicos previstos, bem como a função de lobby exercida pelas empresas, por sindicatos, grupos em prol do interesse público e outras organizações sem fins lucrativos e o lobby nas diversas instâncias do poder público e entre elas. A idéia é oferecer aos participantes as ferramentas necessárias para a efetiva e substancial participação em temas políticos, explicando por que razão é essencial, hoje em dia, “pensar globalmente, mas agir localmente” ao lidar com uma questão social e por que é importante entender que questões políticas são raramente, ou praticamente nunca, solucionadas no contexto de uma única campanha política ou sessão legislativa. O curso aborda por fim a defesa de interesses (movimentos de base), levantamento de temas (previsão) e análise de temas (desenvolvimento de políticas).

- Módulo 4: no dia 22 de novembro/08, sobre “Negociação Política”, com o professor Hal Habino, Diretor Administrativo da Strategic Clarity, empresa de consultoria estratégica, abordando negociação e redução de conflito no atual contexto político. Ele quer mostrar o quanto é crítico para uma negociação efetiva o conhecimento do vocabulário da questão a ser resolvida, sendo que o processo de negociação estratégica em foco precisa ter criação de valor para o negócio por meio do envolvimento de stakeholders externos à organização e, em particular, de órgãos governamentais. Os participantes estudarão o cálculo estratégico empregado pelos que atuam na arena política ao buscarem mobilizar apoio político, ganhar influência pessoal, construir alianças, utilizar o poder institucional para atingir seus objetivos e encontrar soluções viáveis para questões sociais.

Cada módulo acontece entre 9h e 18h, com as duas primeiras etapas no Mercure Jardins (Al. Itu, 1151) e os dois últimos encontros no Hotel Tryp Higienópolis (Rua Maranhão, 371), ambos em São Paulo/SP. Os participantes recebem gratuitamente a 2ª edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional. Dom W.Stacks. Mais informações sobre o temário e também sobre reserva de vagas e finalização de inscrições podem ser obtidas pelo fone 11-3662-3990 ou ainda no cursos@aberje.com.br.

 

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IBM apresenta a empresa do futuro

 

A empresa do futuro será uma organização altamente flexível, com um modelo de negócios fluído, capaz de assimilar - ou até antecipar - as mais drásticas e inesperadas mudanças de mercado. Gerir as mudanças deixará de ser um processo ocasional ou assistemático. Em vez de reagir às tendências, a empresa do futuro se renovará por meio de programas permanentes, cujos resultados serão mais ou menos previsíveis. Resumindo, a empresa do futuro será uma metamorfose ambulante. É o que constata o estudo CEO Study, realizado pela IBM, que ouviu mais de 1.000 presidentes de empresas de todo o mundo em busca das características que serão essenciais para uma gestão bem-sucedida nos próximos anos.

"As companhias serão desbravadoras por natureza. Elas precisarão ter flexibilidade humana e tecnológica para exercitar diferentes modelos de negócios e renovar a sua interface com clientes e parceiros", diz Luiz Bovi, diretor para pequenas e médias empresas da IBM Brasil, que participou do levantamento.

Um exemplo é a multinacional suíça ABB. Em 2003, a empresa lançou o "Step Change Program", que visava melhorar a produtividade e cortar custos de seus processos de mudança organizacional. O programa foi criado para viabilizar uma importante decisão que havia sido tomada um ano antes: a de concentrar os negócios da ABB em apenas dois mercados - o de industriais de energia e de automação. "Hoje, os programas de mudanças da ABB consistem em um amplo portfólio de iniciativas com objetivos comerciais e financeiros específicos", informa o CEO Study, que pode baixado na íntegra aqui. O documento mostra que, hoje, há executivos que representam as cinco divisões globais da ABB, além de grupos funcionais que ajudam a ABB a acompanhar o progresso de cada mudança. "Centenas de medidas foram identificadas e executadas, resultando em uma economia anual de mais de US$ 900 milhões".

Entretanto, o estudo da IBM revela que muitas empresas ainda estão despreparadas para lidar com as mudanças. Cerca de 83% dos CEOs entrevistados reconhecem que suas companhias terão de passar por mudanças substanciais ou muito substanciais nos próximos três anos. Destes, apenas 61% foram bem-sucedidos na gestão de mudanças no passado. Essa diferença, de 22% aponta uma dificuldade crescente. "Até 2006, o gap entre a necessidade e a capacidade de se promover mudanças era de 8%", diz Luiz Bovi, da IBM.

Veja, abaixo, o resumo das principais características identificadas pela IBM na empresa do futuro:
Ávida por mudanças - A Empresa do Futuro é capaz de mudar rapidamente, e com sucesso. Em vez de meramente reagir às tendências, ela as molda e lidera. As guinadas setoriais e de mercado são uma chance para adiantar-se à concorrência.

Mais inovadora que a imaginação dos clientes - A empresa do futuro supera as expectativas dos clientes cada vez mais exigentes. Fortes relacionamentos colaborativos lhe permitem surpreender os clientes com inovações que trazem mais êxito tanto para os clientes quanto para o próprio negócio.

Globalmente integrada - A empresa do futuro está se integrando para aproveitar a atual economia global. Seus negócios são estrategicamente projetados para acessar o que há de melhor em capacidade, conhecimento e recursos, onde quer que estejam e onde quer que precisem aplicá-los no mundo.

Desbravadora por natureza - A empresa do futuro desafia radicalmente seu próprio modelo de negócios, desestabilizando a concorrência. Ela muda sua proposta de valor, subverte as abordagens tradicionais de comercialização e, assim que surgem oportunidades, reinventa a si mesma e a sua área como um todo.

Genuína, não apenas generosa - A empresa do futuro ultrapassa os limites da filantropia e da conformidade; ela reflete uma preocupação sincera com a sociedade em todas as ações e decisões. (Texto publicado na Revista Amanhã)

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Estudo retrata hábitos de consumo brasileiro

 

Uma fotografia repleta de detalhes e nuances, reunindo mais de 18 mil indivíduos de diversos Estados brasileiros. Essa é a proposta do Target Group Index, estudo do IBOPE Mídia, realizado a cada seis meses, que retrata o comportamento do consumidor brasileiro. Ao chegar à primeira onda da 9ª edição, o estudo analisou diversas categorias de produtos, junto a pessoas de 12 a 64 anos, nas principais regiões metropolitanas do país. “Trata-se de um trabalho atual e dinâmico, resultado da busca incessante por novidades a respeito do comportamento e dos hábitos de compra da população”, afirma a diretora comercial do IBOPE Mídia, Dora Câmara.

A 9ª edição do estudo trouxe inovações em relação à anterior. “Foram acrescentados pontos sobre marketing boca-a-boca, que interfere cada vez mais na forma do jovem adquirir produtos”, explica Dora. No geral, as pessoas trocam mais informações sobre alimentos, produtos para casa e celulares. A percepção sobre o poder da influência é maior em itens como roupas e alimentos.

A pesquisa incluiu, ainda, questões sobre eventos marcantes, ou seja, acontecimentos que mudam radicalmente os hábitos de consumo, como casamento, nascimento do primeiro filho e ingresso na universidade. Concluiu-se, tomando como base as classes sociais brasileiras, que para as pessoas de 20 a 54 anos o plano mais importante para os próximos 12 meses é comprar uma casa, e que, entre as que planejam adquiri-la, 47% pertencem à classe C, 28% são das classes AB e 25%, das DE.

Novidades - As principais fontes de informação que influenciam as decisões de compra são, em primeiro lugar, as experiências anteriores e, em seguida, a opinião da família e de amigos. Segundo Dora, estas fontes vêm se consolidando em todas as categorias de produtos. “São também consideradas as que fornecem as melhores informações sobre vendas e ofertas especiais, inovação incorporada este ano ao estudo”, explica a executiva. Quando perguntados a respeito das principais fontes de consulta sobre carros e eletrônicos, os entrevistados elegem a internet e o jornal. Já as revistas aparecem como meios mais consultados para produtos e serviços relacionados à vida saudável, como exercícios e alimentos. A televisão permanece como a principal fonte de informação para a compra de eletrônicos em geral, produtos para casa e alimentos.

Segundo o estudo, as formas de contato com os produtos demonstram-se cada vez menos convencionais. Mesmo com a alta porcentagem registrada pela televisão aberta (97%), a chamada mídia extensiva ganha espaço e é responsável por 83% do impacto registrado pelo consumidor. Desse total, 74% correspondem ao mobiliário urbano (bancos, lixeiras, protetores de árvores etc.) e 12%, aos quiosques.

Alta credibilidade - A próxima onda da 9ª edição do Target Group Index acontece em outubro deste ano. O cliente pode acessar os resultados no banco de dados, por meio do software Choices 3. Nele constam mais de 40 mil informações, possibilitando gerar mais de 1 bilhão de cruzamentos.

Alguns diferenciais conferem alta credibilidade ao estudo: base histórica do questionário, preservada desde sua primeira aplicação no Brasil, há nove anos; 100% dos entrevistadores são efetivos, com experiência de cerca de três anos; estrutura apta a ser auditada interna e externamente; consistência entre as ondas, atestada por meio do sistema de qualidade sig-test. Desenvolvido na Inglaterra, em 1968, o Target Group Index é realizado em 59 países. Chegou ao Brasil em 1999, fruto de uma parceria entre a americana Kantar Media Research (KMR) e o IBOPE Mídia. A metodologia e os questionários são adaptados para contemplar mídias, produtos e marcas de cada país estudado.

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Marketing Promocional

Depois do sucesso do evento “Giving is Taking” em Cannes e em São Paulo o evento, produzido pela AMPRO especialmente para o Cannes Lions 2008, está sendo levado para várias cidades brasileiras. Já está previsto para Brasília, no próximo dia 14 de outubro e no dia 22 de outubro em Curitiba. “Os profissionais que não puderam estar em Cannes terão a oportunidade de assistir, nessas duas cidades, o primeiro workshop de Marketing Promocional em toda a história do Festival.”, informa o Vice-Presidente da AMPRO e da Impact, Aléxis Pagliarini, que também é o responsável pela organização do evento. Com o título “Giving is Taking”, em português “É dando que se recebe”, o workshop é destinado a executivos de marketing; gerentes de promoção, trade e comunicação; agências de propaganda, marketing promocional e eventos. Será coordenado pelo próprio Alexis Pagliarini, e contará com a participação de outros profissionais que abordarão o tema Gifting. Para obterem mais informações ou se inscreverem para o evento, os profissionais devem entrar em contato com a AMPRO pelo fone 11-3815-9998 ou nos links: www.ampro.com.br/workshopcuritiba ou www.ampro.com.br/workshopbrasilia.

 

Guia de Boas Práticas

A falta de critérios para a realização de concorrências por contas interativas e de licitações baseadas somente em menores preços, como a da Petrobras, levaram o IAB Brasil a elaborar um Guia de Boas Práticas dirigido aos anunciantes. Com ele, a entidade espera municiar os clientes com informações básicas que possam ajudá-los a planejar melhor as disputas por suas contas digitais. O guia, que vem sendo trabalhado desde 2007 e estava previsto pra lançamento em setembro de 2008, divide o mercado interativo em quatro camadas: agências especializadas (full service), agências tradicionais com equipes especializadas em mídia digital, produtoras e free-lancers. O texto também sugere que é "conveniente" que as participantes de concorrências sejam remuneradas, nos casos em que os "produtos entregues para análise" signifiquem "transferência de conhecimento" das agências para os anunciantes. O IAB parte agora para a elaboração de um novo documento, com as definições de cargos e salários do segmento interativo. Para isso, encomendou uma pesquisa a um instituto independente que analisará as práticas de cerca de 40 agências para estabelecer médias recomendáveis a todo o mercado.

 

Finalistas Prêmio USP

O Prêmio USP de Comunicação Corporativa, realizado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, comemora o seu oitavo ano. É uma iniciativa que objetiva valorizar a comunicação nas corporações brasileiras, buscando a inovação e os bons resultados. Para tanto, procura destacar os profissionais que atuam nas empresas, bem como reconhecer os melhores trabalhos desenvolvidos por eles para dialogar com os seus públicos. É dividido em três categorias: Trajetória Profissional, Campanha de Comunicação Corporativa e Produção Científica. O Prêmio não tem patrocinador. É sustentado pela taxa de inscrição e por um Fundo mantido por várias empresas. As campanhas são apresentadas ao júri em defesa pública aberta a todos os interessados. Os finalistas foram: Cemig D (Distribuição) com Campanha de final de ano; InpEV ­ Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias com Dia Nacional do Campo Limpo; Petrobras (Petróleo Brasileiro S/A) com Mulheres em Alta; Pirelli Pneus S/A com Comunica Pirelli: a Pirelli mais perto de você...; São Paulo Convention & Visitors Bureau com 4 Cs para Bem Receber; Votorantim Investimentos Industriais S/A com Arquitetura e Posicionamento de Marca do Grupo Votorantim e ainda Votorantim Participações com o Programa de Democratização Cultural, além da Wal Mart do Brasil Ltda com Comunicação para Sustentabilidade. Os critérios principais com que os trabalhos serão analisados envolvem ações comunicacionais integradas e coerentes, inovação e criatividade, adequação da campanha e das peças aos públicos e objetivos, aferição de resultados e por fim otimização de recursos financeiros. Para saber mais do certame e de sua premiação final, ligue para 11-3091-4314 ou ainda escreva a limc.eca@usp.br .

 

Maximidia 2008

Tendência, pesquisa de mercado, inovação de mídia e investimento na indústria de comunicação estão entre os assuntos a serem abordados no Seminário Internacional de Marketing e Comunicação, uma das mais importantes atividades do MaxiMídia 2008. O encontro acontece entre 7 e 9 de outubro de 2008 no WTC Hotel em São Paulo/SP. Vão estar presentes CEOs de multinacionais atuantes no Brasil e especialistas e gestores de marcas com forte inserção mundial. Nos três dias de palestras e debates serão discutidos temas como gestão e construção de marcas, divergência e convergência de mídias, oportunidades e riscos da indústria de comunicação, entre outros. Informações e inscrições no site.

 

Patrocínios esportivos

De olho nas próximas olimpíadas em Londres, em 2012, e na Copa do Mundo que será no Brasil em 2014, foi realizado em São Paulo/SP o V Congresso Internacional de Patrocínio. O primeiro painel teve apresentação de Gutemberg Uchoa, da Apex Brasil, e tratou do potencial de captação de investimentos para a Copa 2014. Na seqüência, foi a vez do suíço Hans-Willy Brockes, consultor de marketing e sócio-diretor da ESB (Europäische Sponsoring-Börse), consultoria especializada em patrocínio esportivo, cujo painel debateu o crescimento mundial desse mercado. O tema "A Mídia e o Patrocínio - Engajamento: A Nova Fronteira doPatrocínio" ficou com o consultor J. Cocco, Márcio Callage (Olympikus), Edgar Hubner (COB), Edgar Diniz (Top Sports), com mediação de Robert Galbraith (M&M). Nos demais painéis, executivos da Nike, Petrobras, Olympikus, Penalty, LG, Medley, Samsumg, Nextel, dentre outras. Segundo Mauricio Fernandez, organizador dos congressos e presidente da Abriesp (Associação Brasileira da Indústria do Esporte), a expectativa é que os megaeventos programados para os próximos anos - Copa 2014, Olimpíadas Militares e candidatura à Olimpíada 2016 - aumentem ainda mais os investimentos no esporte. Desde 2002, o chamado PIB do esporte cresce cerca de 10% ao ano, média bastante superior aos 3,69% de incrementodo PIBbrasileiro. Em números, o mercado do esporte movimenta mais de R$ 50 bilhões, aproximadamente 2% de todas as riquezas produzidas no país, afirma Fernandez.

 

Marketing Experience

O Cenam - Centro Nacional de Modernização realiza, no dia 14 de outubro de 2008 em São Paulo/SP, o Marketing Experience. O evento será uma oportunidade de conhecer as novidades do mercado, assim como ampliar o networking com profissionais do setor. Durante o evento também serão reveladas as empresas finalistas do Fórum As Grandes Sacadas de Marketing 2009. Com o tema "Mobilidade: Novas soluções em Marketing", o primeiro painel terá Marco Aurélio Garcia, diretor de negócios e relacionamento da Agência Ix. Em seguida terá a palestra "Marketing de superação". Com César Romão, da Omar Franceschi, o painel terá profissionais especializados debatendo como superar os desafios desta nova onda da competitividade por meio de mecanismos motivacionais e inteligência estratégica. No terceiro painel, "Agência vende?", haverá a participação das Agências Contexto e da Giacometi identificando o novo papel da agência de publicidade num mercado altamente competitivo. Participarão Hiran Castello Branco, presidente do Conselho Nacional de Propaganda e sócio-diretor da Giacometti Propaganda e Arquitetura de Negócios, e Saint'Clair de Vasconcelos, presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo e presidente da Contexto Propaganda. Por fim, o evento traz a palestra "Marketing: as novas percepções do consumidor e "As Grandes Sacadas de Marketing". Conceitos, Metodologia e as Inovações", com Lívio Giosa, presidente do Cenam e coordenador do Fórum As Grandes Sacadas de Marketing. Informações pelos fones 11-3051-2050 e 3887-8485 ou no e-mail grandes.sacadas@cenam.org.

 

Ranking da Blogosfera

Saiu a 5ª edição do State of Blogosphere, estudo anual do sistema de busca especializado Technorati sobre a quantas andas a popularização dos blogs no universo que costumou-se chamar de "blogosfera". Além de uma montanha de números, traz como principal indicativo o quão disseminado o ato de blogar se tornou entre um perfil de usuário que passa longe apenas dos mais jovens, principalmente na América do Norte e Europa. Estatisticamente, os números continuam espantosos e em crescimento - desde 2002, foram 133 milhões de blogs registrados pelo sistema. Desde, apenas 5,5% (ou 7,4 milhões) foram atualizados nos últimos quatro meses. Na média, o Technorati indexa 900 mil posts por dia ou 10,4 posts por segundo. Demograficamente, a primeira surpresa: os blogueiros são mais educados que a população em geral, com 70% deles com uma graduação e 40% deles com renda anual média de 75 mil dólares. Nada menos que a metade deles têm mais de 35 anos e, sem surpresa alguma, dois terços são homens. O estudo mostra também que os blogs "pessoais" (com tópicos não relacionados a trabalho) são os líderes, com penetração de 79% do total, com blogs "profissionais" (sobre um setor, mas não apoiado pela responsável pelo emprego) em segundo, seguidos pelos "corporativos" (bancado por uma companhia), com 12%. Veja mais no Blog Idéia 2.0.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>O Relações Públicas Iuri Marcelo Kindler, egresso da Univali-Itajaí/SC, está trabalhando na área de Planejamento Institucional e Eventos da agência Effetiva Comunicação & Marketing, da cidade catarinense de Blumenau. Contatos pelo marccelu@gmail.com.

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O uso dos sentidos na retenção da informação

 

Tanto na área acadêmica como na empresarial é usual relacionar os percentuais 20-30-50 com a utilização dos sentidos humanos nos processos de aprendizagem. Diz-se que, em média, uma pessoa retém cerca de 20% daquilo que ouve, 30% daquilo que ouve e vê, e 50% do que ouve, vê e pratica. A teoria de que o nível de retenção da informação é maior quando se utiliza de forma integrada outros sentidos humanos parece óbvia, pois acrescenta-se a visão à audição e a outros estímulos mentais e motores.

Duas indagações são então procedentes: a primeira, se estes percentuais são realísticos; a segunda, se retenção de informação (memorização) significa aprender. Assim, ao atuar como professor na disciplina “O professor como pesquisador”, no curso de pós-graduação lato sensu de formação de professores para o ensino superior em universidade localizada na cidade de São Paulo, efetuei uma pesquisa em classe com duas turmas distintas, a fim de buscar algumas evidências.

Os alunos receberam um teste de retenção de informação com trinta palavras, que incluiu nomes de frutas, países, estados brasileiros, personagens históricos, festas típicas, brinquedos, materiais escolares etc. Durante a realização da pesquisa, das trinta palavras, dez foram somente faladas, dez foram faladas e tiveram sua imagem projetada em sala, e as outras dez foram faladas, tiveram sua imagem projetada e os alunos escreveram o nome da figura em papel de apoio. Os grupos de palavras tinham grau de dificuldade similar e distribuição equivalente em termos de conteúdo. A seqüência de apresentação das trinta palavras foi completamente aleatória. Passado um período de tempo, os alunos foram convidados a escrever em uma folha de papel todas as palavras que memorizaram.

Intencionalmente, para a primeira turma não foi explicado que os participantes deveriam memorizar o maior número possível de palavras. Os resultados indicaram 5% de retenção para as palavras que foram somente ouvidas, 10% para as ouvidas e vistas, e 45% para as ouvidas, vistas e escritas.

Já na segunda turma, informou-se antecipadamente que o objetivo da dinâmica era memorizar a maior quantidade de palavras. Os resultados foram, respectivamente, 18%, 32% e 47%. Na comparação dos resultados obtidos entres ambas as turmas, concluiu-se que a intenção da pessoa é fator relevante na memorização: o “querer” foi algo considerável, já que os índices da primeira turma ficaram aquém dos da segunda. Outra conclusão é que os 18%, 32% e 47% registrados na segunda turma são totalmente aderentes ao tradicional e disseminado modelo 20-30-50 ­ quanto mais sentidos e estímulos forem utilizados, melhor é a retenção de informação pela pessoa.

Este estudo foi baseado em memorização de informação, que não implica necessariamente em aquisição de saber. A informação é condição necessária ao conhecimento, mas não suficiente ­ ela deve ser interpretada, relacionada com conceitos já assimilados pela pessoa e gerida para que seja transformada em conhecimento. Isso vale para a área acadêmica e empresarial. Aquele que quer aprender deve ter uma postura mais ativa, se envolver nas reflexões e abandonar definitivamente o modelo “pronto para consumo”, porque a construção de saberes é única, pessoal e individual. Por outro lado, quem ensina deixou de ter o monopólio do saber, cabendo a ele ser o orientador da aprendizagem da pessoa, incentivando-a e estimulando-a a pensar, realizar pesquisas e criar situações e ambientes que facilitem o processo de aprendizagem. (Texto de Armando Terribili Filho é diretor de projetos da Unisys Brasil e professor da Faculdade de Administração da FAAP - publicado na WebInsider).

 

 

 

 

 

 

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Frase do Mês


"O bem da humanidade deve consistir em que cada um goze o máximo de felicidade que possa, sem diminuir a felicidade dos outros"

por Aldous Huxley

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O futuro da Mídia

 

Gravar programas de televisão em alta definição e assistí-los quando quiser já deixou de ser novidade. Inovação, por enquanto, é utilizar um telefone celular para ouvir música, gravar imagens, ver seu programa de TV favorito na internet, além de conversar com amigos. Isso é o que estudiosos e especialistas na área de mídia chamam de convergência e é também o que tira o sono de agências de publicidade, anunciantes e empresas de pesquisa.

Durante o evento Leading Media Knowledge ­ Esto Somos para Ti, organizado em março de 2008 pelo IBOPE AGB México, Flávio Ferrari, CEO do IBOPE Media, apresentou o que é relevante nesse novo cenário e orientou os participantes sobre como trabalhar com as informações disponíveis. “A tecnologia oferece milhões de possibilidades, mas apenas aquelas cujos modelos de negócios sejam sustentáveis poderão permanecer”, explica o executivo.

Enquanto quase 35% dos entrevistados possuem jogos em seus celulares, 20% não utilizam essa ferramenta e dos 25% que possuem ringtones polifônicos, pouco mais de 15% o utilizam. Esses dados são do Target Group Index Latina, estudo "single source" do IBOPE Media sobre o consumo de produtos, de serviços e de mídia, sobre estilo de vida e sobre características sociodemográficas, que entrevistou 59.375 latino-americanos, entre junho de 2006 e junho de 2007.

A pesquisa também mostra que venezuelanos e mexicanos afirmam ter equipamentos mais novos do que seus amigos e dizem que pagariam qualquer preço pelo aparelho que desejam. Já a maioria dos equatorianos não busca informações antes de comprar aparelhos eletrônicos, não procura por preços mais baixos e não se informa sobre avanços tecnológicos. “Com relação à convergência, os latino-americanos são divergentes” explica o executivo. A convergência, segundo Flávio, está na forma como a população desses países utiliza as mídias: a televisão segue reinando soberana no continente.

A mídia no mundo - Essa mesma tendência também é acompanhada por outros países, de acordo com dados da Nielsen, empresa parceira do IBOPE e líder em pesquisa de mídia na América do Norte e na Europa. O investimento publicitário, por exemplo, tem crescido na América do Sul, na África e na Ásia. O desafio dos anunciantes, agora, é disputar a atenção do consumidor, que faz cada vez mais atividades ao mesmo tempo.

A conseqüência dessa mudança não será a substituição dos veículos de comunicação tradicionais pelas novas mídias. Significa, porém, que os comerciais de 30 segundos e os anúncios de página inteira não darão conta do recado sozinhos. Nesse contexto, o mercado de comunicação tem dificuldades para aceitar o desejo de participação do consumidor. “É preciso considerar a possibilidade de alterar os modelos de negócios, pois a resistência às mudanças abre espaço para novos competidores”, diz Ferrari.

Pesquisa - Já as empresas de pesquisa, fundamentais para apoiar decisões de negócios, enfrentam o desafio de uma nova realidade interativa digital. Processos automatizados, capazes de oferecer resultados em tempo real por meio de interfaces mais amigáveis aos clientes, parecem muito mais sedutores do que uma boa pesquisa, estatística e metodologicamente consistente, cuja apresentação não seja tão sedutora. Por outro lado, é justamente esse rigor que garante a qualidade da informação. “Você alteraria a posição de seus investimentos financeiros baseado em uma conversa entre desconhecidos que escutou no ônibus?” , pergunta Ferrari.

Segundo Rogério Cajado, diretor corporativo do IBOPE e vice-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), o desafio desse mercado é desenvolver metodologias que atendam às expectativas dos clientes sem perder o rigor técnico, a qualidade e a confiabilidade dos dados. “Somente empresas com credibilidade e confiabilidade são capazes de se adaptar às mudanças do mercado, mantendo os mesmos padrões de qualidade”, atesta Cajado.

O IBOPE, por exemplo, dedica-se atualmente ao desenvolvimento de tecnologia e de metodologia de medição de mídias convergentes (conteúdo de vídeo em diferentes plataformas), à aplicação da metodologia existente em outros meios e ao desenvolvimento de novas soluções para a medição de audiência de TV. Além disso, também investe em ferramentas para mensurar a eficiência da comunicação e em soluções que permitam a fusão de diferentes dados produzidos pela empresa. “Nosso objetivo é antecipar, compreender e satisfazer às necessidades dos nossos clientes (e também dos clientes deles) compartilhando o interesse comum pelo crescimento do mercado de comunicação e pelo desenvolvimento dos negócios e dos anunciantes”, finaliza Flávio Ferrari.

 

 

 

 

 

 

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Comunicação Interna tem grande conferência

A segunda edição da Conferência Comunicação Interna do IQPC quer promover a uma área orientada a resultados para gerar vantagem competitiva com estratégias alinhadas aos objetivos do negócio. Com 20 novos casos práticos de grandes empresas, vai acontecer entre os dias 25 e 27 de novembro de 2008 no Meliá Jardim Europa em São Paulo/SP.

Hoje, a comunicação interna e os profissionais que com ela atuam têm em suas ações uma abrangência maior que simplesmente comunicar. Pelo seu envolvimento direto com as demais áreas da organização e, por terem como público o principal stakeholder, suas ações impactam diretamente no negócio, sobretudo no clima organizacional, engagement, prevenção e gerenciamento de crises, change management, gerenciamento de conflitos, gestão do conhecimento, entre outros pontos. Comunicação é indiscutivelmente importante para o sucesso dos negócios. A intenção é ser o maior summit para executivos de comunicação focados nas melhores práticas e trends para a comunicação interna, e entre os temas previstos estão construção e definição de métricas e indicadores de performance; a comunicação interna como fator chave para o sucesso em processos de mudança; o alinhamento da comunicação com a estratégica corporativa e ainda novas mídias e tecnologia para comunicação interna.

Entre as organizações confirmadas estão HSBC, IBM Brasil, Vale, Merck Sharp & Dohme, Natura, Tetra Pak, Santander, Grupo Votorantim, Sky, Oi, Renault, Atento, Philips, Wal-Mart, Embraer e Grupo Telefônica. O Portal Mundo das Relações Públicas é apoiador oficial da iniciativa, junto com a ABRACOM e o Conselho Regional de Profissionais de RP 2.Região SP/PR. Os cadastrados do Portal obtêm 10% de desconto na inscrição, mencionando um código específico. Faça download do programa completo clicando aqui. Mais informações no www.iqpc.com/br/comunicacao ou pelo fone 11-3164-5600 e e-mail atendimento@iqpc.com.

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A era da segmentação

 

Todo mundo, ou quase todo mundo já sabe que segmentar é preciso. Mas saber somente já não basta. A aplicação desse conceito vem sendo explorada pela lei da oferta e da demanda. Arrisco-me a dizer que é muito mais pela demanda do que pela oferta. Mesmo assim, vejo que os "ofertantes" ainda estão meio desorientados, sem saber para onde ir, o que justifica o fato de muitos "demandantes" continuarem desatendidos.

Sim, é normal que o crescimento de mercado impulsione a demanda, mas aqui me refiro a algumas necessidades, específicas ou mesmo de massa, que muitas vezes não são atendidas porque a oferta não está presente e adequada o suficiente ao público demandante e no momento certo. Quem imaginaria que uma empresa produtora de milhares de toneladas de papel e celulose se preocuparia em personalizar a relação comercial com os clientes de diferentes segmentos que atende? Afinal, papel é um produto tão elementar e cotidiano que dispensa qualquer estratégia de marketing segmentado. Enganam-se os que ainda pensam assim. E o que dizer da gigante fábrica de refrigerantes que consegue interagir de forma segmentada com os seus milhões de clientes de diferentes tribos de todo o mundo?

Nós mesmos, como clientes B2B ou B2C somos exigentes. A proliferação de empresas que atuam em uma mesma área trouxe uma infinidade de escolhas ao cliente e ele se cansou. Não sabe mais para onde olhar ou o que escolher e cansado de ver tantas ofertas, percebeu que a sua demanda é muito mais importante do que o número imensurável de comunicação que recebe. Quem impõe hoje é nosso cliente e não ao contrário. As empresas não devem mais tomar decisões centradas no seu próprio umbigo, devem dar os ouvidos ao mercado porque do outro lado da tela,

do rádio, da revista, do site ou do celular, está um cliente crítico que não se contenta em apenas comprar ofertas. Pode até ser que já nos demos conta da importância da segmentação, mas talvez não da forma mais adequada.

Percebe-se uma preocupação das empresas em organizar o banco de dados de clientes, coletar e atualizar um número substancial de informações nos pontos de contatos e até mesmo se comunicar permanentemente com seus clientes. E não há nada de errado nisso, o problema é que, na maioria das vezes, as novidades que são criadas não chegam para quem realmente interessa.

Hoje em dia não faltam ferramentas ou plataformas multicanais que permitam identificar e mapear o comportamento do cliente para, a partir disso, atendermos ao cliente exatamente como ele quer ser atendido. E, por que continuamos fazendo campanhas para um milhão de pessoas com retornos ínfimos (ou que às vezes nem podem ser mensurados), enquanto podemos segmentar a comunicação para uma base de 100 nomes com um aproveitamento muito maior?

Com toda certeza isso toma tempo dos profissionais de marketing, mas afinal este é o nosso papel: explorar as alternativas existentes e encontrar formatos bem-sucedidos de passar uma mensagem relevante, responsável e no timing do cliente. Para finalizar, seja em campanhas de mídia online ou impressa, todos sabemos que na era da segmentação quem souber aplicar, terá mais chances de garantir participação no mercado em que atua. Afinal, se o cliente não ficar, será que você fica? (Texto de Helena Dall Pizzol é gerente de marketing e serviços da Direkt, publicado no site Clientesa.com.br ).

 

 

 

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Digital Age 2.0 discute marketing online

 

A Internet e a tecnologia digital estão revolucionando o modo como as pessoas, especialmente crianças e jovens, assistem a vídeos e ouvem música. Mais do que simplesmente ver ou ouvir passivamente, eles recortam, transformam e geram novo conteúdo, que é compartilhado na rede. Um movimento que desafia as atuais leis de direito autoral e contrapõe a indústria de entretenimento e mídia e seus consumidores. Depois do sucesso da primeira edição do Digital Age 2.0, realizada em agosto de 2007, o Now!Digital Business adianta os preparativos para tratar destes temas na conferência sobre marketing online e o futuro dos negócios com a Internet como plataforma de relacionamento marcada para os dias 1 e 2 de outubro de 2008 em São Paulo/SP. Sete especialistas internacionais já confirmaram sua participação, que terá como tema “Expandindo as Fronteiras da Internet”. Na agenda, palestras e debates sobre redes sociais, mobilidade, rich media, direito autoral no século XXI, novas tendências de marketing na era digital, blog corporativos, como medir a eficiência de novas mídias.

“O Digital Age 2.0 é a conferência definitiva para discutir e entender o futuro dos negócios online, conhecer práticas de marketing e comunicação efetivas para a nova geração de consumidores e encontrar novos mercados usando estratégias de Web 2.0”, explica Silvia Bassi, presidente e publisher do Now!Digital Business. Segundo ela, em sua segunda edição, o Digital Age 2.0 é mais uma oportunidade para que os profissionais brasileiros conheçam a visão e as experiências de especialistas internacionais, muitos deles pela primeira vez no Brasil. Os nomes já confirmados são:

- Larry Lessig, reconhecido como a maior autoridade mundial sobre direito autoral, eleito pela Scientific American como uma das 50 pessoas mais visionárias do mundo e um dos fundadores do Center for Internet and Society;
- Seth Godin, autor de mais de 10 best sellers e um dos mais influentes blogueiros sobre marketing e mídia no ranking Power150, da AdAge ­ em videoconferência exclusiva;
- Danah Boyd, “a sacerdotisa das redes sociais” como foi chamada pelo Financial Times, uma das principais autoridades internacionais no estudo de como as pessoas usam comunidades online;
- Steve Rubel, vice-presidente e diretor da Insights da Edelman Digital, com mais de 15 anos de experiência na área de marketing digital;
- Travis Katz, diretor internacional da Fox Interactive Media e do MySpace;
- Andrew O’Dell, sócio da Pereira&O´Dell - nova agência criada pelo brasileiro PJ Pereira nos Estados Unidos - e ex-presidente de marketing interativo da AQKA, eleita a melhor agência digital do mundo pela Ad Age e Ad Week em 2008;
- Martin Piombo, vice-presidente e gerente geral do Yahoo! Connected Life para a AL.

“Evitando o sundae de almôndegas: como obter sucesso em um mundo dominado pelo Google” é o tema da palestra de Seth Godin no Digital Age 2.0. Com o mesmo tema de seu último livro Meatball Sundae: is your marketing out of sync?, o guru dos profissionais de marketing e publicidade traçará um paralelo entre o tradicional marketing, que compra anúncios para divulgar idéias, e o novo marketing, que se caracteriza por espalhar conceitos através de tribos, como as redes sociais e os blogs. Godin apresentará as novas ferramentas online e mostrará que os profissionais do setor não podem ignorá-las no cenário da era digital.

Em entrevista ao editor-chefe do IDG Now!, Ralphe Manzoni Jr., Godin conta que um sundae de almôndega simboliza uma infeliz mistura entre as duas formas de marketing e que isso representa uma comunicação malsucedida às empresas. Barack Obama e 37signals, por sua vez, são, na opinião de Godin, dois exemplos de uma boa combinação das ferramentas do novo marketing, pois possibilitam uma relação interpessoal e não um contato impessoal entre companhia e cliente. Para ler a entrevista completa, visite o link. O Digital Age 2.0 é promovido pelo Now!Digital Business e conta com patrocínio de Grupo RBS, Microsoft Advertising e Locaweb, e apoio de Rede CBN, Meio Digital, Abracom, AGAD, APAD, FIAP, ithink e Interactive Advertising Bureau. Mais informações em www.digitalage20.com.br.

Now!Digital Business ­ Parceiro exclusivo do International Data Group para a publicação de seus títulos e reprodução do conteúdo internacional no Brasil, o Now!Digital Business é um grupo de mídia 100% nacional, que já nasce com 32 anos de história bem-sucedida com o nome de IDG Brasil. De fevereiro de 1976 a fevereiro de 2007 atuou como subsidiária, transformando-se em empresa local licenciada do IDG em março de 2007. Atualmente, o Now!Digital Business contabiliza mais de 1,1 milhão de leitores únicos, editando as revistas PC World, Computerworld, CIO e Channel World e seus respectivos websites; o site de notícias IDGNow! e a versão online da MacWorld; e realizando eventos como o CIO IT Summit; CIO IT Focus e seminários Best Practices, todas marcas pertencentes ao IDG. Também faz parte do portfólio o Digital Age 2.0, conferência de marketing e internet e primeiro produto registrado sob a marca Now!Digital Business. A companhia fica em São Paulo, tem 69 funcionários, sendo 50% deles jornalistas, entre eles a presidente e publisher, Silvia Bassi, com 23 anos de carreira na área de tecnologia da informação e internet . Mais informações em www.nowdigital.com.br.

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Mudanças de perfil na comunicação corporativa

 

As empresas hoje estão tratando a comunicação corporativa de forma mais estratégica, o que implica em mudanças no perfil de quem atua na área. Em 35,4% delas, já existe uma diretoria para cuidar da comunicação interna e muitos dos executivos vêm ocupando cadeira no board. Há também uma redução do percentual de profissionais formados em jornalismo no comando da área nas organizações no Brasil. Em 2002, 54% eram jornalistas e agora eles não ultrapassam os 35%. Já o número de profissionais de relações públicas cresceu, passando de 15,4% em 2005 para 22% em 2007. Os dados são de estudo realizado pelo Databerje, instituto de pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), onde foram ouvidas 164 empresas, que juntas faturaram no ano de 2006 cerca de US$ 360 bilhões ou 33,7% do PIB brasileiro.

De acordo com o levantamento, as maiores equipes - aquelas que contam com mais de seis funcionários - estão nas companhias de serviços, 35%. Embora metade delas não tenha um plano integrado de comunicação. "É curioso ver que existe uma diversidade de formação, com antropólogos e filósofos", afirma Suzel Figueiredo, diretora do Databerje.

Outro ponto de destaque é que em 53% dos casos, as diretorias e gerências de comunicação interna ficam sob a responsabilidade da comunicação e relações públicas. Em 40% das companhias, quem cuida é a área recursos humanos. No entanto, em 3% das organizações ouvidas, o setor de comunicação passou a se reportar às áreas como assuntos corporativos/institucionais e até mesmo à presidência, 2,4%.

"No passado, era comum o RH controlar a comunicação com os funcionários", diz Suzel. Mas isso mudou e a área de comunicação corporativa ganhou mais poder". Tanto que aumentou em 6,9% o índice de empresas que possuem equipe interna, se comparado a 2005 (quando foi feita a última pesquisa). Em relação aos investimentos feitos pelas companhias na área de comunicação, se comparado a 2005, aumentou o aumentou o percentual de empresas que investem até R$ 500 mil reais por ano na área, pulando de 28,2% para 35,4% este ano. "Os investimentos são tímidos para uma organização que emprega 5 mil funcionários", diz Suzel. "Ou seja, ela aplica apenas R$ 100 per capita por ano".

Vale ressaltar que 20,7% dos entrevistados não sabiam qual era o investimento atual da empresa. Desses, quase metade ocupa cargos de analista/especialista e estão concentrados nas áreas de recursos humanos. A pesquisa aponta ainda que o mercado de comunicação corporativa é composto, predominantemente, por mulheres, com 76,2%. Embora os homens sejam maioria nos cargos de diretoria. Mesmo com a área tendo crescido e se estruturado nos últimos anos, 65% dos profissionais investigados acreditam que o trabalho de comunicação interna não atende completamente às necessidades de informação dos funcionários. (Texto de Andrea Giardino, publicada no Jornal Valor Econômico)

 

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