Boletim nº 189/09 - Ano XII
Março 2009

Novos Cadastrados

Neste último mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Kátia Natio (Curitiba/PR), Nicolle Castro (Curitiba/PR), Luciana Bahia (Salvador/BA), Marina de Oliveira (São Bernardo do Campo/SP), Damares Zacarias (São Paulo/SP), Cristiano Ferreira (Recife/PE) e Luana dos Santos (Curitiba/PR). Tambem os relações públicas Maulini Giácomo (Genebra/Suíça), Mateus Tozelli (Campinas/SP), Flávia de Souza (Santos/SP), Paula Funichello (Limeira/SP), Thatia Pinto (Belo Horizonte/MG), Luísa Aidar (Atibaia/SP), Leise Bethencourt (Campo Grande/MS), Danielly dos Santos (Maceió/AL), Mariana Calil (São Paulo/SP), Elaine de Moraes (Bauru/SP) e Juliana Bernardo (Campinas/SP). E ainda a bacharel em Tecnologia de Banco de Dados Cibele Renesto (São Paulo/SP), a analista de Marketing IIzabella Lucio (Belo Horizonte/MG), a jornalista Alisson Ávila (São Paulo/SP), as publicitárias Carolina Linhares (Rio de Janeiro/RJ) e Giuliana Donato (Campinas/SP) e as universitárias de Publicidade, Renata dos Santos (Campinas/SP) e de Jornalismo Cássia Alves (São Paulo/SP).


 

Corrosão do Caráter

Em seu clássico de 1972, The Hidden Injuries of Class, o sociólogo Richard Sennet entrevistou um homem chamado Enrico, trabalhador sindicalizado cuja vida era estruturada pelo cronograma do sindicato, e só fazia sentido por causa de seus sacrifícios para o futuro. Em A CORROSÃO DO CARÁTER, publicado pela Record, Sennett explora o cenário contemporâneo, representado pelo filho de Enrico, Rico, cuja vida é mais bem-sucedida materialmente, embora em outro contexto, no qual o trabalho não é mais um comprometimento para longos períodos ou com significados mais permanentes.

A partir de entrevistas realizadas com executivos demitidos da IBM em Nova York, funcionários de uma padaria moderna de Boston, um empregado que se transformou em um executivo da publicidade e muitos outros, Sennett analisa os efeitos desorientadores do novo capitalismo. Ele revela o contraste intenso entre dois mundos de trabalho: aquele das organizações hierárquicas rígidas, no qual o que importava era um senso de caráter pessoal; e o admirável mundo novo da reengenharia das corporações, risco, flexibilidade, marketing de rede e equipes que trabalham juntas durante um curto espaço de tempo, no qual o que importa é ser capaz de se reinventar a toda hora.

Em alguns aspectos, as mudanças que marcam o novo capitalismo são positivas: afinal, não se pode negar que elas construíram uma economia dinâmica. Mas elas também podem corroer o senso de objetivos, a integridade e a confiança mútua, fatores que as gerações anteriores encaravam como essenciais para forjar o caráter pessoal.

Sennet oferece subsídios importantes para entender o contexto político e social do mundo pré e pós-globalizado e para confrontar uma economia baseada no princípio de “sem comprometimentos a longo prazo”. Richard Sennett dá aulas de sociologia na London School of Economics e na universidade de Nova York. É autor de Carne e pedra, ensaio publicado pela Record, e O declínio do homem público.



 

Pesquisa de Marketing

A tarefa da pesquisa de marketing é a identificação, a coleta, a análise e a disseminação sistemática e objetiva das informações e esse conjunto de ações é empreendido para melhorar as tomadas de decisão relacionadas à identificação e à solução de problemas. A obra "Pesquisa de Mercado", de Izabel Sabatier de Faria e Mario de Faria em edição da Makron Books, foi concebida com o objetivo de auxiliar o profissional que fará a pesquisa de marketing e o profissional que irá tomar decisões com base na pesquisa. Nesse sentido, apresenta uma visão simplificada de todos os tipos de pesquisa que podem auxiliar no planejamento de marketing e comunicação, identificando as principais informações que cada uma oferece. Inclui um grupo ampliado de exemplos, cobrindo diferentes assuntos. Ajuda o leitor a identificar o tipo de pesquisa adequado a cada problema de marketing; elaborar projetos de pesquisa para atender a problemas de marketing; elaborar questionários e roteiros estabelecendo relação consistente com as hipóteses e objetivos do projeto; desenvolver a coleta de dados, tabulação, elaboração de tabelas e gráficos; analisar resultados de pesquisa de mercado, com uso de técnicas qualitativa e quantitativa; e contratar e avaliar serviços de pesquisa de marketing.

Autores - Izabel Sabatier de Faria tem trinta anos de experiência profissional na área de pesquisa de marketing atuando como executiva em organizações como Rino Publicidade, Young & Rubican, Instituto Gallup de Opinião Pública. Formada em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Cásper Líbero e com pós-graduação em Marketing pela ESPM. Já Mario de Faria é formado em Administração de Empresas pela Faculdade São Marcos, com mestrado em Educação pela Universidade Anhembi Morumbi. Apresenta trinta anos de experiência profissional na área de marketing e pesquisa atuando como executivo em organizações como Banco Bamerindus, Filtros Fram e Formaplas.



 

E-mail Marketing

A obra "Estratégias de Email Marketing", de Murilo Gun e Bruno Queiroz, é a aposta da Editora Brasport para o setor da comunicação digital. O objetivo deste livro é apresentar o e-mail marketing como estratégia de marketing direto capaz de proporcionar resultados para as empresas. Os conceitos são apresentados sob o ponto de vista estratégico e mercadológico, sem aprofundamento técnico mais relevante. Serão abordados os cinco principais desafios do e-mail marketing: Como construir um mailing com consentimento dos usuários Como fazer e-mail marketing sem fazer spam; Como otimizar a entrega da mensagem no destinatário; Como diferenciar sua mensagem dentre as outras; Como mensurar e melhorar os resultados.

O livro está dividido em oito capítulos, sendo os quatro primeiros com foco teórico, abordando marketing direto, e-mail marketing, spam e marketing de permissão, e os quatro últimos com foco prático, com orientações para construção de mailing, criação da newsletter, “entregabilidade” e mensuração dos resultados.

Autores ­ MURILO GUN é gerente de produtos da Cartello, onde é responsável pela ferramenta de e-mail marketing Relazione (www.relazione.com.br). Ministra palestras e cursos sobre marketing na Internet. Já BRUNO QUEIROZ é diretor executivo da Cartello (www.cartello.com.br) e presidente da AETI (Associação das Empresas de Tecnologia Internet). Ministra palestras e cursos sobre planejamento e gestão de negócios na Internet.



 

Relações Públicas e Marketing

“O perfil mais friccionado com o marketing é o do relações-públicas”, define Manoel Marcondes Machado Neto, autor de livro que incentiva as incursões de profissionais da Comunicação ao campo da Administração e vice e versa. Ao destacar o papel das Relações Públicas como responsáveis pela maior (e melhor) integração possível entre as organizações e seus públicos, afirma que é preciso fazer uma reengenharia nos cursos de Comunicação Social. "Relações Públicas e Marketing: convergências entre Comunicação e Administração" é fruto de reflexões surgidas ao longo de mais de trinta anos da experiência dele, dos quais mais de duas décadas superpõem atuação no mercado e atividade de ensino e pesquisa na Faculdade de Comunicação Social da UERJ e em outras instituições acadêmicas. Dividido em duas partes, os capítulos da obra são independentes e dedicados a temas indispensáveis para quem quer entender o atual ambiente de negócios e, principalmente, o papel da comunicação no contexto do mercado. Didático e conciso, Marcondes Neto oferece ao leitor uma ampla visão do campo da Administração ­ das principais teorias acadêmicas às diferentes frentes de atuação do administrador. Analisa os conceitos de Marketing e Relações Públicas e discorre sobre suas interfaces com a cibernética, a indústria cultural e a teoria geral de sistemas. Glossário e notas, marcadas como hipertextos de fácil visualização e com mais de 200 entradas, complementam o livro, também ilustrado com quadros e planilhas.

Autor ­ Escritor de Marketing Cultural: das práticas à teoria (Ciência Moderna, 2005) e responsável pela revisão técnica do clássico Marketing Básico, de Manoel Maria de Vasconcellos (Conceito Editorial, 2006), Manoel Marcondes Machado Neto é Doutor em Ciências da Comunicação pela USP e professor adjunto da Faculdade de Comunicação Social da UERJ, especializou-se em Análise de Sistemas e Métodos nos Estados Unidos e é Mestre em Comunicação pela UFRJ. Como pesquisador lidera o grupo “Gestão e Marketing da Cultura” junto ao CNPq e é editor dos sites CPDCom e Marketing e Cultura.

 

A nova gestão da influência

 

Se a relação que as organizações têm com seus públicos, sobretudo os mais fiéis, é cada vez mais anímica, então fará sentido repensar o composto estratégico de marketing, propondo um mix onde haja lugar para o “P” de poder, que não é mais exclusivo dos órgãos executivos, legislativos ou judiciários e seus equivalentes do setor privado, mas que se radica em nossos dias em configurações informais. Falamos especialmente do poder informal de quem constrói a opinião e que é assegurado pela capacidade de representação, avaliação e reivindicação, em face dos outros poderes. Certo é que os poderes informais dominam, e por vezes detêm, o espaço de comunicação e, conseqüentemente, o espaço da legitimidade e da autoridade da informação.

Tal fenômeno significa que a assunção de contrapoderes organizados favorece a eclosão de uma gestão transparente e dialogante, colocando a engenharia relacional na primeira linha da administração de marketing.

Em nossos dias, os agentes que dominam o espaço da comunicação o fazem na condição de controllers do espaço da legitimidade e da autoridade da informação. Contudo, no mundo dos negócios, mesmo o poder da comunicação informal não é total, pois é muito dependente –triplamente dependente: das fontes, de seu público e da representação que este tem do próprio poder. Isso significa que tal sistema de informação necessita ser alimentado por informação confiável, tornando-se a engenharia relacional fundamental nessa representação.

No mundo corporativo, a verdade objetiva é como uma paisagem pintada por um artista e não uma imagem de espelho independente do sujeito; tanto mais verdadeira será a paisagem quanto mais elevado o observatório ou terraço onde está situado o pintor, permitindo-lhe uma visão mais ampla e de maior alcance do panorama irregular e acidentado da realidade empresarial.

No dia-a-dia das empresas, confrontam-se ações de natureza estratégica e comunicacional. É preciso definir um processo para contribuir para a construção de uma corrente de opinião, composto de alguns passos:

1. O primeiro passo será o de se colocar fora dos problemas, não enfocando o problema nem sua origem, já que só desse modo se criará a distância necessária para ter uma visão de 360 graus. Quando estamos demasiado próximos daquilo que julgamos ser a verdade, estamos já dentro dela; desse ponto de vista, procurar a verdade será –sempre– procurar por si próprio. Lembre-se: a verdade é independente do sujeito.
2. O segundo passo a dar será entender que, nesse contexto, somos o que negociamos, pelo que não deveremos deixar que interesses se confundam com as pessoas ou com os problemas. Mais uma vez se aconselha o distanciamento necessário.
3. No terceiro passo, deveremos entender que o que está em jogo é a capacidade de influenciar, direta e indiretamente, os processos de elaboração, aplicação ou interpretação de opiniões. A diferença entre a engenharia relacional e as outras forças de comunicação persuasiva (publicidade, propaganda, marketing, venda pessoal etc.) passa pelo fato de estarmos falando de algo muito mais “sutil”.

Notoriamente a opinião intermediada por um formador de opinião tem mais credibilidade que a manifestada diretamente pela empresa, por meio da publicidade ou de sua força de vendas. E por que isso acontece? A resposta parece demasiado simples: muitas organizações, bem como alguns de seus líderes, têm déficit de credibilidade. Os investimentos feitos em publicidade popularizam marcas, produtos, serviços, pouco podendo fazer quanto à credibilidade.

Então, a solução encontrada para aliviar a referida falta de credibilidade passa, muitas vezes, pela mediação, transformando os formadores de opinião, desse modo, em agentes do poder informal público preferencial das empresas. Só pela constituição de um tecido relacional denso conseguiremos criar espaço de intervenção estratégica junto dos outros agentes poderosos.

Partindo do pressuposto de que as decisões são elaboradas com base no entendimento dos estrategicamente mais poderosos, e não necessariamente no que é mais objetivo ou certo –em outras palavras, supondo que não existem fatos, apenas interpretações–, há de se atuar sobre a percepção de quem tem o direito de se expressar sobre o tópico em discussão, tornandose necessário analisar a forma como se movimentam os stakeholders, os public stage e os issues stage no complexo ambiente da decisão empresarial.

Como atividade estratégica, a engenharia relacional traduz-se em um processo de influência, que se reporta à função de suporte das atividades de, pelo menos, três níveis de autoridade presentes na gestão organizacional:

Stakeholders – Seus comportamentos podem afetar a persecução dos objetivos de nossa organização. São especialistas com potencial estratégico.
Public stage – Os stakeholders se convertem em público ativo quando tendem a ocupar espaço que nos é vital estrategicamente, passando do potencial à ação.
Issues stage – Esses públicos organizam-se em torno de problemáticas e questões (issues), que deveremos dominar e gerir por antecipação. Ser capaz de estabelecer profundas relações privadas com todos os personagens-chave garante informação ampla, segura e exclusiva.

Plano de Engenharia Relacional - O processo de planejamento para a engenharia relacional passa pela seguinte linha de orientação:

1. Construir um mapa de stakeholders (veja página anterior) partindo da mais completa e detalhada lista dos grupos e pessoas que se relacionam com as organizações e os temas implicados. Procuramos todos os públicos que influenciam o meio, afetando-o ou sendo afetados por ele.
2. Elaborar um mapa das ligações dos stakeholders a outros públicos.
3. Investigar qual é a tipologia de interesses de cada stakeholder. Cada um pode ter importância e significações distintas, dependendo dos objetivos e metas estratégicas no tempo.
4. Conhecer qual é o poder de cada stakeholder, relacionando-o com os interesses que o colocam em jogo.
5. Construir uma matriz de prioridades ativas em relação a cada stakeholder.
6. Controlar, a partir das decisões e posicionamentos estratégicos resultantes de mudanças nos círculos de influência. Corrigir os desvios encontrados. Pretendemos investir em ações com vista à criação de massa crítica relacional, junto de quem faz opinião (a mídia, os formadores de opinião, os responsáveis setoriais, os especialistas, os criadores, os profissionais de marketing, os publicitários, os políticos etc.).

Estratégias operacionais - Todas essas interações, assim como as metodologias enumeradas, devem ser vistas como resultado de uma série de convenções e interesses que visam, antes de mais, proporcionar a aproximação à verdade consensual.

Partindo da necessidade de desenvolvimento efetivo de estratégias operacionais, ante um tecido relacional denso, junto de grupos de interlocutores estruturados e organizados, assume-se que essas ações deverão ser suportadas por correntes de opinião elaboradas, surgindo então a necessidade de profissionalização de todas as práticas comunicacionais, sem exceção. Assim, de forma a ampliarmos os vínculos de privilégio nas relações com os referidos públicos, será necessário procedermos a uma cautelosa e constante análise dos limites de decisão informativa, internos e externos.

Os formadores de opinião acrescentam valor aos acontecimentos ao longo da cadeia de montagem da informação, traduzindo a mensagem para um idioma público (simplificado), uma vez que eles não são simples distribuidores (multiplicadores) de matéria-prima; mais do que isso, tornam-se juízes em causa alheia, não só por suas interpretações sobre os mais variados fenômenos (public stage), como igualmente por serem, na atualidade, a matriz do que é ou não interessante dos pontos de vista social, econômico, político etc., ou seja, dos temas que têm, ou não, notoriedade (issues stage). Baseados na objetividade, nos critérios de legitimidade, de credibilidade, de prestígio e de popularidade, a engenharia relacional pretende instituir meios de controle sobre os eventuais vieses provocados pelas fontes de informação e decisão, de que são exemplos principais a mídia e os orçamentos publicitários.

A credibilidade obtém-se nessa atividade pela não-filiação a qualquer grupo de pressão, pela forma de ser dialogante e trabalhar pensando no longo prazo, nunca perdendo de vista seu centro de valores humanos. Falamos na gestão da influência no nível dos imperativos ideológicos, profissionais, comerciais, técnicos etc.

Com o intuito de podermos projetar ações no nível da engenharia relacional, deverá existir afinidade entre os mais variados níveis de decisão interna, isso de forma a acautelar que todas as oportunidades serão aproveitadas. Lembre-se de que o poder informal de quem constrói a opinião é assegurado pela capacidade de representação, avaliação e reivindicação, em face dos outros poderes, pelo que a gestão da influência organizacional é muitas vezes difícil e mesmo embaraçosa de ignorar, devendo esses especialistas evitar fanatismos e falsos entusiasmos. (Texto de Paulo Vieira de Castro, diretor do Centro de Estudos Aplicados em Marketing do Instituto Superior de Administração e Gestão do Porto/Portugal e consultor de empresas publicado na revista HSM Management Update nº 62 - Dezembro 2008).

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II Digital Media Conference reúne especialistas em SP

 

A Corpbusiness promove no dia 11 de março de 2009, no Hotel Tryp Paulista em São Paulo/SP, o II Digital Media Conference. A idéia é apresentar a verticalização dos canais de mídia e convergência digital, com as melhores práticas, tanto no desenvolvimento de estratégias, como no uso das ferramentas disponíveis na mensuração dos resultados.

O primeiro painel discute as “As novas tendências e novas mídias digitais”, com a presença de Michel Lent (Sócio-Fundador e Vice-Presidente de Criação da 10 Minutos); Abel Reis (VP de Tecnologia e Projetos da Agência Click); Marcelo Coutinho (Diretor do IBOPE Inteligência); e Paulo Milreu (Diretor da PMC & Associados). Em seguida o tema a ser discutido será “Mídias Sociais - conceito, aplicações e tendêndias”, com Essio Floridi (Gerente do Yahoo); Alexandre Canatella (CEO Co-funder Cyber Cook da Cyber Diet); e Guilherme Gomide (Diretor da Mídia Digital Fundamentos de SEO Mídia Digital). O último painel do período da manhã prevê o tema “Métricas e Business Intelligence para campanhas publicitárias em convergência”, com os palestrantes Leonardo Naressi (Gerente de BI Direct da Performance); Thiago Richter Bacchin (Diretor Geral Cadastra da Search Engines Promotion); e Mirko Mayeroff (Diretor de Novos Negócios da WEBTraffic).

“Desafios para o Marketing Online em um ambiente de desaceleração de investimentos” é o grande assunto a ser palestrado por Leandro de Paula – Sales Manager da Microsoft; e Rodrigo Polacco – Gerente de Produtos da Predicta. Em seguida dois executivos falam sobre Mobile marketing: Leonardo Xavier (Sócio-Diretor da PontoMobi Interactive) e Marcelo Castelo (Diretor da F.BIZ). As últimas palestras ficarão por conta de Marcio Chleba (Diretor da Chleba), com o tema – “Pensamento Estratégico num mundo cada vez mais conectado”. Para encerrar o evento o convidado foi Roberto Eckersdorff (CEO da UNICA – The Tagnology Company)

Mai dados, acesse www.corpbusiness.com.br ou ligue 11-3822-0624.

 

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Quem é a geração Y

 

Estudo de Pilar García, Guido Stein e José Ramón, especialistas do IESE, explica que o que motiva os profissionais nascidos nos anos 80 e 90 e o que eles podem dar as empresas, a partir da análise do contexto em que cresceram e das mudanças sociopolíticas por que passaram. Pela primeira vez na história do mercado de trabalho, as organizações estão acolhendo pessoas cujas idades cobrem um espectro de mais de 40 anos. Essa tendência vai aumentar na próxima década, devido ao necessário prolongamento dos anos de trabalho motivado pela escassez de profissionais. Na União Européia, por exemplo, a porcentagem de pessoas entre 65 e 90 anos saltará dos 16% da população total registrados em 2000 para 21% em 2020, enquanto aquelas entre 15 e 24 anos representarão apenas 11%. Diante disso, vários países europeus decidiram começar a regulamentar a permanência de trabalhadores além das idades “clássicas” de aposentadoria e a integrar outros grupos tradicionalmente marginais, como mulheres e imigrantes.

Trata-se de um contexto em que a gestão da diversidade passa a falar mais alto, não por razões humanistas, mas por ser um imperativo dos negócios. Fora da União Européia, mesmo em países mais jovens e em economias emergentes, também deparamos com a diversidade. Mas ela tem outra característica: a convivência forçada, porque necessária, de diferentes gerações de funcionários.

Para administrar bem tal convivência, é imprescindível conhecer suas motivações e seus valores, especialmente os dos recém-chegados, ou seja, o grupo que poderíamos denominar recém-formados em sentido amplo: a geração Y, nascida nos anos 80. Só compreendendo o contexto em que seus membros cresceram as tendências culturais às quais estiveram expostos e as mudanças políticas e sociais por que passaram ser á possível compreender o que os motiva e o que são capazes de oferecer.

Quem é quem - A mera proximidade de idade não basta para considerar um grupo parte da mesma geração. É necessário identificar um conjunto de vivências históricas compartilhadas ­ obviamente, de caráter macros sociais ­ que determina alguns princípios de visão de vida, contexto e, certamente, valores comuns. Sob essa lógica, podemos afirmar que estamos em um momento em que quatro gerações trabalham e convivem nas empresas, cobrindo um espectro de mais de 40 anos, cada uma com aspirações e contratos psicológicos diferentes com o empregador. Focalizaremos duas gerações em particular, a X e a Y, especialmente nos Estados Unidos e na Espanha, onde desenvolvemos a pesquisa.

Geração X - Os integrantes da geração X são as pessoas nascidas entre meados dos anos 60 e início dos 80. Essa geração viveu momentos importantes na política: a Guerra Fria, o ataque dos Estados Unidos à Líbia, a Perestróica precipitando a queda do Muro de Berlim. Foi a época dos últimos grandes estadistas, como Mikhail Gorbatchov, Ronald Reagan, Margareth Thatcher... As pessoas X não vêem o êxito da mesma forma que seus pais. Ao contrário, nutrem certo cinismo e desilusão em relação aos valores deles. São mais céticas, mais difíceis de atingir pelos meios de comunicação e marketing convencionais. É a geração da MTV, do Nirvana, das Tartarugas Ninjas e da junky food.

Do ponto de vista social, alguns acontecimentos marcaram essa geração, entre eles o aparecimento da AIDS, em 1981. Essa doença provocou um posicionamento ideológico de dimensões muito relevantes, provavelmente nunca associado a uma enfermidade, tendo assim grande influência na mudança de pautas de comportamento da geração seguinte.

Diante de tal panorama de incerteza e sensação de mudança, não é de estranhar que, ao ir ao cinema, esses jovens tenham assistido a Blade Runner (1982), um dos maiores expoentes do movimento cultural conhecido como cyber punk. A atual geração Y possivelmente desconhece que as origens ideológicas de alguns de seus ícones culturais, como Matrix, venha diretamente dessa visão apocalíptica e obscura, própria da evolução do movimento punk.

Compreendemos agora, em parte, a surpresa dos X quando, no início do século 21, ficaram privados de seu protagonismo como “a geração que viveu a grande mudança cultural”. Porque essa mudança, mesmo que pareça mentira, ficou antiga em menos de dez anos.

Os Y vêem a experiência dos X como “ruptura e evolução”, uma antiguidade a mais. Em certa medida, a geração Y roubou os sonhos da geração X e a destronou antes que esta tivesse tempo de reagir. E o fez em resposta, precisamente, ao que viu de seus irmãos mais velhos ou de seus pais, aos modelos que lhe foram propostos. De certa forma, pode ser que a falta de compreensão dos valores e motivações dessa geração provenha de uma espécie de animosidade por parte dos membros da geração X.

Em meados da década de 80, surgiu uma subcategoria da geração X, os yuppies (acrônimo do inglês young urban professionals, ou jovens profissionais urbanos). É um segmento caracterizado pelo alto poder aquisitivo e paixão pelo sucesso social, profissional e econômico. No final dos anos 80, o termo yuppie começou a incorporar conotações negativas, fruto do esgotamento de um modelo e estilo de vida que propunha certo “vale-tudo” para o êxito social e econômico.

Os yuppies que levaram ao extremo sua filosofia são os dinkies (double income no kids yet, ou duas rendas, sem filhos ainda): casais que adiam a criação de uma família para se dedicar exclusivamente a suas carreiras, porque não se sentem capazes de educar os filhos ou simplesmente porque não gostam de crianças. Costumam ser profissionais de alto nível e suas motivações estão relacionadas com a manutenção de seu nível socioeconômico. Têm sido fortemente criticados pela atitude egoísta e hedonista, em que o consumismo prevalece sobre outros valores, como os familiares.

Geração Y - A nova geração abrange os nascidos nos anos 80 e 90. Os mais velhos estão aos 25; os mais jovens acabam de sair da adolescência. Trata-se de uma geração de filhos desejados e protegidos por uma sociedade preocupada com sua segurança. As crianças Y são alegres, seguras de si e cheias de energia. É a geração dos Power Rangers e da internet, da variedade, das tecnologias que mudam contínua e vertiginosamente.

A geração Y só conhece a democracia, e as histórias sobre a transição, na Espanha, da ditadura para o Estado atual [o que se aplica perfeitamente ao Brasil] começam a lhe soar como batalhas de seus pais. Não deixam de se surpreender com o fato de que a geração anterior tenha sobrevivido sob a tirania de poucas redes de televisão, sob controle governa mental estrito, e com telefones pregados na parede.

Possivelmente a velocidade das mudanças vividas pela geração Y, ao lado de importantes transformações sofridas por seus pais, introduziu um salto qualitativo que os Y ainda estão digerindo (e que deixa perdidos os X, seus pais e praticamente seus criadores). É indigesto para um X ouvir de um Y que recusou uma oferta de trabalho com alto salário porque esta não lhe permitiria desfrutar a vida pessoal.

Na geração Y não ocorreu uma ruptura social evidente; não houve Woodstock nem maio de 1968. Os Y são silenciosos e contundentes, parecem saber exatamente o que querem. Eles não reivindicam: executam a partir de suas decisões, dos blogs e dos SMS. Não polemizam nem pedem autorização: agem. Enquanto os X enfrentam o mundo profissional com relativo ceticismo, os Y adotam uma visão mais esperançosa. Seu alto nível de formação os torna mais decididos. Sua atitude diante da hierarquia é cortês, mas não de estrito respeito ou amor/ódio, como a das gerações anteriores.

A integração dos Y às empresas está sendo especialmente complicada. Suas expectativas são novas e eles se consideram “a geração excluída”. Chegaram ao mundo em clima de mudança, transformação e certo desassossego político. Quase sempre são filhos únicos ou têm poucos irmãos. Possivelmente suas mães trabalham e ainda não entenderam a importância (ou a possibilidade de) conciliar vida pessoal e profissional. Talvez acreditem serem super mulheres e seus modelos profissionais oscilem entre a abnegada e empreendedor a Melanie Griffith e a implacável e ambiciosa Sigourney Weaver, do filme Uma Secretária de Futuro.

Esses jovens, além de ver televisão, começaram a dar seus primeiros passos com os computadores de seus pais ou irmãos: a tecnologia nunca vai ser um problema para eles. Cerca de 91,6% dos que têm entre 16 e 24 anos são usuários da internet, porcentagem que cai para 63,4% no caso das pessoas entre 35 e 44 anos. Já se acostumaram ao bombardeio de imagens, à informação imediata e visual, à realidade em 3D. Não desenvolveram a paciência e a laboriosidade, e sim o “já” e o “agora”. Não aprenderam a desfrutar um livro, uma vez que podem obter a mesma informação em minutos, com um clique. É uma geração de resultados, não de processos. E do curto prazo: eles sabem, por experiência, que as coisas, as informações, as novidades morrem em pouco tempo ­ até mesmo a ordem mundial, que parecia tão imutável. Alguns especialistas afirmam até que essa geração desenvolveu mais o hemisfério direito do cérebro. Parece que os estímulos da internet e dos videogames se dirigem a esse hemisfério, enquanto atividades como leitura exigem o uso do esquerdo.

Mesmo que essa interpretação esteja errada, fica claro que a geração Y responde a estímulos e motivações diferentes dos que moviam seus antecessores. Por exemplo, para eles, o futuro já não é uma ameaça insondável em mãos de megacorporações; ele simplesmente não existe. Essa visão apocalíptica se incorporou aos videogames e os jovens Y se sentem à vontade com ela.

Outra diferença importante: se as gerações anteriores se caracterizavam por receber as mensagens, as modas, a música de modo uniforme, a Y, ao contrário, destaca-se pela diversidade. Não que a geração Y não tenha nenhuma tribo ou subgrupo. Ela tem, sim. É a elite urbana, que, de alguma forma, cristaliza seus valores e estilos de vida: são os CBP (cosmopolitan business people, ou pessoas de negócios cosmopolitas). A globalização está criando um coletivo social transversal, situado em todo o mundo (ou quase todo), com traços homogêneos, independentemente da origem cultural, racial ou geográfica.

Características comuns diferenciam essa tribo de outros coletivos. Entre as mais significativas estão:

- Costumam conhecer vários idiomas. Concretamente, seu inglês é fluente, mesmo não sendo sua língua materna.
- Seu nível de educação é alto. Têm pós-graduação (MBA ou mestrado) ou especialização em alguma instituição de ensino superior de prestígio.
- De idade mediana, poderiam se manter CBP a vida toda, apesar de ser possível que até os 50 anos variem suas metas e objetivos vitais.
- São solteiros ou casados com poucos filhos. Às vezes o casal também é um CBP. Suas famílias tendem à instabilidade.
- A rede de amizades e conhecidos está distribuída por todo o mundo ou em região ampla. Raça, nacionalidade e religião são secundárias. Os laços profissionais ou de gostos pessoais é que contam.
- No mercado de trabalho, possuem experiências multinacionais, facilitadas pela educação e pelo nomadismo profissional. Suas raízes geográficas são fracas e não limitam sua mobilidade.
- Têm gostos variados, em que sobressaem os esportes, as artes, a leitura e, sobretudo, as viagens.
- O manejo das novas tecnologias é inerente a seu cotidiano ­ tanto profissional como pessoal.
- Buscam carreiras brilhantes, altos salários e adoram os headhunters e as multinacionais.

Motivações e valores - É bom lembrar que os conceitos de motivação e valores pertencem à geração X e mesmo à anterior, ou seja, foram concebidos por gerações que trocaram uma concepção mecanicista do trabalho por uma mais aberta, na qual o trabalho não é só uma forma de sobreviver economicamente, mas fonte de satisfação e desenvolvimento pessoal. É possível, portanto, que esses termos não se apliquem à geração Y. Para ler o estudo completo acesse o site da revista HSM Management.

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Blogs do Informa group: um passo rumo às mídias sociais

 

Falar em blogs corporativos no Informa group é algo relativamente novo. O que não é novidade é a importância que nós sempre demos ao relacionamento, ao diálogo com nossos clientes, à troca de informações. Isso está na base do nosso negócio, pois desde que a IBC foi fundada em 1964, em Londres, os intervalos dos eventos já eram organizados para favorecer a troca de cartões e o networking entre os participantes.

Para nós do Informa group, o relacionamento no ambiente virtual complementa aquele momento de interação que propiciamos aos nossos palestrantes, participantes e patrocinadores nas conferências, seminários, treinamentos e cursos que organizamos. O desafio que temos pela frente é integrar estas duas realidades, uma vez mais atuando como catalisadores de informações para o mercado.

Além de aprimorar o relacionamento com o mercado, queremos aproximar o cliente da nossa realidade de trabalho, atuando de forma mais transparente. Quando um executivo chega a um evento, quantificar os meses de trabalho que antecederam aquele “produto final” nem sempre é tarefa fácil. Acredito que os nossos blogs vão deixar mais nítidos os contornos de uma pesquisa de mercado consistente.

Uma nota em um site, uma matéria no jornal, uma conversa com um executivo de destaque, a troca de informações com um outro gerente de projetos. Estas são algumas das fontes de informações que fazem parte do nosso dia a dia. Contudo, uma parte desse conteúdo não é dividida com os nossos clientes. Por isso acredito que os blogs devem facilitar os processos de catalisar informações e dividi-las com o mercado.

No Brasil, a nossa incursão pelas mídias sociais começou em 2002, quando foi criado pela equipe da IBC o Centro Brasileiro de Comunicação Interna ­ CBCI. Com atuação independente, hoje esta comunidade virtual reúne mais de 300 profissionais de todo o país para compartilhar conhecimentos em Comunicação Interna. Outro passo dado foi no ano passado, quando lançamos grupos de discussão no Linkedin.

Agora, temos nossos blogs de inteligência competitiva, marketing de experiência, planejamento tributário e energia. Espero que todas estas iniciativas de integração e networking sejam tão proveitosas para vocês como tem sido para nós do Informa group, desde que começamos a trocar cartões, lá no início dos anos 60... (Texto de Marco Basso, diretor geral do Informa Group na América Latina).

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Organicom é a melhor publicação na área de RP

 

Com periodicidade semestral e abrangência internacional, Organicom - Revista Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas aglutina acadêmicos e profissionais do segmento que são referência no País e no Exterior. Ela é editada em parceria pela Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp) e pelo Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Gestcorp), da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Segundo a prof. dra. Margarida M. Krohling Kunsch, diretora da revista, coordenadora do Gestcorp e presidente da Abrapcorp, o objetivo é ter um instrumento efetivo de debate de idéias e de integração entre o campo acadêmico e o mercado profissional da área. É uma publicação semestral voltada para os pesquisadores, profissionais e estudantes ligados à área de Comunicação. Com abrangência em toda a América Latina, a revista tem como principal objetivo servir como um espaço de difusão de novas idéias das áreas da Comunicação Organizacional e de Relações Públicas, privilegiando a pesquisa e o compartilhamento de experiências.

A última edição, de número sete, traz o dossiê Identidade, Marca e Gestão da Reputação Corporativa. São mais de 300 páginas, nas quais perfilam profissionais, estudiosos, pesquisadores e vivenciadores da problemática. O tema é analisado sob enfoques como os da Teoria da Semiótica e dos Estudos Culturais Ingleses sobre identidade, passando pela importância da manutenção da reputação e chegando a considerações práticas em torno da necessidade de mensuração dos ativos intangíveis da marca e da reputação. Entre as muitas contribuições da edição, um destaque para os estudos internacionais de ponta apresentados pelo holandês Cees B. M. van Riel e pelo norte-americano Charles J. Fombrun, do Reputation Institute, assim como o artigo de Paulo de Lencastre, da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa. Entre os autores nacionais, mencionem-se os artigos de Mário Rosa, consultor e autor de livros sobre reputação; Ana Luísa Almeida, da PUC-Minas; Luiz Carlos Assis Iasbeck, da Universidade Católica de Brasília (UCB); e Cristina Panella, do grupo de CDN Estudos & Pesquisa. Também chama a atenção a entrevista realizada com um dos fundadores da Ciência da Comunicação Visual, o professor espanhol Joan Costa, pesquisador, designer e consultor corporativo.

Voltada para profissionais, estudantes, pesquisadores e interessados pela área de Comunicação, Organicom é distribuída para os principais centros de pesquisas e bibliotecas das universidades e faculdades de Relações Públicas do país. O último número contou com o patrocínio das empresas Basf e Odebrecht. A revista também pode ser comprada diretamente ou assinada por meio do site www.eca.usp.br/organicom . A edição n° 8 será dedicada à Ética nas organizações e os processos de relacionamentos públicos e tem previsão de lançamento no final de março de 2009.

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Cerimonial

O IBRADEP - Gestão da Comunicação realiza em abril de 2009 diversos cursos, sempre entre 9h às 18h no Hotel Augusta Boulevard em São Paulo/SP, ministrado pela relações públicas Gilda Fleury Meirelles, integrante de nosso Mundo-RP. Nos dias 23 e 24 de abril é a vez de "Diplomação, Posse e Transmissão de Cargo", e nos dias 27 e 28 tem "Recepção para Visitas Oficiais Nacionais e Internacionais - hábitos e costumes dos povos", ficando para 29 e 30 de abril o curso filmado "A Arte de Falar em Público - Mestre de Cerimônias, conduzindo a solenidade" . Mais informações pelo www.ibradep.com.br ou no email ibradep@ibradep.com.br e fone 11-4152-8419. Caso queira levar estes cursos para sua cidade, basta entrar em contato direto com os organizadores e encontrar um lugar na agenda.

 

Comunicação Ambiental

Pelo quinto ano consecutivo, Belo Horizonte sedia o Congresso Mineiro de Comunicação Ambiental. O evento, que acontece nos dias 12 e 13 de março de 2009, no Hotel Mercure, na capital mineira, vai reunir os principias profissionais das áreas de meio ambiente, responsabilidade social, finanças sustentáveis e comunicação do país. O objetivo é mostrar ao profissional como atuar, se aprimorar e conhecer os mais novos conceitos e ferramentas de comunicação para sustentabilidade. Com organização da Ambiente Global - Eventos Sustentáveis, o V Congresso Mineiro de Comunicação Ambiental terá este ano temas como a Comunicação Ambiental como instrumento para gerar valor nas organizações; Políticas Corporativas de Comunicação Ambiental e alinhamento de posicionamento aos atendimento de requisitos legais; e estabelecimento de metas. Para inscrições e informações, acesse o www.ambienteglobal.com.br/ ou ligue 11-4777-0260.

 

Assessoria a Personalidades

O curso de Assessoria de Comunicação para Artistas e Personalidades, proposto pela Anhembi Morumbi em São Paulo/SP durante oito sábados entre 28 de março e 30 de maio de 2009, quer mostrar a importância da profissão de Assessor dna área, suas características, transmitir os conceitos e preparar os profissionais e estudantes de comunicação que queiram trabalhar ao lado dos artistas da música e personalidades de uma maneira geral. Existe um crescente mercado para esse tipo de atividade, em função da valorização da visibilidade do artista na mídia e do crescimento da produção cultural. Um exemplo disso é dado pela produção musical independente, na qual o artista necessita cada vez mais dos serviços de empresas e profissionais da área de comunicação para a realização de atividades que eram feitas tradicionalmente pelas gravadoras. É extremamente importante para os profissionais da área e para os que pretendem trabalhar com esse tipo de assessoria entenderem as especificidades de um projeto de comunicação para divulgar a imagem de um artista, uma personalidade e seus diferentes produtos. Quem ministra é a jornalista e locutora Patricia Spínola. Ela atua desde 1995 na área de Comunicação, em assessoria de imprensa, divulgação artística e rádio. Apresentou e participou de programas de rádio e TV no Brasil e em Portugal. Trabalhou com artistas brasileiros na Espanha e em Portugal. Foi supervisora de comunicação da gravadora Virgin e trabalha desde 1999 como assessora de comunicação de artistas como o cantor Daniel, Grupo Tradição, Duda Monteiro, Leandro Lehart, Rionegro e Solimões, Zé Henrique e Gabriel, entre outros. Gerencia desde 1999 todo o departamento de comunicação da dupla Chitãozinho e Xororó. Mais dados pelo 11-3847-3241/3050/3079 ou no site www.anhembi.br .

 

Congresso MegaBrasil

Entre os dias 27 e 29 de maio de 2009, o Centro de Convenções Rebouças, na capital paulista, abriga o 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa. O evento é tradicionalmente organizado pela Mega Brasil e tem como tema central "O novo patamar da Comunicação Corporativa no Brasil". São esperados cerca de 800 profissionais de todo o País nos três dias de encontro, que prevê uma extensa programação com sete conferências (duas delas internacionais). Serão 18 palestras temáticas e oito workshops, além do Prêmio Personalidade da Comunicação e da Feira da Comunicação Empresarial. Ainda está programado o painel final com "O Melhor do Congresso", elaborado por equipe que acompanhará toda a programação para selecionar o que de mais relevante for apresentado. A programação está em fase de elaboração e deve ser concluída até o final do mês. Outras informações, pelo eventos@jornaldacomunicacao.com.br ou 11- 5576.5600, com Aline ou Laura.

 

Web Expo Fórum

A Converge Comunicações, responsável por organizar os mais importantes eventos nas áreas de telecomunicações, TV por assinatura, novas mídias, internet, produção e distribuição de conteúdo audiovisual, realiza a 3ª edição do Web Expo Forum, de 17 a 19 de março de 2009 no Centro de Convenções Frei Caneca em São Paulo/SP. Estão previstos painéis de discussão com palestrantes nacionais e internacionais, que abordarão temas como: o poder das redes sociais; a utilização a Internet pelos mercados fonográfico e de televisão para atingir o novo consumidor 2.0; programas e novos dispositivos móveis que proporcionam acesso aos recursos da web 2.0; o que os grandes grupos e empresas estão fazendo para entender e competir no novo cenário da web 2.0, entre muitos outros. Dentre os palestrantes já confirmados estão: Gil Giardelli, VP da Permission; Cezar Taurion, gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM; Cesar Paz, diretor presidente da AG2; Marcelo Quinan, diretor de criação da AG2; Eduardo Vasques, da Abracom; Monica Ramos, sócia fundadora da Deckdisc; José Papa Neto, diretor de Novas Mídias e TI da ESPN; Gil Torquato, diretor Corporativo e de Relações Institucionais do UOL; Fiamma Zarife, diretora de VAS e Roaming da Claro; Alexandre Fernandes, diretor de Produtos e Serviços da Vivo; Charles Zamaria, professor da Ryerson University - Canadá; Paulo Cesar Queiroz, VP da DM9DDB; Hugo Godinho, diretor de Comunicação Integrada da In Press Porter Novelli; o jornalista Paulo Henrique Amorim, jornalista do Blog Conversa Afiada; Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta; Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado e Novos Negócios do IBOPE Inteligência. Inscrições e mais informações pelo www.webexpoforum.com.br .

 

Gestão de Eventos

O instrutor Paulo Bruin desenvolve o curso Gestão de Eventos (Planejamento, Promoção, Organização, Realização e Pós-Evento) nos dias 14 e 15 de março de 2009 no Capcana Gastronomia e Eventos em São Paulo/SP. Com 26 anos de experiência na área, atualmente no cargo de diretor do IBEV - Instituto Brasileiro de Eventos, e reunindo mais de 1.200 participantes em treinamentos nos últimos anos, ele traz um conteúdo dinâmico e ilustrado, além de uma apostila com 141 Páginas e 52 telas em CD, numa proposta intensiva e completa em final de semana. Cadastrados do portal Mundo-RP garantem 20% de desconto na inscrição. Mais informações pelo 11-5581-0921 ou no e-mail info@paulobruin.com.br .

 

Interop São Paulo 2009

A UBM - United Business Mídia e a TechWeb, líderes de soluções de comunicação e serviços especializados de informação e a IT Mídia, lançam a 2ª edição da Interop São Paulo, a versão latino-americana do maior e mais importante evento global em Business Technology. Uma área dedicada a conferências vai trazer as tendências mais relevantes do mercado. A versão brasileira da Interop acontece em São Paulo/SP nos dias 2 e 3 de setembro no Transamérica Expo Center. Os organizadores prevêem a participação de mais de 100 empresas expositoras, uma vasta programação de conferências e mais de 5 mil profissionais visitantes. O conceito mundial da Interop aborda as tecnologias utilizadas para dar suporte aos processos de negócios e aumentar a competitividade das empresas. A Interop é realizada em Las Vegas há 22 anos e tem versões locais em Nova Iorque, Tóquio, Mumbai e São Paulo. Mais dados pelo www.interopsaopaulo.com.br .

 

Virtualização

O faturamento do mercado mundial de software de virtualização deve alcançar US$ 2,7 bilhões, em 2009, crescendo 43% sobre 2008. Segundo a expectativa do Gartner, o mercado global, de forma geral, deve alcançar um avanço de 20%, contra 12% verificados no ano passado. Durante o ano, as vendas de desktops virtualizados devem mais do que triplicar, saltando de US$ 74,1 milhões, para US$ 298,6 milhões. Isolada, a área de software para gerenciamento da virtualização de servidores deve aumentar 42%, para US$ 1,3 bilhão. Já as vendas de infraestrutura para virtualização de servidores saltarão 22,5%, para US$ 1,1 bilhão. As razões apontadas para o bom desempenho são a necessidade de redução do custo total de propriedade (TCO), de aumento na agilidade e na velocidade de distribuição das necessidades de TI, acompanhados da diminuição do impacto da emissão de carbono. No estudo, o Gartner inclui aspectos como gerenciamento da virtualização de servidores e infraestrutura de virtualização de servidores e desktops virtuais hospedados (HVD), em que o sistema operacional e as aplicações rodam em um servidor acessado remotamente. Na visão do Gartner, apesar de incipiente, com 11% do mercado de software de virtualização, a tecnologia de HVD tende a responder por uma parcela cada vez maior entre os usuários corporativos, até 2013. Dessa forma, a empresa de pesquisas em tecnologia sugere ao usuário empresarial definir e otimizar os processos de gerenciamento para HVDs, assim como fizeram para os PCs tradicionais, a fim de conhecer suas reais vantagens. Aos fornecedores, a consultoria aconselha que aproveitem os benefícios que o ano traz, criando ferramentas de gerenciamento para dar suporte às iniciativas de virtualização e assegurar que os produtos de gerenciamento específicos para virtualização possam se integrar com as estruturas de gerenciamento existentes.

 

Café Intercom Saraiva

O Café Intercom/Saraiva reinicia sua programação mensal em 2009, debatendo em São Paulo/SP o tema “Comunicação de Vanguarda: Pesquisa, Televisão e Jornalismo”. O encontro de março, previsto para o dia 10 de março, com debates tendo como ponto de partida três livros recentemente lançados por editoras universitárias. Margarida Kunsch vai problematizar os 30 anos de história da ALAIC ­ Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação e ao mesmo tempo apresentar o livro escrito por Maria Cristina Gobbi, sob o título A batalha pela hegemonia comunicacional na América Latina (Editora Metodista, 2008). Lúcia Araújo focalizará os desafios da televisão educativa no Brasil, tomando como ponto de referência o livro Comunicação e Transformação Social: A Trajetória do Canal Futura (Editora Unisinos), organizado por Débora Garcia e Ana Paula Brandão, cujos capítulos foram escritos por intelectuais como Renato Janine Ribeiro, Tania Rosing, Jailson Silva, Ana Lagoa e Antonio Fausto Neto e jovens talentosos como Beatriz Cardoso, Marcelo Briseno e Daniel de Thomaz. Audálio Dantas discutirá o itinerário do jornalismo brasileiro nos últimos 50 anos, ilustrando-o com episódios da trajetória profissional de José Marques de Melo, autor do livro Vestígios da Travessia (Edufal / Paulus). Começa as 19h e acontece na Livraria Saraiva do Shopping Paulista.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>Está na multinacional francesa Alstom a relações públicas Jacqueline Takemasa como Analista de Comunicação. Ela graduou-se pela Universidade Cruzeiro do Sul/SP e está com pós-graduação em andamento. Contatos pelo jacqueline.takemasa@crn.alstom.com.


>A relações públicas, e integrante do nosso Mundo-RP, Thalita Dominatto trabalha agora na comunicação interna da consultoria Ernest&Young, após extenso período no Centro de Comunicação com o Mercado da Fundação Getúlio Vargas/São Paulo. Ela graduou-se em RP pela Universidade de Londrina/PR.


>O Consórcio Via Amarela, que constrói a Linha Amarela do Metrô da cidade de São Paulo/SP e entrega obra no início de 2010, conta com a relações públicas paulista, e integrante de nosso Mundo-RP, Daniela Serigo. Formada pela FAAP, já tem sólida carreira na área e está na pós-graduação em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Relações Públicas/GestCorp da ECA/USP. Contatos pelo daniserigo@hotmail.com.


>O relações públicas, e integrante do nosso Mundo-RP, Roberto Constante é agora Diretor de Comunicação Integrada da FSB Comunicações, em seu escritório de Brasília/DF. Constante é responsável pelo núcleo de atendimento da Embratur. Anteriormente, trabalhou nove anos na Edelman do Brasil e cinco anos na FirstCom Comunicação, além das experiências como docente na Metodista e Ítalo-Brasileira. Foi diretor-tesoureiro do Conrerp 2ª região. Contatos pelo roberto.constante@fsb.com.br.

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Web 2.0 pede vídeo 2.0

 

É fato que, no meio do bombardeio de informações ao qual o consumidor está exposto na internet, é preciso se diferenciar. Assim, a principal pergunta que ronda a cabeça dos executivos de marketing hoje é: como? Não há resposta pronta, mas a parte boa da história é que as alternativas não são poucas e crescem rapidamente. Um dos caminhos mais eficazes - e que boa parte das empresas parece já ter entendido que funciona - é o vídeo para internet. Não à toa, há previsão de investimento de cerca de US$ 8 bilhões em empresas de vídeo online nos próximos anos, segundo o Dow Jones Venture Source.

Claro que o sucesso de um videoweb não acontece por acaso. Quem tem acompanhado os mais recentes cases de vídeos que viraram hit no ambiente online percebe o óbvio: o vídeo, assim como a web, precisa ser 2..0. Não só porque seu meio de veiculação é a internet, ou pela expansão da banda larga e a evolução dos formatos de compressão de imagem, mas por tudo aquilo que esse novo formato representa. O pensamento para todos os processos, da produção à reprodução de um vídeo para a rede, deve obrigatoriamente considerar princípios como interação e colaboração.

É por conta desses aspectos que conferimos hoje uma mudança enorme na maneira como as pessoas consomem conteúdo. É importante, portanto, identificar o que é realmente relevante para elas, o que elas estão em busca - e correr atrás do que elas estão atrás. E é possível? É. Esse é o grande barato da internet: o usuário dá pistas sobre o que gosta, estabelece-se em comunidades, classifica-se em nichos, revela seu perfil a partir de graus de interesse e interação. É assim que identificamos a efetividade do story telling marketing, por exemplo - como acontece com a ação desenvolvida pelo jornal NY Times, intitulada "NY Times Conversations".

Com o vídeo na internet é a mesma coisa: é possível ter um feedback quase que imediato das ações de marketing propostas - especialmente porque o consumidor faz questão de falar. A internet e o vídeo 2.0 permitem ao usuário avaliar se ele gosta ou não do que foi produzido, comentar, trocar impressões com quem já assistiu àquele mesmo vídeo, enviar um link para amigos, viralizar... Tudo ao mesmo tempo agora.

É claro que a capacidade de um vídeo se espalhar a uma velocidade vertiginosa na web é um caminho fatal para seu total sucesso ou completa desgraça. Seja como for, é preciso se arriscar e manter a transparência. Da mesma forma que uma marca disponibiliza um vídeo, é preciso dar ao internauta ferramentas para que ele possa discuti-lo e compartilhá-lo. É impensável hoje, com a quantidade de redes sociais disponíveis, uma empresa ignorar essa premissa. Por isso já aconselhava o especialista em marketing canadense Don Tapscott: "Se é para ficar nu, é melhor entrar em forma".

Para dominar a linguagem e as implicações das ações de marketing que envolvem vídeos na internet é preciso entender, antes de mais nada, que o tipo de experiência procurada pelo internauta na web é diferente daquela que ele busca ao ligar a TV na sala de casa. Não à toa, os vídeos na web precisam ser mais curtos, por exemplo. Na internet, buscam-se tecnologia e inovação - sempre. E da forma mais sucinta possível.

A síntese disso tudo é: o consumidor/internauta precisa ser surpreendido. O vídeo pode até ser simples do ponto de vista técnico (o que não necessariamente pede uma imagem à la Bruxa de Blair), mas uma boa ideia - não só na web - faz toda a diferença na hora da conquista. Assim, o inédito, o ousado, ganham espaço, viram hit. Isso prova que, mais do que o formato, o importante mesmo é sempre o bom e velho conteúdo. Parece um despropósito alertar, mas o vídeo - e isso vale para qualquer plataforma - precisa, antes de tudo, ter uma mensagem. E mais, precisa conectar o público a ela. É aí que está a parte difícil dessa história toda.

Ainda assim, não há dúvidas de que o vídeo é uma das formas mais eficazes de comunicação quando o objetivo é envolver, contar uma história e emocionar. Vale lembrar os vídeos para internet desenvolvidos pela Dove durante a "Campanha pela Real Beleza". Hoje as marcas das empresas têm vida, precisam se expressar e criar empatia com seu público. Nada melhor do que a imagem em movimento para garantir essa experiência. É isso o que prega o emotional branding, conceito criado pelo designer francês radicado norte-americano Marc Gobé. Então, para funcionar, a conexão do consumidor com um vídeo de uma marca na internet precisa, além de ser 2.0, ser emocional. Senão, nada feito. (Publicado no site HSM Management).

 

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Frase do Mês


"A gente não pode viver no artifício do brilho e do sucesso. Tem que ter uma passagem útil nessa vida"

por Ney Matogrosso

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Propaganda Séc XXI: Trocando a Massa pela Alma

 

Dizem que propaganda é a alma do negócio. Não é mais! Essa afirmação hoje é apenas mais um mito urbano. A propaganda televisiva de massa, objeto deste jargão foi, é e será extremamente importante para as empresas e suas marcas, só que cada vez mais de formas diferentes. A ela caberá o nobre ato de posicionar produtos e reforçar a reputação corporativa. Mas isso será insuficiente para as empresas competirem com excelência. No futuro próximo, do negócio mesmo ela será apenas a boca. Se o produto, serviço ou marca não tiverem alma de verdade, podemos dizer que o peixe morrerá pela boca.

O consumidor está cada vez mais educado, ciente e sabedor do que quer. O consumidor 2.0 aglutina em si essas e outras características que têm redefinido sua relação com marcas, produtos, empresas. Ótimo para ele, péssimo para as companhias que insistem em tapar os olhos e os ouvidos para movimentos irreversíveis como globalização, multi-competição, evolução da democracia tecnológica, web colaborativa e convergência de mídias, dentre outros que vieram para liquidar o marketing kotleriano. Afinal, hoje o preço é dinâmico, não existem mais praças, as promoções são uma pequena parte do negócio de vender e o produto, até ele, tem seus limites expandidos em função das infinitas possibilidades de combinação e customização. Tchau 4Ps.

No fundo, o que este consumidor espera é a repaginação completa do pacote de valor oferecido pela empresa, englobando desde os processos transacionais em si, até questões mais amplas, como valores e princípios corporativos, práticas gerenciais (ex. governança corporativa, sustentabilidade, etc) e disponibilidade para o diálogo, o que presume, em essência, construir nas empresas o hábito e a capacidade de falar, ouvir, analisar, responder, atender, melhorar, etc.

A era dos publicitários glamourosos que se embreagavam no allure de outras épocas, em que tudo era praticamente justificado pela construção de uma boa imagem (veja que imagem é diferente de reputação, esta sim altamente valorizada pelo consumidor), tende a acabar. Reflexos da primazia do consumidor ativo, comparativo, alimentado instantaneamente pela informação que precisa e ele mesmo gerador de mídia.

O branding responsável é um elixir estratégico de solidez das empresas no longo prazo. Mas só ele não basta. O papel do branding passa por fortalecer a reputação, um ativo intangível altamente relevante. Entretanto, as marcas precisam se relacionar com os consumidores, captar sua atenção, encantar, vender, fidelizar… E esse tipo de atividade, mais prática, é de responsabilidade do Marketing de Relacionamento e não do Marketing de Reputação. Aqui, a comunicação e, especificamente a propaganda e todas as suas armas, devem ser, cada

vez mais pensadas em termos de resultados tangíveis, portanto, mais dirigidas, contextualizadas e mensuráveis. E isso ainda é incômodo para muitos profissionais que trabalham com elas.

Em Marketing de Relacionamento, que traz consigo a responsabilidade de maximizar o valor transacional da empresa com cada consumidor ao longo das etapas de seu ciclo de vida (Customer Life Cycle), o esoterismo deve dar lugar ao planejamento. Criatividade sim, mas definitivamente alinhada à estratégia da empresa. Inovação sim, mas desde que geradora de diferenciações claras e resultados reais. Todas as demais ferramentas da comunicação, como promoção, merchandising, PR, etc, devem ser traduzidas em números, resultados, vendas.

Na Internet, tudo fica mais claro, mais aberto, mais rico. A propaganda online, por mais incipiente que seja hoje, há de ser potencializada com a convergência de mídias em curso. Aqui o jogo começará de novo. Aqui a experiência do consumidor será o fator determinante para o sucesso e as empresas, então, serão de fato testadas. Com a inversão de poderes de decisão trazida pela tecnologia, o consumidor escolherá marcas, opções, horários, formatos… e dará ou não o direito de uma marca aparecer para ele.

Nesse novo cenário, o Marketing de Reputação muda de formato. Não serão mais apenas a agência ou o departamento de marketing os responsáveis pela construção da imagem corporativa e do posicionamento da marca. Construir uma marca será tarefa das mais árduas, pois não admitirá arrogância, será participativa e não se dará em uma tacada só, em uma grande campanha de mídia televisiva em horário nobre. Construir a marca será obrigação de todos os envolvidos com os diversos canais e pontos de contato da empresa com o consumidor e a marca valiosa será a resultado do acúmulo de acertos e erros sob a percepção do cliente. Como dissemos, a Internet convergente e móvel potencializará isso sobremaneira.

A propaganda de massa, em quase todos os mercados, tenderá a se tornar ineficiente. Isso porque quase não haverão mais mercados onde há massa. Haverão pessoas e grupos de pessoas (clusters). Para atingir o target definido, a empresa necessitará experimentar estratégias de marketing de relacionamento e de operações de serviços bem estruturadas, entregando qualidade com justiça. Ou seja, terá que medir sua boca, alargar seus ouvidos e expor sua verdadeira alma. Até porque se alargar sua boca, o consumidor apequenará seus ouvidos e colocará à prova a alma da empresa (sua verdade) nos diversos ambientes colaborativos e redes sociais que participa. Mentira e falsidade não se sustentarão.

Mais do que nunca, o sucesso mercadológico será uma virtude conquistada no longo prazo. Para empresas sem alma, que não têm verdade a oferecer, restará o ultrapassado alarde, o exagerado da TV, sempre caríssimos, que, no final do dia, não gerarão nada além de barulho e desilusões. (Texto publicado pela Consultoria DOM).

 

 

 

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Mobilidade: 10 redes sociais usadas a partir do telefone celular

Some a proliferação de redes para acesso de alta velocidade, como 3G, com a popularização de smartphones com grandes telas provocada pelo lançamento do iPhone 3G e você concluirá facilmente que 2009 tem tudo para ser o ano para redes sociais móveis. Com o crescente uso da web móvel, é provável que redes sociais que utilizem funções dos telefones celulares caíam no gosto dos usuários e se tornem uma fonte de renda sólida para empreendedores. Dados da In-Stat prevêem que, até 2012, o número de usuários que acessarão redes sociais pelo telefone celular chegará a 975 milhões, pouco além do número total de internautas que todo o planeta tem hoje, segundo dados da comScore. Haverá mudanças drásticas na maneira como usaremos redes sociais com a proliferação de redes de acesso e smartphones como o iPhone.

Mais que simplesmente checar o status de um amigo no Facebook ou deixar um recado no Orkut, usuários poderão se beneficiar de ferramentas que exploram sua localização geográfica para enfrentarem novas situações sociais. Pense em um bar cujos freqüentadores definiram um nível de privacidade em que seus nomes, estado civil, profissão e interesses. Ao entrar com seu aparelho, o serviço pode indicar pessoas com perfis semelhantes e o celular poderá ser a ponte para conhecer novos usuários, filtrados pelo algoritmo da rede social. Por mais que situações como essa ainda estejam a alguns anos de acontecer na realidade e dependam de um mix de penetração tecnológica com desenvolvimento dos serviços, o IDG Now! selecionou dez redes sociais móveis que já vêm dando um gostinho do futuro pelos celulares.

BrightKite ­ Entre todos os serviços sociais que exploram geolocalização, o BrightKite é o que mais se aproxima do exemplo hipotético do encontro de amigos e desconhecidos em um bar pelo celular. O serviço permite que cadastrados publiquem sua posição geográfica e aproveitem serviços diretamente relacionados à informação, como amigos ou pontos de interesse (como restaurantes e bares) pela região e atividades feitas por usuários próximos geograficamente de você.

iRovr ­ Dedicada exclusivamente para usuários do iPhone ou iPod touch (a ponto do serviço não entrar em outro navegador que não seja o Safari, da Apple), o iRovr permite a criação de um perfil por onde usuários podem publicar vídeos, fotos, textos e links que aparecerão no seu stream, no mesmo estilo empregado pelo Facebook. A publicação é facilitada pelo suporte a contas de e-mails que enviam diretamente o conteúdo ao seu perfil, o que não exige que o usuário esteja autenticado. A rede social, gratuita, permite ainda que usuários acompanhem seus amigos e deixem recados nos perfis.

Fon11 ­ Também voltado exclusivamente para usuários do iPhone no começo, o Fon11 já começa a tomar forma também no sistema Android, do Google, e em aparelhos da Nokia. Com uma interface mais simples e objetiva, o serviço permite que o usuário defina se está disponível ou não, qual seu humor e qual a área que pretende ser descoberto por usuários que também tenham celulares com GPS. É possível cadastrar amigos, indicar pontos de interesse no mapa para futura consulta ou indicação e checar quantos amigos ou desconhecidos estão na sua região por meio de uma interface clara, com apenas quatro botões de opções. No Brasil, o serviço já suporta usuários do Rio de Janeiro.

Next2Friends ­ Mais que simplesmente indicar a posição geográfica de amigos inscritos no serviço, o Next2Friends permite que usuários publiquem perguntas ou discussões direcionadas apenas àqueles na região. Além de permitir a transmissão de vídeos online por plataforma própria, o serviço também já começou a testar a indicação de usuários com gostos parecidos na rede social quando ambos estão próximo fisicamente, por meio de um alerta em Bluetooth.

Ovi ­ A resposta da Nokia para o iPhone não vem só no formato de um aparelho (no caso, o 5800 Xpressmusic), mas também no de serviços online que usam o telefone celular. O Ovi é uma plataforma de publicação de conteúdo, como define a Nokia. Derivado da compra do Twango, o Share on Ovi permite que fotos e vídeos feitos por aparelhos da fabricante sejam publicados e compartilhados com amigos também inscritos no Ovi. Além da ferramenta social de compartilhamento, o Ovi aposta também em funções mais voltadas à organização do usuário, como sincronização de contatos e arquivos com PCs, compra de canções e indicações por mapas.

meetMoi ­ Redes sociais que abusam da geolocalização poderiam ser ótimas ferramentas para serviços de namoro, não? O meetMoi parte deste pressuposto e permite que usuários criem um perfil que será compartilhado com propósitos afetivos. O solteirão (ou solteirona) define as informações que quer que apareçam para potenciais pretendentes e define uma área máxima onde os dados poderão ser exibidos. Caso encontre alguém que lhe interesse, é possível ver mais fotos ou marcar um encontro com o pretendente ao vivo pela ferramenta de mensagem instantânea.

Qik ­ Junte uma rede de acesso capaz de transmitir vídeo com a proliferação de celulares com câmera e você cria um vácuo para streaming de vídeos muito bem coberto, nos últimos meses, pelo Qik. Da mesma maneira que sites como o Justin.TV ou o Ustream permitem a transmissão ao vivo de vídeo pelo PC, o Qik faz o mesmo para celulares ­ basta um aparelho suportado pelo serviço (iPhones, BlackBerrys e muitos da Nokia, Samsung e Sony Ericson são) e uma conexão 3G para colocar seu programa no ar. Ainda que não prime pelas ferramentas de interação (é possível, apenas, adicionar amigos também cadastrados), o Qik é um dos novos serviços online que melhor vem aproveitando a crescente penetração da dupla “smartphone/3G”.

Groovr ­ Com uma interface mais incrementada que a maioria dos serviços listados aqui, o Groovr também aposta na indicação de pontos de interesse em mapas e as conseqüentes interações com amigos ou desconhecidos no entorno. O serviço não depende apenas do celular e usuários em desktops podem interagir com aqueles que estão em uma cafeteria, por exemplo, e publicam a foto (ou vídeo ou link de algum conteúdo relativo) de um café chamando os amigos para um encontro. Com as informações geográficas publicadas pelos seus usuários, o Groovr monta mapas das cidades (norte-americanas, em sua esmagadora maioria)

OndeEstou ­ Único exemplo genuinamente brasileiro da lista, o OndeEstou nasceu dentro da junção de Apontador e MapLink com a pretensão de, no futuro, indicar em tempo real os índices de trânsito ao redor do motorista. Neste meio tempo, a rede social permite que usuários, estejam eles em desktop, dentro do Orkut ou do Facebook ou a partir do iPhone ou celulares com Windows Mobile ou Java, atualize sua localização geográfica. Assim como seus colegas internacionais, o OndeEstou permite que contatos saibam a localização e qual a atividade que o usuário está fazendo no momento.

ShoZu ­ O ShoZu pega carona tanto na popularidade como na incipiente atividade móvel de serviços sociais estabelecidos, como Facebook, Flickr, Twitter e YouTube, e dá uma nova maneira para que o usuário publique conteúdo a partir do celular. Pelo software oferecido pelo serviço, usuários podem mandar vídeos e fotos feitos pelo site para os serviços suportados, o que atualizará também o feed do usuário. Todo inscrito pode consultar o feed dos amigos feitos dentro do ShoZu. Grande parte do fator social do ShoZu está aí: é possível comentar ou mesmo replicar conteúdos publicados por outros usuários ou definir a posição geográfica de onde o arquivo foi criado. (Texto de Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!, publicado no site da revista).

 

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Comunicação Institucional pró-ativa

 

Não é hora de cruzar os braços, é hora de ser lembrado. Observe. Empresas de todas as cores e tamanhos se defendem nesses tempos de crise econômica e financeira, a começar pela proteção do patrimônio maior: a marca. Para isso, muitas ações se tornaram inadiáveis, sobretudo na Comunicação Institucional. Realizá-la, diante da nova realidade empresarial, é sinal de bom senso. Não se trata da simples comunicação da marca realizada pelas várias vertentes do marketing e por suas caras campanhas. Refiro-me a algo maior e perene. A reação à crise esperada em comunicação empresarial deve prestigiar os valores e a visão da organização, deve almejar a permanência da marca na mente de um público consumidor que também está sendo afetado pela crise. E, não se iluda, ela pode ser barata.

Em entrevista recente, o americano Jonathan Bernstein, especialista em crises, acertou em cheio. As suas cinco primeiras recomendações se relacionavam à comunicação. Elas incluíam: escolher uma equipe de comunicação, identificar e treinar porta-vozes, montar um sistema de informações e identificar stakeholders (públicos externos e internos). Para ele, os funcionários também são indispensáveis nesse processo de identificação dos públicos.

Concordo com Bernstein. Inclusive com o uso das variadas modalidades de comunicação. Aliada à gestão do conhecimento, à comunicação interna e ao monitoramento de informações, a assessoria de imprensa - não a assessoria passiva que apenas emite press releases que nunca serão utilizados, mas a que promove verdadeiro relacionamento com a mídia - deve constar nas ações em Comunicação Empresarial neste momento de turbulências.

Somente com Comunicação Institucional as empresas são capazes de transmitir soluções, tornar-se referência e porta-voz requerida pela imprensa. A conseqüência inevitável: a organização transmite a sua história e valores para o seu público. Não se trata, nesse caso, da comunicação para a venda, mas da comunicação pró-ativa que transmite a alma da organização. Planejada e integrada, ela é especial porque é capaz de incorporar a marca no dia-a-dia dos públicos. Não ser esquecido - pelo contrário, ser lembrado e celebrado - é vital em qualquer momento. Na esteira da crise é primordial.

Não é preciso ser gênio para dizer que a pró-atividade, palavra tão utilizada nos últimos anos, é peça chave para o enfrentamento da crise que atinge e continuará a ressoar nas organizações e sociedades economicamente ativas. A reação que observamos em todo o mundo - tanto em governos e bancos centrais, quanto em instituições financeiras e nas organizações -, deve ser precisa e consciente. Reagir não pressupõe sucesso na ação.

As empresas, sempre defendi, estão convocadas a agir com destreza. Delas depende a superação determinada da inércia, o que conseguirão com comunicação que ultrapassa o marketing.

Felizmente, observo os gestores mais eficientes já convictos de que ficar parado é prejudicial. Nas ações e orçamentos para 2009, o conjunto de ações que representam gastos supérfluos deve ser tesourado. Mas, alerta: o corte de investimentos vitais para a superação da recessão pode ser a gota d'água para as empresas mais desavisadas.

O corte da comunicação, por exemplo, é um deles.Defendo a comunicação empresarial nesses moldes para a gestão da crise porque apenas boas idéias e "pacotes" não são suficientes para fechar as cicatrizes da paralisia e desconfiança que contaminam a economia. Essa verdade se comprova no noticiário dos últimos dias, que não esconde a incerteza que engessa qualquer dinâmica na produção e na geração de serviços, apesar das tentativas de injeção de crédito. Se paralisia gera destruição, bem sabemos que, nesse clima, fornecedores deixam de fornecer, colaboradores são dispensados e acionistas entram em pânico. E se a comunicação interna é desprezada, joga-se no lixo a veia central da comunicação relevante, a oportunidade de usar a cultura da empresa para unir esses agentes desestimulados e para prepará-los para serem ouvidos pelos públicos externos, via imprensa. O cenário, antes ruim, piora.

Não é à toa que os governos mais dispostos a superar esse período de tensões se colocam, a toda hora, a transmitir com tom apropriado e sereno as palavras que valem mais do que o silêncio. Isso acontece porque, no caso da ausência de plano estratégico e revisão da comunicação, eternos paralisados serão os mudos e os mal planejados. Muitos não se deram conta de que o silêncio e a improvisação na comunicação organizacional são erros fatais em momentos de crise. A comunicação interna, por exemplo, é primordial para resgatar a dinâmica e a cooperação dos agentes nas empresas. Preste atenção nas organizações pró-ativas. Elas utilizam a comunicação interna como matriz motivadora, de baixo custo, que serve como a ferramenta mais eficaz para tranqüilizar e transmitir as novidades, mas também os valores e cultura das organizações.

Menosprezar essa comunicação não é atitude sensata nestes tempos. O prejuízo pode vir depois. Em crises, reforçar estratégias de comunicação integrada é atitude de quem já visualiza, no fim do túnel, o retorno da dinâmica, do movimento, da produção e do crescimento. Comunicar esses valores, mais do que ser determinante para superar a crise, ajuda a transmitir a alma da empresa e reforça a organização. As mais fortalecidas depois dessa crise serão as empresas que não deixam, no presente incerto, de praticar estratégias em Comunicação Institucional. Enquanto uns se calam, elas motivam colaboradores e fornecedores a descruzarem os braços. Com planejamento, gestão do conhecimento, assessoria de imprensa pró-ativa e monitoramento de informações, elas sairão da crise no melhor cenário possível: não serão esquecidas. (Texto de Nancy Assad,diretora-executiva da NA3 Comunicação Estratégica, publicado na HSM).

 

 

 

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Nove coisas que irão definir 2009

 

A Leo Burnett lançou um vídeo nos Estados Unidos voltado para profissionais de planejamento e anunciantes, com as previsões da rede para o ano de 2009. Confira quais são e veja a versão em vídeo (em inglês) AQUI:

1) Novo realismo: a situação econômica irá afetar profundamente o desenvolvimento do contexto cultural. A era especulativa e emotiva está sendo substituída por uma fase mais calcada no social e na criatividade. Com a cultura mais tangível e honesta, teremos que ser mais realistas sobre o que está vindo. Prioridades e decisões de compra serão reconsideradas, sob o ponto de vista do que realmente importa para nós. Estaremos mais abertos para o que traga valores como confiança, segurança, inspirador, conectado, honesto e progressivo;

2) Hiper-realidade: o ritmo das mudanças está acelerando no mundo, com muitos novos desenvolvimentos ocorrendo na velocidade da luz e mudanças no status quo sendo reveladas em tempo real;

3) Economia da confiança: a confiança se tornará um fator crítico para o sucesso das marcas. Em tempos de dureza, buscamos companhias que dividam nossas preocupações, gerenciem a ansiedade e assumam a liderança. Confia-se hoje mais nos supermercados do que nos bancos, por exemplo;

4) Austeridade ecológica: uma nova conjuntura será atingida no futuro do planeta, com a austeridade transformando a questão ambiental em econômica. Produtos que gastam menos energia e que custam mais barato simplesmente não poderão ser atacados;

5) TV Digital: 2009 irá marcar um salto na qualidade de transmissão na televisão da internet.











As pessoas têm assistido TV online há algum tempo, mas agora ela será popular;

6) Ligações de marketing: o conteúdo estará livre de um controle central e será negociável por meio de diversas redes. Idéias, logotipos de marcas ou códigos serão as linhas que formam o link entre conteúdos. Veremos, por exemplo, anúncios em ônibus conectando áreas de trabalho de computador com widgets;

7) Geração games: com o ato de jogar games se tornando uma ocupação de massa e com o ambiente econômico pressionando para diversão no lar, seremos parte da Geração Games muito em breve;

8) O fim da verdade absoluta: o que se entende como sabedoria muda a cada dia. Neste ano deverá haver mais opinião contraditória e muitas soluções sendo apresentadas como definitivas. No futuro iremos considerar mais o que é um fato. Será a versão moderna da relação do hipocondríaco com a prescrição médica;

9) Marcas como veículos: marcas são marcos. A maneira pelas quais buscamos nossas necessidades acabam sempre em uma delas. Tudo isso irá mudar. Os dias da marca estática estão chegando ao fim. Elas cada vez mais serão significados e não fins.

 

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Relações públicas voltam a ser valorizados

Duas das principais premiações da propaganda mundial, o Festival de Cannes e o Clio Awards, resolveram abrir espaço para a atividade de relações públicas - que vem ganhando a cada dia mais importância na comunicação das empresas. Essa função, que há até bem pouco tempo andava relegada a um segundo plano, voltou modernizada, com características mais sintonizadas com as atuais demandas de comunicação das empresas.

Em junho, estreia a disputa pelo troféu de relações públicas, o PR Lions, na 56ª edição do Festival Internacional de Publicidade de Cannes, na costa francesa. Antes disso, em maio, será a vez da 50ª edição do Clio Awards, nos Estados Unidos, julgar os casos de comunicação estratégica que se pautaram pela inovação e que serviram para fortalecer a credibilidade, o reconhecimento e a reputação entre empresas e consumidores. Os grandes conglomerados de propaganda global já criaram áreas específicas de relações públicas. A rede Ogilvy, por exemplo, que oferece o serviço também no Brasil, já até inscreveu três cases nas disputas de Cannes e do Clio.

Mas a maioria das agências que prestam esses serviços por aqui se definem como empresas de comunicação corporativa. Das cerca de 1,1 mil em atividade em todo o País, 300 - de 24 Estados e que representam mais de 70% do faturamento de R$ 1 bilhão estimado em 2008 - integram a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom). "Não há dados oficiais", explica Ciro Dias Reis, presidente da entidade e dono da agência Imagem Corporativa. "O faturamento anual médio na maioria das agências em atuação estaria na casa dos R$ 10 milhões por ano, sendo que já há algumas com receitas acima de R$ 50 milhões." A Abracom é novata - foi criada há seis anos. Na opinião de Reis, é decorrência da sofisticação do mercado brasileiro. "As habilidades e necessidades de comunicação se expandiram nos últimos anos, até pelo aumento de empresas que negociaram ações fora do País", diz.

Não só o universo dos negócios ficou global, a ponto de exigir que as empresas se apresentem para diferentes culturas e hábitos, como também a sociedade civil está mais participativa. "Uma empresa não pode mais ficar restrita ao que se publica sobre ela na mídia tradicional, porque os canais de comunicação se multiplicaram", diz João Rodarte, sócio fundador do Grupo CDN, um dos maiores nesse segmento por faturamento, R$ 60 milhões, funcionários, 270, e clientes, 95. "As companhias devem saber o que se fala delas nas redes sociais. Precisam se relacionar com ONGs, Ministério Público, entidades ambientalistas, sem falar nos investidores e fornecedores. Todos querem informações e são públicos relevantes", diz Rodarte, que será o jurado brasileiro no PR Lions. "As empresas não podem se limitar a ser pontuais em momentos de crise. Não dá para resolver um problema e depois desaparecer", diz o sócio da CDN, Andrew Greenlees. Para ele, com a internet, tudo se perpetua e a cobrança é mais frequente. Empresa que relaxa em seus padrões vê os estragos respingar nas vendas.

Para Tom Camargo, sócio de outra das grandes agências do setor - a FSB, com faturamento de R$ 55 milhões, 287 funcionários e 140 clientes -, o reconhecimento das agências de comunicação corporativa está intrinsecamente relacionado com o fato de que, na era da informação, o conteúdo ganhou relevância estratégica nos negócios. "Hoje, há uma preocupação em se oferecer o máximo de conteúdo. A clareza e precisão devem estar presentes em todas as etapas da comunicação" diz. Tanto isso é verdade que, nos últimos anos, cresceu a demanda pela formação de redes globais de agência de comunicação corporativa. Com toda essa expansão no meio, Camargo acha mais do que natural que a atividade ganhe o reconhecimento. Mais do que isso, ele considera relevante o setor ter um fórum internacional para mostrar o seu trabalho. "Isso valoriza as agências de comunicação corporativa e seus profissionais, o que é ótimo para o setor." (Conteúdo produzido e distribuído pela Agência Estado).

 

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Você está recebendo esta mensagem por fazer parte do "Mundo das Relações Públicas", voltado à divulgação e à conscientização da importância deste segmento de comunicação no sucesso das organizações. O Boletim tem circulação mensal e gratuita, sob responsabilidade do RP Rodrigo Cogo (Conrerp SP/PR 3674) e com colaborações diversas de interessados.
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