Boletim nº 179/08 Parte Dois - Ano XI
Maio 2008

Periodicidade do Boletim

A periodicidade do enews RP em Ação passou a ser mensal a partir da edição 90 em novembro de 2000, próximo da época do lançamento oficial da Política de Privacidade do portal. Com o aumento do uso da internet e maior diversidade de comunicações concentradas por correio eletrônico, imaginou-se que a distribuição mensal estaria menos invasiva, e não menos informativa. Esta é a concepção aplicada desde então, e não existiria a intenção de modificar o estatuto não fosse o resultado de sondagem feita pelo portal, apontando para a sugestão de envio quinzenal pelos cadastrados. Ademais, em situação vivenciada na edição de fevereiro 2008, o nosso sistema de distribuição - baseado no serviço gratuito Grupos.com.br - está influindo diretamente na extensão (número e tamanho das notas e das imagens ilustrativas) das edições. O boletim 179/08 Ano XI foi enviado dia 1 de maio, em sua primeira parte, e neste dia 15 em sua segunda etapa. A intenção é preservar a importância das notas agrupadas e seu imediatismo, até pela dinâmica de outros canais disponíveis na web, como as listas de discussão e os blogs com posts diários. Vou instaurar um período de testes para este novo formato, e em havendo consolidação da idéia, o que também vai ser determinado pelo seu feedback, começaremos a ter edições quinzenais.

 

Consumidor

"A Alma do Novo Consumidor", lançado pela MBooks, consta a revelação de que, para motivar e estimular os novos consumidores, os padrões atuais de separá-los por idade, renda e etnia já não são suficientes. É preciso saber exatamente a lista de produtos que eles consomem para poder interferir em suas próximas compras. A tendência é que, por conservadorismo, repetirão a lista de compras,diariamente, semanalmente e mensalmente. A obra foi selecionada pela Academia Brasileira de Marketing e procura explicar que a diferença entre os novos e os antigos consumidores não é a idade cronológica, mas procedimentos quanto ao consumo. As atitudes do antigo foram forjadas pelas forças de produção de massa, marketing de massa e consumo de massa. As atitudes dos novos têm sido moderadas pelas mudanças econômicas e sociais sísmicas, que começaram a transformar as sociedades industrializadas a partir do final da década de 60.

Os novos consumidores estão revolucionando o mundo dos negócios, a cultura e as expectativas sociais. Os padrões de consumo, os dados comuns de mercado de massa, como idade, etnia, gênero e renda, isoladamente, estão ultrapassados, segundo os autores. Para eles, esse novo consumidor está desfazendo estereótipos e redefinindo o próprio significado de consumo e mercado. Após observar, durante anos, e identificar o perfil desse novo consumidor, os autores têm seguido sua escalada rumo à proeminência econômica e acompanhando sua influência crescente no mercado. Foram explorados seus motivos e, em mais de dez mil levantamentos de pesquisa, examinadas suas respostas a tudo, desde comerciais de televisão até o estresse causado por compras feitas em shopping centers e supermercados.

Em dez capítulos, o livro retrata as conclusões da pesquisa, explica o significado das observações presentes e sugere etapas práticas que os fabricantes, fornecedores e prestadores de serviços devem seguir, a fim de enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgiram com o advento desse novo consumidor. Na obra, são examinadas as opções de compra dos novos consumidores e também sua alma. De acordo com David e Darren, o uso da palavra “alma” é pertinente, pois, para muitos dos novos consumidores, a compra de produtos e serviços tem substituído amplamente a fé religiosa como fonte de inspiração e consolo. Para um grupo ainda maior, suas decisões de compra são dirigidas por um desejo psicológico enraizado, que desenvolve e aumenta sua noção de individualidade.

Autores - David Lewis é chairman da David Lewis Consultancy, uma empresa internacional de pesquisa de consumo com clientes como Disney,Coca-Cola, Amazon, IKEA, L´Oreal, Toyota, British, Airways, BT, ICL e IBM. David é psicólogo licenciado, autor de best seller e participante assíduo de programas de entrevistas e noticiários de televisão. Darren Bridges é pesquisador na David Lewis Consultancy.



 

Marketing Social

A maior parte dos investimentos realizados pelas empresas na forma de programas de responsabilidade social não se utiliza das ferramentas de marketing social, o que contribui para a sua baixa eficácia. Para Miguel Fontes, doutorando em saúde pública internacional pela Johns Hopkins University e diretor da John Snow do Brasil Consultoria, a principal causa é a distorção feita entre marketing de “causas sociais” e marketing social. O primeiro está relacionado à valorização da marca da empresa no engajamento em promoções sociais (como as campanhas feitas para arrecadar recursos a uma determinada entidade assistencial). Marketing social, na verdade, está relacionado à área de saúde pública e implica em desenvolver inovações sociais que provoquem mudança de comportamento, atitudes e práticas individuais e coletivas.

"Ao confundir as duas coisas, as empresas acabam por não ter uma referência exata sobre o resultado dos seus investimentos. Não sabem avaliar com exatidão qual o benefício para a sociedade ou o valor agregado às suas marcas”, considera Miguel Fontes. Este é um dos temas que o seu livro Marketing Social – Novos Paradigmas (Editora Campus/Elsevier), propõe a esclarecer. Voltada para profissionais do setor público e privado, estudantes e professores universitários, a obra é a primeira no Brasil a apresentar o verdadeiro contexto e conceito do marketing social no mundo. Além disso, coloca à disposição todas as ferramentas a serem utilizadas no desenvolvimento de um efetivo plano de marketing social. “Um programa social que não se utiliza das ferramentas de marketing social pode cair no simplismo promocional, atividades puramente assistencialistas e na falta de impacto”, alerta.

No Brasil e no mundo, o conceito de marketing social se torna ainda mais importante quando se constata que a principal causa de mortandade e mortalidade não está mais relacionado ao contágio de doenças infecciosas, mas ao comportamento humano (violência, obesidade, hábitos alimentares não saudáveis, fumo, sexo sem preservativo). Para o autor, as ferramentas do marketing social são as únicas que oferecem ao gestor social a capacidade de identificar rapidamente erros, estabelecer estratégias a partir da realidade dos públicos adotantes e demonstrar qual o benefício econômico em valores monetários dos investimentos feitos na área social.

Autor - Miguel Fontes é doutorando em saúde pública internacional pela Bloomberg School of Public Health da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos. O autor recebeu o título de mestre em desenvolvimento social, político e econômico da América Latina e Caribe pela Escola de Estudos Internacionais Avançados (SAIS) da Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos. Atualmente, é o diretor da John Snow do Brasil Consultoria. Trabalhou como consultor em projetos de desenvolimento social financiados por diversos organismos internacionais (USAID, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, entre outros) e é autor de diversas publicações de marketing social eartigos científicossobre comportamento humano.

 

Millward Brown divulga estudo sobre comunicação global

 

A Millward Brown - empresa líder em pesquisa de marcas, comunicação e mídia – apresentou três estudos durante o 3º Congresso Brasileiro de Pesquisa, evento bienal promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep), que aconteceu em São Paulo nos dias 22, 23 e 24 de abril de 2008. Um dos papers apresentados foi “Comunicação Global – Como as diferenças culturais impactam a performance da propaganda”, de autoria de Valkíria Garré (diretora executiva da Millward Brown) e Karina Meyer (gerente de pesquisa de mercado da Unilever).

O trabalho em questão teve o objetivo de apresentar como as diferenças culturais afetam a resposta sobre a propaganda em diversos países de todo o mundo. Para isso, a Millward Brown selecionou 10 países (Brasil, Argentina, México, Chile, Inglaterra, Espanha, África do Sul, China, Índia e Estados Unidos) que representassem todos os continentes e investigou profundamente os aspectos similares e divergentes da propaganda em cada uma dessas regiões por meio das seguintes fases de investigação: 1. Coleta e análise de dados secundários existentes nestes mercados e disponíveis para o público em geral; 2. Análise da base de dados de pré-teste de propaganda da Millward Brown (a empresa mantém uma grande base de dados com mais de 31 mil filmes publicitários testados nos mais diversos mercados); 3. Entrevistas em profundidade com experts da área de propaganda. Com essa análise foi possível detectar, por exemplo, que a utilização de apelo racional em filmes publicitários tem um grau de aceitabilidade superior em países asiáticos, como China e Índia (35%), e inferior na América Latina (24%) e África (25%). Em compensação, quando o assunto é comunicação com apelo emocional, a América Latina se destaca pelo alto índice de aceitação (30%), enquanto a Ásia aparece em último lugar, com apenas 15%.

A Espanha apareceu no estudo como o país com melhor resposta à comunicações de apelo emocional, inclusive superando alguns países latinos com características fortemente emocionais, como Brasil e México, fato atribuído, pelos especialistas, ao alto envolvimento do país com música e dança.

Já países como Brasil, México e África do Sul aparecem equiparados em relação à boa aceitabilidade do apelo emocional nas propagandas. Porém, cada um com suas peculiaridades. Por exemplo, no Brasil o consumidor é pouco racional e aprecia abordagens mais irreverentes na hora dos comerciais. No México, os consumidores gostam do alto grau de emocionalidade nas comunicações, porém de forma um pouco mais melancólica e sentimentalista, cultura “estereotipada” no país por conta das novelas mexicanas. A África do Sul, por sua vez, apresenta alto índice de rejeição à abordagem racional. Entretanto, um tom puramente emocional no país também não agrada. O ideal, nesta região, é intercalar o apelo emocional com informações sobre o produto.

No caso de Argentina e Chile, a resposta à comunicação não deve ser tão pautada no emocional. Nesses países, a população aprecia elementos criativos como música e cenas que retratem o cotidiano, mas também elementos racionais que consigam munir o consumidor de informações relevantes sobre aquilo que está sendo comunicado.

A Inglaterra foge aos padrões dos demais países. Seus consumidores apreciam elementos criativos e, principalmente, irreverência nos filmes publicitários. Os filmes de sucesso neste país estão distantes de uma abordagem racional e do uso de cenas do cotidiano. Ao contrário, os comerciais de sucesso na região costumam ter a presença de celebridades e música.

Estados Unidos também é um caso à parte. No país, os consumidores gostam de receber mensagens mais diretas, informativas e óbvias, sem grande presença de apelo emocional. Especialistas da área de propaganda atribuem isso ao fato dos americanos serem mais consumistas e comprarem por impulso, sem muita interferência de fatores psicológicos.

Finalmente, Índia e China podem ser classificados como países totalmente racionais. Em razão de uma série de fatores históricos e econômicos dessas regiões que vêm crescendo bastante nas últimas décadas, seus consumidores acabam apreciando muito mais comunicações objetivas e de apelo racional. No caso específico da China, por ser um país que tem sido invadido por novas marcas e, consequentemente, por diversos filmes publicitários, pode-se notar que os nativos preferem comerciais de fácil entendimento e baixa complexidade. “No mundo de hoje, onde marcas globais estão cada vez mais presentes e a busca por rentabilidade é cada vez mais acirrada, uma produção que possa ser utilizada globalmente representa, sem dúvida, uma otimização de budget, já que sabemos que grandes produções exigem grandes investimentos”, concluiu Valkíria Garré, diretora executiva da Millward Brown e responsável pelo estudo.

 

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Abracom elege nova diretoria

 

A Associação Brasileira das Agências de Comunicação/Abracom tem uma nova diretoria para o biênio 2008/2010. O empresário Ciro Dias Reis, da Imagem Corporativa, é o novo presidente da Abracom, sucedendo José Luiz Schiavoni, que estava no comando da entidade desde 2004. A eleição aconteceu logo após o 1º Fórum Abracom de Gestão e Comunicação Empresarial, no Centro Brasileiro Britânico. Votaram, associados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. A diretoria ficou composta na Presidência por Ciro Dias dos Reis (Imagem Corporativa), na 1a. Vice-Presidência por Rosâna Monteiro (Ketchum Estratégia), na 2a. Vice-Presidência por Gisele Lorenzetti (LVBA Comunicação) e na Secretaria-Geral por Mauro Lopes (MVL Comunicação), além de nove diretorias. As diretorias regionais estão integradas no Norte/Nordeste por Ana Cristina Lima (Brava Comunicação-PE); no Centro-Oeste por Andréia Salles (Empório Comunicação-DF), no Sudeste por José Guilherme Fonseca de Araújo (Idéia Comunicação-MG) e ainda no Sul por Fábio Cunha (Del Mondo Comunicação-SC).

A nova gestão tem, entre suas prioridades, a ampliação da percepção pelo mercado da qualificação das agências e do potencial das inúmeras aplicações estratégicas das diferentes ferramentas de comunicação para empresas, governos e instituições. É o que diz o novo presidente da entidade, Ciro Dias Reis. Para ele, a nova diretoria assume dentro de um quadro muito favorável. “Nossos dois primeiros presidentes deixaram um legado inestimável para a associação, que é o da credibilidade, pois somos hoje uma entidade que é referência empresarial no campo da comunicação corporativa”, afirma. O grupo tem também pela frente o desafio de ampliar as conquistas dos primeiros seis anos de existência da entidade. Criada em 2002, por 56 agências, a associação entra em seu sétimo ano de trabalho com 290 empresas filiadas, em 21 unidades da federação, mais o Distrito Federal. “O Rio Grande do Sul acaba de organizar sua comissão estadual e, agora, cremos que estados como Rio de Janeiro, Ceará e Minas Gerais precisam de uma organização local forte e atuante”, diz Rilder Medeiros, novo diretor de expansão e mobilização.

A área de capacitação empresarial e profissional também é um dos destaques. A nova gestão vai ampliar a oferta de cursos e parcerias para oferecer aos empresários do setor ferramentas de gestão compatíveis com as necessidades de profissionalização do setor. A segunda vice-presidente, Gisele Lorenzetti, lembra que os cursos já realizados “foram importantes para disseminar entre os gestores das agências práticas empresariais que eram praticamente desconhecidas de boa parte das empresas do segmento”. O novo diretor da área, Pedro Cadina, aposta também nos cursos voltados para as necessidades de capacitação das equipes de profissionais, “uma constante reivindicação das empresas associadas”, diz. O objetivo não é apenas transmitir conhecimento técnico a respeito das ferramentas de comunicação, mas sim o de “difusão de práticas de comunicação integrada, para que o mercado de agências seja cada vez mais percebido como fornecedor de pensamento estratégico de comunicação”, ressalta Ciro Dias.

 

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Executivos prevêem como será o Marketing do Ano 2020

 

Profissionais do marketing vivenciam cenários emocionantes e incertos. O tempo se altera, as mídias são diferentes e até mesmo os clientes estão mudando. Se o presente é tão imprevisível, como será, então, o futuro?

Um recente estudo realizado pela 1to1 Media perguntou a 150 membros do 1to1 Xchange panel, “Como será o mercado 1to1 em 2020?”. Os resultados foram promissores e apontam a relacionamentos mais conectados e informativos entre empresa e clientes. Os resultados demonstram que 84% dos entrevistados concordam que haverá uma mudança positiva, de moderada a alta, dentro do mercado 1to1 até 2020. Isto implica em um significante aprimoramento da habilidade organizacional de captura e compartilhamento de informações, do entendimento das necessidades dos clientes e de seu cálculo do valor vitalício, a melhora da experiência e a adequação de mensagens relevantes aos canais preferidos por cada cliente.

Igualmente, 78% dos consultados concordam que o futuro do marketing estará baseado na construção de relacionamentos autênticos, mais do que no desenvolvimento de novos produtos, ao passo que os clientes ganharão maior controle nesta relação. Ferramentas de chats on-line, blogs e comunidades virtuais, cada vez mais transmitirão o controle da imagem da marca para as mãos dos consumidores. Sob o ponto de vista do cliente, uma má experiência de consumo ou pós-vendas causará impacto exponencial na reputação da empresa, já que os clientes compartilham eletronicamente suas histórias.

Empresas bem-sucedidas serão aquelas capazes de manter o foco na justiça e na transparência, construindo confiança. Até 2020, os profissionais de marketing estarão menos focados nos ganhos de curto prazo e mais orientados às vantagens de se adquirir e manter a credibilidade ante seus clientes. Na verdade, 84% dos entrevistados concordam que a confiança irá se tornar objetivo primário.

Historicamente, o objetivo de marketing foi promover as vendas, por isso essas mudanças indicam que os marketeiros já começaram a reconhecer que as mensagens não são suficientes para influenciar as decisões dos clientes caso não sejam confiáveis.

Outro ponto importante revelado pelo estudo é o crescimento da colaboração dos clientes, aonde 82% dos entrevistados concordaram que a colaboração dos clientes nas ações da empresa prevalecerá e aumentará conforme as ferramentas que apóiem o levantamento de insight e da participação dos clientes forem aprimoradas.

O futuro do marketing ainda não é totalmente claro, sendo que os participantes do estudo assumem que ainda existem nuvens no horizonte do 1to1, como regulamentações governamentais que afetam políticas de privacidade ou as muitas solicitações e mensagens que inundam os canais de comunicação, como e-mails, por exemplo. E como você faz para concretizar uma sólida estratégia de 1to1? O primeiro passo é trazer o marketing 1to1 para as operações diárias da organização, para melhorar as experiências dos clientes nos diferentes pontos de contato com a empresa. Mesmo no nível das campanhas uma pequena orientação ao cliente segue um longo caminho. Empresas que planejam corretamente obterão as primeiras vantagens, enquanto que as que ficarem defasados, sem agir pelos melhores interesses de seus clientes, estarão muito atrás de seus concorrentes. Acompanhar as tendências não é fácil e requer constantes cuidados com novos acontecimentos e insights contínuos de clientes. (Este texto de Tom Lacki, Consultor Sênior do 1to1 Faculty foi publicado na news do Peppers&Rogers de 16/04/2008 - receba também inscrevendo-se no www.1to1.com.br)

 

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Compartilhe e concorra a prêmios no Mundo-RP

 

Todo o conceito da chamada "web 2.0" está baseado numa mudança de postura do cidadão-internauta. Menos do que novidades tecnológicas, que de fato possibilitam agora maior interatividade, a essência destes novos tempos da rede está focada numa perspectiva de intenso compartilhamento. Se antes você tinha sua lista de favoritos no seu navegador, pra acessar mais rapidamente os sites de interesse freqüente, hoje utiliza o Del.icio.us ou o Diigo que fazem a mesma função, mas tornam o conteúdo com acesso remoto - ou seja, você tem sua listagem preferida a partir de qualquer equipamento conectado à internet - e além disto ainda permitem que você torne públicas suas escolhas e indicações, com comentários adicionais. Este raciocínio também vale para as enciclopédias, tão famosas num passado recente, mas agora recriadas pelo espírito wiki, com verbetes estabelecidos coletivamente, com múltiplas intervenções e aperfeiçoamentos.

O portal Mundo-RP não foi assim em sua origem: todos os textos foram criados especificamente pelo RP Rodrigo Cogo. Algumas seções, contudo, foram sendo acrescidas com ênfase nos últimos oito anos, a partir da geração de conteúdo por outras pessoas. A própria instituição de uma lista de discussão já dava o tom, em dezembro de 1998, da intenção de estimular debates e pontos-de-vista, numa comunicação multidirecional.

Pois a promoção "Compartilhamento é um Prêmio" vai permitir que você concorra a alguns brindes especiais: basta participar do portal com alguma sugestão que seu nome já estará listado para o sorteio. Estas sugestões podem ser direcionadas para qualquer espaço do site, do boletim, da lista de discussão ou da comunidade RP do Orkut, na forma de indicação de uma página interessante, de um vídeo no YouTube pro nosso canal, de uma apresentação no SlideShare, de um podcast, ou de maneira mais autoral também pode significar o envio de um artigo pra seção RP em Expressão.

Sua contribuição vai dar direito a concorrer - sob livre escolha:
- ao livro "A empresa totalmente voltada para o cliente", de Richard Whiteley lançado pela Editora Campus;

- a uma pasta zip personalizada do Mundo-RP;

- ao livro "Memória de Empresa: história e comunicação de mãos dadas a construir o futuro das organizações", com coletânea de artigos editada pela ABERJE;

- ao CD da Cartilha do Profissional de Relações Públicas, editada pelo Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas 2. Região;

- ao livro "Estrutura Organizacional: uma abordagem para resultados e competitividade", de Djalma Rebouças de Oliveira, lançado pela Editora Atlas;

- à Revista Comunicação Empresarial n.66, exclusiva dos associados da ABERJE;

- ao CD Comunicação em Dois Tempos: uma Visão de Futuro", editado pela agência de comunicação paulista Fundamento;

- ao livreto "A comunicação organizacional frente ao seu tempo", lançada pela ABERJE;

- ao CD com Anais do I AbrapCorp, cedido pela Associação Brasileira de Comunicação Organizacional e Relações Públicas.

Então, mentes à obra pra que você também construa o futuro do nosso portal.

 

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Estudo avalia o comportamento do consumidor brasileiro

 

O IBOPE participou do 3º Congresso Brasileiro de Pesquisa e apresentou três papers selecionados previamente pela associação. Um deles foi “O consumidor multimídia: uma tendência contemporânea”, de autoria dos executivos do IBOPE Mídia, Affonso Barrella e Michelle Freitas. O trabalho traçou uma evolução da história recente do crescimento das classes sociais no Brasil e como esse progresso tem impactado no consumo de mídia por parte dos indivíduos. Com essas informações, foi possível identificar algumas características do chamado “novo usuário-consumidor”.

Para embasar o estudo, a dupla do IBOPE Mídia levantou uma série de informações retiradas de serviços da empresa, como audiência de TV aberta, audiência de rádio e hábitos de leitura de jornal, consumo de internet, levantamento sócio-econômico e informações do Target Group Index – estudo regular realizado pelo IBOPE Mídia para mapear hábitos de consumo e comportamento da população brasileira. O levantamento detectou que, com o crescimento econômico de todas as classes no Brasil, a população procura estar muito mais bem informada e, para isso, tem buscado se munir de informações por meio dos diferentes veículos de comunicação.

Televisão - A TV vem crescendo de forma estável em todas as classes sociais. Especificamente nas classes AB verifica-se uma tímida diminuição no tempo médio na frente da TV. Ainda assim, a TV continua sendo o meio de maior credibilidade entre todas as classes sociais (média de 3,86, em uma escala de 1 a 5, sendo 1 discorda e 5 concorda) e também o veículo que mais chama a atenção do espectador para anúncios publicitários (média de 3,54).

Jornal - O jornal é o meio de comunicação que vem apresentando crescimento paulatino – nos últimos 2 anos - em termos de leitura diária. No geral, 43% da população lê jornais diariamente, com maior incidência nas classes A,B e C. Dentro das classes DE, o jornal vem ganhando espaço com o passar dos anos. Em 2002, o percentual de indivíduos dessas classes que liam jornal diariamente era de 9,21%. Atualmente, chega a quase 12%. A chegada dos jornais denominados de “ultrapopulares” ou “semigratuitos” (com preço de capa menor que R$ 1,00) potencializou o consumo deste meio junto às classes C/D/E. Quando o assunto é credibilidade, o jornal também aparece bem posicionado, acima da média, com nota 3,42 (em uma escala de 1 a 5). Para o mercado publicitário, também é um meio com boa aceitabilidade: obteve nota 3,32 no quesito “prestar atenção aos anúncios publicitários”. Dentro deste contexto, é importante ressaltar que já se verificava maior atenção das classes AB para as inserções comerciais nos jornais. Quem se destacou neste aspecto, de acordo com o estudo, foram as classes C, D e E.

Rádio - O rádio foi um dos meios que mais sofreu variações no tempo médio de consumo nos últimos anos. Até 2002, o veículo obtinha picos de audiência e grande penetração em todas as classes. A partir de 2003, obteve quedas significativas de audiência. Agora, em 2007, ensaia uma tendência de crescimento, principalmente entre as classes C, D e E. Mesmo com as variações de audiência e quedas no tempo médio de consumo que o rádio sofreu nos últimos anos, continua sendo o 2º veículo de maior credibilidade na opinião dos brasileiros. Em levantamento realizado pelo IBOPE Mídia, o meio obteve média 3,51, em uma escala de 1 a 5. Para o meio publicitário, o veículo apresenta uma performance média no quesito “atenção do público”. Propagandas veiculadas em rádio obtiveram nota 2,95 quando avaliadas como chamativas ou não.

Internet - Apesar de ser o meio de comunicação que obteve as maiores taxas de crescimento e penetração no decorrer dos últimos anos, a internet ainda aparece como um veículo segmentado. Sua penetração por classe social aparece da seguinte forma: 28% - classes AB, 16% - classe C e apenas 1% das classes DE. Quando avaliada em relação a sua credibilidade, a internet aparece como a ferramenta menos confiável do país, com média 2,73. Para o mercado publicitário, também não aparece como uma das ferramentas mais efetivas: alcançou média 2,92 quando avaliada pela atenção que os usuários dispendem a propagandas veiculadas neste meio.

“Respaldado pelo crescimento econômico e diante de um grande número de opções de consumo, o brasileiro está incorporando novas marcas/produtos/serviços ao seu cotidiano. Na mídia, incorpora também novos meios de informação, tornando-se, então, um consumidor multi-mídia. Diante desse cenário, os meios de comunicação e a publicidade terão que refinar o seu diálogo para reafirmar o seu papel e a sua importância junto a esse novo usuário-consumidor”, concluiu Affonso Barrella, gerente Mídia Mix do IBOPE Mídia e um dos autores do estudo.

Instituto - O IBOPE Mídia é a maior empresa latino-americana de pesquisa de mídia. Especializada no monitoramento de meios de comunicação e sua relação com os consumidores, a empresa provê a seus clientes sistemas de apoio baseados principalmente em pesquisa de mídia e serviços analíticos e consultivos para subsidiar a tomada de decisão de negócios. Possui operações em 13 países da America Latina e um escritório comercial em Miami, responsável pelo atendimento a clientes internacionais. Fundado em 13 de maio de 1942, o IBOPE é uma multinacional brasileira de capital privado, líder na América Latina, que atua nas áreas de pesquisa de mídia e de mercado. O grupo, que ocupa atualmente a 18ª posição entre as 25 maiores empresas de pesquisa do mundo, é composto por duas grandes empresas, IBOPE Mídia e IBOPE Inteligência, além de possuir participação acionária importante na Millward Brown Brasil. Em 2000, o IBOPE criou o Instituto Paulo Montenegro, organização sem fins lucrativos que atua de maneira focada e com prioridade definida no campo da educação. O Instituto desenvolve e dissemina projetos que têm como base o know-how em pesquisa das empresas do Grupo e a credibilidade conquistada ao longo de seus 65 anos de atividade.

 

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Ouvidoria Hospitalar

Nos dias 30 e 31 de maio de 2008, ocorre o “Seminário de Ouvidoria na Saúde”, primeiro evento nacional da área da saúde para discutir especificamente o papel e a atuação dos ouvidores na rede médico-hospitalar pública e privada, promovido pela Portal Ouvidoria, com o apoio técnico do Dr. Moacir Assein Arus e equipe da Ouvidoria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre/RS. O Seminário inicia, no dia 30, pela manhã, com o painel “Panorama sobre Ouvidoria na área da saúde no Brasil”, passando pelos painéis “Relacionamento Ouvidoria e Equipe de Saúde”, “Relacionamento Ouvidoria e Convênios”. “Relacionamento Ouvidoria ­ Paciente e familiares” e “O papel estratégico da Ouvidoria no processo de atendimento a saúde” durante os dois dias de evento. Para apresentar suas experiências e discutir os temas, estão confirmados ouvidores ligados a área, como Leandro Barcellos, do Complexo Hospitalar Conceição-Fêmina, Mariléia Rodegheri, do HCPA, Raquel Martins, do Hospital São Lucas PUCRS, e Luciana Telles, do Hospital Luterano, além de Edson Vismona, fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Ouvidores, a ABO Nacional, entre outros convidados. Na programação, também estarão presentes os representantes das principais entidades médicas, tais como CREMERS, AMRIGS, e SIMERS, assim como da Secretaria Estadual da Saúde e da Saúde Municipal da Saúde de Porto Alegre. Também está prevista uma visita técnica a duas instituições, possibilitando aos participantes conhecer, in loco, a atividade de uma ouvidoria hospitalar. As inscrições devem ser realizadas diretamente no site http:www.portalouvidoria.com.br. Outras informações através dos e-mails roselia@portalouvidoria.com.br e luziane@portalouvidoria.com.br

 

Sustentabilidade

As empresas que pretendem associar suas marcas à sustentabilidade ambiental devem prestar atenção a um boletim divulgado recentemente pela consultoria holandesa Trendwatching, especializada no monitoramento de tendências de consumo. O estudo mostra que há uma demanda cada vez mais palpável por produtos “eco-icônicos”. Isto é, produtos que “são” e também “parecem” sustentáveis ­ e exploram, assim, a vontade das pessoas de exibir “status” a partir de um comprometimento com a ecologia. Trata-se de uma evolução no conceito de produtos ecologicamente corretos ­ que a Trendwatching, numa simplificação bem-humorada, chama de “eco-feios”. Antigamente, diz a consultoria, os produtos sustentáveis tinham “preços altos, baixa performance e representavam uma versão de mal gosto dos produtos convencionais”. Na era dos eco-icônicos, porém, esse problema deixará de existir. Além de utilizar matérias-primas renováveis e processos de fabricação que não danificam o meio ambiente, os bens de consumo terão um design que tornará seus atributos ecológicos mais evidentes. Uma das empresas que está atenta a esse conceito é a Toyota. A montadora japonesa lançou um carro híbrido (movido tanto a gasolina como a energia elétrica) conhecido como Prius. O design do veículo é diferenciado, mais leve, e busca enaltecer o fato de gerar menor impacto ecológico. Nos Estados Unidos, tem sido um sucesso. Lá, as vendas do Prius dispararam em 2007 ­ ao contrário da maioria dos híbridos, que ainda têm pouca aceitação. O jornal NY Times analisou o caso da seguinte forma: “Os consumidores estão comprando o Prius porque querem mostrar para todo mundo que estão dirigindo um híbrido”. Aparentemente, os outros veículos do tipo não deixam essa mensagem tão evidente. (Andreas Müller, com reportagem de Fernanda Arechavaleta para o enews da Revista Amanhã)

 

Comunicação Interna

A jornalista e especialista em Marketing, Simone Barros, apresenta no Instituto Eckart em Porto Alegre/RS, nos dias 17 e 18 de maio de 2008, ocurso Comunicação Interna. O curso apresenta aos alunos importantes ações e eventos voltados para o público interno das empresas, focado na forma de execução dos projetos, mobilização interna, intranet e divulgação da cultura da empresa. As aulas são expositivas e baseadas em cases de empresas de diversos setores. Assuntos como intranet, quadro de avisos, eventos internos são alguns de destaque. Simone Barros já atuou nas áreas de Comunicação Interna da White Martins, Banco Prosper e Banco Boavista, e tem passagens por empresas como Fecomércio RJ, Secretaria de Turismo do RJ, FSB Comunicações nas áreas de Comunicação Corporativa e Marketing. As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas.Mais informações no cursos@comunique-se.com.br ou ainda fone 11-3897-0860.

 

Comunicação Interna II

Os Cursos Avançados ABERJE de Comunicação Empresarial apresentam uma edição sobre "A Comunicação Interna na Gestão de Mudanças Organizacionais", que acontece entre 9h e 17h do dia 6 de junho de 2008 no Hotel Mercure Jardins em São Paulo/SP, com apresentação (e tradução simultânea) do norte-americano TJ Larkin, reconhecido como um dos maiores especialistas na área, especialmente em comunicação de mudanças para funcionários de empresas. Ele é Phd em Comunicação pela Michigan State University e autor do best-seller pela McGraw-Hill "Communicating Change", além do ensaio "Reaching and Changing Frontline Employees" pela Harvard Business Review. Os Cursos Avançados têm um formato de grupos pequenos de alto desempenho, com aprofundamento dos temas propostos com a visão de professores reconhecidos no exterior. Desta vez, a idéia é discutir a conclusão de Larkin, de que 80% das empresas nos EUA falham ao comunicar grandes mudanças, motivado por falha na escolha das premissas de comunicação e nas mensagens. Com um índice de erros tão expressivo, é fundamental conhecê-los para evitá-los. As inscrições estão abertas e mais dados podem ser obtidos pelo cursoavancado@aberje.com.br ou no 11-3662-3990.

 

Publicidade Digital

Encontro em Porto Alegre reunirá anunciantes, agências e profissionais da área para mostrar números do cenário online atual. No dia 14 de maio, o IAB Brasil/Interactive Advertising Bureau Brasil promove um seminário regional sobre publicidade digital, em Porto Alegre/RS, para debater o cenário da área no Brasil. O evento tem como público-alvo anunciantes, agências e profissionais da área. Os participantes terão acesso a números atuais do mercado publicitário digital segundo o Ibope//NetRatings e à metodologia aplicada para o levantamento dos dados. As inscrições custam 100 reais e podem ser feitas pelo fone 11-3849-8468 ou por thais@iabbrasil.org.br.

 

Pesquisa

Os executivos das principais empresas de pesquisa estão confiantes em relação ao desempenho dos negócios em 2008. E isso após um ótimo ano, no qual a maior parte das companhias registraram crescimento de demanda por serviços e de receita. Essa é a conclusão da reportagem Moving Forward With Confidence, publicada na revista Research World . Há consenso de que as regiões em desenvolvimento, como a América do Sul e o Leste Europeu, concentrarão os maiores crescimentos do setor. Porém, os mercados maduros não devem ser ignorados, já que estes são mais robustos e maiores do que os emergentes. Segundo o CEO da Synovate, Adrian Chedore, para crescer nos países desenvolvidos, é fundamental que as companhias elaborem modos engenhosos de conduzir e entregar pesquisas, sem esquecer de combinar esses aspectos com eficiência operacional. Por outro lado, não há consenso quando o assunto são os setores mais promissores. O CEO da Ipsos, Carlos Harding, destaca mídia, entretenimento, telecomunicações e tecnologia, enquanto o executivo chefe da TNS, David Lowden, acredita no potencial dos serviços financeiros e do segmento de tecnologia. Por sua vez, o CEO da GfK, Klaus Wübbenhorst, aposta que haverá mais investimentos em pesquisas voltadas para o setor de healthcare.

 

Eventos ABA

A Associação Brasileira de Anunciantes divulga o calendário de ações para o mês de junho, com cursos, workshops e seminários planejados para levar conhecimento e desenvolver as habilidades dos profissionais de comunicação e marketing nos diferentes estágios de suas carreiras. Entre eles, no Rio de Janeiro/RJ o V Fórum de Excelêcia em Marketing de Serviços no dia 3 e ainda o curso Propriedade Industrial para Executivos de Marketing. Já em São Paulo/SP, a programação prevê o Fórum de Gerenciamento de Crise no dia 4, o X Fórum Internacional de Gerenciamento da Informação e Pesquisa de Mercado no dia 11, o curso Branding - construindo marcas fortes no dia 24, o II Fórum ABA de Responsabilidade Socioambiental para a Sustentabilidade no dia 25 e por fim no dia 26 o curso técnico Direitos Autorais na Era Digital. Ainda tem em Porto Alegre/RS, no dia 12, o curso Soluções In Store - estratégia de vendas no PDV. Outras informações pelos telefones 0800.124588 ou 11-3283-4588

 

Sustentabilidade II

A sustentabilidade entrou definitivamente na agenda das corporações. E hoje é um dos temas estratégicos mais importantes, gerando valor econômico para os negócios e impactando a reputação, a imagem e a marca. Isso representa, na prática, enormes desafios. Para os gestores corporativos, o de mudar modelos e estratégias de empresariais. Para os gestores de comunicação, o de informar, envolver e sensibilizar consumidores, funcionários, fornecedores, comunidades e toda a sociedade em torno dos princípios, valores e práticas socioambientais da organização. É deles a complexa tarefa de transmitir informação de qualidade, clara e precisa, que permita aos públicos de interesse formar impressões, criar percepções e analisar a consistência dos compromissos sociais e ambientais da empresa. Foi pensando em apoiar os profissionais nesse desafio que a Aberje lançou o curso Sustentabilidade: O que é, Por que Adotar e Como comunicar para o dia 3 de junho de 2008 entre 9h e 18h. É ministrado como uma exposição teórica dialogada, apresentação de estudos de casos ilustrativos e comparativos, dinâmicas de grupo e discussões em grupo, através do jornalista e especialista em marketing institucional e comunicação organizacional Ricardo Voltolini. Mais informações pelo 11-3662-3990 ou cursos@aberje.com.br .

 

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A arte de gerir o intangível

 

Foi-se o tempo em que o valor de uma companhia equivalia somente ao seu patrimônio líquido. Os ativos intangíveis - entre eles a força da marca, o poder de barganha com fornecedores e clientes, o acesso a crédito e a gestão de segurança e riscos - podem dar maior visibilidade para uma organização no mercado e trazer como conseqüência fartos lucros. Um dos exemplos mais notáveis no Brasil é o da Suzano Papel e Celulose. A companhia adota desde 2000 a ferramenta Balanced Scoredcard (BSC) para medir os ativos intangíveis. Com isso, a empresa pode acompanhar melhor seu desempenho operacional e financeiro, além de monitorar o progresso na aquisição de conhecimentos e outros ativos intangíveis necessários para o crescimento. O resultado foi um salto no faturamento de US$ 316 milhões para US$ 5 bilhões. Atualmente a Suzano faz a gestão conjunta dos ativos financeiros e intangíveis publicando no relatório anual uma lista daqueles mais importantes. "Há três anos fazemos isso porque percebemos que os ativos intangíveis têm que ser importantes também para os investidores e para a comunidade", ressalta Jorge Cajazeira, gerente corporativo de competitividade da companhia.

O executivo foi convidado para abrir a 43ª Reunião da Qualidade, promovido pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) em Porto Alegre/RS. No evento, que reuniu 800 pessoas, Cajazeira destacou a importância da valorização dos bens intangíveis. “Estar atento a esta variante do processo de gestão é um diferencial nas organizações que visam atingir a excelência”. O desafio da gestão, segundo Cajazeira, passa pela identificação de valores imateriais que podem ser facilmente percebidos como imagem, ética e cultura. Na era do conhecimento, a empresa passa a valer não somente pelo capital e pelo lucro que gera, mas também pelo conhecimento acumulado.

Ativo ­ O encontro do PGQP não tratou somente daquilo que não se vê. O tema da gestão sustentável foi tratado por Irani Carlos Varella, coordenador do Grupo Gera Ação ­ iniciativa da Petrobras e várias entidades ligadas à qualidade. De acordo com Varella, a fórmula para alcançar o crescimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida das pessoas passa pela qualidade e produtividade das instituições públicas e privadas. "A sustentabilidade competitiva não é chegar à frente, mas fazê-lo com competência", destacou. Varella aponta que uma boa gestão gera valores, disciplina, sincronismo, conhecimento e maturidade. Por outro, lado observa que os instrumentos de gestão devem ser adequados ao estágio de desenvolvimento de cada instituição. (Texto de Grasiela Duarte para enews da Revista Amanhã).

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Excelência em Serviços é avalizada em prêmio

 

O maior e mais importante prêmio de relações de consumo do Brasil, o IX Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente, promovido pela revista Consumidor Moderno (Grupo Padrão) em parceria com o Instituto GFK Indicator, já tem sua lista de vencedores. Criado com o intuito de valorizar a transparência das ações das empresas com o cliente e seus esforços pela satisfação do consumidor, congrega empresas dos mais variados setores da economia. Entre as sete melhores empresas avaliadas pelos consumidores estão: Fiat, Boticário, Química Baruel, Mormaii, Fleury, Coca-Cola Femsa e Sul América Seguros.

Metodologia - A pesquisa apontou quais as empresas que mais evoluíram no relacionamento com seus consumidores. As empresas foram avaliadas por itens que refletem no relacionamento com o cliente, tais como missão corporativa, satisfação dos clientes externos e internos, marketing de relacionamento, lealdade, fator humano, tecnologia, estratégias de retenção, responsabilidade social, motivação da equipe e visão empresarial. Foram avaliadas as formas de atendimento ao cliente, tanto por telefone quanto por e-mail, de empresas pertencentes há 49 segmentos da economia brasileira. Para tanto, foram feitas 2920 avaliações, sendo 1460 ligações e 1460 e-mails. Cada empresa finalista foi avaliada por meio de dez ligações e dez e-mails.

As empresas selecionadas na segunda etapa foram submetidas ao teste do Cliente Misterioso, também coordenado e aplicado pelo Instituto GFK Indicator. Um cliente fictício utilizou os mecanismos de atendimento, como 0800 e Internet, para fazer reclamações ou dar sugestões. Nesta fase o instituto, avaliou a qualidade do atendimento, a coerência e consistência das respostas oferecidas. Ao final foram selecionadas empresas pertencentes a 49 segmentos da economia. Os pesquisadores levaram em consideração os aspectos operacionais, o atendimento (foram avaliadas questões de formalidade no atendimento, atenção dada ao cliente e o preparo do funcionário) e as interrupções.

Entre os premiados, estão: Ajinomoto Inter Americana Ltda - Alimentos; Fiat Automovéis S/A - Automóveis; Bradesco Prime - Banco Premium; Itaú - Banco de Varejo; Coca-Cola Femsa – Bebidas; Cartões American Express/Bradesco - Cartões de Crédito; Motorola do Brasil Ltda - Celular; Tam Linhas Aéreas S/A - Cias. Aéreas; Tecnisa Engenharia e Comércio Ltda - Construção Civil; O Boticário - Cosméticos; Sony Brasil - Eletroeletrônicos; Habib´s Fast Food - Fast Food; Terra Networks Brasil S/A - Internet; Sul América Seguros - Seguros; Vivo - Telefonia Móvel Nacional e Brasil Telecom – Celulares - Telefonia Móvel Regional . Veja lista completa AQUI.

 

 

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Web 2.0 é nova fonte para pesquisa de mercado

 

O Brasil apresenta uma das maiores taxas de uso de blogs, sites de comunidades (Orkut, MySpace, Facebook) e de criação de conteúdo coletivo na internet mundial. Diante desse cenário, as empresas de pesquisa devem se preparar para coletar e analisar as opiniões geradas pelos consumidores nesse ambiente, caso contrário, podem perder espaço para oriundas do segmento de tecnologia. A conclusão é do estudo “Paper Blogs e Comunidades Online: pesquisa 2.0”, apresentado pelo Ibope Inteligência. “Uma parcela crescente do uso da internet foge da lógica do modelo de transmissão, constituindo-se em um rico espaço de informações sobre o comportamento dos consumidores e a atitude dos mesmos em relação às marcas”, afirma Marcelo Coutinho, autor do estudo e diretor de análise de mercado e de novos negócios do instituto.

Segundo o executivo, diversas empresas nos EUA e na Europa já utilizam blogs e comunidades para afinar sua linha de comunicação ou desenvolver novos produtos. O Ibope entrevistou 14 gestores das áreas de marketing e comunicação brasileiros e verificou que a prática já começa a aparecer nas empresas nacionais, embora não tão consolidada quanto nos países onde a penetração da internet é mais elevada.

São cerca de 40 milhões de brasileiros que utilizam a rede regularmente. Do total, 64% participam de sites de comunidades e 13% criam ou atualizam blogs. “Existe muita resistência por parte das empresas em experimentar novas metodologias e buscar novas práticas que não sejam necessariamente qualitativas ou quantitativas, mas uma mistura de ambas”, aponta o diretor. Na opinião de Coutinho, essas companhias demoraram para compreender que o mundo digital exige mais que um replicar de modelos de negócios tradicionais e, com isso, perdem sua posição privilegiada para empresas como Google, Microsoft, Facebook e outras.

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Eventos corporativos movimentam mercado

 










O que antes era visto apenas como uma ferramenta de motivação, atualmente é considerado um forte aliado para aumentar o comprometimento dos colaboradores, estimular o trabalho em equipe e incrementar resultados financeiros. Os números confirmam: o setor de eventos corporativos é um dos que mais crescem no país nos últimos anos e tem atraído a atenção de muitas empresas. Dados da Federação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux registram que há mais de 320 mil eventos anuais no Brasil, sendo 40% só em São Paulo. Para confirmar o vasto mercado e a balança favorável, no começo do ano a Meeting Professionals International (MPI), entidade internacional do setor de eventos com 23 mil associados espalhados por 60 países, divulgou que 56% das companhias de grande porte preferem contratar uma empresa que organize o evento em vez de montar a própria equipe. Há oito anos, o cenário era diferente: 55% contratavam diretamente todos os fornecedores e 45% optavam pela terceirização.

A mesma pesquisa apontou que os aspectos mais importantes na hora da contratação da empresa terceirizada são: ter expertise no tipo de evento em questão (27%); as experiências anteriores com a empresa (19%); o conceito criativo apresentado (13%); a infra-estrutura contratada (13%); as referências comerciais anteriores (12%); o preço final (10%); as condições de pagamento (4%) e o tempo médio para organização do evento (2%).

Treinamentos, pesquisas, reuniões, palestras, vídeo-conferências, cafés da manhã, lançamento de produtos, seminários, workshops, congressos, exposições, convenções, jantares, coquetéis, campeonatos, vendas, esportes radicais, aulas de culinária e confraternização de final de ano são apenas alguns exemplos de eventos corporativos que podem ser realizados. Mas, antes de mais nada, é preciso que o gestor defina quais objetivos e necessidades da empresa. (Fragmento de texto retirado da matéria "Fechado ou ar livre?", de Cláudia Midori Nishiguchi, publicada na Revista Melhor de Pessoas, de abril 2008 - revista oficial do sistema nacional da Associação Braileira de Recursos Humanos).

 

 

 

 

 

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Comunicação ganha visão com Planejamento Estratégico

 

As organizações cada vez mais têm o compromisso de conquistar e manter clientes satisfeitos. Para isso, elas devem estar sempre prontas a se adaptar a mercados em continua mudança. O livro "Planejamento Estratégico em Comunicação Empresarial" chega ao mercado editorial através da STS, com a finalidade de abordar conceitos e práticas em administração, mas direcionadas à comunicação empresarial.

A justificativa para este trabalho se deve ao fato de que as obras disponíveis sobre o assunto são voltadas para atender aos conteúdos programáticos dos últimos anos de graduações em Administração em Empresas, com o pressuposto de que os leitores estejam bem familiarizados com os conceitos básicos de gestão empresarial, adquiridos ao longo do curso.

Um planejamento estratégico competente e bem orientado ao mercado empresarial pode cumprir a função de ter a flexibilidade necessária aos objetivos, recursos e habilidades e, também manter o compromisso com o crescimento, a missão e o lucro organizacional. Dentro desse aspecto é necessário entender que a comunicação com um todo passa a ser um fator estratégico no cumprimento das ações a serem realizadas pelos funcionários.

Com texto de fácil compreensão, os temas relacionados são compilações dos principais autores que já escreveram sobre o assunto: a autora dialoga com os conhecimentos enriquecidos de Margarida M. K. Kunsch, Gaudêncio Torquato, Mitsuru H. Yanaze e José Antonio Rosa. É importante destacar a tentativa de oferecer uma abordagem sistêmica sobre o planejamento estratégico, no final de cada capítulo a autora sugere exercícios que servirão de base para um universo empresarial.

Planejamento Estratégico - A palavra estratégia vem do grego, que significa a arte do geral e também a arte do general. Em diferentes épocas tomou sentidos ligeiramente diferentes, mas diz respeito à função básica do alto comandante, às práticas que adota e á linha geral de condução dos esforços de um exército. O pensamento na área militar, então, sempre focalizou a tomada de decisões de risco, o direcionamento eficiente de recursos rumo à realização de objetivos.

Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945), surgiram as ameaças externas ao desempenho das empresas, por meio da concorrência acirrada pelos mesmos clientes, que por sua vez se tornavam cada vez mais rigorosas, exigindo que as empresas se aprimorassem, tanto nas relações com o mercado, quanto na produtividade, otimizando seus processos internos através da aquisição de novas tecnologias e capacitação de seus empregados.

O planejamento estratégico passa, então, a ser a ferramenta de gestão adotada pelas empresas, cuja finalidade principal é buscar o maior número de elementos para se diminuir os riscos e as incertezas provenientes do ambiente externo. O Planejamento Estratégico diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, levando em conta as condições internas e externas à empresa e sua evolução esperada.

O conceito de estratégia na gestão empresarial tem a finalidade de definir o rumo que a empresa deve seguir. Pode ser considerada uma espécie de bússola que mantém a rota no ambiente de incertezas em que atua. É uma maneira de se definir organização, dar sentido às coisas, concentrar esforços e alinhar a estrutura organizacional em torno da estratégia. É um jeito das pessoas compreenderem a empresa e a diferenciarem das outras.

Autora - Sirlei Pitteri é formada em Física pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Administração pela Universidade IMES (SCS/SP), foi executiva do Citibank como Gerente de Projetos de TI para as áreas de Tesouraria, Mercado de Capitais e Negócios Internacionais. Diretora Administrativa Financeira em empresa de construção civil. Atua como professora e pesquisadora em gestão e inovação empresarial, gerenciamento de projetos, estratégias empresariais, marketing e finanças em programa de graduação e pós-graduação.

 

 

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Redes sociais cada vez mais fortes

 

Os varejistas devem ficar mais atentos e se posicionar de maneira estratégica diante do aumento das negociações por meio das redes sociais na internet. A conclusão é do estudo divulgado pelo Gartner, instituto internacional de inteligência de mercado. Denominada “Top Ten Things Retailers Should Know About Social Networks and What”, a pesquisa destaca dez pontos que devem ser considerados pelo setor varejista sobre redes sociais e quais as medidas mais adequadas a se tomar.

De acordo com a mostra, estas redes são compostas por grupos demográficos mais jovens e estão se expandindo para outros grupos da sociedade, como de profissionais e compradores, que exercem uma forte influência para a ampla base de varejistas. “Até pouco tempo atrás, varejistas consideravam as redes sociais relevantes somente para a juventude , mas não para o mercado. Isso significa que muitos deles têm ignorado amplamente o canal", diz o vice-presidente de Pesquisas do Gartner, Hung LeHong.

LeHong aponta ainda que existem questões relevantes na criação da própria comunidade em rede social para a que empresa entre com o pé direito e obtenha o retorno esperado, criando assim, presença de mercado, ou simplesmente observando e seguindo as marcas que, debatendo assuntos de interesse, estão perseverando. "No entanto, as redes sociais precisam expandir para abraçar cada vez mais a seletos grupos demográficos, e os varejistas, precisam assegurar que uma posição melhor diante do assunto", ressalta o analista.

As redes sociais podem, inclusive, permitir aos consumidores debater assuntos relacionados em fóruns de discussão e de opinião. A plataforma social é uma grande comunidade que permite aos usuários fazer as mesmas coisas que em um site social, mas também cria uma plataforma que facilita e incentiva o desenvolvimento de aplicações. O que um varejista será capaz de fazer em uma rede social será determinado pelo alcance da plataforma.

Entre os principais pontos abordados na pesquisa estão: comunidades, grupos e redes podem ser criadas por qualquer pessoa e o controle disto é impossível; redes sociais são fonte de informação para o consumidor, mas pode não ser fácil acessá-las, redes sociais são um rico canal de discussões de produtos e usabilidade; as redes sociais não estão prontas para o comercio, mas estão emergindo em tempo real no mundo. O estudo pode ser acessado na íntegra clicando AQUI.

 

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