Boletim nº 204/10 - Ano XIV
Junho 2010

Novos Cadastrados

Neste ultimo mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Andréia Marta da Silva (Taubaté/SP), Aureliano dos Santos (Taubaté/SP), Isadora Melo (Niterói/RJ), Ana Laura Cavalli (Campinas/SP), Riziely Herrera (Anápolis/GO), Maurity Arantes (Uberlândia/MG), Roberta Piccoli (Porto Alegre/RS), Patrícia Granda (São Paulo/SP), Isabella Ferreira (Belo Horizonte/MG), Thanny de Andrade (Rio de Janeiro/RJ) e Marina Costa (São Paulo/SP).

E também os relações públicas Paula Peixoto (Salvador/BA), Vanessa Klinguelfus (Taubaté/SP), Tatiane Dauanny (Belo Horizonte/MG) e Ludimila Costa (Goiânia/GO).

E ainda a professora Liene Bittar (Franca/SP), a universitária de Hotelaria Andréa Dayan (São Paulo/SP), as jornalistasFabiane Cruz (São Paulo/SP) e Eleusa Guimarães (Belo Horizone/MG), a estudante de Ensino Médio Luana dos Santos (São Paulo/SP) e a administradora Juliana Blumenthal (Curitiba/PR).




 

Twitter

A Editora Novatec lançou em maio o livro Twitter, Chiclete & Camisinha: Como construir relacionamentos e negócios lucrativos em rede social. O autor é o conferencista Tagil Oliveira Ramos e este livro foi escrito a partir da experiência real do autor durante o ano de 2009. A ideia é ensinar o leitor a ter sucesso no Twitter, usando o poder desta nova mídia para ampliar sua rede de amigos, contatos profissionais ou montar a operação on-line de um negócio de sucesso. O livro ainda aborda as leis que regem a Twittosfera, que se baseiam no fenômeno da comunicação humana e são decifradas com ferramentas semióticas. Neste livro, essas leis foram traduzidas para uma linguagem simples, sem comprometer a complexidade do modelo que descreve o funcionamento das relações on-line.

Esta obra traz dados sobre empresas internacionais e brasileiras que estão aplicando esses conhecimentos para ampliar seus negócios para manter uma rede de clientes fieis e satisfeitos. O livro também ensina a construir sua própria Rede Pessoal Virtual e a ter sucesso nas postagens e ações no Twitter, com segurança e confiança, apresentando hábitos e técnicas para manter a integridade de seu computador e sua privacidade digital. Baseando-se numa abordagem de marketing comportamental (behavioral marketing), o autor apresenta as leis que regem as relações numa mídia social. O resultado é um texto bem-humorado e cheio de "sacadas" e conselhos para quem quer aproveitar os recursos da mais nova onda da internet, ensinando o leitor a ter sucesso no Twitter.

Autor - Reconhecido jornalista de TI, com mais de 20 anos de experiência na área, Tagil trabalhou como editor na revista Info Exame, portal UOL e caderno Informática de O Estado de S.Paulo. Atualmente, escreve para o site IT Web e o jornal Valor Econômico. É engenheiro pelo ITA, com pós-graduação em Semiótica na USP.



 

Fábulas

Desde a infância as pessoas se acostumam a conhecer a vida através de histórias que permitem o desenvolvimento do raciocínio e da memória. Sempre que um conhecimento ou uma experiência lhe são transmitidos por meio de exemplos ou da simbologia das parábolas os ensinos são retidos eternamente. Através desse estilo literário o professor José Roberto Machado apresenta nesta obra, de maneira simples e motivadora, conceitos importantes da administração de empresas. Cada capítulo apresenta uma fábula ou alguma história de fácil compreensão que leva a uma conclusão cheia de sábios ensinamentos.

Atraente e muito bem escrita, a obra tem sua relevância na perfeita combinação entre a simbologia das parábolas e os conceitos de administração de empresas. Uma técnica de aprendizado eficiente capaz de reter a atenção de especialistas e iniciantes na arte de gerir corporações.

Autor - José Roberto Machado é professor na área de Administração, em cursos de Graduação e Pós-Graduação, além de consultor empresarial no segmento de pequenos negócios. É especialista em Controladoria e Finanças pela Universidade de São Paulo – USP e Mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC. É autor de diversos livros publicados pela Qualitymark Editora, entre eles: “Administração de Finanças Empresariais” e “A Arte de Administrar Pequenos Negócios”.



 

Midia Social

“A força da mídia social” é a nova obra da jornalista e pesquisadora Pollyana Ferrari, pela editora Factash. Nele, ela relata seu longo trabalho com Internet, na qual atua desde 1995, com passagens pela Época Online, IG, Globo.com, TV Cultura e PUCSP. Voltado para profissionais de comunicação, o livro é resultado de sua tese de doutorado na USP. Desde o primeiro capítulo, a autora envolve o leitor numa viagem pela constelação de relacionamentos, sentimentos, informações e desejos que circulam em fluxos nas mídias sociais. As divagações (wandering) podem ser percebidas nas comunidades, nos scraps do Orkut, nos blogs, ou em tweets de 140 caracteres. Em uma conversa informal com o leitor, a autora recorre à filosofia, à cognição, à tecnologia da informação e à sociologia para tentar mapear essa narrativa orgânica e remixada.

A sociedade mudou e a comunicação é um agente fundamental para construção de memória e sentido nesse novo contexto social. “Como comunicadores, devemos nos concentrar em propor melhorias para promover o uso da não-linearidade, cuja cognição ocorrerá conforme a bagagem cultural e sígnica de cada leitor”, ensina Pollyana.

Autora -Pollyana Ferrari é Jornalista, escritora, doutora em Comunicação Social pela USP, professora da PUC-SP e consultora web em arquitetura da informação e mídia social. Autora dos livros Jornalismo Digital e Hipertexto, Hipermídia.

 

Mobile marketing e os desejos da geração Y

 

Entender comportamentos sempre foi o grande objetivo das agências de marketing e publicidade. No entanto, apesar de um avanço tecnológico monstruoso e incontrolável, está cada vez mais difícil estudar justamente quem consome o mercado de tecnologia. A conhecida Geração Y (jovens que nasceram nas décadas de 1980 e 1990) vive um mundo completamente virtual, seja através de um gadget que tenha às mãos, seja através dos mais de 170 milhões de celulares habilitados até o fim deste ano, segundo dados da consultoria Tendências.

Digitando o termo Geração Y, entre aspas, restringindo a pesquisa no Google, o site irá fornecer “aproximadamente 506.000 resultados”. É muita coisa para um grupo que representa apenas 26,2% da população brasileira, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE. O que mais se tem discutido é o perfil de consumo dessa geração, afinal, eles são totalmente diferentes: pesquisa da Bridge Research, empresa especializada no público jovem, mostra que o grupo preza pela velocidade e tecnologia, é multitarefada e individualista. Também se preocupa com o meio ambiente e o desenvolvimento social. Quer tudo à mão e ter a oportunidade de responder logo.

O mobile marketing é a cara dos Y’s: é rápido, seletivo, com capacidade alta (talvez singular) de segmentar e atingir o público-alvo, e ainda, de baixo investimento e de rápida capacidade de ser ajustada, quando necessário, além do quase inexistente impacto ambiental que essa tecnologia causa. Dados do IBOPE Mídia, consultoria Gouveia de Souza e grupo Ebeltoft mostram que 42% dos brasileiros aceitam esse novo tipo de propaganda, principalmente por ter a opção de receber ou não aquela informação, ou seja, não é intrusiva. Sabendo dessa demanda, não à toa que o mercado de mobile marketing atingiu um investimento de R$ 80 milhões em 2009 no Brasil, segundo a Mobile Marketing Association (MMA); para 2010, o número deverá chegar a R$ 200 milhões. É a publicidade que fica em regime de 24/7 com o público.

E as empresas que não notarem essa migração podem perder mercado. De acordo com consultoria Gartner, as empresas estão tendendo a direcionar seus custos de marketing para canais como o mobile marketing. É uma forma de encantar quem já não se espanta com nada: o lema “tudo é possível” embala a revolução. O mobile marketing está alinhado com a velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia que os jovens Y querem, exijem e buscam. Eles conversam ao vivo, pelo celular, e-mail, MSN, Twitter ou qualquer outra ferramenta de comunicação que venha a surgir no mundo. Isso torna esses jovens exigentes e certos nas decisões tomadas, pois é uma geração informada, que questiona muito e exige rapidez e precisão. Mas não pense que parou por aí: para quem acha que tudo aconteceu, vem aí a Geração Z… (Texto de Rodrigo Rosa, diretor-sócio e responsável pela área comercial da 2Call, empresa especializada em Mobile Marketing, publicado no Webinsider)

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Prêmio Opinião Pública completa 30 anos na premiação de ações de Relações Públicas

 

Em sua 30ª edição, o Prêmio Opinião Pública – POP, organizado pelo Conrerp SP/PR, sob a chancela do Conferp, abriu inscrições para homenagear projetos de excelência em Relações Públicas a partir do dia 1º de junho, indo até o dia 17 de setembro de 2010. Podem se inscrever trabalhos elaborados entre novembro de 2009 e 17 de setembro de 2010, data limite para inscrição dos cases.

Esta edição atesta a consolidação do POP como o maior prêmio da profissão em todo o país. Criado em 1979, o Prêmio Opinião Pública completa 30 anos de existência premiando os melhores trabalhos de Relações Públicas executados por profissionais, organizações e agências, em benefício de empresas e instituições privadas ou governamentais de todo país.

Considerado o reconhecimento máximo da categoria no Brasil, o POP tem ao longo dos anos aprimorado seu papel de forma a cumprir com o seu objetivo de divulgar as melhores práticas de Relações Públicas que contribuem para o desenvolvimento da atividade.

Neste ano, o POP traz oito categorias divididas de forma a representar a dinâmica global do mercado, além de conceder ao melhor projeto experimental - entre os primeiros colocados em cada categoria do Prêmio ABRP 2010 - o Prêmio Especial “Abertura”, como incentivo e valorização aos jovens profissionais.

As oito categorias desta edição estão classificadas da seguinte forma: Relações Públicas nas Organizações Públicas; Relações Públicas nas Organizações Privadas; Relações Públicas nas Organizações do Terceiro Setor; Relações Públicas e Sustentabilidade: Responsabilidade Social e Ambiental; Relações Públicas Internacionais; Relações Públicas na Gestão de Crises; Relações Públicas em Novos Mercados e Empreendedorismo; e Relações Públicas nas Universidades. O POP 2010 traz, ainda, a sexta edição do “Prêmio Vera Giangrande”, atribuído anualmente ao profissional que tem se destacado pelo desempenho de suas atividades acadêmicas ou profissionais, e pelo conjunto de sua obra em prol da valorização das Relações Públicas no Brasil. Os melhores cases do POP 2010 serão homenageados em solenidade pública, em data e local a serem definidos e divulgados em breve.

História - O POP - Prêmio Opinião Pública - foi criado pelo Conrerp 2ª Região - SP/PR em 1979, tendo sua primeira edição oficial no ano de 1980. Nestes 29 anos, o POP já contemplou mais de 270 cases em diversas categorias. O Prêmio tem caráter exclusivamente cultural e visa valorizar o trabalho dos profissionais da área e premiar os cases de sucesso das organizações públicas e privadas e órgãos públicos do País.

Para mais informações e inscrições, fale com Marina Pimentel pelo rp@conrerp2.org.br ou nos fones 11-3801-2450 e 3872-4020, além do 0800 167 853.

 

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Novo portal quer ser sua vitrine de informações

 

A VitrineRP é um site acadêmico dedicado à centralização e propagação de informações, notícias, estudos, vagas de emprego, análises críticas, temas controversos, fotos, resenhas de livros e artigos ligados à atividade das Relações Públicas.

O site foi desenvolvido pelo 5º Semestre de Relações Públicas do Centro Universitário Sant’Anna que baseado em experiências acadêmicas identificou a necessidade de um espaço integrador entre as diversas turmas de estudantes do curso e também do contato com os trabalhos acadêmicos realizados anteriormente pela instituição.

Como parte da disciplina de Laboratório de Relações Públicas e sob orientação do Professor Mario Ofenburger o VitrineRP será atualizado semanalmente com notícias, artigos, indicações de livros, debates diversos, projetos experimentais, fotos, vagas e dicas de emprego. Veja em www.vitrinerp.com/.

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Relações públicas tem futuro promissor no Brasil

 

O norte-americano Jeffrey Sharlach é um dos profissionais de relações públicas mais respeitados do mundo. Dono da agência multinacional The Jeffrey Group, há 17 anos apostou no mercado latino-americano para alavancar seus negócios. Deu certo. Hoje tem filiais em quatro países, parcerias em outros 23, e faturamento de aproximadamente US$ 5 milhões.

Com a popularização da internet e das redes sociais, Sharlach vê no Brasil um grande espaço para o crescimento da comunicação corporativa. "Os brasileiros são muito sociáveis. Esse é um dos motivos do nosso sucesso por aqui", afirma. Responsável por contas como Sony Ericsson, Coca-Cola, Kodak, American Airlines e Johnson & Johnson, o The Jeffrey Group tem em São Paulo seu maior escritório, segundo o fundador. E foi no Brasil que ele escolheu centralizar as atividades na área digital, nomeando um profissional específico, o jornalista Gerson Penha, para cuidar do trabalho em redes sociais.

A própria empresa realizou uma pesquisa em fevereiro, durante a última Campus Party, na 86% dos entrevistados disseram confiar mais em empresas que interagem com seus consumidores na internet. "Uma propaganda irá dizer 'faça isso, faça aquilo'. Relações públicas sempre teve a ver com formar, educar e engajar as pessoas. É por isso que as relações públicas tiveram muito mais sucesso na transição para o digital", diz Sharlach. "Nós sempre temos que ouvir as pessoas, estamos em uma conversação entre duas partes".

Na semana passada, Sharlach esteve no Brasil em visita ao escritório local, e conversou com o site EXAME. Confira a entrevista exclusiva:

EXAME - Qual a diferença de trabalhar com relações públicas no Brasil e em outros países?
JS - Eu acho que o Brasil, antes de tudo, é um país muito jovem – relações públicas aqui é um setor muito novo. Por isso, há muitos profissionais adeptos de novas tecnologias. Outra coisa é que as redes sociais são muito importantes por aqui, porque os brasileiros são muito sociáveis. Esse é um dos motivos do nosso sucesso por aqui, já que as pessoas são muito influenciadas diretamente por outras pessoas. A melhor forma de influenciar uma pessoa é por meio de seus pares, de pessoas em quem ela confia, com quem ela convive. Assim, as redes sociais são atualmente ferramentas muito importantes para influenciar o comportamento e as impressões dos consumidores. Se eu te disser para comprar este celular [tira um aparelho do bolso] porque ele é realmente bom, isso significará mais para você do que se você vir uma propaganda em um aeroporto.

EXAME - O senhor acha, então, que empresas que não estão nas redes sociais perdem visibilidade?
JS - Eu dou aula em uma universidade de Nova York para 40 estudantes que têm entre 19 e 20 anos. Se eu pergunto para eles quantos leem o New York Times, que é o maior jornal de lá, ninguém responde. Mas se eu pergunto quantas pessoas acessam o Facebook todos os dias, todos levantam a mão. Ou seja, uma empresa pode aparecer no New York Times, mas os jovens entre 20 e 30 anos nunca verão. As companhias que estiverem visíveis no Facebook são as que essas pessoas irão conhecer. Acho que isso é uma coisa muito importante a respeito de como nosso trabalho está mudando.

EXAME - E as empresas estão sabendo usar as redes sociais?
JS - Acho que ainda estão aprendendo. Tenho muita sorte de ter o Gerson [Penha, diretor de Comunicação Digital] aqui, porque ele é realmente um expert nessa área. O que é importante é sabermos quais as diferenças e especificidades de se atuar nas redes sociais. Por exemplo, agora há muita discussão em termos de privacidade. Se uma empresa não se preocupa com a privacidade dos consumidores, isso pode ter uma repercussão, causar transtornos para as pessoas quando elas acharem que sua privacidade está sendo violada. É importante ter essa noção dentro de todo o processo. Em cada um de nossos escritórios temos experts que fazem parte da equipe do Gerson. Todos tem acesso à mesma base de conhecimento.

EXAME - E o que muda em seu trabalho nessa era digital?
JS - Lembro quando obtivemos nosso primeiro endereço de e-mail. Era um e-mail da AOL, uma da maiores provedoras de internet na época. Nossa empresa inteira tinha só um endereço de e-mail. Uma vez ia viajar e disse para minha assistente: 'cheque pelo menos uma vez por dia se alguém mandou um e-mail' [risos]. Enquanto isso, no escritório em Miami, tínhamos seis aparelhos de fax, porque estávamos o tempo todo enviando e recebendo fax. Hoje se você vir nossos cartões de visita, não há o número do fax neles, porque hoje alguém pode ficar duas semanas sentado em frente de um aparelho de fax até receber algum documento. Acho que o e-mail iniciou essa era digital. Desde então a forma com que nos comunicamos digitalmente com nossos clientes evoluiu muito.

EXAME - Como?
JS - As empresas podem pela primeira vez comunicar-se, de verdade, diretamente com o público. Antes, nossos clientes se comunicavam com a mídia, que era quem controlava a mensagem. Agora, é possível para todos comunicar-se com milhões de pessoas pela internet. Mas há desvantagens. Por um lado, é a empresa quem está falando diretamente e controlando a mensagem. Por outro, há conversas que se estabelecem sem o controle das empresas, como o que você vê no Facebook, Orkut e outras redes sociais. E não temos como interferir nessas conversas. (Texto de Célio Yano, publicado na EXAME.com - veja entrevista integral)

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Capitalismo das marcas e o novo consumidor online

 

Fui atrás de referências acadêmicas que pudessem trazer contradições e levantar questionamentos sobre o comportamento do consumidor frente aos impactos da propaganda em um ambiente de livre expressão, a internet. Os consumidores estão mesmo indicando aos amigos as marcas e produtos porque gostam deles ou porque estão envolvidos em técnicas de persuasão às quais já nem se lembram mais? Mas, então, o que seria esse gostar? Não seria o resultado de um bom trabalho de imagem da marca?

O papel da publicidade foi ampliado – da construção de uma imagem para equiparar produtos e experiências culturais e sociais positivas – para a era em que a consolidação de uma marca significa relacionar-se com um grupo de pessoas de mesmos interesses e conquistá-lo. Por conseqüência, se essa conquista estiver sendo realmente bem feita, ela repercute por meio de menções positivas da marca em ambientes colaborativos da internet e chega à mobilização, que muitas vezes se expande para o mundo ‘real’, a favor de um interesse social comum.

Uma marca é o sentimento de alguém em relação a uma empresa ou produto. Hoje, em um cenário mais competitivo, globalizado e conectado, não adianta querer abraçar o mundo. Não adianta mais as empresas posicionarem a marca no mercado desenvolvendo um produto e quere anunciá-lo aos quatro cantos, com estratégias para a fetichização do produto ao que se convencionou chamar de ‘cultura de massa’. Nesse novo contexto, é preciso ser muito mais focado. Uma marca precisa falar a uma audiência específica, com quem ninguém mais fala ou domina. Tornou-se questão essencial encontrar um grupo e ser o primeiro na preferência dele.

Apesar de tantas nuances e contextos diferentes relacionados a cada empresa, há dois traços comuns a todas as marcas de sucesso: elas ouvem seus consumidores e priorizam o médio e o longo prazo. Nesse ambiente colaborativo das redes sociais online, cabe a empresa entender como influenciar a marca. Repito: digo influenciar e não controlar. Onde parece adequado investir no chamado marketing de guerrilha para aproveitar ao máximo o impacto de uma campanha e promover um boca a boca. Não é fácil criar e manter uma legião de fãs.

Associado a um ritmo dinâmico de inovação, o posicionamento frente ao público-alvo também precisa seguir uma forma específica de comunicação. Para conhecer melhor o consumidor e antecipar as próximas tendências, as pesquisas qualitativas e quantitativas já estão bem estruturadas no mundo do marketing. Com efeito, Augusto de Franco, criador da escola de redes, nos leva a pensar sobre a epistemologia das redes sociais e porque algumas comunidades são vivas, fluorescentes, as pessoas empreendem, exercem algum protagonismo coletivo e em outras não. Daí o recurso que Franco faz a análise das redes: depositando conteúdo na cabeça das pessoas é que se muda a forma como aquela sociedade irá se manifestar. Porém, com as mesmas pessoas podemos ter tipos de organização diferente.

Transferindo este pensamento para as redes sociais online, ter presença no universo digital, mas não significa muita coisa. Quem mobilizar o nicho para o mundo real ultrapassará a revolução do RT (retweet) para algo maior. Um exemplo disso, que não é essencialmente uma ação de marca, aconteceu no último dia 8, Dia Mundial do Combate ao Câncer. O Instituto Mário Penna escolheu essa data para iniciar um projeto de mobilização na internet: #DoePalavras. A ação de mobilização social, que provocada a partir de um sentimento de desamparo e solidariedade, se torna um terreno fértil para que se desenvolva uma relação comunitária. Essa é uma experiência que nos mostra como a circulação de informações em uma rede social tende a ser focada em interesses compartilhados. É preciso aumentar as conexões entre pessoas e grupos e deixar a rede reagir diante de uma situação. Nessa ação, as mensagens com a hashtag #doepalavras são mostradas no hospital através de TVs espalhadas em locais onde as pessoas mais precisam de força, como em salas de quimioterapia. Como bem esclareceu Alex Primo no post “O poder do retweet em redes sociais”: um simples retweet pode não apenas ampliar o alcance de uma informação, mas também criar novas conexões, motivar debates a partir de uma perspectiva diferente, e até mesmo gerar uma ação coletiva em rede.

Na minha humilde visão, nunca a retórica será tão estudada como fim de argumentação em um ambiente como o Twitter, onde a palavra é o recurso que faz o internauta aceitar a mensagem mais facilmente e sem perceber que está sendo envolvido por uma semântica eloqüente. Como escreveu Paulo Eduardo Arantes para o prefácio do livro O nome da Marca: “nada mais óbvio e transparente que as relações de poder nesse funny capitalismo das marcas”. Nesse sentido, não podemos subjugar uma marca à mesmice-na-diferença. Parafraseando Raul Seixas “nem todos devem ter aquela opinião formada sobre tudo”, logo, é preciso estudar essa capacidade de induzir pessoas a inovarem e assumir protagonismos que mostram a uma comunidade o potencial do capital social de uma rede. E por que não a favor de uma marca? (Texto de Jacqueline Viana, publicitária, MBA em marketing e coordenadora de campanha da Talk Interactive, publicado no Webinsider)

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Cerimonial em Brasília

Saiu a programação de cursos do Ibradep para junho de 2010 em Brasília. Tudo acontece no Metropolitan Flat Hotel, ministrados pela relações públicas Gilda Fleury Meirelles. Nos dias 14 e 15 de junho tem "A Arte de Falar em Público - Mestre de Cerimônias, conduzindo a solenidade", e nos dias 17 e 18 é a vez de "Planejamento e Organização de Eventos, Empresariais e Governamentais", ambos com 16 horas/aula. Já nos dias 21, 22 e 23 de junho acontece o curso de Aperfeiçoamento Gestão em Protocolo e Cerimonial com 24 horas-aula. Informações pelo 11-4152-8419 ou no email ibradep@ibradep.com.br e site www.ibradep.com.br.

 

Canal Sicom

Comunidade Sicom é um grupo digital formado pelos agentes de comunicação dos órgãos e empresas do Governo Federal. A gestão de conteúdo é do relações públicas e jornalista Jorge Duarte, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Traz diversas informações de órgãos vinculados e de outras fontes referentes a movimentos em comunicação corporativa - manuais, eventos, livros, campanhas. Para quem quiser receber periodicamente um boletim informativo, chamado Canal Sicom, é preciso prévio cadastramento num ambiente interativo. Mais detalhes podem ser obtidos pelo e-mail forum.secom@planalto.gov.br . Os temas, naturalmente, estão restritos ao ambito do Poder Executivo Federal. Entre as pautas do último número, estão o acesso à Revista Inovação em Pauta da Finep, informações do Portal da Transparência, resultados de uma Pesquisa da Secom que subsidia ações para Copa 2014 e Concurso da Imprensa Nacional e prêmio Cultura Viva. Edições anteriores estão disponíveis para leitura após cadastro.

 

Reinvenção Empresarial

O 2º Seminário Empresarial - Reinventando Você e sua Empresa acontece no Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba nos dias 16 a 19 de setembro de 2010. O evento, com a marca da KLA Eventos Empresariais, tem limitação para 150 participantes numa proposta de exclusividade de contatos e conteúdo - sobre estratégias, gestão, pessoas, operações, marketing e vendas - elaborado pelo conferencista Carlos Alberto Júlio. Ele foi eleito pela Revista Exame como um dos cinco maiores palestrantes do Brasil, e é professor da ESPM, USP, FGV. Escreveu "Reinventando Você", "A Arte da Estratégia", "A Magia dos Grandes Negociadores" e outros. Veja mais em www.klatreinamentos.com.br/reinventando .

 

Fórum Mundial de RP

Os melhores dos melhores irão se reunir em Estocolmo para apresentar novos métodos, novas pesquisas e troca de idéias no campo da comunicação profissional. Grandes nomes mundiais das Relações Públicas estarão presentes no evento. O 6º Fórum Mundial de Relações Públicas começa no dia 14 de junho e vai até o dia 15 de junho e é organizado pela Swedish Public Relations Association (Associação de Relações Públicas da Suécia) em parceria com a Global Alliance For Public Relations and Communication Management (Aliança Mundial para as Relações Públicas e Gestão da Comunicação). Mais informações, acesse o site do evento www.wprf2010.se. (Fonte: Boletim do Conferp)

 

Mediação de conflitos

O conflito é inerente ao ser humano e está presente tanto nas organizações como nos círculos sociais e até mesmo familiares. Infelizmente, nem todos conhecem as técnicas de mediação de conflitos. Esse desconhecimento pode permitir que pequenas desavenças cresçam e tenham grandes consequências. Com esta perspectiva, vai ser ministrado na Alertese Qualificação, em Belo Horizonte/MG, entre 9h e 16h dos dias 12 e 19 de junho de 2010, o curso de Mediação de Conflitos. O instrutor é Rômulo Raymundo, presidente da Associação Brasileira de Árbitros e Mediadores de Minas Gerais, ex-diretor executivo da Câmara Mineira de Mediação e Arbitragem, mediador, árbitro e consultor do Tribunal de Mediação e Arbitragem Juiz Achiles Velloso. Informações e inscrições pelo fone 31-3243-5774 ou email: shirley@alertse.com .

 

Comunicação, Sociedade e Desenvolvimento

"Sociedad, Desarrollo y Movilidad en Comunicación" é o título de livro eletrônico disponível para download e que reúne 47 trabalhos apresentados no II Congreso Internacional de Comunicación (México). O conteúdo está distribuído em cinco eixos: Comunicación y Desarrollo, Comunicación y Sociedad, Comunicación Audiovisual y Cultura, Nuevo Perfil del Comunicador e Nuevas Tecnologías. Outro livro recém-disponibilizado na web, também em espanhol, é Comunicación Multicultural en Iberoamérica - História Contextual y Teoria Comparada, de autoria do pesquisador brasileiro José Marques de Melo, que reúne ensaios escritos nos últimos anos. Para acessar, clique aqui . (Fonte: boletim Canal Sicom da Secretaria de Comunicação da Presidência da República)

 

Seminário UERJ

A Faculdade de Comunicação Social da UERJ, através do Laboratório de Comunicação Integrada, realiza nos dias 08, 09 e 10 de junho de 2010 a sétima edição do "Seminário Perspectivas Profissionais em Comunicação". O evento acontecerá das 15h às 18h, no auditório 11 do Campus Maracanã no Rio de Janeiro/RJ. O Seminário, que é gratuito, tem como objetivo analisar as áreas de atuação e perspectivas profissionais nas seis habilitações em comunicação. Esta sétima edição conta com a presença de grandes nomes atuantes no mercado de comunicação, entre eles: Sandra Passarinho, jornalista da TV Globo; Marcelo Oliosi (Smigol), repórter do SporTV; Pablo Barros, gerente de negócios da Report Comunicação; André Villas-Boas, professor da Escola de Comunicação da UFRJ; Roberto Cassano, diretor de estratégia da Agência Frog; Aída Marques, professora do departamento de Cinema e Vídeo da UFF. As inscrições poderão ser realizadas pelo email: seminarioperspectivas@gmail.com .

 


Comunicação Interna

Entre os dias 16 e 18 de junho de 2010, a IBC promoverá a 14ª edição de seu congresso sobre comunicação interna no Hotel Paulista Plaza (Alameda Santos, 85 – Jardins) em São Paulo/SP. O evento promove debates com executivos de grandes empresas em assuntos como o futuro da comunicação interna no Brasil, perfil dos profissionais, endomarketing e mensuração de resultados. Completa o programa um seminário especial sobre redes sociais corporativas. O congresso terá ainda uma seção interativa com a gerente de assuntos corporativos da MSD, Viviane Mansi, onde os participantes poderão tirar todas as suas dúvidas sobre comunicação interna. Completam a programação as apresentações de executivos da Light, Serasa Experian, Philips, Sulamérica Seguros, GM, Fiat, Gol , Comgás, Cosan, Diageo, Anglo American e Comunique-se. A programação completa está disponível no site www.informagroup.com.br/comunicacao ou pode ser solicitada na Central de Atendimento da IBC, pelo telefone 11-3017-6808 e pelo e-mail imprensa@informagroup.com.br.

 

Inovação e Colaboração

Incentivar a inovação e aproveitar ao máximo a colaboração e a inteligência coletiva geradas no ambiente corporativo é desafio para a maior parte das empresas. Para mostrar como dez grandes companhias brasileiras encontraram soluções para esta questão a IBC vai promover a primeira conferência sobre inovação e colaboração. O evento acontece nos dias 23 e 24 de junho de 2010 no Hotel Park Plaza (Alameda Lorena, 360) em São Paulo/SP. Há ainda dois workshops sobre excelência em inovação corporativa e “open innovation”. As informações sobre o evento estão no site www.informagroup.com.br/inovacao ou na Central de Atendimento da IBC, pelo telefone 11-3017-6808 .

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas mineira Wilma Vilaça, além do trabalho como professora e pesquisadora no UNI-BH, agora assume novos desafios com a criação da agência WV Comunicação Empresarial, que vai prestar serviços de organização de seminários e congressos, produção de textos empresariais, palestras para empresas, trabalhos de Comunicação Interna, treinamentos, media training, assessoria de imprensa, dentre outros. O objetivo é atender às necessidades dos clientes, ajudando-os a perceber a comunicação como um valor fundamental para o seu sucesso como empresa. Contatos pelo wv@wvconsultoria.com.br


>A relações públicas e integrante de nosso Mundo-RP Patrícia d'Ávila, é analista de Comunicação em obra da Construtora OAS em Maceió/AL. Contatos pelo patricia.oas@gmail.com

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Difusão Editora lança novas obras

 

Mais duas novidades em comunicação organizacional foram lançadas pela Difusão Editora - já tradicional nesta área. O livro “A Comunicação como fator de humanização das organizações” é organizado por Margarida M. Krohling Kunsch, professora e pesquisadora da Universidade de São Paulo. Aborda o assunto em dois subtemas: a organização como espaço de diálogo e construção de significado; e a comunicação como lugar e processo de humanização da organização nas relações de trabalho. Baseado nas contribuições trazidas para o terceiro congresso da Abrapcorp, realizado em 2009, destina-se a profissionais, estudantes, professores e pesquisadores da área da comunicação e de áreas correlatas.

As organizações mudaram sua postura em relação à forma como se apresentam à sociedade, hoje elas não vivem mais distantes da complexidade social, política, humanitária e ambiental. As organizações se projetam além de suas dimensões econômicas, buscando criar uma identidade com seus públicos. Nota-se no mercado que em muitas empresas já é possível ver novas práticas de comunicação com os empregados, de relacionamento com a comunidade e de responsabilidade socioambiental. No campo acadêmico, novas teorias incitam o olhar para as realidades criadas e recriadas e estimulam a análise dos próprios seres humanos para que as organizações sejam espaços de criatividade, de satisfação e de reconhecimento. Nesta obra composta de catorze capítulos, o papel da comunicação é visto como primordial na interface dessas relações que se mostram cada vez mais necessárias e inevitáveis. A preocupação das organizações se volta agora à renovação dos estilos de gestão, que passam a ser mais direcionados às pessoas, mais descentralizados, participativos e direcionados à satisfação de necessidades humanas como a dignidade e a valorização das competências individuais. Este é o terceiro volume da Série Pensamento e Prática, publicado em parceria com a Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas (Abrapcorp).

Outro tema publicado é cultura e comunicação. A cultura se constrói no dia-a-dia de uma organização, por meio dos diferentes grupos, sendo fundamental observar sua diversidade nas organizações da contemporaneidade. Ou seja, não existe uma única cultura, mas diferentes culturas que convivem e se respeitam, e fazem sentido para determinado grupo de pessoas que dela participa. A cultura reflete a essência de uma organização, podendo ser interpretada pelos seus processos, sistemas, comportamentos, os quais são construídos através do tempo. Nas organizações de qualquer tipo, não há fórmulas para seu desenvolvimento. Cada situação é única e o fundamental é conversar com as pessoas para se definir o melhor caminho a seguir. As organizações não trabalham mais exclusivamente a relação diretoria-funcionário, mas desenvolvem novas reflexões sobre o valor da comunicação nas relações entre gestores e colaboradores.

O livro “Faces da cultura e da comunicação – volume II”, organizado por Marlene Marchiori, professora e pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina/PR, é resultado de um projeto de pesquisa que buscou entender melhor as relações entre a cultura e a comunicação nas organizações. Os seus 24 autores identificam novas faces e interfaces do cenário comunicacional, em função da multiplicidade de comportamentos. “Essa riqueza de temperamentos e formações enriquece o conjunto de pessoas de uma organização que, em sua essência, é constituída de processos de interação”, explica a idealizadora da obra.

Marchiori reuniu renomados pesquisadores e acadêmicos que apresentam aportes teóricos recentes para as faces anteriormente descobertas no volume I do livro, em que traça um paralelo reflexivo entre a visão de mundo e a evolução das organizações, oferecendo um estudo da cultura e seus significados e conceitos. Neste segundo volume ela aborda as novas faces e interações do discurso, do diálogo, das redes, da cultura e economia nas organizações.

 

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Frase do Mês


"A virtude de uma pessoa mede-se não por ações excepcionais, mas pelos hábitos cotidianos"

por Blaise Pascal

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Marcas são esculturas de significado

Em que consiste, na sua essência, a função do profissional de marketing? Se você repetir essa pergunta - como eu já fiz - para diversos executivos que atuam na área, provavelmente vai encontrar respostas bastante divergentes. Na literatura acadêmica as respostas também são múltiplas e, não raramente, geram mais confusão do que explicam. Mas uma pergunta desta importância não pode ficar sem uma resposta clara. Para encurtar a história, decidi investigar essa questão.

A proposta mais interessante que encontrei foi, para minha surpresa, a de um antropólogo, o americano Grant McCracken. Ele sugere – absolutamente não de forma inédita, mas de modo bastante assertivo – que profissionais de marketing são, em essência, “gerentes de significado”. Crescimento de market share, resultados financeiros positivos... o sucesso deste executivo é sempre diretamente ligado à eficácia com que ele constrói significado para marcas. E então McCracken acrescenta que significados não são criados do nada, eles têm sua origem na cultura: o conjunto de crenças, valores, comportamentos e instituições que organizam a vida em sociedade. É nesta preciosa fonte que bebem os profissionais de marketing, buscando significados que são então gerenciados para agregar valor a um determinado produto ou serviço, construir marcas e retornar posteriormente para a vida do consumidor.

Faz sentido para você? Para mim fez. Tanto que continuei navegando nos mares da antropologia e constatei que diversos autores escreveram sobre as operações mentais que pessoas, vivendo em sociedade, naturalmente fazem para atribuir significados, e portanto valor, a coisas ou objetos (ou, se você preferir, produtos). Sempre comparando os resultados desta investigação com o que efetivamente acontece no universo das marcas, comecei a catalogar essas diferentes, e “ancestrais”, operações mentais e finalmente as organizei em 12 tipos.

Claro, não pretendo que esta lista seja exaustiva e definitiva. Espero sim que ela seja fonte de inspiração. Pois acredito que é da profunda compreensão das motivações envolvidas nestas “naturais esculturas de significado humanas” que nasce o talentoso profissional de marketing. Note bem que em cada uma destas “esculturas” o tangível não muda, ou pelo menos, não necessariamente. O que é esculpido e modelado são os significados atribuídos à coisa material:

1. De “coisa” para... “Amuleto”
Operação mental em que é atribuído um “poder mágico” a determinado objeto. Exemplo ouvido recentemente de um jovem: “nossa, com este tênis parece sou capaz até de voar...”

2. De “coisa” para... “Ingresso”
Objeto cuja posse culturalmente passa a implicar, ou ao menos facilitar, a aceitação em um desejado grupo social, mesmo que não formalmente constituído. Exemplo: ser assinante de determinada revista, contribui para que o consumidor seja percebido como um “intelectual”.

3. De “coisa” para...“Personagem”
Operação mental em que o objeto ganha significado e valor ao passar a fazer parte do enredo da vida da pessoa, como um personagem. Exemplo: o cartão de crédito que esteve comigo em todas as fases da minha vida...

4. De “coisa” para...“Caça”
Operação em que significado e valor são atribuídos ao objeto em razão de características do próprio processo de busca e aquisição. Exemplo atual: “itens de coleção, quando até uma simples figurinha ganha um valor inestimável”.

5. De “coisa” para...“Ponte”
O objeto ganha significado quando culturalmente se torna uma ponte para aproximar pessoas e facilitar a interação social. Esta ponte pode ser “física”, quando por exemplo a coisa se torna um presente, ou “emocional”, quando a ponte surge de um tema de interesse comum que o objeto desperta. Exemplo: uma camiseta com ilustrações inspiradas em um filme ou programa de TV.

6. De “coisa” para...“Autêntico”
Normalmente, operação mental que acontece no vetor temporal: objeto ganha significado ao se tornar um representante fiel de iniciativa ou momento valorizado do passado. Exemplo pessoal: o “baleiro” que orgulhosamente exibo na minha sala.

7. De “coisa” para...“Exótico”
Operação mental que navega no vetor espacial: objeto ganha valor quando passa a representar outras culturas ou pontos de vista. Exemplo: um vaso com motivos africanos.

8. De “coisa” para... “Troféu”
O que se torna escasso ou limitado, inclusive por meio do preço, ganha significado ao delimitar territórios sociais. Exemplos proliferam no mercado de luxo.

9. De “coisa” para...“Saber”
Objeto que também passa a delimitar territórios sociais, só que principalmente em função do conhecimento demandado para sua utilização e fruição. Exemplo obrigatório: uma garrafa de vinho.

10. De “coisa” para...“Bandeira”
Objeto que se torna símbolo de um desejo humano maior, como liberdade, amor, mudança ou a pátria. Exemplo antológico: uma motocicleta Harley-Davidson.

11. De “coisa” para...“Arte”
Objeto que passa a ser descrito como exemplo da inventividade humana e da nossa capacidade de transcender o meramente biológico. Exemplos abundam na gastronomia: “isto não é comida apenas, são pepitas de chocolate trufado”.

12. De “coisa” para...“Sagrado”
Objeto cujo significado mais evidente é transferido de outra pessoa, não raramente uma celebridade, que detinha a posse anterior da coisa ou que se envolveu na sua produção e consumo. Exemplo: o “perfume de Antonio Banderas”.

Em resumo: profissionais de marketing são gerentes de significado, trabalhando com esculturas de significado que naturalmente os consumidores estão aptos a produzir. Em certo sentido, nós não inventamos nada. Construímos significado quando gerenciamos eficazmente – estimulando e compartilhando com consumidores - um processo que é fundamentalmente humano. (Texto de Fernando Jucá, diretor associado do Grupo Troiano de Branding, publicado no portal Mundo do Marketing)

 

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Quer mesmo saber o que eu acho?

 

Homens e mulheres adotam estilos de comunicação diferentes. A diferença reside, basicamente, nas distintas razões que movem ambos os sexos - e isso tem impacto na maneira como eles e como elas reagem a feedbacks críticos. Constata-se, por exemplo, que o objetivo dos homens, ao se comunicar, é construir independência e status. Embora eles costumem se apoiar em dados, fatos e estatísticas, estão sempre atentos a informações que possam auxiliá-los a galgar posições superiores. E as mulheres?

Mulheres, frequentemente, crescem sob a concepção de que críticas significam que algo deve estar errado com elas. A pesquisa que desenvolvi junto a executivos e gestores em posição de liderança em 93 grandes empresas do sul mostra que o objetivo da comunicação, nas mulheres, é construir relacionamento e intimidade. Elas desfrutam da oportunidade de bater papo e interagir com os outros. Entretanto, quando são criticadas, sentem como se a conexão e a intimidade tivessem sido rompidas. Muitas vezes, esta conexão quebrada inaugura uma espécie de guerra fria. Machucadas em seus sentimentos, elas não falarão a respeito da crítica recebida. Esta reação que poderíamos chamar de guerra fria é algo particularmente difícil para os homens entenderem. Um homem pode ter um conflito com outro homem às 10 da manhã e, ao meio-dia, almoçar com essa mesma pessoa. Isso é muito difícil para a maioria das mulheres. Porque elas se sentem feridas e precisarão de algum tempo para restabelecer o relacionamento.

Os números de minha pesquisa ratificam a expressão "mulheres pegam as coisas para o pessoal". Ao receber informações sobre o que não estão fazendo bem, as mulheres (28,2%) sentem-se mais criticadas que os homens (17,5%). Por outro lado, eles (14%) têm mais dificuldade em aceitar que podem ser mais ineficientes do que elas (10,3%). Naturalmente, não será por causa dessa reação típica que você evitará dar feedbacks críticos para as mulheres. Ambos, homens e mulheres, precisam feedbacks construtivos, sejam corretivos ou positivos, para crescerem e se desenvolverem. Saiba, entretanto, reconhecer que mulheres tendem a ser mais sensíveis às críticas do que os homens. E as mulheres precisam reconhecer que o feedback crítico não é sinônimo de desaprovação, nem rejeição. Muitas mulheres querem falar sobre a situação que originou o feedback negativo e restabelecer a conexão. Mas a melhor hora para isso é normalmente quando elas querem.

Homens gostam de fazer jogos ou impressionar os outros com seu conhecimento. Eles provam sua sabedoria para eles próprios através das conversas. Ao receber uma crítica, homens inicialmente não gostam, porque isso rebaixa seu status e independência. Entretanto, se você criticar um homem com exemplos e fatos específicos, ele poderá concordar mais facilmente e se sentirá bem com o que ouviu, porque entende que isso poderá ajudá-lo mais efetivamente. Um dos motivos para essa diferença pode estar ligado à circunstância de que homens frequentemente crescem praticando esportes. Acostumados a receber críticas sobre sua performance, veem esse tipo de feedback como um meio de alcançar a performance ideal. Felizmente, essa diferenciação vai ficando no passado, tendo em vista a dedicação cada vez maior e mais prematura das mulheres à prática de esportes.

ulheres tendem, também, a ser mais atentas aos sinais não verbais. Elas podem sentir quando as coisas não estão indo bem. Os homens, por outro lado, muitas vezes ignoram os sinais não verbais negativos

até que a situação piore. A pesquisa também se debruçou sobre o modo como homens e mulheres internalizam experiências ligadas a feedbacks - principalmente os negativos, explorando como eles e como elas veem o seu insucesso. A diferença que encontrei nesse estudo é que homens tendem a externalizar falhas (ou seja, transferir a culpa para outros) e mulheres tendem a internalizá-las (assumir a culpa). Para simplificar, pense na prática do dia a dia. Se um homem não tem um bom desempenho num jogo de futebol, o que ele tende a fazer? Frequentemente irá culpar os outros jogadores, o campo, o treinador... Homens têm dificuldade de admitir que talvez não sejam mais os atletas que um dia foram.

Mulheres, ao contrário, tendem a internalizar imediatamente a crítica negativa. Elas têm uma forte inclinação para assumir que não são boas o suficiente. Frequentemente, não se consideram boas mães. Se o filho apresenta problema na escola, a mãe facilmente vai pensar que não lhe deu atenção suficiente por estar trabalhando. Provavelmente, elas não irão questionar a fonte da crítica ou a possibilidade de que seja infundada.

Os comentários mais relevantes dos executivos ouvidos nessa pesquisa descrevem o feedback como uma ferramenta bastante útil para estimular a análise frequente das situações, corrigir erros, diminuir o retrabalho, favorecer a análise de desempenho e permitir, à equipe, a visualização de novos rumos e possibilidades para crescer. Também há relatos de que o feedback melhora o nível de comprometimento das equipes ao dar clareza sobre o que um pensa sobre o outro e como cada um está envolvido com suas atividades. Em consequência, diminui as fofocas e os mal-entendidos, evitando a "rádio peão". Neste aspecto, há sintonia com as conclusões de outras pesquisas, nas quais as empresas menos eficientes são exatamente aquelas marcadas pela tendência de esconder o conflito e evitar a troca de informações entre o gestor e o funcionário sobre desempenho no ambiente de trabalho.

Infelizmente, as estatísticas, inclusive as dessa pesquisa, mostram que é preciso avançar muito no uso dessa ferramenta. Especialmente na faixa etária entre 18 e 34 anos, constatei que homens e mulheres são altamente sensíveis a críticas - o que pode ser atribuído ao fato de que, nesta fase, ainda estão em um processo de desenvolvimento do senso de identidade. O medo de ser criticado e, também, de errar ao formular uma crítica gera uma situação de ausência de feedback. Nessa pesquisa, 75,7% dos homens afirmaram que não recebem retorno informal diário. Entre as mulheres, o quadro é ainda pior: 86,2% não recebem esse nível básico de feedback. E quem mais foge dessa situação são os homens - principalmente pelo temor de "criar atritos". Uma particularidade interessante na comparação dos sexos é que a mulher se sente mais à vontade para dar feedback aos seus chefes do que o homem. Em contrapartida, elas têm muito mais dificuldade que os homens para criticar ou elogiar subordinados.

Aprender a dar e receber feedback é fundamental na empresa moderna. Procure entender melhor você mesmo, saber do que você gosta, identificar suas carências e potencialidades. Tudo isso ajuda a amenizar o impacto de um comentário desfavorável. "Conheça-te a ti mesmo", já diziam os gregos há quase 3 mil anos. Hoje, os mais modernos treinamentos têm partido do princípio de que não há liderança eficiente se não houver autoconhecimento. Parafraseando o grande Peter Drucker, minha recomendação para o sucesso na vida profissional é "Saiba quem você é". (Texto de Simoni Missel, psicóloga e diretora da Missel Capacitação, publicado na Revista Amanhã)

 

 

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Mundo-RP mantém lista de cursos de RP há 10 anos

Um dos maiores diferenciadores de mercado, sobremaneira para profissionais liberais e prestadores de serviço, está na aquisição permanente de conhecimento. As empresas e instituições públicas e não-governamentais procuram trabalhadores que tenham raciocínio lógico, poder de decisão, empreendorismo, visão global dos acontecimentos.

Para que haja esta qualificação não devemos esperar que somente o que é ensinado dentro da universidade venha a preencher as várias facetas e exigências do mercado e da interrelação com as pessoas. É preciso procurar alternativas em cursos extra-curriculares e, após a formatura, continuar em programas de reciclagem.

Mas para quem está à procura de orientação sobre quais cursos de graduação existem na área de RP, uma seção no portal www.mundorp.com.br foi criada há 10 anos com links diretos para instituições formadoras de Ensino Superior, além de dicas para Pós-Graduação. O conteúdo foi um repasse do extinto portal Center-RP, elaborado por Patrick Santana e Roberta Garbelloti, numa parceria anunciada em 5 de dezembro de 2001, por meio do boletim RP em Ação n.102 Ano V.

Querendo desconhecer a história e o bom senso, recentemente um portal divulgou no Twitter a "novidade" de uma lista de faculdades de RP. E, como se não bastasse a falta de imaginação, ainda plagiou integralmente os links já disponibilizados no Mundo-RP, sem qualquer menção de fonte. Na mesma semana, vale dizer, duas instituições foram acrescentadas no estado de São Paulo, a partir de contribuições de estudantes e professores que detectaram a inexistência de seus cursos na nominata. E é assim que o material vem sendo atualizado, além de um esforço coletivo de cinco membros do Mundo-RP que fizeram um amplo rastreamento nos links.

Se você tiver curiosidade, visite a seção clicando aqui. O resto é bobagem.

 

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Você está recebendo esta mensagem por fazer parte do "Mundo das Relações Públicas", voltado à divulgação e à conscientização da importância deste segmento de comunicação no sucesso das organizações. O Boletim tem circulação mensal e gratuita, sob responsabilidade do RP Rodrigo Cogo (Conrerp SP/PR 3674) e com colaborações diversas de interessados.
Para ver o boletim na web, vá em www.mundorp.com.br/rpemacao/jun10. Para sair do cadastro clique aqui.