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Leia nesta edição
> IBC promove congresso anual sobre comunicação interna |
Novos Cadastrados
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Entre os dias 23 e 25 de junho de 2009, a IBC realiza a 13ª edição de seu congresso anual sobre comunicação interna. O evento acontece no Hotel Paulista Plaza (Alameda Santos, 85) em São Paulo/SP e trará casos de sucesso de grandes empresas. Entre os temas que serão discutidos estão as ações de sustentabilidade, planejamento estratégico e ações por meio de mídias digitais. Um seminário sobre comunicação interna em situações de crise completa a programação. O Portal Mundo-RP é apoiador oficial da iniciativa.
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A informação é, sem dúvida nenhuma, o mais valioso recurso estratégico para as empresas nos dias de hoje. Quando beneficiada sob as diretrizes de um processo estruturado de Inteligência Competitiva, este ativo, muitas vezes exclusivo, pode gerar importantes diferenciais qualitativos na otimização do processo de tomada de decisão nas organizações.
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As empresas estão adotando de forma crescente o modelo estrutural de se organizarem por projetos e empreitadas. Atualmente, a terceirização (outsourcing), principalmente nas áreas chamadas de apoio, como TI, RH, Operações e Shared Services, é uma realidade crescente. Efeito imediato, as corporações estão mesclando seus funcionários internos com recursos de seus fornecedores, gerando assim as chamadas equipes heterogêneas.
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O marketing promocional e a produção de eventos têm função estratégica para as empresas que querem e têm urgência de ampliar os pontos de contato com sua cadeia de stakeholders, sejam eles consumidores finais, acionistas, público interno, fornecedores, prestadores de serviços e formadores de opinião, por exemplo. Tudo se junta em um único liquidificador e essa batida reverbera de forma taylor made em todos esses públicos formando o que se convencionou chamar de branding experience. O marketing promocional já não é mais o mesmo e os eventos também não. Esta é a perspectiva de discussão do 13. Encontro de Marketing Promocional e Eventos nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2009 no auditório da Escola Panamericana de Artes (R. Groenlândia, 77 - lado Hotel Unique) em São Paulo/SP, sempre entre às 19h e 22h30min. O evento tem como slogan "Descubra como criar experiências únicas entre o consumidor e a marca" e vai reunir nove profissionais de alto escalão das empresas mais conceituadas no mercado de marketing promocional para tratar sobre as estratégias de comunicação, os principais cases de promoções e eventos realizados no último ano no Brasil e as tendências e novidades em eventos internacionais no segmento.
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Cresce o impacto da Internet sobre os processos de formação de opinião e decisão de compra. É o que mostra a análise de duas pesquisas do IBOPE Inteligência, a primeira realizada em janeiro deste ano, com usuários assíduos (heavy users) de tecnologia e internet na Campus Party, e a segunda divulgada recentemente, com jovens consumidores de material esportivo das classes ABC, realizada em parceria com a Troiano Consultoria de Marca.
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Governo no YouTube
O Ministério das Relações Exteriores anunciou nesta semana a criação de um canal de vídeos no YouTube (clique aqui para ver), com a intenção de ampliar os canais de informação para todos os interessados na política externa do Brasil. Segundo o ministério, "o objetivo é permitir que jornalistas, acadêmicos e todo o público interessado em assuntos de política externa brasileira tenham acesso a gravações em vídeo de coletivas de imprensa, entrevistas, briefings e visitas de autoridades ao Palácio do Itamaraty".
Interprogramas de Mestrado Programado para os dias 6 e 7 de novembro de 2009, o 5º Interprogramas de Mestrado em Comunicação da Faculdade Cásper Líbero de São Paulo/SP oferece um espaço para a apresentação de trabalhos acadêmicos aos mestrandos em Comunicação de todo o Brasil. Os trabalhos, inéditos, podem ser de autoria individual ou coletiva, em forma de artigo, ensaio ou relato de experiência acadêmicos. As inscrições de trabalhos podem ser realizadas até 16 de junho de 2009 com o envio de um resumo para interprogramas@facasper.com.br. A divulgação da lista de aceites dos resumos selecionados será feita em 30 de junho. Os autores terão, então, até o dia 30 de setembro para o envio dos trabalhos completos. Resumos e trabalhos completos devem ser redigidos segundo aos normas do modelo-padrão. Mais dados pelo interprogramas@facasper.com.br e nos fones 11-3170-5841 e 5857. Pra ver o edital, clique aqui.
Portal de Mídia
Já está disponível na web o site Treinamento de Mídia, o primeiro portal brasileiro que aborda exclusivamente o assunto. Iniciativa do Escritório de Comunicação, o objetivo do site é apresentar às empresas, atletas, artistas e ocupantes de cargos públicos interessados em fazer o media training, o conteúdo detalhado sobre conceito, objetivos, benefícios e a programação teórica e prática do curso. O portal entrou no ar com a pesquisa de opinião “A Hora de Entrevista”. O objetivo é identificar as maiores preocupações dos porta-vozes no relacionamento com a imprensa. A pesquisa que pretende avaliar o desempenho de profissionais que já viveram a experiência da entrevista pode ser acessada em http://surveys.polldaddy.com/s/32ABE56603B884A6/ e conta com 10 questões, que incluem perguntas sobre a impressão do porta-voz na hora de dar entrevista, linguagem utilizada, vocabulário e as principais dúvidas sobre como se portar. Os resultados serão divulgados no site, com a garantia da privacidade do participante. Para ouvir o podcast sobre Reputação Corporativa com a jornalista Aurea Regina de Sá, vá em www.treinamentodemidia.com.br/arquivos/audios/16_loc_artigo.mp3.
Cultura do Elogio
Pesquisas indicam que o consumidor satisfeito faz divulgação, boca a boca, para três pessoas. No mundo virtual, essa propaganda ganha proporções imensuráveis, se considerarmos apenas o número de internautas residenciais no Brasil, que chegou a 25,5 milhões em março. Para expor isso foi criado o site ElogieAki no qual o consumidor poderá registrar a satisfação. Os elogios cadastrados irão gerar ranking automático das melhores empresas e profissionais, inclusive por ramo de atividade. Para as empresas, será um termômetro positivo, que vai motivá-las a aperfeiçoar serviços e produtos. "O objetivo do site é criar a cultura do elogio e disseminar as boas práticas", afirma Gildo Henrique, sócio-diretor da AG4 Global Services, detentora da marca e do site ElogieAki. "Quem investe constantemente em melhorias e consegue atender e superar às expectativas do consumidor, cada vez mais exigente e conhecedor dos direitos, tem que ser reconhecido. Desenvolvemos um espaço para este reconhecimento", complementa Ana Fontes, sócia-diretora. O site é totalmente automatizado, exceto por filtros de palavras de baixo calão, e a navegação é simples e ágil. Antes de postar o elogio, o consumidor deve preencher o cadastro, com nome, sobrenome, CPF, endereço, entre outras informações. Não serão aceitas declarações anônimas ou registradas com apelidos. Igualmente, não serão publicadas aquelas de caráter político e ideológico e que não sejam baseadas em relações de consumo. O ElogieAki consumiu investimentos da ordem de R$ 100 mil.
Circuito de Palestras PR A Universidade Federal do Paraná, por meio da Prattica - Agência Experimental de Relações Públicas realiza, nos dias 08,09 e 10 de junho de 2009, o Circuito de Palestras em Curitib/PR. O evento – que em 2008 direcionava-se especificamente à área de Relações Públicas – inova em sua segunda edição ao trazer assuntos atuais e relevantes de todo o curso de Comunicação Social, abrangendo as três habilitações (Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo) em que o curso se divide na UFPR. O tema é “Seis Segredos da Comunicação” e será abordado através de duas palestras, como de José Buffo (diretor de criação da agência Heads) e de Vanessa Klas (presidente da VKlas Comunicação), entre outros. O objetivo é reafirmar a comunicação integrada, uma vez que suas áreas se completam e atuam de forma conjunta, além de aproximar os universitários do mercado de trabalho e possibilitar um maior contato com grandes profissionais de Comunicação. Mais dados pelo prattica.ufpr@gmail.com ou no fone 41-3313-2047.
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Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento. Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:
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Ter o cliente como embaixador da marca não é tarefa fácil. Ainda mais hoje em dia, em que eles estão cada vez mais exigentes. Uma das formas para trazer esse cliente para perto da empresa é criando um valor para a marca. "É ela que tem a capacidade de seduzir consumidores e transformar-se muitas vezes em objeto de desejo e culto, levando um simples consumidor a ser fã e mais fiel embaixador", explica Luis Alcubierre, diretor de marca e presença institucional do Grupo Atento.
Segundo o executivo, a gestão de marca tem a função de colocar energia e padrão para a conquista de um círculo virtuoso de negócios. "Ela organiza as questões de imagem e reputação de uma empresa, sejam elas advindas de variáveis tangíveis ou intangíveis, de modo a criar uma percepção de valor no mercado", completa.
Alcubierre comenta ainda que é preciso entender que o marketing e a publicidade não são a principal razão para uma marca ser respeitada, eles auxiliam. "Antes disso está a excelência operacional da empresa, sua capacidade de inovar, saber entender e atender o cliente em tudo o que ele deseja, o papel econômico e social que a organização tem no País e como cada funcionário se relaciona com os interlocutores", explica. Em entrevista exclusiva à ClienteSA, Alcubierre fala sobre a influência da marca, a construção de uma identidade e gestão de clientes.
ClienteSA - Qual o poder de influência que a marca exerce nos consumidores?
Luis Alcubierre - A marca tem a capacidade de seduzir consumidores e transformar-se muitas vezes em objeto de desejo e culto, levando um simples consumidor a ser fã e mais fiel embaixador. Isso ocorre por várias razões, mas algumas são muito claras. Primeiro, existe a questão da personalidade de uma marca e o quanto ela está alinhada com determinada tendência ou perfil de consumo. Depois, a capacidade que essa marca tem de captar o Zeitgeist, ou o espírito do tempo, o pico da onda, o momento certo de seu papel na sociedade. Entendido esse processo, é fundamental que a marca esteja atrelada a uma funcionalidade bem definida e ao poder que ela emana para quem a consome.
A influência é, portanto, definida em parte por questões racionais, mas, sobretudo pelas emocionais. É saber construir uma marca a partir de diversas variáveis e ter a capacidade de uma vez conquistada a confiança e o desejo do consumidor - conhecido em cada um de seus perfis -, mantê-lo sempre com a sensação de que utiliza determinado produto ou serviço por sua funcionalidade, mas principalmente pela imagem que esse produto ou serviço constrói para ele.
Qual o valor que a marca cria para a empresa?
A gestão de marca tem a função de colocar energia e padrão para a conquista de um círculo virtuoso de negócios, pois ela organiza as questões de imagem e reputação de uma empresa, sejam elas advindas de variáveis tangíveis ou intangíveis, de modo a criar uma percepção de valor no mercado. Essa noção de valor não precisa ficar clara se vem da capacidade operacional da organização, da qualidade do produto ou serviço, da capacidade financeira, da inovação, do nome que ela carrega ou do logotipo que ela promove, mas do conjunto de atributos construídos por ela ao longo do tempo e que leva cada uma das variáveis que a compõe. Por isso, a marca cria ou destrói determinado valor para uma empresa, à medida que fica claro que esta é feita a partir de diferentes alicerces de uma companhia, com coerência, visão e uma estratégia de negócios clara e transparente.
Além do marketing e da publicidade, como as outras áreas das empresas podem colaborar para fortalecer a identidade da marca? É preciso entender que o marketing e a publicidade não são a principal razão para uma marca ser respeitada, eles auxiliam. Antes disso está a excelência operacional da empresa, sua capacidade de inovar, saber entender e atender o cliente em tudo o que ele deseja, o papel econômico e social que a organização tem no País e como cada funcionário se relaciona com |
os interlocutores.
Cada área ou profissional representa a empresa que trabalha e, portanto, deve seguir seus valores e princípios, acreditar neles, defendê-los dentro e fora da companhia. Essa qualidade individual deve fazer parte de uma engrenagem que funciona e que acaba sendo percebida pelo mercado. A comunicação e suas ações de venda têm o papel de empacotar todos os atributos de uma organização e transformar as características racionais em motivos de compra.
De que forma a gestão de clientes tem um impacto direto (ou indireto) na construção da marca?
Você pode ter o melhor produto do mundo e a melhor equipe de vendas do mundo. Se a relação com o consumidor termina na venda, não existe continuidade na construção de uma marca, que é infinita. A gestão de clientes, portanto, impacta diretamente nisso. Além de consumir, a pessoa pode ser porta-estandarte de uma marca, pode ajudar uma empresa a melhorar um produto ou serviço, pode levar outros consumidores a fazer o mesmo. Mas para isso é preciso tratar esse consumidor de fato com respeito. Ele é o protagonista da empresa. Ouvi-lo e manter uma relação contínua com ele estica a relação dele com a organização de maneira incalculável no tempo.
Qual a importância das empresas terem uma estrutura, estratégia e cultura condizentes com a promessa e proposta de valor oferecidas pela marca?
As chances de uma organização obter sucesso são infinitamente maiores se ela se apoiar em valores e princípios éticos. A partir disso, fica mais claro transformar ofertas em valor para o mercado. O consumidor não quer saber apenas aquilo que a empresa faz, mas também aquilo que ela pensa. Se a essência da organização é coerente com as atitudes, comportamentos e práticas, fica mais claro para quem está consumindo a origem daquilo que adquiriu e pode compartilhar com a empresa uma relação construtiva e transparente.
Toda a comunicação com o mercado deve estar baseada nesses princípios. O mercado publicitário brasileiro é evoluído, talvez um dos mais evoluídos do mundo. A comunicação explora imagens e conteúdos que ampliam a noção de valor, mas é importante entender que o consumidor cria seus sonhos também sobre os produtos que ele deseja. E na era do consumidor 2.0, a relação tem de ser construída pelas duas vias. Da mesma maneira que as empresas devem buscar a coerência em suas práticas, o consumidor também precisa tê-la na hora de consumir e de falar sobre uma marca em comunidades virtuais, blogs ou outros meios.
Como avaliar se as estratégias da empresa estão adicionando valor à marca e ao negócio? Primeiro considerando e atuando em uma estratégia bem definida e de longo prazo que utilize uma ferramenta de acompanhamento, como o Balanced Scorecard. Depois, existem inúmeros conceitos e ferramentas que podem ser adotados, como o net promoter score, que decodifica o valor gerado. A tradicional pesquisa de satisfação seja ela feita no quantitativo ou focus group. E outras ferramentas como sniffer não podem deixar de ser avaliadas. Só que de nada adianta tudo isso se a empresa não tem seus especialistas. É fundamental que existam profissionais nas empresas que entendam os dados e informações captadas e saibam utilizá-las para definir ofertas ao mercado que gerem valor aos negócios.
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Frase do Mês "Tudo nos falta quando nos faltamos" por Johann Wolfgang von Goethe |topo| |
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Que horas são agora? Neste exato momento, você sabe que horas são na Coreia, na Alemanha e no Brasil? Pense, imagine o que cada um de nós está fazendo agora. O que eu e você estamos fazendo. Quando estamos em um mesmo mundo conectados em tempo real, quantas vezes esquecemos as distâncias, horários e rotinas?
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autor.
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Depois de Seattle, outros movimentos e Dias de Ação Global tornaram-se nós de inúmeras redes virtuais, compostas por indivíduos conectados. Foi assim em Gênova, em julho de 2001, quando os manifestantes (cerca de 150 mil pessoas vindas de várias partes do mundo) foram esperados por soldados, numa demonstração da força de organização dos ciber-manifestantes. O mesmo aconteceu no Fórum Social Mundial, cuja primeira edição foi realizada na cidade de Porto Alegre em 2001, com toda a sua organização realizada pela internet. O evento tornou-se um contraponto ao Fórum Econômico Mundial, de Davos, e representa o fortalecimento dessa resistência global contra o “pensamento único”. A internet torna-se, hoje, uma alternativa de articulação e comunicação para os movimentos, que se apropriam de um conjunto de características da grande rede: comunicação multiusuários, produção colaborativa e não-linear, garantia da individualidade e do anonimato. São características que aos poucos são incorporadas pelas organizações e movimentos sociais e transformam a sua forma de atuação. As implicações da interação do mundo presencial e virtual ainda estão longe de serem plenamente conhecidas. Em paralelo ao avanço das comunidades virtuais, desenvolve-se uma espécie de inteligência coletiva da humanidade com alcance global, decorrente da liberdade de acesso ao conhecimento proporcionada pela internet, ainda que convivendo com muitas restrições em termos de universalidade. Aceleradas na última década do século XX, as transformações têm sido marcadas por mudanças econômicas, políticas e sociais, tais como a criação de grandes blocos econômicos no planeta, a hegemonia das abordagens liberais, a economia digital e a explosão do ciberespaço e das comunidades virtuais. A grande rede propicia tais transformações, mas os movimentos sociais e individuais são responsáveis pela produção e caracterização do espaço resultante, algo como a identidade do ciberespaço. Organização social - Considera-se que as comunidades virtuais poderão contribuir de forma significativa para a prática da cidadania, da comunicação e da organização social, dando abertura a novos modelos políticos e econômicos. Um dos desafios é como desenvolver e disseminar o uso destas comunidades para que elas cumpram este papel de forma efetiva. As novas relações sociais estruturadas no mundo virtual evidenciam que novas redes serão formadas. Ao contrário da crise de representatividade dos movimentos sociais, existe uma tendência de que novas organizações e mobilizações possam ser criadas e mantidas com base em outros princípios, dentre eles a colaboração, a cooperação, a meritocracia e a participação. O melhor cenário aponta que tais valores serão regra e não exceção. Entretanto, surge um dilema referente à estrutura de formação destas redes, que verificamos na análise da pesquisadora Christiana Freitas, da Universidade de Brasília-UNB, ao afirmar que “um dos grandes problemas que verificamos no comportamento do mundo presencial com relação ao mundo virtual é que os aspectos positivos do virtual chegam acompanhados dos mesmos vícios de origem das relações sociais tradicionais”. Assim, mesmo com um cenário positivo, nada surgiu de novo depois da Batalha de Seattle, pois o que poderia se tornar um grande movimento social constante e articulado, como nunca antes se viu, aparenta ser um evento que beira o modismo ou algo isolado. Superar os vícios - Na verdade, como nos ensina Christiana Freitas, temos que superar alguns vícios tradicionais dos movimentos sociais. O desafio não é trivial, pois precisamos superar o individualismo, as reuniões inócuas, o adiamento constante de questões prementes e substituí-los pela pró-atividade, objetividade, coletivização e colaboração nas ações. Percebemos então que a Batalha de Seattle está longe de ganhar a guerra da transformação social. Infelizmente, toda essa articulação ocorre em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, bem distantes da realidade de países periféricos e da maior parte da África. Assim, o desafio maior atualmente passa a ser a garantia do acesso à tecnologia da informação como um direito social, o combate à exclusão digital como uma bandeira de todas as organizações sociais e a re-estruturação educacional, uma emergência. Faz-se necessário conjugar as mudanças de comportamento, dos indivíduos e das organizações, com as questões políticas de maior envergadura e apenas assim as transformações proporcionadas pela tecnologia da informação realmente modificarão a vida da maioria da população, dando a ela a oportunidade de escrever sua própria História no mundo presencial e no virtual. (Artigo publicado na edição número 46 da Revista A Rede, da Momento Editorial, e replicado no WebInsider, de autoria de Corinto Meffe, Gerente de Inovações Tecnológicas na Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento).
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Ao contrário da percepção geral, o Twitter não é uma ferramenta usada principalmente por adolescentes. Uma pesquisa conduzida pela consultoria Forrester Research mostra que cerca de 42% da audiência do microblog são pessoas com entre 35 e 49 anos e outros 20% são compostos por gente da faixa etária entre 25 e 34 anos.
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que, de fato, as informações são inverídicas. Menegatti informa que as corporações estão cada vez mais restritivas quanto ao uso de Orkut, Facebook, Twitter e outros sites do tipo durante o horário de expediente, mas ressalta que poucas estão preocupadas em conscientizar seus funcionários sobre os motivos que as levam a agir dessa forma.
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Já se pode notar no Brasil um número crescente de pessoas, particularmente de empresários - homens e mulheres - que passaram a considerar ser de sua responsabilidade o ato de intervir positivamente em prol de uma sociedade mais justa e solidária. É vasto o leque de motivações que une essa classe de pessoas em suas demonstrações de participação cívica e ação voluntária, sendo evidentes fatores como o senso de devolução social (give-back), consciência de civilidade e cidadania, inconformismo e mesmo descrédito nas instituições públicas que, em tese, deveriam encampar essas responsabilidades (raciocínio derivado do Contrato Social de Rousseau). O voluntariado social é uma das formas de organizar os que querem pôr seus recursos, conhecimentos, habilidades, experiência, tempo e motivação a serviço do próximo, da redução das desigualdades de oportunidade e da diminuição das barreiras estruturais que limitam o exercício completo da cidadania de pessoas em situação desfavorável. Historicamente, fazer trabalho voluntário significava, na maioria das vezes, um exercício pontual de caridade, geralmente motivado por compaixão, religião, vivência próxima à determinada causa ou, na ponta negativa, interesses de promoção pessoal ou controle social. Por muito tempo, o voluntariado não conseguiu se desligar da tradição filantrópica assistencialista e paternalista que marcou a formação da cultura brasileira. Nas últimas décadas, porém, uma série de transformações mundiais e locais começou a mudar drasticamente esse panorama. Essas transformações são resultado da conjunção de diversos fenômenos, dentre os quais (i) a mudança do papel dos Estados Nacionais (que cada vez menos conseguem garantir o bem-estar social igualitário), (ii) a crise de credibilidade dos partidos políticos (que perderam legitimidade perante a população como mecanismos eficazes para a promoção das mudanças sociais necessárias), (iii) o fortalecimento gradual das organizações da sociedade civil (ONGs), como contraponto à hipossuficiência do Estado e (iv) o acirramento mais agudo dos problemas econômico-sociais - tais como desemprego e violência - que passaram a afetar diretamente não apenas os grupos de baixa renda restritos às regiões periféricas (ou países do 3º. Mundo), mas também os segmentos de média e alta renda, independente de região, ocupação e mesmo formação. Nesse contexto, o 3º. Setor tem se apresentado aos cidadãos e empresas como um ecossistema mais compromissado com a concreta transformação das realidades sociais negativas que afetam a vida das comunidades e, portanto, dos indivíduos. As pessoas começam a perceber que, pelo voluntariado, podem não apenas ajudar a construir uma sociedade mais equilibrada, como também encontrar uma alternativa ao modelo individualista de que se tornaram reféns. As empresas modernas, por sua vez, percebem uma oportunidade relevante de alavancar suas metas de negócios junto à sua postura de cidadania corporativa, visto que contribuir para o desenvolvimento e manutenção de seu ecossistema e para o incentivo à formação de cidadãos melhores (potenciais trabalhadores e consumidores) é missão que, de certa forma, lhe infere perenidade, além de certa dose de admiração social. Essa conjunção de fatores vem desencadeando uma repaginação conceitual do chamado trabalho voluntário e de suas prerrogativas tradicionais. A exemplo do que vem acontecendo em todo o mundo, muitas empresas no Brasil começam a reconhecer o valor do incentivo e apoio ao envolvimento e desenvolvimento dos seus colaboradores como agentes voluntários em suas comunidades de entorno, geralmente reforçando com compromisso pessoal e presencial o tradicional apoio financeiro dado por essas empresas aos diversos projetos ou programas sociais capitaneados por ONGs e representantes dessas comunidades. Em outras palavras, não basta financiar, há que se arregaçar a manga, literalmente. Como efeito prático, tal atitude tem resultado em satisfação pessoal para o funcionário voluntário e inúmeros benefícios para a comunidade, gerando direta ou indiretamente enormes ganhos para a empresa envolvida no processo. Por agregar forte caráter de mudança comportamental corporativa, o voluntariado empresarial tem sido peça relevante na definição dos modelos de responsabilidade social e sustentabilidade nas empresas, contribuindo em muito na separação das formas tradicionais de filantropia social desconectadas da prática e do envolvimento da empresa com a causa de sua matriz de negócios e operações. De certa forma, uma coisa passou a ser filantropia corporativa e outra responsabilidade social... ambas válidas, mas diametralmente distintas. Dentre diversas práticas e atribuições, um programa sistêmico de voluntariado empresarial deve comprometer a empresa a: - Assumir o compromisso de colaborar sistemicamente com uma causa (ligada a seu setor, core-business ou práticas de negócio), representada ou não por alguma organização específica (ONG), disponibilizando de maneira programada e responsável recursos físicos, financeiros e humanos, - Incentivar seus funcionários a aderir a trabalhos voluntários nas causas de sua própria escolha, em períodos pertencentes ao seu horário padrão de trabalho (associar trabalho voluntário a horas não produtivas – ou seja, tempo livre – é prática comum, válida, mas em boa dose demonstrativa do baixo compromisso prático da empresa com a causa em questão), - Organizar e potencializar projetos que podem ser coordenados e executados por seus funcionários, representantes legítimos da empresa, - Formar uma equipe de funcionários, atribuindo-lhes a responsabilidade de planejar e gerenciar as atividades voluntárias da empresa para com aquela causa ou organização, - Reconhecer, de forma especial, aqueles colaboradores voluntários que se destacaram em participação (sem, contudo, prejudicar sua performance profissional nas “coisas” da empresa), inclusive através de premiações e até bônus financeiros adicionais, - Gerar conhecimento e transferir know-how continuamente aos colaboradores (e mesmo aos apoiados), através de modelos de educação corporativa ou troca experiencial de informações, acerca dos temas ligados às questões de responsabilidade social ou às causas apoiadas pela empresa. As empresas têm demonstrado vontade e capacidade de se adaptar às "melhores práticas" desse tipo de iniciativa, independentemente de fronteiras nacionais. Como resultado, surgiram modelos globais de responsabilidade social para empresas, dos quais o voluntariado empresarial sempre é peça relevante. Cumpre salientar que, sob a óptica do RH, os programas de voluntariado empresarial auxiliam no desenvolvimento de habilidades pessoais, interpessoais e profissionais positivas para a empresa, promovendo lealdade e satisfação com o trabalho, além de ajudar a construir reputação positiva e atrair e reter funcionários qualificados que dispõem deste perfil, valor ou interesse. Por fim, o Voluntariado Empresarial, como qualquer outro programa corporativo, precisa ser tocado e medido com critérios de eficiência, dispondo dos meios e recursos necessários à sua execução, gestão profissional e avaliação de resultados. Na prática, é sempre uma minoria que participa, mas é esta minoria que faz a diferença. (Texto publicado no site da DOM Strategy Partners . Para saber mais sobre Programas de Voluntariado Corporativo, visite a DOM).
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