Boletim nº 205/10 - Ano XIV
Julho 2010

Novos Cadastrados

Neste ultimo mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Carolina Alb (Curitiba/PR), Lidirce Carlos (Bauru/SP), Rafael de Oliveira (Caxias do Sul/RS), Marcela Mruz (Santa Maria/RS), Alessandra Cioqueta (Santa Maria/RS), Michelle Santos (Belo Horizonte/MG), Nancy Diniz (Belo Horizonte/MG), Emanuel Viriato (Jaboatão dos Guararapes/PE), Hellen dos Santos (Betim/MG), Francisca Duart (Santos/SP), Gabriela Assmann (Santa Maria/RS), Leandro Soares (Pacarambi/RJ), Natália Gonzales (Bauru/SP), Pedro Henrique dos Santos (Angra dos Reis/RJ), Elisa Carolina Nunes (Londrina/PR) e Roberta Massoni (São Paulo/SP).

E também os relações públicas Larissa Grigoleto (Jundiaí/SP), Dayane Silva (São Paulo/SP), Danielle Macedo (Rio de Janeiro/RJ), Amanda Falchetti (Santo André/SP), Adriana Vieira (Maringá/PR) e Irana Kakimoto (Taboão da Serra/SP).

E ainda o engenheiro Rodrigo Navarro (Brasília/DF), a advogada Júnia Ferrentini (São Paulo/SP), a jornalista Thayana Dibb (Rio de Janeiro/RJ), o empresário Ari Baldan (São Paulo/SP), a universitária de Publicidade Karina Furlan (Porto Alegre/RS) e a analista de Marketing Digital Amanda Rodrigues (Belo Horizonte/MG).




 

Pós-Humano

O que a ficção científica e o cinema tinham imaginado nas cenas de filmes famosos, nos quais o humano sofre mutações através das suas interações com a técnica, não deve ser pensado como algo assustador ou como a imagem de um futuro fantástico, mas como os dinamismos que acompanham a humanidade desde o seu surgimento. As primeiras interações do homem com a técnica o deslocaram de sua condição humana para além dos limites do seu corpo. A obra “Pós-Humanismo: as relações entre o humano e a técnica na época das redes” fala deste panorama e foi organizada por Massimo Di Felice, sociólogo e doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, e Mario Pireddu, formado em Ciências da Comunicação pela Università La Sapienza Di Roma e doutor em Teoria da Informação e da Comunicação.

Ao trazer à tona as formas tecno-humana de interação social, a obra parte do princípio de que a reflexão humanista sempre separou a técnica do homem e que para a compreensão da nossa condição contemporânea, é preciso ultrapassá-la, ir além do humanismo, para repensar, a partir de um ponto de vista histórico mais amplo, a relação entre o homem e o mundo ao seu redor. O conjunto de inovações tecnológicas e comunicativas que se difunde em nossa contemporaneidade redefine e altera o nosso cotidiano e os nossos sentidos, mostrando-nos a inadequação e os limites dessa percepção histórica e nos obrigando a repensar o absolutismo do princípio de autoformação e autodeterminação do humano.

Trata-se do segundo volume da série “Era Digital”, publicado pela Difusão Editora em parceria com o Centro de Pesquisa ATOPOS da ECA/USP.

Autor - Sociólogo pela Universidade “La Sapienza” de Roma, Itália, De Felice é doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde atualmente é professor de Teoria da Opinião Pública e de Aspectos Teóricos da Comunicação Digital, e, na Pós-Graduação, ministra o curso “As formas comunicativas do habitar”. É autor de vários ensaios e artigos publicados na Itália e no Brasil. Desenvolve, atualmente, atividade de pesquisa sobre formas comunicativas do habitar e da crise dos espaços urbanos, da democracia eletrônica e do pós-humano, cujo resultado foi publicado na obra Paisagens pós-urbanas: o fim da experiência urbana e as formas comunicativas do habitar (São Paulo: Editora Annablume, 2009, Coleção Atopos). Além de membro do Conselho Editorial da revista italiana de estética e filosofia Agalma, e da revista do Núcleo Italiano de Midiologia, e do Laboratório de Estudos sobre Etnicidade e Racismo, é coordenador do Centro de Pesquisa em Comunicação Digital Atopos no Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da ECA-USP.



 

Comunicação Todo Dia

A observação de situações comunicacionais cotidianas e a análise dos desafios dos comunicadores e das organizações em contextos de mudança integram a base do novo livro de Paulo Nassar, professor-doutor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo/ECA-USP e diretor geral da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/Aberje. A obra, intitulada "Comunicação Todo Dia" e editada em conjunto pela Companhia Editora Nacional e Lazuli Editora, vai ser lançada em evento na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073 - piso térreo) a partir das 18h30min do dia 14 de julho de 2010.

Nassar retoma 80 artigos publicados na revista eletrônica Terra Magazine entre abril de 2006 e abril de 2009, sempre na tarefa de aliar teoria e prática. Entre os temas, divididos em duas partes - Comunicação e Cotidiano (Política, Publicidade e Comportamento, Jornalismo e Ética e Economia) e Comunicação Empresarial - estão os impasses da comunicação corporativa, os dramas das crises políticas, o lobby, a mestiçagem, a reputação, a memória, a publicidade, a comunicação pública e o jornalismo. Como assinala o jornalista Francisco Viana, apresentando o conteúdo, o autor cria valiosas chaves interpretativas para o ambiente brasileiro e internacional e conjuga elementos da história à dinâmica do tempo presente".

São 247 páginas de leitura fluida, auxiliada pelo emprego de uma linguagem coloquial - característica usual nos textos do autor - mas sem perder a complexidade do cenário contemporâneo e o registro dos desafios do papel do comunicador como intelectual, antes de ser eventualmente um especialista técnico. No prefácio, o professor de Ética e Filosofia Política da USP, Renato Janine Ribeiro, destaca a perspectiva de Nassar ao discutir ética no mundo empresarial, sobremaneira num tempo em que o capitalismo determina o andamento da vida pessoal através do consumo lucrativo. Enfrentando a vigilância das mentes (da opinião pública) e uma maior rigidez na regulamentação governamental, as organizações privadas precisam recriar seus relacionamentos. Neste sentido, diz Renato Janine, "a transcendência é um tema que ressoa nos textos deste livro. É a maneira como se sai do aqui-e-agora banal, do prosaísmo; é o modo pelo qual se caminha para algo mais elevado".

O que fica evidente, no conjunto de reflexões que age como roteiro pelo universo da comunicação, é a premissa de que quanto mais profundo for o conhecimento teórico, melhor será a realização prática, tendo como matriz a interdependência dos saberes.

Autor - Paulo Nassar é doutor e mestre pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde atualmente coordena o curso de Relações Públicas e é docente da Pós-Graduação em Ciências da Comunicação. É diretor geral da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/Aberje. Dirige a Revista Comunicação Empresarial e a Revista MSG. Escreveu livros como "O que é comunicação empresarial", "Tudo é Comunicação", "A comunicação da pequena empresa" e "Relações Públicas na construção da responsabilidade histórica e no resgate da memória institucional das organizações".

 

Brasil ganha três Leões de Prata em PR

 

Três Pratas para o Brasil. Esse foi o ótimo resultado em PR no Cannes Lions 2010. LiveAD, com o case “Bovap”, DCS/BOCA (com o trabalho “Eu já sabia”, para a Olympikus) e F/Nazca, com o famoso case “Xixi no Banho”, criada para a ONG SOS Mata Atlântica levaram os Leões para o País. Dos 44 Leões distribuídos, 11 foram de Ouro e 32 de Prata. O Grand Prix foi para o case Replay, de Gatorade, criado pela TBWA/Chiat Day, que também levou o prêmio máximo em Promo & Activation.

Em 2010 o Brasil colocou oito finalistas em PR Lions, sendo que a campanha “Praia exclusiva à venda” concorreu por duas categorias. Sete agências diferentes apareceram entre as finalistas: além das premiadas DCS/Boca, LiveAd (esta, dona do único PR Lions brasileiro do ano passado) e F/Nazca S&S, Santa Clara, Lew/Lara TBWA, Wundermann, e Sing Comunicação de Resultados também entraram no short list. Os EUA tiveram 13 peças, assim como a Suécia. Ambos estão entre os três que mais inscreveram em PR Lions ao lado do Reino Unido, que emplacou oito trabalhos.

Lançado em 2009, o PR Lions tem como objetivo premiar o uso criativo da gestão da reputação por meio da construção e preservação da confiança e entendimento entre empresas e organizações, os indivíduos que delas fazem parte e os seus públicos de interesse (governo, imprensa, comunidade, fornecedores, etc).

O PR Lions recebeu este ano 571 inscrições de 51 países, o que representa um incremento de 32% em comparação com 2009. O júri, presidido por Paul Taafe, CEO da Hill & Knowlton, uma das maiores empresas de RP do mundo, foi composto por profissionais de agências e consultorias de relações públicas de todo o mundo. A jurada brasileira foi Rosana Monteiro, partner director da Ketchum Strategy. Os critérios de julgamento e seus respectivos pesos na nota final são quatro: estratégia, 30%; execução, 20%; criatividade e originalidade, 20%; documentação de resultados, 30%.

O primeiro grande vencedor do Grand Prix PR Lions foi a empresa de Turismo de Queensland, de Brisbane, Austrália com o case Best Job in the World. Os EUA também levaram quatro prêmios na primeira edição do Leão de RP. O Brasil, que ano passado levou um PR Lion, é este ano o quarto país lusófono com maior número de inscrições na categoria: 42 trabalhos. Os EUA vêm em primeiro, com 82; Reino Unido em segundo, com 59; Suécia, sede do maior evento de RP deste ano, o World PR Forum, com 52. A Áustralia, veio à Cannes com 15 trabalhos, dois a menos que em 2009. E Portugal concorre com 13, o mesmo número do ano passado.

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Chegou a hora de apostar no talento

 

Mercados financeiros globais agitados, políticos lutando por soluções, empresas com grande dificuldade para enfrentar um cenário econômico em rápida transformação. Tudo isso é reflexo da crise, certo? Errado: é a consequência de uma grave escassez de líderes. Liderança significa focar no futuro, mobilizando as pessoas a partir de uma visão. Trata-se de implementar as mudanças necessárias e, no final, atingir resultados. Os líderes estão seguros de que contam com a confiança de seus seguidores. E essa confiança não se abala em momentos de transformação.

Os princípios fundamentais de liderança passam no teste do tempo. Mas há determinados comportamentos ou práticas que os líderes precisam enfatizar em um processo de mudança – sob o risco de que a inércia, mais tarde, seja considerada uma falha fatal. Perante a crise, as empresas de ponta são aquelas que não abandonam, mas dosam os investimentos para formar mais líderes com menos recursos.

Atravessar uma crise econômica ou qualquer outro momento de transformação do negócio envolve a superação de importantes desafios. Um deles é reter talentos. Enquanto muitas organizações estão focadas no curto prazo, as empresas de ponta cuidam para que seus líderes e talentos-chave não sejam assediados pela concorrência. De acordo com um estudo recente realizado pela Adecco Group North America, mais da metade (54%) dos colaboradores dizem que estão prontos para bater na porta de seus concorrentes. O percentual sobe para 71% quando falamos dos colaboradores da Geração Y – aqueles que, hoje, têm entre 18 e 25 anos.

Saber quem são os colaboradores de alta performance e alto potencial e montar um plano de ação para retê-los é de extrema importância para as empresas que almejam formar um time forte de líderes. Isso não quer dizer, no entanto, que a redução do quadro de pessoas seja um erro. Significa que é preciso ter cautela ao fazê-lo. Empresas que mapeiam a performance de seus colaboradores conseguem cortar quadros com base em critérios claros, alinhados com a estratégia de negócios e uma visão de futuro.

As empresas de ponta não abandonam seus esforços de liderança e de gestão de talentos por causa das pressões de curto prazo. Em vez disso, reveem prioridades e escoam investimentos pequenos e seletivos para desenvolver mais líderes com menos recursos. A alta administração se mantém, assim, alinhada às metas organizacionais ao mesmo tempo em que atende às pressões por redução de custos.

Para as empresas que sustentam uma cultura de liderança, não basta implementar um programa de treinamento ou realizar uma revisão de talentos anual. Para obter destaque em um mercado cada vez mais voraz, as companhias devem ser rigorosas e focar na avaliação dos líderes. É surpreendente ver o número de organizações que enfrentam problemas por deixar de prestar atenção nos seus melhores recursos humanos. Os líderes de melhor desempenho são fundamentais para enfrentar a turbulência e atravessá-la com segurança. Não adianta fingir que eles não têm para onde ir ­ eles têm. Concorrentes astutos vão aumentar seus próprios talentos recrutando os seus. E, mesmo que não façam isso, seus melhores funcionários vão se lembrar por muito tempo de como foram tratados em tempos ruins e rapidamente abandonarão o barco quando a situação melhorar.

Desde o início dos nossos estudos, em 2002, identificamos quatro disciplinas que servem como “verdades” para caracterizar uma empresa hábil em formar líderes. Consideradas em conjunto, essas verdades constituem uma cultura de liderança vencedora. Elas são aplicáveis a todas as organizações, independentemente do porte ou sofisticação.

1. Os líderes dão o exemplo
Sem a paixão e o comprometimento visível da alta direção, não é possível desenvolver grandes líderes. A empresa deve moldar, pelo exemplo, o comportamento das outras pessoas. Isso significa que os próprios integrantes da cúpula devem se dedicar ao desenvolvimento de talentos e à formação de um “pipeline” de líderes.

2. As práticas são alinhadas
As estratégias de liderança devem refletir e fortalecer claramente a estratégia global da empresa. Os programas e práticas precisam estar alinhados aos objetivos de negócio. Além disso, têm de ser práticos, relevantes e exequíveis.

3. O foco é no talento
É preciso ter foco total no talento. Isso envolve mais do que desenvolver pessoas – passa também por saber contratar, orientar, promover e recompensar os melhores executivos.

4. A cultura é de liderança
O desenvolvimento de líderes deve ser uma prática institucionalizada. Para os líderes, deve ser uma “maneira de se comportar” que aparece em cada aspecto do negócio – na cultura, na maneira como as decisões são tomadas, na estratégia e no próprio DNA da organização. A América Latina é uma das regiões mais propícias para o crescimento econômico. Conforme a região se refaz da desaceleração global, a demanda por líderes se torna cada vez mais crítica. Sabemos que sustentar um fluxo de liderança robusto continua sendo uma prioridade para muitas organizações. A época exige um investimento mais cuidadoso e seletivo em iniciativas de formação de líderes. Para as empresas latino-americanas, grande parte do foco está em desenvolver e preparar a próxima geração de tomadores de decisão por meio de uma seleção inteligente, com avaliação rigorosa e desenvolvimento de oportunidades relevantes. Por outro lado, a crise econômica nos ajudou a identificar os futuros líderes das organizações. Aqueles que obtiveram destaque durante a crise estão mais preparados para os desafios futuros. Líderes abaixo da média, que poderiam ser tolerados em uma boa economia, tornaram-se uma desvantagem após a crise. Este é o momento de se concentrar naqueles que demonstraram alto desempenho, sistematicamente, e colocá-los nas funções cruciais para a recuperação das organizações. Muitas companhias têm aproveitado este momento para eliminar líderes abaixo da média.

Acertar nas contratações é outro ponto que merece bastante atenção. Ter práticas de seleção diretamente relacionadas com a estratégia de negócio é, atualmente, uma grande vantagem competitiva. O tempo despendido com a seleção de profissionais é mais um fator crítico. Por isso, é fundamental que as empresas tenham uma visão clara sobre quais são os cargos determinantes para o seu sucesso – inclusive no desafio de formar e reter os grandes talentos. (Texto de Thais Blanco, líder de Prática de Liderança da consultoria Hewitt Associates América Latina, publicado no site da Revista Amanhã)

 

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Secretaria da Educação repensa o curso de RP

 

Contando a partir do dia 28 de junho de 2010, a Comissão de Especialistas em Formação Superior dos Profissionais de Relações Públicas tem 90 dias para repensar o currículo do curso. Essa comissão foi constituída pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação para revisar as diretrizes curriculares nacionais para o curso de bacharelado em Relações Públicas (RP).

Fazem parte os professores especialistas Margarida Kunsch, Cláudia Peixoto de Moura, Esnél José Fagundes, Marcio Simeone Henriques, Maria Aparecida Viviani Ferraz, Paulo Nassar e Ricardo Ferreira Freitas. Cada especialista trará um levantamento da situação curricular em sua área.

A última reformulação das diretrizes do curso de RP ocorreu em 2001. Desde então, muita coisa mudou e sentiu-se uma necessidade de revê-las e reformular o curso. “Precisamos pensar no conteúdo, no perfil do profissional que queremos formar. (...) O objetivo é discutir a real situação do curso de RP no Brasil e discutir propostas para a melhoria”, diz a professora da ECA Margarida Kunsch. Ela entende que o curso deve ser mais dinâmico, mas diz que ainda é cedo para conclusões. No período, serão realizadas três audiências públicas: uma no centro-oeste, outra no sul-sudeste e ainda no nordeste, para abrir o diálogo com a comunidade: professores, profissionais, pesquisadores e estudantes. É importante ouvir o que dizem sobre as Relações Públicas e a Comunicação Organizacional. Depois de ouvir e montar um diagnóstico, será redigido um relatório propositivo, com sugestões para mudança. Para ser acatado pelo MEC, esse relatório ainda deve passar por instâncias superiores ­ o Conselho Nacional de Educação. (Fonte: site da USP)

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Os quatro Is da comunicação digital

 

Não pretendo ser nenhum teórico dizendo que os 4 Ps (price, policy, product, promotion) do marketing acabaram ou que hoje estamos na era dos 5 Ps ­ afinal, Kotler não incluiu o P de público-alvo em sua teoria. O objetivo aqui é apenas dividir um conceito que tem me ajudado na construção dos meus processos de planejamento estratégico digital. Compartilhar uma ideia é o pilar básico das redes sociais. Nos meus processos de planejamento, tenho como primeiro passo construir uma “espinha dorsal” para depois nela incluir o conteúdo. Ou seja, monto uma espécie de índice com itens como objetivo, mercado, público-alvo, estratégias, táticas, mensuração, plano de ação, régua do planejamento, investimento e análise de ROI ­ basicamente esses pilares. E depois começo a destrinchar cada um delas.

Fora isso há outros processos que nós, planners, devemos ter: como pensar a pesquisa; como avaliar o mercado; como traçar uma estratégia; como entender as novas tendências, Enfim, o planejamento final passa, também, por uma série de metodologias, processos e análises que juntas montam um planejamento.

E não existe um único modelo ­ cada planner tem a sua maneira de agir, pensar e como executar o que pensou. Alguns planos podem dar mais certo que outros, claro, e dar certo quer dizer trazer mais resultados ao negócio do cliente. Mas para que o plano dar certo, além de uma boa estratégia é preciso dedicação e mensuração “minuto-a-minuto” (ok, nem tanto ao pé da letra, mas ficar em cima é essencial).

A minha modesta teoria dos 4 Is se resume a: Identificar, Ideia, Intenção e Investimento. Essa metodologia pode ser usada em vários momentos. Cada um tem a sua percepção; eu particularmente a uso no início do processo e vou mostrar o porquê:

Identificar - Olhar o que está acontecendo e pensar em algo diferente, relevante e inovador. Sei que nem sempre isso é possível, como também sei que em muitos casos uma simples ação pode resolver o problema do cliente, mas é preciso que nós, planners, estejamos atentos diariamente para identificar oportunidades relevantes às nossas marcas e consumidores que sejam impactantes. Em muitos casos, uma nota no rodapé de uma revista de credibilidade pode render dar um insight altamente interessante.

Ideia - O insight veio, mas como transformá-lo em algo tangível que possa ser apresentado ao cliente? Insights nem sempre, aliás quase nunca, são ideias prontas. Precisam ser desenvolvidos com calma ­ analisando todos os lados, olhando o que essa ideia trará de relevante à comunicação, se será impactante ao consumidor e se vai gerar negócios para o nosso cliente. Em muitos casos, uma mega ideia fica inviável de ser feita enquanto uma ação de e-mail marketing segmentado é mais simples, ágil e eficaz. É preciso analisar caso a caso para tomar uma decisão estratégica.

Intenção - O cliente (da agência) tem a intenção de fazer algo baseado na ideia identificada? É hora e momento? O consumidor (do nosso cliente) está preparado para ser impactado por uma comunicação baseada naquela ideia? Um aplicativo para iPhone, por exemplo, pode ser uma moda ou altamente relevante para a marca de forma a gerar mais vendas. Muitas marcas têm em seu DNA a inovação, mas nem todas tem no seu dia-a-dia esse conceito. As marcas são geridas por pessoas, que decidem se querem ou não arriscar em alguma coisa, sempre entendendo que se der certo receberão “parabéns” e se der errado estão “na rua”. O mundo corporativo não é fácil.

Investimento - Identificada a oportunidade. A ideia é uma grande sacada que agradou a todos (agência, cliente, potencias consumidores). A marca tem a intenção de realizar uma ação alinhada com o que a agência propôs. Mundo ideal. Mas há verba? Vivemos em um mercado onde a TV detém 70% da verba publicitária no Brasil, deixando os outros 30% para brigar com rádio, jornal, revista, outdoor, cinema, guias. A internet ainda é uma mídia nova, logo, fica com uma “sobra” (3,8% do volume gasto em propaganda vai para a web). Será que a marca tem verba destinada para a web, para aquela ação? Convencer o cliente a fazer uma ação na web nem sempre é fácil. Por um lado nós agências temos que ser inovadores, entender tendências, movimentos, comportamentos; por outro os gestores de marca têm que avaliar se vale mais a pena fazer aquele hotsite com ações no Twitter, Orkurt, Facebook, YouTube e links patrocinados ou se um banner na home do UOL não vai gerar mais resultados. Em alguns casos, gera. Entender o potencial de intenção e investimento do cliente é evitar uma palavra altamente desmotivante: a frustração é péssima para o ambiente de qualquer empresa, ainda mais para uma agência que tem que ser alegre, comunicativa, com troca de informações entre as pessoas.

A ideia neste artigo não é matar os 4Ps do marketing como já vi muita gente tentando; é apenas ter uma metodologia para entender se o nosso trabalho de planejamento vai ser em vão ou não. É uma forma que pode, repito, pode, nos ajudar a não planejar “à toa” para chegar no cliente e ele dizer: “Muito legal, mas não tenho verba” ou “esse não é o momento que a empresa vive”.

Continuemos a ser pró-ativos como agências, claro, mas vamos tentar acertar mais sendo pró-ativos entendendo o momento dos nossos clientes e o quão aberto eles estão para boas ideias. O Brasil é um dos países mais criativos do mundo e na propaganda não poderia deixar de ser uma das potenciais mundiais. Temos que aproveitar e valorizar essa nosso lado.

A teoria dos 4 Is pode ajudar, mas você pode ter a sua própria metodologia e até mais precisa que essa. Vai da percepção de cada um. (Texto de Felipe Morais, gerente de planejamento estratégico digital, publicado no WebInsider)

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O chat como ferramenta de vendas

 

De acordo com a Forrester Research, ao longo do ano passado, quase um em cada cinco consumidores online dos Estados Unidos usou o chat como um serviço ao cliente. Enquanto o chat funciona como um poderoso canal que oferece serviços online aos clientes, as empresas estão descobrindo que ele pode atuar também como uma boa ferramenta de vendas, com taxa de conversão e valor médio de vendas crescentes quando inseridos no processo de compra.

A Nationwide Mutual Insurance, por exemplo, relatou a captura de 30% a 40% dos clientes que foram, anteriormente, abandonados. Isso ocorreu após a implementação de um chat pró-ativo. Dun & Bradstreet, por sua vez, citou um aumento de 11% de crescimento no valor de vendas médio apenas três meses após implantar o chat LivePerson.

Kelly Ford, diretor de marketing da LivePerson, diz que o foco da implementação do chat mudou dentro das empresas. A princípio, ele era usado como um serviço, agora está cada vez mais inserido no processo de vendas online, tendo em vista que as empresas estão obtendo, em média, um aumento de 20% em vendas via web. "O chat fez com que a equipe de vendas se tornasse três ou quatro vezes mais produtiva do que o telemarketing", diz Ford. Damien Acheson, gerente de marketing de produto da LiveHelp na ATG, concorda com Ford, dizendo que o alinhamento entre marketing, vendas e serviços têm se tornado cada vez mais claro. Além disso, também vem observando que o chat tem sido utilizado com mais freqüência pelas equipes de vendas. Muitas vezes, executivos de serviços ao cliente estão colaborando com os heads de vendas e marketing na escolha das ferramentas de chat.

Segundo a Forrester, o apelo do chat pró-ativo é crescente por parte das médias e grandes empresas em função do aumento do volume médio de vendas, e também pelos consumidores se depararem cada vez mais com esse tipo de interação. No lado empresarial, a Omni Hotels, por exemplo, lançou há 18 meses o chat LivePerson, com cerca de 30 agentes sendo que 10 deles eram designados somente para o chat. Foi implantado em diversas áreas da empresa incluindo o site de viagens para lazer. Estes agentes ajudavam os visitantes com pacotes de férias e ofereciam ajuda quando eles apresentavam sinais de frustração. Por exemplo, o sistema automaticamente iniciava um chat caso um prospect se deparasse com uma oferta especial e gastasse mais de um minuto e meio naquela seção.

Em abril, a empresa implantou o chat na seção de reuniões e eventos do site, uma estratégia única no setor de viagens. O objetivo era fornecer comunicação adicional e apoio à reunião e aos organizadores dos eventos como uma forma de aumentar a conversão de RFP (pedido por proposta). A equipe de três agentes recebeu treinamento sobre técnicas e conhecimento de eventos ao longo do ano, respondendo a perguntas sobre temas que vão desde acomodações de sala até serviços referentes à alimentação (Catering). Desde a implantação do chat no espaço de eventos, a Omni teve um aumento de 50% em RFPs, convertendo mais da metade em prospects de negócio para o hotel. "Do lado de eventos o processo de decisão, normalmente, requer um longo prazo", diz Kerry Kennedy, vice presidente de e-commerce da Omni Hotels . "O objetivo é certificar-se que os visitantes tenham todas as informações que eles precisam, além disso, que estejam cientes de promoções e que também tenham um conhecimento profundo do hotel."

A iniciativa do chat, tanto na área de lazer quanto na área de negócios, produziu um aumento de 18% em conversões online para Omni. Como resultado, Kennedy diz que a rede de hotéis está estudando a possibilidade de utilizar o chat em celulares e opções de click-to-talk (clique para falar). O chat, nem sempre, precisa ter um agente ao vivo para ser eficaz. Kegel Harley-Davidson/Buell, o mais antigo distribuidor de motocicletas Harley Davidson dos Estados Unidos, implantou em março um agente digital de FAQ (Frequently Asked Questions) através da Inteliwise chamado Vicki. Vestindo roupas de motociclista, Vicki responde às questões dos consumidores sobre a compra de uma motocicleta e pede para que os prospects forneçam seus nomes e números de telefone.

Bob Smedley, head de TI, diz que a Kegel Harley-Davidson/Buell espera que Vicki seja responsável, no mínimo, por uma venda ao mês. "O chat começa a primeira etapa do ciclo de compra", diz Smedley. "Acho que ao longo do tempo será um bom investimento." Não esqueça do treinamento - Usar o chat para ações de vendas requer um conjunto diferente de competências em termos de comunicação escrita e expertise técnico. Ford da LivePerson diz que questões operacionais são o principal desafio entre as empresas que buscam implantar o chat. "As empresas podem otimizar o programa, as regras e a produtividade dos agentes, mas no final, muito do sucesso depende do agente," diz Ford. "Você precisa de alguém que esteja trabalhando online, que tenha a etiqueta da Internet e esteja habituado a escrever de certa maneira." Acheson da ATG concorda, dizendo que a implementação do chat muitas vezes falham porque os agentes não foram devidamente treinados. "Certifique-se em adotar a estratégia correta desde o início", diz ele. "Se fizer isso por acaso, você não verá os resultados." (Texto de Mila D'Antonio, gerente editorial do 1to1 Magazine e Customer Strategist Journal, publicado no site 1to1)

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Prêmio internacional

Os trabalhos de relações públicas desenvolvidos pela Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal e pela Petrobras conquistaram o prêmio 2010 Golden World Awards da International Public Relations Association (IPRA). A seleção dos 26 ganhadores em 30 categorias feita pelo IPRA ocorreu a partir de análise de 352 inscrições de 42 países. Trabalho de divulgação das propostas defendidas pelo governo na 15ª Conferência das Partes da Convenção do Clima (COP 15), realizada em Copenhague, Dinamarca, deu à área internacional da Secom o prêmio na categoria Relações com a Mídia. A Secom contou com o apoio da CDN (Companhia de Notícias) para a interface com a mídia nacional e internacional. Foi criado um hotsite com as informações sobre a posição brasileira defendida na conferência de Copenhague. O blog criado pela Petrobras também foi premiado. A página foi criada para a defesa da empresa no período em que se articulou, no Congresso Nacional, uma comissão parlamentar de inquérito (CPI). A cerimônia de premiação está prevista para acontecer em 5 e novembro, em Istambul/Turquia.

 

Comunicação e Cultura

O IV Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Cultura será realizado na Universidade de Sorocaba (UNISO), em Sorocaba/SP, de 27 a 29 de outubro de 2010. Em sua quarta edição, o Encontro pretende reunir mestres e doutores, mestrandos e doutorandos para que possam apresentar e discutir as pesquisas e reflexões que têm desenvolvido na área da comunicação e da cultura. O objetivo é o debate e o incentivo nacional à pesquisa fundada na comunicação de massa, em seus atributos estéticos e em sua inserção no âmbito da cultura midiática. Em suas edições anteriores, o evento caracterizou-se como Congresso Regional de Mídia, Comunicação e Cultura. Tal foi o interesse de pesquisadores e estudantes das áreas específicas da Mídia, das Comunicações e da Cultura, que em 2010 o Encontro será reeditado. Isso demonstra a urgência na preservação do debate sobre temas de interesse geral e o papel transformador das universidades comunitárias em seu compromisso social. Mais informações estão disponíveis em no endereço www.uniso.br/hs/encontrocomunicacao.

 

Comunicação Interna

O IQPC organiza em São Paulo/SP, nos dias 24 a 26 de agosto de 2010, a Conferência Comunicação Interna, onde serão apresentados cases avançados de empresas que desenvolvem estratégias de comunicação transparentes e alinhadas as expectativas da organização e colaboradores. Foram convidadas empresas como AES Brasil, Ericsson, Banco do Brasil, WEG, Holcim para compartilhar experiências na área. Além disso, haverá 3 workshops, 16 novos casos práticos e 3 painéis de debate. Indicações do Portal Mundo RP têm 10% de desconto (mencione o código 16726004MRP ao fazer sua inscrição). Para mais informações, consulte a Central de Atendimento pelo fone 11-3164-5601 e e-mail atendimento@iqpc.com. Ou então visite www.comunicacaointernabrasil.com.

 

Marketing Digital Eleitoral

Após a edição realizada na capital paulista, a ESPM promoverá em Brasília, nos dias 8/7 e 9/7, a II Jornada de Marketing Digital Eleitoral. O objetivo é apresentar dicas de como lidar com a incontestável força da web em ano de eleições. O programa visa ainda preparar os participantes para alcançar resultados eficazes por meio da escolha da estratégia mais adequada para aproximar candidatos e eleitores. Por meio de apresentação de casos, serão discutidas estratégias de alinhamento das mídias tradicionais com a web, de forma complementar e entrosada. As aulas serão promovidas das 8h às 21h30, no primeiro dia, e das 8h às 17h30 na segunda etapa. As inscrições são limitadas e podem ser feitas pelo endereço www.espm.br/jornada. Outras informações pelo 11- 5085.4600. (Fonte: Jornal da Comunicação Corporativa).

 

Acesso à informação

Os resultados da pesquisa quantitativa, "Hábitos de Informação e Formação de Opinião da População Brasileira" encomendada pela Secom estão disponíveis na internet. Foram 12 mil entrevistas em 639 cidades para saber como o brasileiro consome a informação e de que forma elabora a opinião sobre as grandes questões nacionais. A pesquisa subsidiará os esforços de comunicação dos programas e políticas públicas de governo. Sua disponibilização na internet também ajuda estudantes, pesquisadores, comunicadores e todos os interessados em entender como se dá o processo de informação da sociedade brasileira. Veja relatório em clicando aqui (PDF).

 

Pesquisadores de Publicidade

O I PRÓ-PESQ PP - Encontro Nacional dos Pesquisadores em Publicidade Propaganda acontece na Escola de Comunicações e Arte da USP entre 26 e 27 de agosto de 2010. O evento é uma das atividades de celebração dos 40 anos de criação do Curso de Publicidade e Propaganda da USP. A ideia é pensar os rumos desta atividade no mundo contemporâneo, bem como discutir o papel do pesquisador formado em publicidade e propaganda, a formação docente na área e vislumbra a criação da Associação Brasileira de Pesquisadores em Publicidade e Propaganda. Haverá espaços para apresentações de trabalhos de pesquisa e reflexões divididos em cinco GTs. Mais Informações: www.eca.usp.br/propesq ou no e-mail eneustrindade@usp.br.

 

Auditoria de Comunicação

A Comtexto promove, a partir do dia 12 de julho de 2010, o curso inédito a distância de Auditoria de Imagem das organizações. Trata-se, como os demais cursos da consultoria, de um curso livre, de atualização profissional, individual, totalmente on line e que, para os matriculados em julho, com preço especial de 120 reais. A orientação de todo o processo é do jornalista e professor Wilson Bueno. Cada aluno pode fazer o seu ritmo e, mesmo iniciando em julho, pode acabar quando quiser. Mais dados podem ser obtidos no Portal dos cursos a distância. Na programação deste lançamento estão temas como Imagem, reputação e identidade corporativa: conceitos básicos; A construção da imagem e da reputação; Mídia, imagem e reputação; Planejamento para formação e consolidação da imagem e da reputação; Auditoria de imagem: conceitos básicos; A imagem das organizações e de seus concorrentes na mídia; Criando indicadores para o processo de auditoria de imagem; A imagem das organizações nas redes sociais; Avaliando a imagem das organizações junto aos stakeholders e Os equívocos comuns dos processos de Auditoria de Imagem. Se quiser conversar com o professor, escreva wilson@comtexto.com.br .

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas Daniela Valverde, graduada pela Universidade Federal do Paraná, depois de temporada em São Paulo, está em empresa ligada à Coca-Cola em Curitiba/PR. Contatos pelo danival1@hotmail.com


>Carolina Soares, relações públicas pela Universidade Metodista de São Paulo e diretora de Cursos da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, ingressou no Mestrado em Ciências da Comunicação da USP. Seu tema aborda a interface de branding e relações públicas. Contatos pelo carolina@aberje.com.br

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pessoas precisam de comunicação, não de propaganda

 

No final do século XIX, as pessoas precisavam comprar máquina de costura, um utensílio muito necessário nas vidas de nossas “avós”. Esses produtos não necessitavam de propaganda para serem vendidos, pois atendiam necessidades básicas das famílias e o que era produzido era vendido. Nessa mesma época surgiu um elixir “cura tudo” chamado Coca-Cola, em Atlanta, Estados Unidos. Os gestores logo perceberam que vendiam algo a mais do que um simples produto. Vendiam uma imagem. As pessoas pediram para que eles parassem de posicionar a marca como um remédio, pois queriam consumir a bebida mesmo não estando doentes. Queriam que esse produto fizesse parte do seu dia a dia.

Surgiu então a ideia do “delicioso e refrescante”. Para comunicar esse estilo de vida, dirigido aos jovens modernos, a empresa começou a direcionar 25% de seus lucros para a divulgação da sua marca. Nascia, assim, a comunicação como conhecemos no século XX, com grandes campanhas na TV, no rádio e em revistas - a mídia de massa em que as empresas divulgam a mensagem para os consumidores em sentido único, sem ser uma via de duas mãos.

Mas, no século XXI, o ambiente mercadológico mudou e as empresas precisam se atualizar. Temos uma maior complexidade das relações comerciais; abundância de ofertas e concorrentes; mídias cada vez mais fragmentadas e, principalmente, um novo olhar dos consumidores sobre as marcas. As pessoas estão procurando por marcas que compartilhem os mesmos valores. Escolhemos os produtos que vamos usar, como se estivéssemos escolhendo os amigos com quem gostamos de dividir nossos melhores momentos. E nós gostamos de conversar com nossos amigos, expor nossos pontos de vista e sermos ouvidos.

A tradicional mídia de massa passa a ser chamada de propaganda de interrupção: interrompe nossos programas de TV, nossas músicas no rádio, nossos artigos nas revistas etc. Podemos afirmar que essa propaganda tradicional está jurada de morte, pois as pessoas não gostam e não aceitam conversas de mão única e a própria indústria publicitária que não se atualizou, repete fórmulas do passado, que levam ao descrédito dessas ferramentas.

As principais consequências desse movimento é que a mídia tradicional, que trabalha na mão única, perde espaço para a web, onde a comunicação é mais parecida com uma boa conversa ente amigos, do que um discurso de vendas. As pessoas estão ouvindo mais seus amigos, retornando a uma cultura de boca a boca que existia antes da comunicação de massa. O melhor vendedor de um produto/marca é o nosso amigo ou pessoas em quem confiamos. O consumidor passa a ser o veículo de mídia e não apenas um observador dela.

A reação da indústria é ser mais “intrusa”, o primeiro passo para desacreditar ainda mais a propaganda. Fruto desta intromissão é o crescimento do Product Placement (o merchandising no Brasil): editoriais, conteúdo dos programas de TV, filmes, eventos. E quando se une o conteúdo com a propaganda gera-se mais um passo para desacreditar na propaganda. Reação do consumidor: maior afastamento em função da interferência comercial no conteúdo do seu entretenimento. Mais interrupção, mas apenas disfarçada.

Os profissionais de marketing criados nos antigos modelos se sentem inseguros para trabalhar as novas mídias: redes sociais, blogs e microblogs, marketing viral (o boca a boca turbinado por esteróides que é a internet). Não é necessário ter medo, pois independente de se utilizar a mídia tradicional ou as novas mídias, as marcas precisam manter um foco fundamental: estabelecer relações verdadeiras com os consumidores. Não existe mais espaço para as falsas promessas feitas para vender o produto a qualquer custo. Muitas empresas cometem erros ao subestimar a inteligência dos consumidores, evitando o diálogo que eles tanto querem. Este é um caminho sem volta para as empresas que querem construir marcas fortes através da comunicação. Afinal, as pessoas precisam de comunicação, não de propaganda. (Texto de Júlio Moreira, professor de Branding e Gestão de Produtos e Marcas, nos cursos de Pós-Graduação da ESPM e Sócio Diretor da Top Brands Consultoria e Gestão de Marcas, publicado no site HSM)

 

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Frase do Mês


"Olhar é abrir o olho, ver é abrir a alma ..."

por José Ernesto Bologna

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Agência de RP da Unesp realiza Desafio Hora Extra

A RPjr Empresa Júnior de Relações Públicas da Unesp Bauru sentindo a necessidade de aproximar os alunos do mercado de trabalho, realizará durante o segundo semestre de 2010 o Desafio Hora Extra. A competição pretende proporcionar aos estudantes um contato com a vida profissional por meio de situações reais como forma de desafiá-los e prepará-los para a realidade mercadológica, além de permitir que coloquem em prática o que foi aprendido em sala de aula.

O Desafio Hora Extra será dividido em três fases abrangendo a identificação das ações de uma Agência de Comunicação, o diagnóstico da área comunicacional da empresa designada e a elaboração de um plano de ação que aborde os pontos analisados. As fases não serão eliminatórias e serão julgadas por uma banca examinadora formada por profissionais renomados no mercado das Agências de Comunicação.

O resultado final será divulgado no dia 2 de dezembro (Dia do Profissional de Relações Públicas) e o prêmio para a equipe vencedora será uma viagem de 8 dias para Porto Seguro/BA, além de premiações para as equipes que ficarem com as 2ª e 3ª colocações.

As equipes deverão ser formadas por cinco universitários, não podendo pertencer todos ao mesmo período ou ano de curso. A única exigência para a formação de uma equipe é que esta deve conter, ao menos, um aluno de Relações Públicas de qualquer instituição regulamentada pelo MEC. Para maiores informações acesse www.desafiohoraextra.com.br ou ainda no 14-3103-6165 e contato@desafiohoraextra.com.br .

 

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Veja as novidades do Observatório de Tendências

 

A Ipsos acaba de lançar a 5ª onda do Observatório de Tendências, um estudo realizado desde 2004, que identifica e analisa movimentos e fenômenos observados em nível macroeconômico, político e social e seus reflexos no consumo, no comportamento, nas manifestações culturais, na arquitetura, na propaganda, etc. Entender as dimensões dessas tendências se torna primordial para que as decisões do mercado sejam mais eficazes.

A intensidade e a volatilidade da sociedade contemporânea e seus imperativos de todas as ordens ­ digital, humano, natural - provocam o repensar de conceitos arraigados e que durante anos sustentaram a reflexão e a ação mercadológica. O conceito de target, por exemplo, tão importante para o marketing e para a pesquisa de mercado, já não se basta como parâmetro. Caso ainda seja possível definirmos target, certamente ele está móvel e não mais estático, “pronto para ser atingido”.

Para entender o contexto de uma época veloz, difusa, multifocal e ambígua, surge a quinta onda do Observatório de Tendências Ipsos, que tem o objetivo de detectar e entender as aspirações humanas da sociedade pós-moderna e como essas motivações e desejos se refletem nos rituais de consumo. Com uma metodologia multi e interdisciplinar, o Observatório tem a capacidade de pôr em evidência os valores humanos e suas manifestações sempre com uma abordagem que integra o local, o regional e o global.

Conheça as 7 tendências:

1. Go Bubbles
Tudo ao mesmo tempo e agora: a ideia quase mágica tornou-se uma condição para quem quisesse pertencer ao mundo globalizado. A ausência de limites tinha sua contraposição: se, por um lado, o indivíduo dispunha da possibilidade de acesso praticamente irrestrito às informações e contatos, por outro ele também tinha que estar disponível e atento a tudo para poder acompanhar esse novo ritmo. Logo os efeitos colaterais começaram a ser percebidos. A percepção de excesso, a sensação de sobrecarga dava sinais desde as primeiras ondas do Observatório. Hoje não há mais ambivalência: “o mundo é assim”. Ninguém mais se pergunta se é bom ou ruim ter internet, ter acesso à tecnologia... São as consequências do convívio com a primeira geração de nativos digitais! Como a globalização e a vida sem fronteiras de fato não se alcançou, o mood agora é considerar o mundo, mas não é necessário estar lá... O tempo agorista ainda é um valor. Mas a aldeia global adquiriu dimensões mais modestas, ainda que múltiplas. Estar “conectado” não significa, necessariamente, estar ligado em tudo que acontece no mundo o tempo todo. Filtrar, selecionar e bloquear informações possibilitou limites. Conexão, interatividade, multiplicidade estão mais voltadas aos microcosmos, e são assim melhor administradas. Estas são as principais marcas da Tendência Go Bubbles “conexão no microcosmos”.

2. HiperSense
O desejo pela intensidade, surpreender e ser surpreendido, arriscar-se, ousar, sair do lugar comum, fazer algo diferente ­ peculiaridades tipicamente humanas ­ foram aguçadas pelos efeitos de massificação e da pouca diferenciação da era global. Desde as primeiras ondas deste Observatório foram observadas diferentes formas de buscar uma emoção mais intensa: do desafio físico, que fazia subir a adrenalina nos esportes radicais, passando pelo exibicionismo, pelo voyeurismo até a invasão do fetichismo. Essas manifestações continuam, mas surgiram formas mais elaboradas de se fazer notar e de sentir. Muitas vezes associadas a mensagens edificantes: minar preconceitos, atenuar tabus, manifestar uma ideia... A ênfase agora está em despertar os sentidos de maneira inusitada, ilusionar, misturar, sobrepor os sentidos. Estas são as marcas da Tendência HiperSense “maximização dos sentidos”.

3. Venus Fever
A discussão sobre os papeis sociais tradicionais do homem e da mulher já não ocupa mais um papel relevante. Nota-se que a questão saiu do debate público e está mais evidente no âmbito privativo ­ cada um se acerta com seus pares. Nas ondas anteriores, a mulher estava mais presa aos poderes que conquistou, enquanto o homem aparecia mais perdido, sem um papel muito definido. Estavam todos carentes de modelos. Neste momento fica evidente que há certa parceria e flexibilidade. Um caminho sem volta. A mulher não será mais a antiga “Amélia” e não se sente mais tão ameaçada pela perda de suas conquistas. Pode transitar

mais naturalmente entre possibilidades: ora ocupando uma posição de maior liderança, ora compartilhando, e ora sentindo-se frágil e pedindo proteção ou até mesmo servindo ao marido e filhos. Da mesma forma, o homem é também mais livre para circular: mais sensível, vulnerável, parceiro, também pode ser mais viril, rústico... Hoje, é a idéia de “compor” que está no centro das atenções. O caricato, em qualquer sentido que seja, não tem mais espaço. Estas são características da tendência Venus Fever “He, she, it: a composição como possibilidade”.

4. Living Well
Bem estar é o foco da tendência Living Well. Na onda anterior já observávamos a diminuição das cobranças e estávamos mais livres das exigências sociais o que deu o tom do “bem estar possível”, com forte conexão extra-corpus. Hoje identificamos duas vertentes a partir de um conflito: Finitude ou Longevidade? “Tem que ser hoje, porque pode acabar amanhã. E tem que ser todo dia, porque pode durar 90 anos”. Diante dessa dicotomia evidenciamos por um lado forte valorização do momento presente. Cuidar de si é mais possível do que cuidar do planeta ou dos problemas de ordem mundial. Por outro lado, evidencia-se maior preocupação com o futuro, com manifestações de generosidade, de dedicação aos outros, de ajudar, contribuir... Afinal vamos viver muito... A linguagem edulcorada e a generosidade são algumas das marcas da Tendência Living Well “bem estar necessário”.

5. ID Quest
Nas ondas anteriores do Observatório, a tendência ID Quest revelava uma maior valorização da memória afetiva, dos registros pessoais e da busca por proteção nas redes de segurança tradicionais. Na atualidade ID Quest tem importante destaque: buscar as raízes para saber quem eu sou ­ e eu sou um mosaico. Amigos pessoais são mais valorizados, mesmo que o contato com eles seja mais virtual do que físico. Momento de crise financeira também intensifica a necessidade de contatos mais sólidos e verdadeiros do que a ampla gama de desconhecidos. Sente-se também certo remorso, culpa por ter se distanciado durante certo tempo dos laços afetivos mais reais. São evidentes manifestações claras de busca afetiva, como design de época, objetos do passado, colecionismo em alta, remakes de filmes e peças de sucesso, renascimento das mascotes de marca e criação de novas, valorização das histórias de vida, os pets e a sedução pela eternidade. Tudo em busca de uma relação mais emocional e mais afetiva como possibilidade de constituição da própria identidade, ainda que esta identidade se constitua na composição. É preciso respeitar o mosaico de si mesmo, privilegiar cada pedacinho de si. Essas são algumas das características da Tendência ID Quest “patchwork identitário”.

6. My Way
A tendência My Way apresentava-se em ascensão na onda anterior: a indústria a serviço da customização com possibilidades cada vez mais fáceis e acessíveis de se diferenciar; a indústria favorecendo a customização. Agora o foco passou a ser no indivíduo e em tudo que lhe agrada e singulariza. Não queremos apenas personalizar: somos autores-atores prontos para performar. Agora as manifestações de individualidade estão também expressas na relação com o outro, na co-autoria, nos processos de co-criation, na colaboração. O exercício da criatividade está na capacidade de transitar por vários estilos, atitudes e comportamentos. Ser único e ser múltiplo é o tom de My Way “protagonismo e criatividade”.

7. Know Your Rights
É a mais atual das tendências. Vem crescendo em cada onda do Observatório. Alicerçada no paradigma contemporâneo “consumir é existir”, com ramificações para o consumo crítico, ético e sofisticado, esta tendência agora dá sinais de fusão entre os eixos “crítico” e “ético”: repudia-se tanto o excesso do capitalismo e das grandes corporações quanto a forma de produção, e também não basta aderir a produtos éticos se o consumo for excessivo. Ética e estética aglutinam-se: “é feio jogar papel no chão”. Festa do consumo responsável, dia sem compras, loja gratuita, são exemplos claros dessas misturas. As manifestações de insatisfação, repúdio e até vingança contra organizações e marcas proliferam-se na rede. Na vertente da sofisticação do consumo, notamos sinais do surgimento de novos significados para luxo: momento de maior moderação e controle, maior atenção ao que se mostra, ideia de excessos pode comprometer imagem pessoal. Marcas de luxo voltam-se para o core business em busca de segurança e manutenção das vendas. Estas são algumas das evidências de Know Your Rights “Consumidores complexos e críticos”. Fonte: site da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa/ABEP)

 

 

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Quem está na frente em RP?

É comum o uso de mecanismos de busca para encontrar conteúdos na internet, como o Google, o Yahoo e o Bing. Os resultados apresentados ao termo proposto pelo internauta estão classificados em duas ordens: orgânicos e patrocinados. Uma busca orgânica é o processo que faz com que os usuários da internet possam realizar pesquisas na rede através das listagens dos motores de busca, ao contrário do que ocorre com listagens de resultados onde pode constar publicidade paga e anúncios exibidos entre os resultados de procura. Listas de resultados de busca orgânicas são baseadas na relevância de uma palavra-chave em uma página de um website, e também na visitação do canal sugerido. Os resultados orgânicos são vistos com mais assiduidade, sendo que pesquisas indicam que usuários de mecanismos de busca tendem a acessar os primeiros 10 hiperlinks de resultados, dificilmente dirigindo-se à segunda página de sugestões.

Você já teve curiosidade de pesquisar o termo "relações públicas" no Google? Abaixo você tem os cinco primeiros colocados em popularidade e relevância (indicação de terceiros) - este resultado pode ser alterado em tempos distintos. Historicamente, o portal Mundo das Relações Públicas transita entre os cinco primeiros desde sua criação em 1997. Veja e analise em quem acreditar quando ver posicionamentos do tipo "o maior do planeta"...:

Relações públicas - Wikipédia, a enciclopédia livre
- pt.wikipedia.org/wiki/Relações_públicas

Relações públicas - Guia do Estudante
- http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/comunicacao-informacao/profissoes_280079.shtml

Relações públicas - Sindicato de Profissionais de RP de São Paulo
- http://www.sinprorp.org.br/Relacoes_Publicas/relacoes.htm

Portal Mundo das Relações Públicas - www.mundorp.com.br

Relações Públicas ­ Diálogo sobre Relações Públicas e Estratégia - Blog Bruno Amaral (Portugal) - www.brunoamaral.com

 

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Você está recebendo esta mensagem por fazer parte do "Mundo das Relações Públicas", voltado à divulgação e à conscientização da importância deste segmento de comunicação no sucesso das organizações. O Boletim tem circulação mensal e gratuita, sob responsabilidade do RP Rodrigo Cogo (Conrerp SP/PR 3674) e com colaborações diversas de interessados.
Para ver o boletim na web, vá em www.mundorp.com.br/rpemacao/jul10. Para sair do cadastro clique aqui.