Boletim nº 193/09 - Ano XIII
Julho 2009

Novos Cadastrados

Neste ultimo mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Juliana Souza (Rio de Janeiro/RJ), Deborah Roque (São Paulo/SP), Tiago Jerônimo (Brasília/DF), Lisiane Rodrigues (Cachoeirinha/RS), Mariana Zanon (São Bernardo do Campo/SP), Márcia de Campos (Laranjal Paulista/SP), Mariana Geocze (São Paulo/SP), Úrsula Araújo (Porto Alegre/RS), Gláucio Santoro (Rio de Janeiro/RJ), Scheila Kick (Panambi/RS) e Renata Aguiar (Vitória da Conquista/BA).

Também os relações públicas Lucia de Sousa (Madrid/Espanha), Tatiane Faria (Contagem/MG), Daniela de Faria (Governador Valadares/MG), Karina Agra (Porto Alegre/RS), Regiane Lamego (São Paulo/SP), Fernanda Costa (Belo Horizonte/MG), Gisele Brasil (Porto Alegre/RS), Karina Santos (São Paulo/SP), Ana Carolina Alves (Belo Horizonte/MG), Elaine Batista (São Paulo/SP), Ana Cecília Prado (Bauru/SP) e Daniel de Sena (São Paulo/SP).

E ainda o assistente de Marketing Rodrigo Villaboim (São Paulo/SP), o produtor artístico Marcos Roberto dos Santos (São Paulo/SP), a administradora Maria Bueno (São Bernardo do Campo/SP), a jornalista Simone Gehrke (Joinville/SC), a estudante de Publicidade Rosemeri Nunes (Rio de Janeiro/RJ) e a secretária Maura de Mello (Porto Alegre/RS).


 

Capital Social

A sociedade moderna pode estar mais individualizada, mas as possibilidades de comunicação continuam crescendo, estreitando os laços de confiança entre as pessoas e atualizando o conceito de capital social. Tema ainda pouco explorado no Brasil, o capital social pode ser definido como conjunto de redes de comunicação em que circulam as informações que facilitam a articulação das ações coletivas. No livro Capital social e comunicação ­ Interfaces e articulações (Summus Editorial), a professora e pesquisadora Heloiza Matos faz uma análise pioneira dessa questão. Mediante extensa revisão bibliográfica, ela discute a origem do capital social, seus desdobramentos e seu papel no engajamento cívico e na transformação de comunidades e instituições.

A obra aborda exatamente o entendimento do cidadão no universo político. O que une (ou separa) os indivíduos nesse universo é exatamente a comunicação, por meio da interação e da reciprocidade nas redes sociais. Por isso, a autora explora as dinâmicas responsáveis pela articulação entre os meios de comunicação, a prática comunicativa dos cidadãos e a construção de vínculos e redes de sociabilidade. O livro traz um conjunto de preocupações vitais não apenas para a atividade da comunicação social, mas também para o futuro da sociedade em todo o mundo. Dividido em seis capítulos, o livro aborda, sob diferentes ângulos, a diversidade de articulações que podem ser estabelecidas entre o campo da comunicação e a recente investigação sobre o conceito de capital social. A autora elabora uma cuidadosa pesquisa sobre as origens do conceito de capital social, bem como suas principais dimensões e seus usos atuais, analisando detalhadamente o impacto das tecnologias da informação e da comunicação na participação cívica de indivíduos e grupos nas comunidades.

Autora - Heloiza Matos é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É mestre e doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), onde foi docente e pesquisadora até 2002. Em dois períodos (1995 e 2007), realizou pós-doutorado no Groupe de Recherche sur les Enjeux de la Communication (Gresec), em Grenoble (França). Na primeira fase, desenvolveu um estudo comparativo sobre o processo eleitoral no Brasil e na França e, recentemente, uma pesquisa sobre comunicação política, capital social e tecnologias de informação e comunicação. Atualmente, é docente do programa de mestrado da Faculdade Cásper Líbero na linha de pesquisa “Processos midiáticos, tecnologia e mercado”. É organizadora do livro "Mídia, eleições e democracia" pela Scritta.



 

Planejamento Digital

Há muito tempo a Internet deixou de ser a mídia do futuro, para ser a mídia do presente! A cada dia, milhares de pessoas estão acessando a web e se apaixonando de tal forma que não conseguem mais sair dela; sendo assim, o número de usuários tem crescido rapidamente e em grande escala. Sites de relacionamento como Facebook, possuem mais de 200 milhões de usuários no mundo; apenas como comparativo, se o Facebook fosse um país, ele seria o 5º maior país do mundo, ficando a frente do Brasil! O número de usuários do MSN apenas no Brasil é quase o mesmo da população do estado de São Paulo. Diariamente são feitas 31 bilhões de buscas no Google em todo o planeta!

Essas informações e números fizeram com que os anunciantes abrissem mais os olhos para a web, afinal, trata-se de um meio onde há milhares de pessoas e com alto poder de compra. Mas não basta entrar na web, é preciso saber como! O livro Planejamento Estratégico Digital, editado pela Brasport e escrito por Felipe Martins, é o primeiro no Brasil a falar de um assunto tão importante e altamente relevante para o sucesso das marcas: defende a importância do planejamento como forma de entender o cenário digital, entender o novo consumidor online, entender o que está sendo feito pelas marcas e de maneira simples e objetiva mostrar como traçar um planejamento de presença digital; um site deixou de ser a única forma de a empresa estar no ambiente web.

Os consumidores estão no poder! São eles que levam as marcas que gostam ou não para os blogs,Orkut, Facebook, Twitter, em artigos e até mesmo no celular; os mecanismos de mensuração de ações digitais estão cada vez mais evoluídos, assim, cabe as marcas entender quem é o novo consumidor, onde ele está, o que o influencia e como fazer com que esse consumidor gere lucro para a empresa. Esse é o objetivo do livro: desenhar um planejamento estratégico digital com foco na alta performance do site e/ou campanhas de presença digital.

Autor - Felipe Morais é publicitário, escritor, professor e palestrante é formado em Publicidade e Propaganda pela FMU, com pós-graduação em planejamento estratégico em comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo; especialista em planejamento de comunicação pela MiamiAdSchool/ESPM e em projetos digitais pelo I-Group. Autor do Blog do Planejamento e Mediador da Rede Social para Planners Digitais.



 

Relações Públicas

Foi lançado o livro “Perspectivas em Relações Públicas”, organizado pelas professoras Elizabeth Moreira e Mônica Pons, do Departamento de Comunicação Social da Unisc ­ Universidade de Santa Cruz do Sul/RS. A obra, publicada pela Edunisc, é composta por oito textos de professores e pesquisadores de universidades da região sul do Brasil, como PUC/RS, UFGRS, UNIVALI(Itajaí/SC), UCS, UNIJUÍ, FEEVALE E UNISC. Os textos abordam temas como o uso das tecnologias de informação e comunicação, a memória institucional, a comunicação interna e o uso da inteligência profissional nas organizações. Aspectos teóricos da atividade de relações públicas também são analisados pelos autores.

O objetivo é servir de espaço para a divulgação das pesquisas realizadas pelos autores no âmbito acadêmico e contribuir com o incremento da literatura na área de relações públicas. O prefácio leva a assinatura de Margarida M. Krohling Kunsch, professora-titular e pesquisadora da ECA/USP e presidente da Abrapcorp.

Autoras - Elizabeth é graduada em RP pela Universidade Federal de Santa Maria e tem mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente, é vice-chefe do Departamento de Comunicação Social, professora da Universidade de Santa Cruz do Sul e coordenadora de pós-graduação - MBA em Comunicação Empresarial e Especialização em Gestão de Marcas. Já Mônica é graduada em RP pela Universidade Federal de Santa Maria e tem mestrado em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, onde também cursou doutorado. Atualmente, é Chefe do Departamento de Comunicação Social, professora auxiliar da Universidade de Santa Cruz do Sul e coordenadora de pós-graduação - MBA em Comunicação Empresarial. Para mais informações, escreva no liza@unisc.br e monica@unisc.br.



 

Redes Sociais

O livro "Redes Sociais na Internet", de Raquel Recuero e lançado pela editora Sulina dentro da Coleção Cibercultura, trata de um fenômeno que toca milhares de usuários ao redor do mundo: surgimento das redes sociais na Internet. A partir de uma proposta teórico-aplicada, o livro foca as questões teóricas voltadas ao atores, ao capital social e às estruturas das redes sociais, bem como sua aplicação para os estudos na Internet, a popularidade, autoridade e reputação em sites como Fotolog, o Flickr, o Orkut etc. Discute, assim, toda uma cultura da sociabilidade mediada emergentes em diversos grupos e comunidades.

O trabalho de Recuero nos ajuda a ver como as redes sociais na Internet são instrumentos de colaboração e de produção de conhecimento, e como devemos aprender a usá-los para ampliarmos a nossa ação sobre o mundo.

Autora - Ela é jornalista, doutora em Comunicação e Informação (UFRGS) e professora do Programa de Pós-Graduação em Letras e da faculdade de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas. É também pesquisadora vinculada ao CNPq, trabalhando com redes sociais na Internet desde 2002. Mantem o blog “Social Media.

 

Quem tem medo da web 2.0?

 

Os especialistas afirmam que em tempos de web e consumidor 2.0, o melhor caminho para as empresas é transformar a opinião do cliente em oportunidade de relacionamento. "A web 2.0 abre um novo canal de comunicação entre consumidor e empresa, e quem souber aproveitar isso sai ganhando", explica o advogado especialista em direito do consumidor Vinícius Zwarg. O presidente da Abrarec (Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente), Roberto Meir, vai ainda mais longe: "Só fará diferença quem tiver a coragem de interagir com seu público por meio de blogs, fotoblogs, vídeos e conversas em tempo real. Agir com transparência e sem medo do consumidor é a palavra de ordem neste novo cenário".

Para isso, o mundo corporativo precisa vencer algumas barreiras, afirma Alessandro Barbosa Lima, diretor da E.Life, consultoria de mercado web 2.0. "Muitas empresas ainda bloqueiam as redes sociais para profissionais de marketing e comunicação, que poderiam utilizar estas informações em planos de vendas e relacionamento", explica. Outra barreira é o medo de se expor e ser apedrejado por consumidores em um ambiente onde não se tem nenhum domínio ou controle. "Hoje, todas as empresas correm este risco. Ganham aquelas que conseguirem estabelecer um diálogo com seus clientes", finaliza Lima. Opinião compartilhada por Coutinho, do Ibope: "Criar uma postura colaborativa é estratégico para conquistar os consumidores".

O mercado brasileiro ainda encontra poucos exemplos de empresas que assumem a web e seus usuários como parte desta nova realidade. A construtora Tecnisa, pioneira na área de relacionamento com o cliente, que vendeu recentemente um apartamento pelo Twitter; a Nestlé, Natura e o Boticário, com seu trabalho ativo de contato, são algumas corporações que mostram que seguir este caminho pode ser uma boa estratégia de negócios. "As regras mudaram e estão sendo ditadas por este novo consumidor. Quem não perceber esta revolução na forma de se fazer negócio não irá sobreviver", alerta Meier, citando o uso da opinião dos eleitores na internet na campanha vitoriosa de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos.

Neste novo cenário, quem estiver atento, leva. Em três anos de monitoramento na web, o Boticário já colheu frutos de suas ações com comentários frequentes sobre sua atuação positiva na rede, como a que fez a publicitária Paula. Mesmo sem conseguir comprar o produto que sua mãe queria ­ uma maquiagem com edição limitada que já estava fora do mercado ­, ela elogiou o atendimento recebido: "O Boticário acabou de ganhar uma consumidora! Reclamei da falta do estojo via twitter e eles me responderam por e-mail! Parabéns, Boticário".

Críticas - Saber lidar com a insatisfação do cliente é o maior desafio das empresas na era da informação compartilhada. Mas se a maioria das empresas ainda se encontra na defensiva quando o assunto é reclamação dos consumidores, muitas já trilharam o caminho das pedras e começam a ver retorno de suas ações, tanto na sua imagem quanto nos lucros gerados.

É o caso da administradora de consórcios Embracon. Há 21 anos no mercado, a empresa se incomodava com as repercussões negativas de seus serviços na web, informações das quais não tinha controle. Por isso, em 2007, a Embracon decidiu criar um novo plano de relacionamento com o cliente, baseado no monitoramento do que se falava sobre a empresa e no atendimento proativo aos consorciados. Na nova estratégia, o suporte ao cliente passou a ser categorizado por cores e quando o atendente indicava luz vermelha ­ consumidor insatisfeito ­ a equipe interna se incumbía de ligar para o consorciado para tentar reverter a situação. "As reclamações que antes eram respondidas pelo departamento jurídico passaram a ser tratadas pela ouvidoria, que tem profissionais capacitados a atender o cliente antes que a insatisfação vá parar na internet", explica a gestora de relacionamento da empresa Gisele Paula.

A estratégia deu resultados imediatos. Além de não figurar mais na lista mensal divulgada pelo Banco Central de consórcios reclamados, a empresa passou a aferir números positivos sobre sua imagem. Em uma pesquisa sobre a satisfação dos clientes feita pela QuorumBrasil, apenas 1% dos clientes da Embracon estavam insatisfeitos com a empresa, enquanto a média geral de mercado é de 5%. No quesito mais satisfeitos, aqueles que indicariam o consórcio para amigos e parentes, a Embracon teve uma média de 53% de seus clientes, contra uma média geral de 25%. Neste ano, a empresa também ganhou o prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente, na categoria Serviços Financeiros. "Esse foi o resultado de um trabalho que colocou a satisfação do cliente na linha de frente do negócio", comemora Gisele. (Texto de Alice Sosnowski publicado noDiário do Comércio).

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IBRADEP lança calendário diversificado de cursos

 

O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Comunicação, Capacitação Profissional e Empresarial/ IBRADEP, reconhecido por seus treinamentos nas áreas de organização de eventos, cerimonial e protocolo com a relações públicas paulista Gilda Fleury Meirelles, está diversificando seu calendário. Novos instrutores e outras temáticas estão sendo implementados na estrutura de cursos. Abordagens como liderança e motivação, cerimonial de casamento, luto nas organizações, etiqueta, comunicação digital, administração de crises, comunicação política e eventos esportivos entram na pauta entre 20 e 30 de julho de 2009, sempre entre 9h e 18h no Linson Suíte Hotel (Rua Augusta, 440 ­ Consolação) em São Paulo/SP.

O roteiro inicia com “Gestão em Protocolo e Cerimonial”, desenvolvido por Gilda Fleury entre 20 e 22 de julho, sendo que nos dias 21 e 22 ainda ocorrem os cursos de “Liderança e Motivação” com Roni Chittoni e “Cerimonial do Casamento” com Fátima Ziegler. Três possibilidades estão reservadas nos dias 23 e 24, começando por “Planejamento e Organização de Eventos” com Gilda Fleury e depois “Comunicação Política” com Carlos Brickmann e “Etiqueta e Boas Maneiras” com Fátima Ziegler. Já Waltemir de Melo desenvolve o tema “Administração de Crises” nos dias 28 e 29 de julho, mesma data do curso “Comunicação Digital e o uso nas empresas” de Rodrigo Cogo e ainda “Eventos Esportivos” de Davi Poit.

A estrutura é finalizada com dois cursos. No dia 30, “Luto nas Organizações” é a área abordada por Adriana Cogo, e nos dias 30 e 31, tem “A Arte de Falar em Público” com Gilda Fleury. Para resumir a proposta do Instituto, Gilda assinala que “o IBRADEP pretende oferecer aos participantes uma nova visão, ampla, globalizada, capaz que fazê-los sentir onde está o novo caminho". Segundo ela, é exatamente em época de crise que se deve investir em conhecimento e ampliar o grau de cultura geral para que novas oportunidades apareçam e possam ser aproveitadas. “Esperar que as coisas aconteçam é acreditar na passividade, no pessimismo e mais do que tudo, desprezar a força da comunicação. São nesses momentos de dificuldade que recebemos o bônus do investimento que fizemos em nós mesmos. Por isso, não podemos parar”, reflete a instrutora.

Promotor - O IBRADEP foi criado para atender a demanda de empresas e organizações públicas no segmento da comunicação empresarial e na capacitação de pessoal nesse campo. Realizando projetos integrados de comunicação ou dirigido somente à área de organização de eventos, oferece desde um planejamento, elaborado como consultoria de comunicação, até a assessoria completa com organização, coordenação, implantação e avaliação final do projeto. A parte de capacitação profissional é realizada por meio de cursos abertos ou treinamentos internos, como forma das empresas buscarem um aperfeiçoamento de seus funcionários e uma maior interação nos trabalhos de comunicação.

Gilda Fleury Meirelles é Relações Públicas formada pela FAAP/SP e Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero/SP. Foi coordenadora de Comunicação Social da Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo, conselheira do Conselho Regional de Profissionais de Relações Pública SP/PR por duas gestões, diretora da Associação Brasileira de Relações Públicas/SP por quatro gestões e coordenadora no Brasil do Centro Interamericano de Estúdios Superiores de Relaciones Públicas y Opinión Pública/ CIESURP da Confederación Interamericana de Relaciones Publicas/CONFIARP. Ela recebeu os prêmios “Destaque de Relações Públicas - Setor Governamental” pela ABRP/SP; “Idéias em Relações Públicas” pelo CONRERP/RJ e ainda “Voto de Louvor e Congratulações” da Câmara Municipal de São Paulo. Em 2002, foi escolhida como “Miembro de Honor del Consejo Superior Europeo de Doctores Honoris Causa/CSEDOHC”, instituição autorizada e reconhecida pelo Ministério do Interior do Reino da Espanha. Em 2004, venceu a categoria “Eventos Especiais” do Prêmio ABERJE da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial na regional Rio de Janeiro; mesmo ano em que recebeu a “Medalha 50 Anos ­ Importância e Reconhecimento”, homenagem da Associação Brasileira de Relações Públicas de Pernambuco e o “Diploma e Medalha de Honra ao Mérito Consular”, outorgada pela Associação dos Cônsules no Brasil/ ACONBRAS.

Autora dos livros “Tudo sobre Eventos”; “Eventos ­ Seu Negócio, Seu Sucesso”; “Protocolo e Cerimonial - Normas, Ritos e Pompa” (3ª edição); e co-autora do livro “O Negócio é o Seguinte ­ Hábitos e costumes dos povos e sua influência na vida empresarial”, atua como articulista de jornais e revistas e conferencista. Atualmente, é professora dos cursos de MBA em Marketing e MBA em Recursos Humanos do Centro de Ensino Superior Universitário de Maringá/PR; da pós-graduação em Gestão do Cerimonial da Universidade Caxias do Sul/RS; de cursos da ABERJE e do IBRADEP, onde é diretora.

Informações sobre a agenda, incluindo o detalhamento do conteúdo das iniciativas e o currículo de cada ministrante, podem ser obtidas pelo telefone 11-4152-8419 ou no e-mail ibradep@ibradep.com.br. Mais dados também estão disponíveis no portal www.ibradep.com.br .

 

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Blog discute RP e endomarketing

 

O blog Prezados Colaboradores é um espaço criado para os profissionais de comunicação corporativa, relações públicas e endomarketing, responsáveis pelo conteúdo, formato e zelo dos processos de comunicação de suas empresas. Nele são abordados o cotidiano do comunicador e os desafios que esse profissional tem que lidar. O canal também atualiza seus leitores com as notícias da área, as literaturas disponíveis e novas tendências. Teve início em 8 de outubro de 2008, exatamente o dia da Comunicação Empresarial. Conforme seu criador, o publicitário Leonardo Bragança, "gosto de mesclar notícias com opiniões pessoais dentro de processos diversos, em acertos e erros que vi em quase 10 anos de experiência nas áreas, seja como funcionário ou consultor. Percebo que muitos não entendem ainda essa coisa de falar sobre o que deu errado. Mas certamente não sou daqueles que se prende a cases de sucesso, ainda que eu os admire. Cases de fracasso são muito importantes e deveriam ser estudados, pois há uma infinidade de lições dentro deles".

Hoje o blog caminha para um novo momento. Até agosto, deve sair do formato de blog para aproximar-se de um site dinâmico. Bragança comenta que está estudando alguns trabalhos dentro de comunicação neste formato, como o Mundo-RP, o Nós da Comunicação e o Brainstorm #9, com a idéia de fazer do Prezados Colaboradores uma revista eletrônica, com colaboração de outros autores, seções definidas e, se tudo der certo, um podcast.

O autor é é especialista em comunicação interna e endomarketing, com experiência de quase dez anos. Publicitário, formado pela ESPM, foi responsável pela comunicação de diversas empresas de médio e grande porte. Presta consultoria nas áreas de discussão deste blog, além de web 2.0, marketing digital e branding. "Comecei desde o início a tomar gosto por fazer comunicação para o funcionário, pois a resposta e a interação é muito mais intensa. Passei por diversas situações difíceis, como crises empresariais e falta de orçamento, o que me traz mais orgulho do que falar do que já fiz em momentos sem tensão ou até de prêmios que recebi. Em todos os casos foram projetos grandiosos, me fizeram aprender bastante e buscar cada dia mais informação e experiência, sempre para compartilhar com os colegas de profissão ou estudantes", registra ele. Saiba mais pelo bragancaleo@gmail.com .

 

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Um corte fatal

 

Ninguém sabe qual será o tamanho do estrago causado pelo furacão da crise global. Mas uma coisa é certa: no rastro da destruição estarão os restos mortais de muitas marcas que, até então, pareciam ser inabaláveis. E as razões não se resumem aos reveses macroeconômicos que fizeram desmoronar grifes como Lehman Brothers e AIG. Hoje, a grande ameaça à sobrevivência das marcas está dentro das empresas - mais precisamente, na mesa dos executivos que têm a ingrata missão de encontrar saídas para a crise. No esforço para reduzir orçamentos e elevar suas vendas ao máximo, muitos deles acabam perdendo o senso de direção. Focam nas táticas de curto prazo e se concentram na resolução de problemas meramente operacionais - onde cortar, quem demitir etc. Nessa espécie de miopia estratégica, cometem erros que podem abalar os pilares de suas próprias marcas.

A maioria desses erros aparece no momento em que as empresas se deparam com a necessidade de se rentabilizar. Pressionadas, muitas delas fazem cortes profundos em processos e orçamentos que eram importantes para suas estratégias de branding. O sintoma clássico desse problema é o sumiço repentino de investimentos em marketing e comunicação, áreas que nem sempre trazem resultados tangíveis - e que, justamente por isso, tendem a ser as primeiras vítimas da tesoura. O consultor Arthur Bender, presidente da Key Jump, especializada em branding, faz um alerta: exterminar a verba de marketing é um sinal de que a marca pode estar correndo risco de vida. "A readequação de custos nessa área tem de ocorrer, isso faz parte do enfrentamento da crise. Mas é preciso fazer isso com consistência e coerência", diz ele. Ou seja: evitar radicalismos e reservar algum dinheiro para fazer, pelo menos, o básico. Em alguns segmentos, lembra Bender, as ações de comunicação são cruciais para que as marcas continuem vivas no imaginário do consumidor. "A construção de uma marca é um trabalho de longo prazo. Interrompê-lo é um erro - quando a crise passar, a empresa terá de retomá-lo desde o início e aí terá de gastar muito mais para ‘voltar' à cabeça do consumidor".

Cortar na medida exata, porém, não é tarefa das mais simples. É necessário que a empresa tenha uma ideia clara dos valores e princípios que sua marca representa - em tese, tudo que não estiver diretamente relacionado a eles pode ser descartado. O diabo é que ainda são poucas, muito poucas, as companhias que têm uma arquitetura de marca tão sólida assim. Por isso, na maioria das vezes, os cortes em marketing e comunicação são feitos na base da intuição, mesmo. As consequências, como se pode imaginar, tendem a ser pouco animadoras. "Desde os anos 90, está havendo um empobrecimento generalizado do branding. Aliás, o marketing como um todo está cada vez mais restrito a ações pontuais e imediatistas", critica o jornalista Luciano Pires, que durante muitos anos foi executivo da área de marketing da fabricante de autopeças Dana. "Esse processo se agrava no ambiente de crise, já que as empresas estão investindo somente naquilo que dá retorno certo - e que pode ser medido objetivamente", destaca Pires, hoje no comando da editora Café Brasil.

Nos Estados Unidos, onde os ventos da crise são bem mais severos, muitas empresas simplesmente pararam de colocar dinheiro em marketing e comunicação. No setor financeiro, epicentro da crise, os investimentos nessas duas áreas caíram 14% entre 2007 e 2008, segundo a Nielsen AIG. A queda equivale a um corte de US$ 1,3 bilhão nos orçamentos de marketing dos bancos e seguradoras americanos. As consequências dessa queda foram indigestas. De acordo com uma pesquisa divulgada pela própria Nielsen AIG no início de abril, as instituições que pararam de promover campanhas publicitárias nos últimos seis meses perderam pontos em um atributo que é vital para sua sobrevivência - a credibilidade. Hoje, apenas 18% dos consumidores americanos afirmam ter "confiança plena" nos bancos, seguradoras e corretoras que sumiram dos espaços publicitários. Em compensação, as marcas que mantiveram ou aumentaram seus investimentos em publicidade nesse período já contam com a "confiança plena" de 55% dos entrevistados pela Nielsen. "É a prova clara de que, no setor financeiro, estar ‘fora de alcance' significa estar ‘fora do mercado'. A comunicação tem uma influência radical no nível de credibilidade dessas marcas", resume Richard Khaleel, vice-presidente executivo do braço de finanças da Nielsen, em nota enviada a AMANHÃ.

Erro exemplar - Pouco antes de pedir concordata, em 2004, a Parmalat Brasil chegou a ser um case de sucesso em gestão de marcas. Impulsionada por uma campanha publicitária histórica, a dos "Mamíferos", a multinacional italiana conquistou um prestígio ímpar no mercado brasileiro. Sua marca era tão sólida que, a certa altura, começou a ser "emprestada" para outras linhas de produtos além dos tradicionais leites e laticínios. Assim, em pouco tempo era possível encontrar nas gôndolas dos supermercados os mais variados tipos de guloseimas sob o guarda-chuva da Parmalat, desde biscoitos amanteigados até chocolates e sobremesas prontas. Hoje, com o devido distanciamento, os especialistas em branding não têm pudor de afirmar: ali estava um erro exemplar. Apesar do início bem-sucedido, a empresa exagerou na dose ao apostar nas extensões de marca. E acabou cometendo um pecado que o guru da administração Philip Kotler costuma chamar de "superutilização" - isto é, a perda de foco devido à presença da marca em muitas categorias diferentes.

O caso da Parmalat serve de lição para as empresas que buscam abrir novas fontes de receita em meio à crise: é preciso ter, sempre, um posicionamento claro - e respeitar limites. O recado vale especialmente para aquelas companhias que estão pensando em expandir suas frentes de negócio por meio das extensões de marca. É comum que algumas acabem cedendo à tentação de apostar em segmentos totalmente diferentes em nome de uma rentabilidade maior. O risco de repetir os erros da Parmalat, nesses casos, é grande. No longo prazo, as marcas que carregam muitos produtos debaixo de seu guarda-chuva se tornam confusas. Os consumidores passam a ter mais dificuldades para reconhecer seus diferenciais. Consequentemente, o valor percebido se dilui. "Desviar-se dos princípios e dos valores que pautam a história de uma companhia em nome de uma visão imediatista é sempre uma grande armadilha", enfatiza o consultor Jaime Troiano, diretor da Troiano Consultoria de Marca, de São Paulo.

Bem administradas, porém, as extensões podem ser uma solução eficiente para aumentar receitas e rentabilidade. As vantagens são claras. Ao "emprestar" sua marca a uma nova categoria de produto, a empresa pulveriza seus mercados e fica menos exposta às oscilações de um determinado setor da economia. Também encurta o caminho necessário para que suas novidades cheguem até o consumidor. As extensões têm, ainda, potencial de gerar ganhos imediatos - até porque elas chegam ao mercado já desfrutando do reconhecimento e prestígio da marca-mãe. Finalmente, as extensões ajudam a conter o avanço das chamadas marcas próprias, que vêm conquistando um espaço cada vez mais significativo no varejo.

Uma empresa que consegue reger com maestria a sua orquestra de marcas é a Pepsico. Sozinha, a multinacional americana atua em segmentos que vão de salgadinhos a leites achocolatados. Para evitar que os produtos confundam a cabeça do consumidor, a companhia mantém uma marca específica em cada categoria - todas elas, repletas de extensões. A Elma Chips, por exemplo, encabeça a ala dos salgadinhos e snacks. O Toddy e seus derivados demarcam o espaço da Pepsico no mercado de leites achocolatados. O mesmo se pode dizer da marca Pepsi no setor de refrigerantes, da H2OH no de águas com sabor etc. "É uma empresa que tem tratado com muito profissionalismo todas as suas marcas em todos os momentos, mesmo nos mais delicados. Ao mesmo tempo, ela não tem feito concessões imediatistas que possam comprometer a saúde dessas marcas", avalia Jaime Troiano.

Aliás, a Parmalat parece ter aprendido com os erros do passado. Em fase final de renegociação de dívidas, a empresa vem reconquistando posições no mercado brasileiro com uma grife 100% dedicada a leites e derivados. Recentemente, a Parmalat lançou uma nova família de leites funcionais enriquecidos com vitaminas e substâncias que nutrem a pele ou ajudam a regular o organismo. O objetivo da empresa é se firmar novamente como a grande referência brasileira do setor. Desta vez, sem vender biscoitos.

Marca é tudo - Os profissionais de branding costumam dizer que a marca é muito mais do que um logotipo bonito ou um comercial na TV. Ela também representa o jeito de ser de uma empresa. Isto é: seus valores, filosofia de trabalho e todos aqueles fatores que ajudam a despertar a confiança de clientes, fornecedores, acionistas e funcionários. Na corrida para fazer caixa em meio à crise, porém, algumas companhias acabam negligenciando parte dessas diretrizes e frustrando seus stakeholders. A Sadia, por exemplo, sempre foi vista por seus investidores como uma empresa absolutamente sólida e estável, com gestão pragmática e uma estratégia de vendas agressiva. No final do ano passado, contudo, a empresa quase colocou tudo a perder ao torrar mais de R$ 760 milhões em operações no mercado de derivativos. "Naquele momento, a Sadia cortou sua inteligência de marca", critica José Roberto Martins, coordenador e professor do MBA Executivo em Branding da FAAP, de São Paulo. Felizmente, a companhia catarinense agiu rápido. Admitiu o erro, tomou providências concretas para solucioná-lo - como a recontratação de Luiz Fernando Furlan para o cargo de CEO - e ainda assumiu uma postura de transparência para lidar com as dúvidas dos investidores. Agora, fundida com a Perdigão - negócio anunciado semanas atrás - formará a Brasil Foods, maior empresa brasileira do setor alimentício.

Ao cortar custos ou garimpar novas fontes de receitas, as companhias precisam primeiro ter certeza de que não estão colocando em risco a satisfação de seus clientes e demais públicos dentro e fora de seus muros. Antes de rever um contrato com uma operadora logística, por exemplo, é necessário tomar cuidado para que os produtos continuem sendo entregues sem atrasos. O mesmo tipo de precaução se aplica a situações como troca de matérias-primas, um eventual corte no quadro de funcionários ou - por que não? - o investimento no mercado de derivativos. "A marca se constrói em tudo: na loja, na limpeza, no atendimento, no uniforme, na qualidade do produto, numa declaração do diretor da empresa etc. Tudo que tem a ver com a percepção do cliente afeta a força da marca", acredita José Galló, diretor-presidente da Lojas Renner.

Líderes como Galló têm um papel fundamental nesse processo: são eles que zelam pelos valores e pelos pactos de confiança que sustentam a marca. Galló, por exemplo, está sempre atento ao que se passa dentro e fora da Lojas Renner. Erros que possam arranhar a imagem corporativa da empresa não são tolerados. "Se tem uma coisa que realmente me deixa brabo é quando eu descubro que aconteceu algum desleixo em relação aos nossos valores", confessa. Ao mesmo tempo, ele está sempre pronto para enaltecer a marca. Recentemente, em uma palestra realizada para empresários em Porto Alegre, Galló aproveitou uma brecha para falar, longa e entusiasmadamente, sobre as vantagens do Cartão Renner. Ao final do evento, ainda fez questão de distribuir pessoalmente diversos exemplares da Revista Renner. "Eu, pessoalmente, me considero o grande guardião da nossa marca", diz. A função é compartilhada com os demais executivos da rede. "Qualquer problema que envolva um cliente é motivo suficiente para interromper as nossas reuniões de diretoria", revela Galló.

Pequena reengenharia - Quando é necessário reduzir investimentos em comunicação, a maioria das empresas se deixa guiar pela lógica de suspender ações em veículos de comunicação segmentados e concentrar recursos em mídias consagradas - as de massa. A Fiat é adepta dessa filosofia. Embora atue em um dos setores que mais sentiram o baque da crise, a montadora não suspendeu suas iniciativas de comunicação e branding. Apenas reduziu seu orçamento e o focou em mídias e eventos que costumam dar resultados mais imediatos. "Focamos muito nos meios de massa, já que eles funcionam bem para nós nessas épocas de crise. Mas também direcionamos uma parte para a internet, onde conseguimos medir os resultados das nossas ações com mais objetividade e rapidez", explica João Batista Ciaco, diretor de publicidade e propaganda da Fiat Brasil.

A montadora também promoveu uma pequena reengenharia nos seus processos de comunicação. Até o estouro da crise, em agosto do ano passado, ela mantinha contrato com duas agências de publicidade - uma que atuava nas áreas de varejo, outra mais voltada para o produto propriamente dito. "As duas foram integradas em única agência que nos atende em ambos os segmentos", revela Ciaco. A integração rende algumas vantagens. Por exemplo: hoje, se for necessário, a Fiat tem condições de produzir peças publicitárias que se encaixem tanto na área de varejo quanto na de produto. "É uma forma de tornar a operação mais rentável", garante Ciaco.

Há, no entanto, outras maneiras de lidar com o desafio de comunicar mais e gastar menos. Com a popularização da internet e das chamadas "mídias móveis", novos canais de informação começam a ganhar relevância na vida do consumidor - e podem ajudar as empresas a tonificar suas marcas a preços camaradas. Vídeos no Youtube, ações de marketing viral, envio de SMS, monitoramento de opinião em redes sociais - as possibilidades são quase infinitas. Mas é preciso saber como aproveitá-las. "O importante é que a comunicação não pare nunca. Se a empresa está crescendo ou enfrentando dificuldades, é preciso travar um diálogo constante com o mercado de qualquer maneira", defende Ronald Mincheff, presidente da Edelman Brasil, agência especializada em serviços de relações públicas.

Recentemente, a Edelman divulgou a versão atualizada do Trust Barometer, um dos mais respeitados estudos sobre credibilidade corporativa do mundo. Chegou a uma constatação curiosa: fontes alternativas de informação, como blogs corporativos, sites oficiais e mecanismos de buscas, já despertam mais confiança no consumidor brasileiro do que publicidade tradicional ou os press releases institucionais (confira os detalhes no gráfico "Os Canais da Confiança", ao lado). "Hoje, as marcas precisam utilizar canais múltiplos. Suas mensagens têm de circular pela internet e passar também por blogs e redes sociais em vez de ficar só nos jornais e na TV. O desafio é manter a coerência em todas essas mídias", argumenta Mincheff. (Texto de Andreas Müller, publicado no boletim da Revista Amanhã).

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Margarida Kunsch lança novas obras em RP

 

A Editora Saraiva acaba de lançar três novas obras organizadas por Margarida M. Krohling Kunsch: Relações públicas: história, teorias e estratégias nas organizações contemporâneas., Comunicação organizacional – Vol. 1: Histórico, fundamentos e processos, e Comunicação organizacional – Vol. 2: Linguagem, gestão e perspectivas. Elas se destinam a pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de comunicação administração e áreas correlatas. Integrando um projeto único, constituem-se em verdadeiros handbooks brasileiros das relações públicas e da comunicação organizacional. Além disso, contam com material de apoio para professores e alunos, disponibilizado no site www.saraivauni.com.br.

As três obras resultam de um projeto de pesquisa que a autora desenvolveu de 2004 a 2007 no Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo da ECA-USP, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento científico e Tecnológico (CNPq). No conjunto das atividades, uma foi produzir duas obras coletivas cujos textos fossem capazes de expressar o pensamento brasileiro da produção científica em comunicação organizacional e em relações públicas.Entende a autora que, para construir um corpus teórico de uma área, além do registro e de revisões do seu “estado da arte”, é necessário democratizar as pesquisas acadêmicas desenvolvidas e o conhecimento acumulado, que nem sempre estão disponíveis para toda a sociedade. Daí a ideia de produzir publicações que congregassem autores de universidades do país que vêm trabalhando a temática dos dois campos em questão.

Muitos deles já têm livros publicados sobre a temática específica de suas linhas de pesquisa e, nas três obras ora disponibilizadas, apresentam novas contribuições sobre suas percepções teóricas e práticas acerca desses campos. A maioria dos trabalhos resulta de estudos por eles realizados em nível de pós-graduação e de outros trabalhos desenvolvidos em núcleos de pesquisa de entidades das duas áreas e das ciências da comunicação. As três coletâneas envolveram um total de 55 autores em sua produção: 19 na de Relações públicas; e 36 na de Comunicação organizacional – 20 no primeiro volume e 16 no segundo.

Relações públicas: história, teorias e estratégias nas organizações contemporâneas - Em relações públicas se insiste cada vez mais no engajamento dos pesquisadores na construção de teorias que considerem as peculiaridades da realidade brasileira. E, se no campo profissional, até há pouco, a atividade se resumia à aplicação de técnicas em ações pontuais, hoje ela deve investir-se de um caráter eminentemente estratégico para as organizações. A obra, com cinco partes e 20 capítulos, distribuídos em 510 páginas, sinaliza que as relações públicas entram no segundo milênio como campo acadêmico já bastante solidificado e área profissional de múltiplas perspectivas. Ela representa mais um passo na formação de uma teoria brasileira de relações públicas, além de ser um valioso subsídio para o ensino de comunicação e de administração, assim como para a prática nas organizações.

Comunicação organizacional Vol. 1- Histórico, fundamentos e processos - A nova coletânea de comunicação organizacional procurou reunir a essência do pensamento comunicacional brasileiro sobre a área. Ela foi desdobrada em dois volumes, que se complementam. O primeiro, dividido em quatro partes e 17 capítulos, num total de 388 páginas, retrata o quanto já avançamos na produção acadêmico-científica. Os textos partem de um resgate da evolução da área no País, passam por seus fundamentos teóricos e aplicados e vão até os impactos exercidos sobre ela pelas novas tecnologias da informação. A obra representa uma significativa contribuição para o ensino dos fundamentos e processos da comunicação organizacional, além de um valioso subsídio para a fundamentação das práticas de comunicação nas organizações.

Comunicação organizacional Vol. II - Linguagem, gestão e perspectivas - Este segundo volume, com duas partes, 14 capítulos e um total de 360 páginas, complementa substancialmente o primeiro. Ele aborda temas correlacionados com a linguagem, a identidade e a gestão das mudanças culturais das organizações. O número de pesquisas sobre a gestão dos processos comunicacionais no ambiente e na cultura organizacional chama atenção na obra. E, embora ainda possam ser considerados emergentes no contexto dos estudos brasileiros de comunicação organizacional, os temas de linguagem, discurso e retórica mereceram destaque. A coletânea Comunicação organizacional, com seus dois volumes, constitui, assim, uma obra bastante abrangente, registrando o que há de mais consistente em termos de pesquisa brasileira nessa área.

Autora - Margarida M. Krohling Kunsch é professora titular da USP, tem livre-docência, doutorado e mestrado em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. É presidente da Comissão de Pós-Graduação da ECA-USP, coordena o Curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas da ECA-USP e preside, desde 2006, a Associação Brasileira dos Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas/ABRAPCORP. Exerce ainda as funções de diretora de Relações Internacionais da Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação/Socicom.

Foi por duas vezes presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação/INTERCOM e da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación/ALAIC.

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RP em Cannes

A categoria estreante do Cannes Lions deste ano garantiu ao Brasil seu primeiro Leão dessa edição. O troféu - que neste primeiro ano não teve divisão entre Ouro, Prata e Bronze - foi conquistado com uma campanha criada pela Rede Globo, em parceria pela LiveAD, para a divulgação da série Capitu. Encaixada na categoria "Novas Mídias", a peça "Mil Casmurros", feita na internet promovia uma leitura coletiva do clássico de Machado de Assis. Já o Grand Prix ficou para o case "O melhor emprego do mundo" da australiana Cummins Nitro para o Turismo de Queensland. A ação ofereceria um emprego com alto salário para atividades rotineiras em uma ilha daquela localidade. A ação, que começou como uma verdadeira oferta de emprego, gerou grande repercussão e retorno de mídia espontânea em diversos países, incluindo o Brasil. O case ainda levou outros dois troféus na categoria.

 

Nova geração

A pesquisa “Juventude e Integração Sulamericana: diálogos para construir a democracia regional”, coordenada pelo Insituto Brasileiro de Análises Sociais e Ecônomicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis, revelou as diferenças e semelhanças entre jovens e adultos de países da América do Sul. O estudo ouviu 14 mil pessoas em seis países ­ Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia e Paraguai ­ no segundo semestre de 2008. Entre as diferenças geracionais importantes, estão as que indicam que os jovens são mais escolarizados que as gerações mais velhas (no Brasil, 3% dos jovens são analfabetos, contra 17% dos adultos), mais conectados à Internet (no Brasil 50% dos jovens são usuários, contra 21% dos adultos) e também menos religiosos (no Brasil, 14% dos jovens declaram não ter religião, contra 7% dos adultos). Por outro lado, as gerações concordam em temas como a oposição à legalização do aborto, a importância do esforço pessoal para se melhorar de vida e a visão da corrupção como principal ameaça à democracia. As gerações também se aproximam na hora de definir o que é prioridade para a juventude: jovens e adultos acreditam que o mais importante para os jovens hoje é "ter mais oportunidade de trabalho", embora os adultos acreditem mais nas credenciais da educação do que os jovens (que valorizam mais a experiência como fator de ingresso no mercado de trabalho). A iniciativa tem como objetivo contribuir para a vigência e a ampliação dos direitos da juventude, que corresponde na América do Sul a 25% da população.


Entretenimento

A indústria de mídia e entretenimento irá atingir US$ 1,6 trilhão em 2013, segundo previsão do relatório Outlook 2009-2013 da PricewaterhouseCoopers, que aponta um crescimento maior na América Latina e Ásia em relação a outras regiões, como Europa e América do Norte. A nossa região deverá atingir uma movimentação de US$ 73 bilhões, com crescimento anual de 5,1% até lá. Em termos globais, a expectativa do relatório é que o mercado tenha em 2009 um recuo de 3,9% e um crescimento de 0,4% no próximo ano. A partir daí, ocorreria uma aceleração que culminaria em uma alta expressiva de 7,1% em 2013. Para a PwC, a recessão global é um fator que acelerou a maior tendência da indústria para os próximos anos, que é a pulverização das mídias, especialmente com a migração digital. "Essa mudança irá impactar o gerenciamento de marcas e talentos nas plataformas de distribuição, com suporte de novos modelos comerciais", afirma o relatório, lembrando que o custo e a eficiência das infra-estrutura de móbile e banda larga será fator importante para determinar a velocidade da mudança em cada local. Outra tendência com a migração digital é a proliferação de novos hábitos de consumo, no qual as pessoas buscam maior controle sobre onde, quando e como eles recebem o conteúdo. A PwC prevê que a publicidade de internet e em mobile cresça dos 12% do bolo hoje para 19% em 2013. O relatório destaca também que a atual queda nas receitas publicitárias na mídia não está vinculada a uma possível queda de demanda que, na realidade está aumentando. "O desafio é identificar modelos publicitários que possam lidar com a pressão da crise e levar em conta o ambiente digital e sistemas de assinatura que capturem os consumidores", afirma o documento.


Promo Tendências

Além das oportunidades de negócios, especialistas de renome internacional discutem as principais tendências do setor no seminário Promo Tendências. Os encontros acontecem paralelos à exposição, nos dias 5 e 6 de agosto de 2009, das 14h às 18h30min. No dia 5 de agosto os temas a serem abordados são: “Como inovar em marketing”; “Tendências do merchandising no ponto de venda”; “Mágicas corporativas ­ soluções e cases de sucesso parte I”; “Marketing profissional: a visão dos clientes”; “Como surpreender e impactar em ações promocionais” e “Propriedade Intelectual no Marketing Promocional”. Para o segundo dia estão previstas as discussões: “O uso do mobile em campanhas promocionais”; “Geomarketing: atraindo consumidores ao PDV”; “Mágica corporativa ­ soluções e cases de sucesso parte II”; “Cenografia ­ o design presente no evento”; e o “Painel Cannes Promotion, apresentação e análise dos vencedores do Festival de Cannes na categoria Promo”. A programação completa e a relação de palestrantes podem ser obtidas no site www.brazilpromotion.com.br no menu Seminários.

 

Brazil Promotion

Com o crescimento expressivo apresentado nos últimos anos, o marketing promocional representa atualmente 50% dos investimentos das empresas em comunicação, segundo dados da Associação de Marketing Promocional (Ampro). Antenada a essa nova realidade, a maior feira do setor, Brazil Promotion, organizada pela Forma Editora, apresenta as últimas novidades e tendências para um mercado cada vez mais exigente, sempre à procura de inovação e sofisticação. A sétima edição do evento acontece entre 4 e 6 de agosto de 2009 no Transamérica ExpoCenter em São Paulo/SP. Durante os três dias, empresas e gestores terão a oportunidade de conhecer uma ampla gama de produtos e serviços promocionais diferenciados: brindes, presentes corporativos, soluções gráficas e de merchandising no ponto-de-venda, serviços para a realização de eventos, digital signage, agências, novas tecnologias, mídias alternativas e marketing digital. Áreas exclusivas foram criadas dentro da feira para fomentar e realização de novos negócios entre visitantes e expositores. Um exemplo é o V Encontro de Top Buyers, espaço vip reservado para reuniões entre os executivos de grandes empresas e os expositores de sua preferência. Na área central da feira, acontece o Show-Room de Ideias, exposição dos principais lançamentos de cada segmento do evento, que são submetidos à avaliação do público e júri especializado. A melhor novidade recebe o prêmio Brazil Promotion Idea. A maior feira de marketing promocional do País também abre espaço gratuito para a participação de entidades do Terceiro Setor. A apresentação das últimas novidades e tendências do marketing promocional no Brazil Promotion não se resume à exposição. Especialistas com experiência internacional apresentam as tendências mundiais da área no seminário, que acontece nos dias 5 e 6 de agosto, das 14h às 18h30. Devido a grande repercussão no setor e à demanda de profissionais de vários Estados, o Brazil Promotion conta hoje com versões itinerantes e regionalizadas em outras cidades do País. Neste ano, Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) receberam o Brazil Promotion Road Show.

 

Intercom

A INTERCOM promove, na Estação Brigadeiro (Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2050 - sala 36) em São Paulo/SP, de 6 a 10 de julho de 2009 um Curso de Extensão, em nível de pós-graduação - Carga-horária - 30 h/a - destinado a recém graduados e a jovens professores da área, com a finalidade de atualizar o conhecimento teórico e oferecer subsídios pedagógicos para o exercício da docência em Comunicação Social. Coordenado pelo Prof. Dr. José Marques de Melo, o curso contará com a participação de grandes nomes e novos talentos da área, como Anamaria Fadul, Margarida Kunsch, Margarethe Born, Maria Cristina Gobbi, Márcia Tondato, Osvando José de Moraes, José Carlos Marques e Francisco de Assis. Os alunos inscritos receberão certificado de participação, expedido pela Secretaria da INTERCOM. A organização do curso atende a uma demanda crescente, oriunda de sócios residentes no interior ou em outros Estados, que necessitam reforço didático para participar de processos seletivos em cursos de pós-graduação, bem como em concursos docentes ou exames para ingresso no serviço público. Mas está aberto também a todas as pessoas interessadas em ampliar conhecimentos acadêmicos ou profissionais. A taxa de inscrição é R$ 300,00. Os sócios da INTERCOM em dia com a anuidade terão desconto de 50%. O número de vagas disponíveis é limitado. Os alunos matriculados receberão textos de apoio complementar, editados pela INTERCOM. Mais dados com Jovina Fonseca pelo 11-3892-7558 ou no cursos@intercom.org.br.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas Cláudia Rebechi defendeu a dissertação de Mestrado "Comunicação nas relações de trabalho: análise crítica de vozes da comunicação organizacional no Brasil" no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo/ECA-USP, orientada pela Profa. Dra. Margarida M. K. Kunsch. Contatos no Twitter pelo www.twitter.com/claurebechi.


>Elaine Lina, relações públicas, professora na FAAT-Atibaia/SP e presidente do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 2.Região (São Paulo e Paraná), prestou entrevista objetiva e esclarecedora na Revista Imprensa sobre a questão do diploma em RP. Contatos pelo presidente@conrerp2.org.br.

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Reputação está nas mentes das pessoas”

 

Ter o cliente como embaixador da marca não é tarefa fácil. Ainda mais hoje em dia, em que eles estão cada vez mais exigentes. Uma das formas para trazer esse cliente para perto da empresa é criando um valor para a marca. "É ela que tem a capacidade de seduzir consumidores e transformar-se muitas vezes em objeto de desejo e culto, levando um simples consumidor a ser fã e mais fiel embaixador", explica Luis Alcubierre, diretor de marca e presença institucional do Grupo Atento.

Nicolas Trad ocupa o cargo de managing partner do Reputation Institute, uma organização internacional. Nesta entrevista concedida ao portal HSM Online, ele conta um pouco de sua atuação e sobre a importância da reputação internacional.

O que é reputação? Sei que é uma pergunta ampla, mas como você define reputação? Reputação é o que passa nas mentes das pessoas, dos grupos de interesse, quando pensam na empresa. A reputação é dividida em muitas coisas diferentes. Antes, há dez ou 50 anos, as pessoas pensavam em reputação apenas em termos de produtos que uma empresa vendia e do preço que aquele produto específico tinha. Hoje, quando as pessoas pensam sobre uma empresa, elas pensam sobre muitas outras coisas, como a maneira com que a empresa conduz práticas de CSR, se ela é ética ou não, se sua alta administração é boa, se tem bons funcionários, se é inovadora... Há muitas coisas diferentes.

O que é CSR? CSR é Corporate Social Responsibilities (Responsabilidade Social Corporativa). É como cidadania.

E como você liga isso à empresa? Como pode uma empresa ligar a reputação ao que ela faz? Antes de mais nada, é preciso ter em mente que há uma enorme diferença entre o valor de mercado de uma empresa e seu valor contábil. Esse grande valor é, parcialmente, o que as pessoas pensam a seu respeito; é, parcialmente, reputação. Acreditamos que haja uma forte ligação entre o apoio vindo dos grupos de interesse e a maneira pela qual as pessoas pensam em você. Se você não tem apoio, não tem empresa. Se você consegue apoio, tem uma empresa. Se você leva as pessoas a comprar, investir, recomendar, trabalhar para você, isto é, adotar esses comportamentos de apoio, então também consegue resultados de negócios. E você nunca conseguirá que façam essas coisas, se não perceberem uma reputação positiva a respeito de sua empresa.

Digamos que eu seja um executivo de uma empresa e queira analisar a reputação em mais profundidade. Quais são os aspectos-chaves nos quais eu deveria me concentrar? Primeiramente, tudo começa na comunicação corporativa. É onde a reputação reside, mas a responsabilidade pela reputação deve perpassar as funções, porque todos na empresa impactam o modo pelo qual as pessoas pensam em você. Então, a primeira coisa que eu penso que uma empresa deveria fazer é criar um comitê multidisciplinar, no qual haja representantes de todas as diferentes divisões. Então, quando quer que as decisões sejam tomadas na empresa, elas terão sido apreciadas pelos representantes das diferentes funções. A segunda coisa é: você deve adotar um modelo para pesquisar se você está atuando em conformidade com aquilo que você diz que quer ser. Em vez de ter muitos indicadores diferentes, e que muitas empresas usam hoje, use um modelo apenas. Tente descobrir se você está vivendo de acordo com sua promessa de marca, o que conduz a reputação entre seus grupos de interesse e, finalmente, ligue o que você está dizendo ao que é importante. Portanto, conecte sua mensagem no branding, e em todas as suas atividades, àquilo que realmente é vetor de reputação entre os grupos de interesse que você atrai.

E como você analisa a reputação? Qual a metodologia? Trata-se, de fato, de pesquisas. Melhor dizendo, é pelas pesquisas que você começa de qualquer maneira. Você começa perguntando, você começa desenvolvendo o modelo, que inclui todos as questões estratégicas que sua empresa possui. O próximo passo é, com base em todas essas questões estratégicas, sair e perguntar o que as pessoas pensam a seu respeito nesses tópicos. Então, você descobre se o que eles pensam de você é o que você acreditava que eles pensassem, e se é isso que você quer que eles pensem a seu respeito. Depois, obviamente, você deve encontrar as lacunas entre como você quer ser visto e como as pessoas o vêem entre os diferentes grupos de interesse. Em seguida, você deve tentar fechar essas lacunas.

Qual o impacto da internet em tudo isso? A internet e, em especial, os blogs, têm um impacto crescente na maneira pela qual as empresas lidam com a reputação e fazem negócios em geral. Tudo se tornou mais transparente. Se não for assim, as pessoas descobrirão de qualquer jeito, então é melhor que saia de você do que descobrir a seu respeito.

Você pode identificar muitos grupos que estejam escrevendo sobre você, muito mais grupos do que no passado e, em vez de tentar combatê-los, você deve tentar trabalhar com eles.

Então, “transparência” é a palavra? Eu acho que você tem de ser transparente, sim. Transparente e coerente.

Você realiza trabalhos na China. Qual é a diferença entre a China e os demais países, como os sul-americanos ou os europeus? Penso que todo o modo de fazer negócios na China é muito diferente do que é em qualquer outro lugar, ainda que haja também países grandes como o Brasil e os Estados Unidos, a Rússia, o México, a Índia etc. Mas eu diria que, na China, em especial as muitas empresas chinesas, talvez não se tenha evoluído para uma abordagem holística do marketing. Então, ainda se fala muito de produto, preço e produção, enquanto muitas das empresas internacionais atuando na China focam mais holisticamente a maneira com que lidam com a gestão da reputação. Também penso que o modo com que você lida com o governo, a mídia e os grupos de interesse é um pouco diferente, ou muito diferente, na China em relação aos outros lugares, uma vez que o governo, lá, obviamente, controla muito.

Durante as crises, durante os tempos difíceis, muitas empresas do Brasil buscam mercados diferentes para entrar, e a China é um desses que vêm sendo considerados cuidadosamente. Quando as empresas pensarem em trabalhar na China, quais são os aspectos-chaves que devem analisar? Depende do tipo de empresa que você é, evidentemente, mas a primeira coisa que você deve fazer é tentar entender seu setor na China: quais as dinâmicas do setor; quem são os clientes que você tentará conquistar; como o governo está trabalhando com o setor e qual é a regulamentação. Então, você deve tentar analisar o mercado. A próxima coisa a fazer é tentar identificar um sócio com quem você queira fazer uma parceria, e um dos primeiros passos que você poderia dar nesse sentido, além de verificar se a empresa está indo bem, é verificar como é a reputação desse sócio potencial. Ele tem uma boa reputação junto aos grupos de interesse? Há boas chances de manter uma boa reputação daqui a cinco anos, a menos que você faça uma bobagem? Assim, eu acho que você deveria estudar o setor antes, tentar identificar o sócio que melhor se adéque à sua cultura. Estou certo de que há diversas empresas dentro de um setor que têm diferentes culturas; talvez algumas sejam extrovertidas, outras introvertidas; algumas são propensas ao risco, outras não. Você quer, portanto, encontrar o sócio que combine como o modo com que você quer fazer negócios na China.

Quais são as diferenças entre o Brasil e os demais países, no que tange à reputação? Acho que muitas... Durante os últimos três, quatro, cinco anos antes de a crise começar, você viu que muitas empresas brasileiras estavam se saindo extremamente bem, e que trabalhavam bem a questão da reputação, tanto localmente quanto internacionalmente, então eu penso que os desafios para as empresa brasileiras eram, e talvez sejam, internacionalizar suas marcas. Assim, como levamos essa grande posição que temos no Brasil? Como levamos isso para os outros grandes mercados, como o americano e o mexicano, o russo e mesmo o chinês, ou o europeu? E isso é muito difícil, porque coisas diferentes importam em diferentes contextos, de modo que, de repente, vocês descobriram que a Petrobras teria talvez de mudar seu discurso em outro país, diferentemente do que acontece no Brasil, onde tem uma reputação excelente. O mesmo serve para a Vale, a Natura ou O Boticário, todas as outras marcas brasileiras que se tornaram internacionais. Acho que é um cenário desafiador, ao passo que suas empresas, aqui no Brasil, têm um alto grau de confiança do público. Então, vocês estão se saindo muito bem. Também, comparado aos outros países onde pesquisamos o que dizem sobre suas próprias marcas, vejo que as marcas brasileiras, segundo o público brasileiro, têm mais confiança do que as de outros países.

Para finalizar, Nicholas, conte-me um pouco sobre o Instituto, como ele surgiu. Bem, o Reputation Institute teve início em meados dos anos 1990, como uma rede acadêmica. Foram dois professores que começaram o Instituto: Charles Fonbrum e Cees van Riel. A ideia básica da rede que eles iniciaram era conseguir com que as pessoas que estavam escrevendo sobre o mesmo tipo de assunto comparecessem aos mesmos seminários e conferências e discutissem como elas poderiam criar uma síntese de todos aqueles diversos tópicos sobre os quais estavam escrevendo e que tinham algum tipo de sobreposição. Eles escreviam sobre marketing, branding, imagem, identidade e reputação, e tudo isso, de alguma maneira, tinha a ver com a mesma coisa. Temos escritórios em oito países diferentes: Estados Unidos, Chile, Brasil, África do Sul, China, Holanda e Dinamarca. (Entrevista realizada por Jorge Carvalho, coordenador doportal HSM Online, onde foi publicada).

 

 

 

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Frase do Mês


"Pensar em fazer grandes coisas é o melhor pretexto para não fazer as pequenas"

por Jacinto Benavente

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Twittando a sua marca com relevância e interação

 











Se você não viveu dentro de uma caverna ultimamente, provavelmente já ouviu muito sobre o Twitter. O utilitário no qual os membros compartilham comentários curtos uns com os outros é o novo lugar para se comunicar na web. O Twitter de repente se tornou a arena digital para pessoas observarem e se engajarem numa cultura pop. É também um lugar onde as marcas podem interagir com seus consumidores diretamente, para reforçar relacionamento com seus clientes leais ou atrair novos seguidores através de seus próprios tweets.

Apesar da presença de mensagens auto patrocinadas, o Twitter continua a ser uma ambiente sem publicidade, livre de um modelo de negócio. No entanto, foi só uma questão de tempo para que o site anunciasse a promessa de uma perspectiva publicitária. No início de abril começaram a surgir diversas aplicações pelas quais os usuários podem agregar posts sobre trânsito, promoções na web e outras mensagens, proporcionando uma oportunidade única para os anunciantes.

Numa consciência de mídia social, já há campanhas de empresas lá fora cujo objetivo é aumentar o número de seguidores de seu Twitter. O Twitter funciona como um veículo livre para uma marca reforçar suas relações públicas através da mídia digital. Por funcionar como um ambiente aberto e social, o Twitter pode fornecer um local de encontro online para os usuários, de uma forma que o Facebook e MySpace muitas vezes não podem. O Twitter não é responsável pelo sucesso de tal linha de comunicação; portanto as empresas precisam sabiamente decidir como eles devem usar o serviço para alcançar seus objetivos.

Numa pesquisa realizada pela agência de marketing promocional Bullet, feito com mais de 3.200 internautas, mais de 69% dos consumidores brasileiros que estão no Twitter seguem ou já seguiram marcas no microblog e mais de 53% têm interesse em receber campanhas, desde que sejam relevantes.

Empresas como JetBlue, Dell e Tecnisa se aproveitam da popularidade da ferramenta para tornar virais

suas promoções. No caso da Dell, o perfil brasileiro promove ofertas diárias que duram 3 horas, além de destacar promoções e lançamentos para compras online. Já na JetBlue, além de promoções, eles também avisam os passageiros sobre atrasos de voos.

Em uma jogada ousada em março deste ano, a marca Skittles decidiu dar o controle de seu site para os consumidores. A home page, Skittles.com, foi relançada e se tornou um menu que envia o visitante para outros sites com conteúdos gerados por usuários. Por exemplo, o link “Media” leva o usuário para o canal da marca no YouTube; o “Friends” leva o usuário para a página oficial no Facebook, o “Chatter” levava o usuário para o página da marca no Twitter. O menu navegador do site por sua vez fica fixo acima de todas as páginas. Independentemente de quão inovador essa iniciativa pode parecer, a Skittles descobriu rapidamente que nem todo mundo respondeu favoravelmente. Muitos usuários do Twitter expressaram que se sentiram insultados pelo fato da marca ter assumido que não haveria nenhum conteúdo negativo postado nesses sites sociais.

Alguns deles postaram comentários negativos e em tons sarcásticos para prejudicar a marca. Em resposta, a página do Skittles.com logo encerrou a página do Twitter e no lugar direcionou os usuários para a página de resultados do Twitter para o termo “Skittles”, mostrando assim posts diversos que não necessariamente envolvem a marca. Essa campanha parece apontar para dois aprendizados pertinentes sobre como as marcas interagem com a mídia social, particularmente com o Twitter.

Primeiro, as marcas precisam estar abertas para o fato de que dar controle aos usuários é estar preparado para negatividade. Tem que ser automático assumir que o feedback pela perspectiva das mídias sociais pode ser negativo. Segundo, o público parece muito desiludido com a publicidade em mídias sociais, portanto, eles sempre vão reclamar quando isso acontecer. Mantenha em mente que os usuários do Twitter têm a escolha de seguir ou não você; os anunciantes precisam perceber que diante da oportunidade de falar sobre sua marca, a intenção do público geralmente não é promover e sim negativar.

O mais importante disso tudo é que o Twitter está invadindo a comunicação e mudando as regras de engajamento na web. É necessário ser relevante e original para twittar sua marca. O que você está esperando, já twittou hoje? (Texto de Rafael Kiso, sócio-fundador e diretor de tecnologia da Focusnetworks, publicado no WebInsider).

 

 

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A Abordagem Multicanal nas Estratégias de Marketing e Comunicação

O mundo é cada vez mais multicanal, integrado em diversas mídias, veículos e canais, cada qual com suas estratégias de marketing, comunicação, branding, relacionamento e fidelização, em uma visão ideal de Customer Life Cycle, selecionando as ações que mais se adequam às necessidades e expectativas do cliente e aos objetivos da empresa para cada momento do relacionamento. As novas formas de atrair e fidelizar clientes estão, em grande parte, pautadas na utilização do ambiente online como principal vetor de inovação. Porém, não se restringem - e não devem se restringir - a ele. Pelo contrário, iniciativas consideradas offline, como a propaganda em veículo tradicional, ganham corpo e representatividade, a partir de uma nova abordagem (um novo modelo de negócio nas mídias e veículos tradicionais), bem como sua integração com as estratégias online.

Em outras palavras, o novo paradigma estratégico do relacionamento está em inovar nos canais habituais e obter sinergia e sincronização entre todos os canais da empresa, sejam eles canais de marketing e comunicação (TV, revista, mala-direta, promoção, etc) e relacionamento (representantes, vendedores, SAC, Ouvidoria, etc), ou novos canais digitais 2.0 de comunicação e relacionamento online (Blogs, Fóruns, Wikis, Twitter, etc).

Como exemplos práticos do que estamos falando, trazemos o case de Branded Radio (modelo de inovação e integração multicanal) e a prática de E-Commerce Buy Online & Pick Up On The Store (modelo de integração multicanal):

Branded Radios - O rádio é um dos veículos de comunicação mais tradicionais do mix de comunicação e marketing de uma empresa. Tão tradicional e com apelo em termos de resultado que é comum que um ouvinte ouça, em um horário de grande audiência em uma rádio popular, mais comerciais, jingles e propagandas do que música. Além deste aspecto, as músicas que normalmente são tocadas fazem parte do repertório do momento e das estratégias de grandes gravadoras interessadas em divulgar, em massa, o novo artista ou música/ritmo da moda (o que não necessariamente, e longe disso, é sinônimo de boa música).

Diante deste panorama, algumas empresas vislumbraram a oportunidade de criação de rádios branded, 100% patrocinadas pela marca da empresa, com programação musical sensivelmente diferenciada, programas exclusivos e, um dos principais diferenciais, sem comerciais (exceto os da própria marca, que são bem dosados em relação às músicas). Diversas rádios com esse perfil já podem ser encontradas, como a Sul América FM (rádio focada na divulgação de notícias sobre o trânsito), Mitsubishi FM e Oi FM. Esta última, Oi FM, por ser de uma operadora de telefonia celular, conta com a inserção do mobile ­ com suas possibilidades e benefícios ­ no core business do canal.

Apenas para citarmos algumas das inovações possibilitadas, através do portal da rádio na Internet e da utilização de suas interfaces mobile e mensagens SMS, é possível interagir com a programação da rádio, solicitando informações e votando na música que está tocando no momento, sugerindo as músicas que gostaria de ver na programação, entre outras opções. Caso o ouvinte possua um celular com Internet 3G, é possível baixar um player exclusivo da OiFM que permite ouvir a rádio em qualquer lugar.

Dessa forma, um canal absolutamente “comoditizado” - como o rádio normalmente é encarado - se torna um novo veículo de marketing e comunicação, com diferenciais competitivos únicos em relação aos concorrentes. Na estratégia corporativa das empresas owners de Branded Radios, este novo veículo é a porta de entrada para novos clientes, gerando credibilidade e afinidade com os atributos da marca, que são instilados nos ouvintes “como música”. No caso da OiFM, deste ponto, até a aquisição de um aparelho celular da empresa, é um pulo.

E-Commerce Buy Online & Pick Up On The Store - Modelos de negócio e estratégias de E-Commerce como Buy Online & Pick Up On The Store, que permitem ao cliente realizar a compra através de lojas virtuais e buscar o produto na loja física de sua preferência ­ modelo comum nos EUA e Japão ­ também se enquadram na categoria de inovações integradas multicanal. Os benefícios (e diferenciais competitivos) obtidos são muitos, tanto para o cliente ­ que pode retirar o produto em sua loja física de preferência, associado a algum incentivo comercial ­ quanto para a empresa, que pode moldar o comportamento de consumo e interação de seu cliente e incentivar e direcionar público para determinados canais como suas lojas físicas, por exemplo.

Partindo da máxima de que manter um cliente é mais barato do que conquistá-lo, a estratégia de marketing e comunicação é essencial, mas não poderá ter uma relevância estratégica maior que as ações de relacionamento, fidelização e rentabilização dos clientes atuais. Afinal, são eles os responsáveis pela geração do fluxo de caixa atual que dará fôlego para a empresa atrair novos clientes e melhorar seus resultados.

Como conclusão básica, cumpre repetir sempre que inovar nas estratégias de captação de clientes é preciso, porém, sem comprometer o relacionamento e a fidelização e, nesse quesito, as estratégias de integração multicanal on e offline parecem estar se tornando as grandes plataformas de transação, informação, relacionamento e comunicação corporativa. (Texto publicado no boletim da DOM Strategy Partners).

 

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AMPRO divulga pesquisa sobre tendências do marketing promocional

 

A Associação de Marketing Promocional/AMPRO realizou em junho de 2009, junto ao IBOPE Inteligência, a segunda pesquisa de mercado que revela o comportamento e as tendências do marketing promocional no Brasil. O levantamento contemplou as opiniões de 100 empresas com o objetivo de investigar o entendimento do setor e o comportamento das companhias com relação às ações do marketing promocional para os próximos anos. “O intuito da pesquisa foi, mais uma vez, fornecer subsídios para o desenvolvimento da atividade promocional, auxiliar as empresas no planejamento e gerenciamento dos seus negócios e identificar tendências que determinem o crescimento do setor em sintonia com as aspirações do mercado.”, informa Auli De Vitto, VP Executivo da AMPRO.

Foram entrevistados executivos de promoção, marketing e trademarketing, com cargos de coordenação, gerência e diretoria de 100 empresas, nos segmentos de indústria, serviços, e comércio. As regiões brasileiras avaliadas foram a sudeste, a sul, a nordeste e a centro-oeste. Os dados foram coletados de janeiro a março de 2009 e os resultados tiveram como base as ações das empresas dos últimos 12 meses. Das empresas entrevistadas, 59% pertencem à área industrial (alimentos, química, automobilística,, eletroeletrônicos, farmacêuticas, construção, entre outras) e 41% à área de serviços (bancos, laboratórios, vestuário, drogarias, supermercados, shoppings e outros. A maioria das empresas pesquisadas pertencem à região sudeste (86%), 7% à região sul, 5% à centro-oeste e 2% ao nordeste do país.

Ações de PDV - Em comparação à última pesquisa da AMPRO, realizada em 2007, a atividades mais contratadas pelas empresas continuam sendo as ações promocionais no PDV (73%). Em segundo lugar ficou a aquisição e logística de brindes/prêmios, com 56% dos votos e, na sequência, o marketing de eventos (55%). Em seguida, a aquisição e logística de materiais promocionais (53%), o design gráfico e comunicação visual (45%), a aquisição e logística de materiais de PDV (44%), o in store marketing (43%) e as campanhas motivacionais para público interno ou externo (42%). Destaque para um aumento mais significativo de contratação de ações de marketing de incentivo, que subiu de 25% para 32% na comparação entre 2007 e 2009. Para 73% das empresas, as ações de marketing promocional são, na maioria das vezes, pré-definidas e já fazem parte de um planejamento prévio.

Marketing digital - Quando perguntadas sobre as ações que deverão predominar nos próximos anos, o destaque maior é do marketing digital, com 56% dos votos. Em segundo lugar se mantiveram as ações de PDV, com 51% da preferência e em terceiro lugar as ações de incentivo, com 46%. As outras ações apontadas como parte da tendência do mercado são as atividades de in store marketing em geral, com 43% dos votos; ofertas e descontos, com 41% e promoções com distribuição de prêmios e brindes, com 40%. As demais ações votadas foram as campanhas motivacionais (35% da preferência), o marketing direto (33%), os eventos (30%), o endomarketing (21%), o design gráfico/comunicação visual (20%), coordenação e gerenciamento de pesquisas (19%) e gerenciamento de categorias (1%).

Crise - Mesmo em meio à crise econômica mundial, as empresas demonstraram que reconhecem a importância dos investimentos em marketing promocional. Entre os entrevistados, 58% devem manter os investimentos em ações do setor e 22% projetam aumentar estes investimentos. Em comparação aos investimentos em publicidade, 54% das empresas responderam que vão manter o nível atual, 34% pretendem cortar os gastos e apenas 12% devem aumentar. Ainda comparando os investimentos em promoção e propaganda, a divisão de verba para a promoção durante a crise é maior em 51% das empresas, que destinam acima de 60% do volume total de investimentos para o setor promocional.

Promoção X Publicidade - No entender de 78% das empresas pesquisadas, a propaganda em mídia impressa e eletrônica já não é mais suficiente para promover ou vender um produto ou marca e 63% concordam que a tendência será destinar uma verba maior para as atividades promocionais. Quando perguntadas sobre a intenção da contratação de uma agência de propaganda para desenvolver suas ações promocionais, 70% dos entrevistados responderam que as agências de propaganda são especializadas apenas em campanhas publicitárias e 71% concorda que o custo da contratação de uma agência de propaganda para desenvolver ações promocionais encarece o processo. Estas percepções se mantiveram praticamente nos mesmos níveis que em 2007. As campanhas promocionais em geral apresentam melhor relação custo X benefício quando comparadas às campanhas de propaganda para 51% das empresas. A maioria delas (53%) considera também que a promoção é o melhor instrumento para atingir as classes C, D e E.

Brindes - Sobre o investimento em brindes no ano de 2009, 39% dos entrevistados responderam que a verba deve permanecer igual em comparação a 2008 e 36% das empresas pretendem aumentar os investimentos ­ resultado positivo ao levar-se em conta o cenário de crise. Entre os tipos de ações realizadas pelas empresas que utilizam ou utilizaram brindes promocionais, os eventos aparecem em destaque, com 80% dos votos, quase a mesma porcentagem para as ações de PDV, que tiveram 79%. As campanhas de incentivo aparecem em terceiro lugar, com 72% das escolhas, seguidas das feiras (60%), das campanhas de relacionamento (49%), das ações de marketing direto (44%), das campanhas de fidelização (38%) e dos congressos (27%). Nas ações de incentivo, 69% das empresas demonstraram preferência pelo uso do catálogo de prêmios, 52% em viagens e 51% que utilizam os cartões de premiação.

Inteligência promocional - Quando perguntadas sobre as suas expectativas quanto aos serviços de uma agência que ofereça inteligência promocional, 29% responderam que esperam que ela agregue a elaboração de planejamentos estratégicos, 19% desejam que a agência apresente novos conceitos e técnicas inovadoras e 17% exigem que tenha maior conhecimento do mercado/produto do cliente. Entre as demais opções votadas como diferenciais, estão a pró-atividade com relação a novas propostas, a experiência em geral, maior qualificação nos trabalhos, a inovação e, por último, terem um método eficaz para medir o retorno das ações.

 

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Redes Sociais na Construção das Dinâmicas Humanas


Comunidades virtuais são grupos de pessoas que se unem espontaneamente em torno de valores, assuntos, interesses, vontades, comportamentos e atitudes comuns. Isto quer dizer que pessoas “parecidas” podem pertencer a comunidades diferentes e pessoas aparentemente “tão diferentes” podem pertencer às mesmas comunidades. Um executivo e um adolescente podem pertencer a uma mesma comunidade de interesses musicais, por exemplo.

Com a nova Internet social, o mistério de formação de comunidades transcende a tradicional análise de perfis. A segmentação de públicos-alvo passa a ter um caráter diferenciado, uma vez que premissas sócio-econômicas, geográficas e comportamentais não são mais suficientes; cultura, atitudes e crenças/valores têm relevância preponderante.

As pessoas têm traços de personalidade comuns, mas isto não significa necessariamente que sejam parecidas. Ser parecido em um ponto com alguém não significa ser parecido com alguém (alfaces e marcianos são verdes e nem por isso existe qualquer relação entre eles). Pensemos em conjuntos e sub-conjuntos: torcedores de times de futebol fazem parte do conjunto “Torcedores de Times de Futebol” portanto têm, em nível superior, os mesmos interesses. Porém, torcedores do Corinthians e do São Paulo, dois subconjuntos, têm interesses específicos, comportamentos e atitudes completamente diferentes entre si... são 2 comunidades completamente distintas. Idem para protestantes e católicos dentro do conjunto cristãos... tão parecidos e tão discordantes.

É premente que se entenda a complexidade do processo de agrupamento de pessoas em torno de valores, origens e temas e específicos para se entender a força motriz que alimenta as comunidades virtuais e as redes sociais. Comunidades virtuais não são construídas. Se auto-constroem. Mas podem ser potencializadas, incentivadas. O interesse e vontade (aceitação) das pessoas é mais forte que qualquer processo formal de agrupamento.

No mundo virtual, leva vantagem aquele que entender que o papel do gerenciador de comunidades é criar condições para que elas se desenvolvam, dando ferramentas, feedback, conteúdo, alimento para seu progresso. A interferência exagerada do mestre de cerimônias nos sites, portais ou redes e seu arsenal de ferramentas de comunidades (blogs, wikis, messengers, chats, forums, clubes de fidelidade, grupos de e-mail, grupos de opinião, etc) não é aconselhada. Estes ambientes virtuais dirigidos a determinados públicos devem servir de palco para a interpretação e desenrolar das relações entre os indivíduos-membro das comunidades.

Um outro ponto interessante é a forma como as comunidades evoluem de maneira auto-gerenciada. Por isso, seu comportamento e “futuro” é de certa maneira caótico. As comunidades podem ser temporárias. A previsibilidade e o controle do comportamento das comunidades devem ser tratados no nível sugestional, no nível do entendimento da experiência dos usuários. Só quando se entende a experiência, pode-se modelá-la. Assim, poderíamos, exercitando McLuhan, definir comunidades virtuais como as aldeias, tribos da nova ordem sócio-econômica. Essas tribos online são, na verdade, evoluções cruzadas e enriquecidas das tradicionais tribos sócio-comportamentais, dentre as quais podemos exemplificar surfistas, estudantes, mauricinhos, solteiras, dentre outras.

Nossa sociedade pré-Internet ainda estava delimitada por barreiras como geografia, tempo, informação. Era, portanto formada pelas tribos sócio-comportamentais como as acima citadas, mas principalmente pelas tribos primárias, formadas a partir de fatores como região, geografia, cultura e história. Brasileiros, bascos, gaúchos, paulistanos, platinos, sul-americanos, moradores da Vila Carrão são exemplos de tribos. Outros motivadores capazes de agregar tribos são fatores inerentes ao ser-humano, como paternidade, raças, opção sexual e religiões (vide exemplos como GLBT, negros, católicos, os Kennedy, etc). Portanto, entendendo as unidades fundamentais de nossa civilização, como as tribos indígenas e os visigodos, por exemplo, podemos afirmar que tudo o que conhecemos e definimos hoje como sociedade cabe dentro do racional evolutivo dessas tribos (e povos). Aliás, muitas delas, como as indígenas, se formaram e mantiveram fieis à sua cultura, história e valores ao longo dos anos. Essas tribos primárias dividiam ritos e hábitos como forma de afirmação de suas crenças e existência.

O mais interessante é que, mesmo mudando a roupagem e motes congremiadores de indivíduos em tribos, as atuais tribos virtuais também se validam por ritos e rituais. Fenômenos como a fidelização a marcas e o espelhamento individual em ídolos, dentre outros, nos mostram que, apesar de mudarmos de casca, não mudamos na essência. A Internet, como palco potencializador das mais variadas tribos, está resgatando e maximizando o processo de fragmentação da capacidade de inserção social (e efervescendo o tal do micromarketing e dando voz a teorias conceitualmente falhas como “cauda longa” e “mundo plano”). É o nirvana de nossas identidades.

Imaginemos então como seria a experiência de levar esse ambiente digital, tão rico e interativo, a essas tribos arraigadas, como as indígenas? Certamente, seria uma forma de integrar essas tribos ao universo e, ao mesmo tempo, criar uma forma de oferecer aos seus membros duas oportunidades especiais: retro-afirmar seus valores utilizando-se de outras formas (como blogs, fotologs, wikis, podcasts, fóruns, chats, etc) e mostrá-los à sociedade (aproveitando a capacidade de universalização da informação que a Internet proporciona).

Esse movimento significa levar o futuro ao passado, ou seja, uma viagem no tempo capaz de unir valores absolutamente distintos, de tribos separadas por milhares de anos, em um mesmo ambiente. É, sociologicamente falando, uma oportunidade bastante interessante de avaliar a evolução de nossos valores, em que estágio realmente estamos, comparando nossos valores atuais como os valores tribais que um dia tivemos e, talvez, ainda tenhamos na essência.

A confluência de perfis cada vez mais distintos e multiplos em comundiades virtuais torna as redes sociais e comunidades o novo centro da construção do caráter e valores da sociedade moderna. (Texto publicado no site da E-Consulting Group).

 

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