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Leia nesta edição
> Quem tem medo da web 2.0? |
Novos Cadastrados
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Os especialistas afirmam que em tempos de web e consumidor 2.0, o melhor caminho para as empresas é transformar a opinião do cliente em oportunidade de relacionamento. "A web 2.0 abre um novo canal de comunicação entre consumidor e empresa, e quem souber aproveitar isso sai ganhando", explica o advogado especialista em direito do consumidor Vinícius Zwarg. O presidente da Abrarec (Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente), Roberto Meir, vai ainda mais longe: "Só fará diferença quem tiver a coragem de interagir com seu público por meio de blogs, fotoblogs, vídeos e conversas em tempo real. Agir com transparência e sem medo do consumidor é a palavra de ordem neste novo cenário".
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O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Comunicação, Capacitação Profissional e Empresarial/ IBRADEP, reconhecido por seus treinamentos nas áreas de organização de eventos, cerimonial e protocolo com a relações públicas paulista Gilda Fleury Meirelles, está diversificando seu calendário. Novos instrutores e outras temáticas estão sendo implementados na estrutura de cursos. Abordagens como liderança e motivação, cerimonial de casamento, luto nas organizações, etiqueta, comunicação digital, administração de crises, comunicação política e eventos esportivos entram na pauta entre 20 e 30 de julho de 2009, sempre entre 9h e 18h no Linson Suíte Hotel (Rua Augusta, 440 Consolação) em São Paulo/SP.
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O blog Prezados Colaboradores é um espaço criado para os profissionais de comunicação corporativa, relações públicas e endomarketing, responsáveis pelo conteúdo, formato e zelo dos processos de comunicação de suas empresas. Nele são abordados o cotidiano do comunicador e os desafios que esse profissional tem que lidar. O canal também atualiza seus leitores com as notícias da área, as literaturas disponíveis e novas tendências. Teve início em 8 de outubro de 2008, exatamente o dia da Comunicação Empresarial. Conforme seu criador, o publicitário Leonardo Bragança, "gosto de mesclar notícias com opiniões pessoais dentro de processos diversos, em acertos e erros que vi em quase 10 anos de experiência nas áreas, seja como funcionário ou consultor. Percebo que muitos não entendem ainda essa coisa de falar sobre o que deu errado. Mas certamente não sou daqueles que se prende a cases de sucesso, ainda que eu os admire. Cases de fracasso são muito importantes e deveriam ser estudados, pois há uma infinidade de lições dentro deles".
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Ninguém sabe qual será o tamanho do estrago causado pelo furacão da crise global. Mas uma coisa é certa: no rastro da destruição estarão os restos mortais de muitas marcas que, até então, pareciam ser inabaláveis. E as razões não se resumem aos reveses macroeconômicos que fizeram desmoronar grifes como Lehman Brothers e AIG. Hoje, a grande ameaça à sobrevivência das marcas está dentro das empresas - mais precisamente, na mesa dos executivos que têm a ingrata missão de encontrar saídas para a crise. No esforço para reduzir orçamentos e elevar suas vendas ao máximo, muitos deles acabam perdendo o senso de direção. Focam nas táticas de curto prazo e se concentram na resolução de problemas meramente operacionais - onde cortar, quem demitir etc. Nessa espécie de miopia estratégica, cometem erros que podem abalar os pilares de suas próprias marcas.
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A Editora Saraiva acaba de lançar três novas obras organizadas por Margarida M. Krohling Kunsch: Relações públicas: história, teorias e estratégias nas organizações contemporâneas., Comunicação organizacional – Vol. 1: Histórico, fundamentos e processos, e Comunicação organizacional – Vol. 2: Linguagem, gestão e perspectivas. Elas se destinam a pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de comunicação administração e áreas correlatas. Integrando um projeto único, constituem-se em verdadeiros handbooks brasileiros das relações públicas e da comunicação organizacional. Além disso, contam com material de apoio para professores e alunos, disponibilizado no site www.saraivauni.com.br.
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RP em Cannes
A categoria estreante do Cannes Lions deste ano garantiu ao Brasil seu primeiro Leão dessa edição. O troféu - que neste primeiro ano não teve divisão entre Ouro, Prata e Bronze - foi conquistado com uma campanha criada pela Rede Globo, em parceria pela LiveAD, para a divulgação da série Capitu. Encaixada na categoria "Novas Mídias", a peça "Mil Casmurros", feita na internet promovia uma leitura coletiva do clássico de Machado de Assis. Já o Grand Prix ficou para o case "O melhor emprego do mundo" da australiana Cummins Nitro para o Turismo de Queensland. A ação ofereceria um emprego com alto salário para atividades rotineiras em uma ilha daquela localidade. A ação, que começou como uma verdadeira oferta de emprego, gerou grande repercussão e retorno de mídia espontânea em diversos países, incluindo o Brasil. O case ainda levou outros dois troféus na categoria.
Nova geração A pesquisa “Juventude e Integração Sulamericana: diálogos para construir a democracia regional”, coordenada pelo Insituto Brasileiro de Análises Sociais e Ecônomicas (Ibase) e pelo Instituto Pólis, revelou as diferenças e semelhanças entre jovens e adultos de países da América do Sul. O estudo ouviu 14 mil pessoas em seis países Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Bolívia e Paraguai no segundo semestre de 2008. Entre as diferenças geracionais importantes, estão as que indicam que os jovens são mais escolarizados que as gerações mais velhas (no Brasil, 3% dos jovens são analfabetos, contra 17% dos adultos), mais conectados à Internet (no Brasil 50% dos jovens são usuários, contra 21% dos adultos) e também menos religiosos (no Brasil, 14% dos jovens declaram não ter religião, contra 7% dos adultos). Por outro lado, as gerações concordam em temas como a oposição à legalização do aborto, a importância do esforço pessoal para se melhorar de vida e a visão da corrupção como principal ameaça à democracia. As gerações também se aproximam na hora de definir o que é prioridade para a juventude: jovens e adultos acreditam que o mais importante para os jovens hoje é "ter mais oportunidade de trabalho", embora os adultos acreditem mais nas credenciais da educação do que os jovens (que valorizam mais a experiência como fator de ingresso no mercado de trabalho). A iniciativa tem como objetivo contribuir para a vigência e a ampliação dos direitos da juventude, que corresponde na América do Sul a 25% da população. Entretenimento A indústria de mídia e entretenimento irá atingir US$ 1,6 trilhão em 2013, segundo previsão do relatório Outlook 2009-2013 da PricewaterhouseCoopers, que aponta um crescimento maior na América Latina e Ásia em relação a outras regiões, como Europa e América do Norte. A nossa região deverá atingir uma movimentação de US$ 73 bilhões, com crescimento anual de 5,1% até lá. Em termos globais, a expectativa do relatório é que o mercado tenha em 2009 um recuo de 3,9% e um crescimento de 0,4% no próximo ano. A partir daí, ocorreria uma aceleração que culminaria em uma alta expressiva de 7,1% em 2013. Para a PwC, a recessão global é um fator que acelerou a maior tendência da indústria para os próximos anos, que é a pulverização das mídias, especialmente com a migração digital. "Essa mudança irá impactar o gerenciamento de marcas e talentos nas plataformas de distribuição, com suporte de novos modelos comerciais", afirma o relatório, lembrando que o custo e a eficiência das infra-estrutura de móbile e banda larga será fator importante para determinar a velocidade da mudança em cada local. Outra tendência com a migração digital é a proliferação de novos hábitos de consumo, no qual as pessoas buscam maior controle sobre onde, quando e como eles recebem o conteúdo. A PwC prevê que a publicidade de internet e em mobile cresça dos 12% do bolo hoje para 19% em 2013. O relatório destaca também que a atual queda nas receitas publicitárias na mídia não está vinculada a uma possível queda de demanda que, na realidade está aumentando. "O desafio é identificar modelos publicitários que possam lidar com a pressão da crise e levar em conta o ambiente digital e sistemas de assinatura que capturem os consumidores", afirma o documento. Promo Tendências
Além das oportunidades de negócios, especialistas de renome internacional discutem as principais tendências do setor no seminário Promo Tendências. Os encontros acontecem paralelos à exposição, nos dias 5 e 6 de agosto de 2009, das 14h às 18h30min. No dia 5 de agosto os temas a serem abordados são: “Como inovar em marketing”; “Tendências do merchandising no ponto de venda”; “Mágicas corporativas soluções e cases de sucesso parte I”; “Marketing profissional: a visão dos clientes”; “Como surpreender e impactar em ações promocionais” e “Propriedade Intelectual no Marketing Promocional”. Para o segundo dia estão previstas as discussões: “O uso do mobile em campanhas promocionais”; “Geomarketing: atraindo consumidores ao PDV”; “Mágica corporativa soluções e cases de sucesso parte II”; “Cenografia o design presente no evento”; e o “Painel Cannes Promotion, apresentação e análise dos vencedores do Festival de Cannes na categoria Promo”. A programação completa e a relação de palestrantes podem ser obtidas no site www.brazilpromotion.com.br no menu Seminários.
Brazil Promotion
Com o crescimento expressivo apresentado nos últimos anos, o marketing promocional representa atualmente 50% dos investimentos das empresas em comunicação, segundo dados da Associação de Marketing Promocional (Ampro). Antenada a essa nova realidade, a maior feira do setor, Brazil Promotion, organizada pela Forma Editora, apresenta as últimas novidades e tendências para um mercado cada vez mais exigente, sempre à procura de inovação e sofisticação. A sétima edição do evento acontece entre 4 e 6 de agosto de 2009 no Transamérica ExpoCenter em São Paulo/SP. Durante os três dias, empresas e gestores terão a oportunidade de conhecer uma ampla gama de produtos e serviços promocionais diferenciados: brindes, presentes corporativos, soluções gráficas e de merchandising no ponto-de-venda, serviços para a realização de eventos, digital signage, agências, novas tecnologias, mídias alternativas e marketing digital. Áreas exclusivas foram criadas dentro da feira para fomentar e realização de novos negócios entre visitantes e expositores. Um exemplo é o V Encontro de Top Buyers, espaço vip reservado para reuniões entre os executivos de grandes empresas e os expositores de sua preferência. Na área central da feira, acontece o Show-Room de Ideias, exposição dos principais lançamentos de cada segmento do evento, que são submetidos à avaliação do público e júri especializado. A melhor novidade recebe o prêmio Brazil Promotion Idea. A maior feira de marketing promocional do País também abre espaço gratuito para a participação de entidades do Terceiro Setor. A apresentação das últimas novidades e tendências do marketing promocional no Brazil Promotion não se resume à exposição. Especialistas com experiência internacional apresentam as tendências mundiais da área no seminário, que acontece nos dias 5 e 6 de agosto, das 14h às 18h30. Devido a grande repercussão no setor e à demanda de profissionais de vários Estados, o Brazil Promotion conta hoje com versões itinerantes e regionalizadas em outras cidades do País. Neste ano, Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG) receberam o Brazil Promotion Road Show.
Intercom
A INTERCOM promove, na Estação Brigadeiro (Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2050 - sala 36) em São Paulo/SP, de 6 a 10 de julho de 2009 um Curso de Extensão, em nível de pós-graduação - Carga-horária - 30 h/a - destinado a recém graduados e a jovens professores da área, com a finalidade de atualizar o conhecimento teórico e oferecer subsídios pedagógicos para o exercício da docência em Comunicação Social. Coordenado pelo Prof. Dr. José Marques de Melo, o curso contará com a participação de grandes nomes e novos talentos da área, como Anamaria Fadul, Margarida Kunsch, Margarethe Born, Maria Cristina Gobbi, Márcia Tondato, Osvando José de Moraes, José Carlos Marques e Francisco de Assis. Os alunos inscritos receberão certificado de participação, expedido pela Secretaria da INTERCOM. A organização do curso atende a uma demanda crescente, oriunda de sócios residentes no interior ou em outros Estados, que necessitam reforço didático para participar de processos seletivos em cursos de pós-graduação, bem como em concursos docentes ou exames para ingresso no serviço público. Mas está aberto também a todas as pessoas interessadas em ampliar conhecimentos acadêmicos ou profissionais. A taxa de inscrição é R$ 300,00. Os sócios da INTERCOM em dia com a anuidade terão desconto de 50%. O número de vagas disponíveis é limitado. Os alunos matriculados receberão textos de apoio complementar, editados pela INTERCOM. Mais dados com Jovina Fonseca pelo 11-3892-7558 ou no cursos@intercom.org.br.
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Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento. Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:
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Parceiros
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Ter o cliente como embaixador da marca não é tarefa fácil. Ainda mais hoje em dia, em que eles estão cada vez mais exigentes. Uma das formas para trazer esse cliente para perto da empresa é criando um valor para a marca. "É ela que tem a capacidade de seduzir consumidores e transformar-se muitas vezes em objeto de desejo e culto, levando um simples consumidor a ser fã e mais fiel embaixador", explica Luis Alcubierre, diretor de marca e presença institucional do Grupo Atento.
Nicolas Trad ocupa o cargo de managing partner do Reputation Institute, uma organização internacional. Nesta entrevista concedida ao portal HSM Online, ele conta um pouco de sua atuação e sobre a importância da reputação internacional.
O que é reputação? Sei que é uma pergunta ampla, mas como você define reputação?
Reputação é o que passa nas mentes das pessoas, dos grupos de interesse, quando pensam na empresa. A reputação é dividida em muitas coisas diferentes. Antes, há dez ou 50 anos, as pessoas pensavam em reputação apenas em termos de produtos que uma empresa vendia e do preço que aquele produto específico tinha. Hoje, quando as pessoas pensam sobre uma empresa, elas pensam sobre muitas outras coisas, como a maneira com que a empresa conduz práticas de CSR, se ela é ética ou não, se sua alta administração é boa, se tem bons funcionários, se é inovadora... Há muitas coisas diferentes.
O que é CSR?
CSR é Corporate Social Responsibilities (Responsabilidade Social Corporativa). É como cidadania.
E como você liga isso à empresa? Como pode uma empresa ligar a reputação ao que ela faz?
Antes de mais nada, é preciso ter em mente que há uma enorme diferença entre o valor de mercado de uma empresa e seu valor contábil. Esse grande valor é, parcialmente, o que as pessoas pensam a seu respeito; é, parcialmente, reputação. Acreditamos que haja uma forte ligação entre o apoio vindo dos grupos de interesse e a maneira pela qual as pessoas pensam em você. Se você não tem apoio, não tem empresa. Se você consegue apoio, tem uma empresa. Se você leva as pessoas a comprar, investir, recomendar, trabalhar para você, isto é, adotar esses comportamentos de apoio, então também consegue resultados de negócios. E você nunca conseguirá que façam essas coisas, se não perceberem uma reputação positiva a respeito de sua empresa.
Digamos que eu seja um executivo de uma empresa e queira analisar a reputação em mais profundidade. Quais são os aspectos-chaves nos quais eu deveria me concentrar?
Primeiramente, tudo começa na comunicação corporativa. É onde a reputação reside, mas a responsabilidade pela reputação deve perpassar as funções, porque todos na empresa impactam o modo pelo qual as pessoas pensam em você. Então, a primeira coisa que eu penso que uma empresa deveria fazer é criar um comitê multidisciplinar, no qual haja representantes de todas as diferentes divisões. Então, quando quer que as decisões sejam tomadas na empresa, elas terão sido apreciadas pelos representantes das diferentes funções. A segunda coisa é: você deve adotar um modelo para pesquisar se você está atuando em conformidade com aquilo que você diz que quer ser. Em vez de ter muitos indicadores diferentes, e que muitas empresas usam hoje, use um modelo apenas. Tente descobrir se você está vivendo de acordo com sua promessa de marca, o que conduz a reputação entre seus grupos de interesse e, finalmente, ligue o que você está dizendo ao que é importante. Portanto, conecte sua mensagem no branding, e em todas as suas atividades, àquilo que realmente é vetor de reputação entre os grupos de interesse que você atrai.
E como você analisa a reputação? Qual a metodologia?
Trata-se, de fato, de pesquisas. Melhor dizendo, é pelas pesquisas que você começa de qualquer maneira. Você começa perguntando, você começa desenvolvendo o modelo, que inclui todos as questões estratégicas que sua empresa possui. O próximo passo é, com base em todas essas questões estratégicas, sair e perguntar o que as pessoas pensam a seu respeito nesses tópicos. Então, você descobre se o que eles pensam de você é o que você acreditava que eles pensassem, e se é isso que você quer que eles pensem a seu respeito. Depois, obviamente, você deve encontrar as lacunas entre como você quer ser visto e como as pessoas o vêem entre os diferentes grupos de interesse. Em seguida, você deve tentar fechar essas lacunas.
Qual o impacto da internet em tudo isso? A internet e, em especial, os blogs, têm um impacto crescente na maneira pela qual as empresas lidam com a reputação e fazem negócios em geral. Tudo se tornou mais transparente. Se não for assim, as pessoas descobrirão de qualquer jeito, então é melhor que saia de você do que descobrir a seu respeito. |
Você pode identificar muitos grupos que estejam escrevendo sobre você, muito mais grupos do que no passado e, em vez de tentar combatê-los, você deve tentar trabalhar com eles.
Você realiza trabalhos na China. Qual é a diferença entre a China e os demais países, como os sul-americanos ou os europeus?
Penso que todo o modo de fazer negócios na China é muito diferente do que é em qualquer outro lugar, ainda que haja também países grandes como o Brasil e os Estados Unidos, a Rússia, o México, a Índia etc. Mas eu diria que, na China, em especial as muitas empresas chinesas, talvez não se tenha evoluído para uma abordagem holística do marketing. Então, ainda se fala muito de produto, preço e produção, enquanto muitas das empresas internacionais atuando na China focam mais holisticamente a maneira com que lidam com a gestão da reputação. Também penso que o modo com que você lida com o governo, a mídia e os grupos de interesse é um pouco diferente, ou muito diferente, na China em relação aos outros lugares, uma vez que o governo, lá, obviamente, controla muito.
Durante as crises, durante os tempos difíceis, muitas empresas do Brasil buscam mercados diferentes para entrar, e a China é um desses que vêm sendo considerados cuidadosamente. Quando as empresas pensarem em trabalhar na China, quais são os aspectos-chaves que devem analisar?
Depende do tipo de empresa que você é, evidentemente, mas a primeira coisa que você deve fazer é tentar entender seu setor na China: quais as dinâmicas do setor; quem são os clientes que você tentará conquistar; como o governo está trabalhando com o setor e qual é a regulamentação. Então, você deve tentar analisar o mercado. A próxima coisa a fazer é tentar identificar um sócio com quem você queira fazer uma parceria, e um dos primeiros passos que você poderia dar nesse sentido, além de verificar se a empresa está indo bem, é verificar como é a reputação desse sócio potencial. Ele tem uma boa reputação junto aos grupos de interesse? Há boas chances de manter uma boa reputação daqui a cinco anos, a menos que você faça uma bobagem? Assim, eu acho que você deveria estudar o setor antes, tentar identificar o sócio que melhor se adéque à sua cultura. Estou certo de que há diversas empresas dentro de um setor que têm diferentes culturas; talvez algumas sejam extrovertidas, outras introvertidas; algumas são propensas ao risco, outras não. Você quer, portanto, encontrar o sócio que combine como o modo com que você quer fazer negócios na China.
Quais são as diferenças entre o Brasil e os demais países, no que tange à reputação?
Acho que muitas... Durante os últimos três, quatro, cinco anos antes de a crise começar, você viu que muitas empresas brasileiras estavam se saindo extremamente bem, e que trabalhavam bem a questão da reputação, tanto localmente quanto internacionalmente, então eu penso que os desafios para as empresa brasileiras eram, e talvez sejam, internacionalizar suas marcas. Assim, como levamos essa grande posição que temos no Brasil? Como levamos isso para os outros grandes mercados, como o americano e o mexicano, o russo e mesmo o chinês, ou o europeu? E isso é muito difícil, porque coisas diferentes importam em diferentes contextos, de modo que, de repente, vocês descobriram que a Petrobras teria talvez de mudar seu discurso em outro país, diferentemente do que acontece no Brasil, onde tem uma reputação excelente. O mesmo serve para a Vale, a Natura ou O Boticário, todas as outras marcas brasileiras que se tornaram internacionais. Acho que é um cenário desafiador, ao passo que suas empresas, aqui no Brasil, têm um alto grau de confiança do público. Então, vocês estão se saindo muito bem. Também, comparado aos outros países onde pesquisamos o que dizem sobre suas próprias marcas, vejo que as marcas brasileiras, segundo o público brasileiro, têm mais confiança do que as de outros países.
Para finalizar, Nicholas, conte-me um pouco sobre o Instituto, como ele surgiu. Bem, o Reputation Institute teve início em meados dos anos 1990, como uma rede acadêmica. Foram dois professores que começaram o Instituto: Charles Fonbrum e Cees van Riel. A ideia básica da rede que eles iniciaram era conseguir com que as pessoas que estavam escrevendo sobre o mesmo tipo de assunto comparecessem aos mesmos seminários e conferências e discutissem como elas poderiam criar uma síntese de todos aqueles diversos tópicos sobre os quais estavam escrevendo e que tinham algum tipo de sobreposição. Eles escreviam sobre marketing, branding, imagem, identidade e reputação, e tudo isso, de alguma maneira, tinha a ver com a mesma coisa. Temos escritórios em oito países diferentes: Estados Unidos, Chile, Brasil, África do Sul, China, Holanda e Dinamarca. (Entrevista realizada por Jorge Carvalho, coordenador doportal HSM Online, onde foi publicada).
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Frase do Mês "Pensar em fazer grandes coisas é o melhor pretexto para não fazer as pequenas" por Jacinto Benavente |topo| |
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suas promoções. No caso da Dell, o perfil brasileiro promove ofertas diárias que duram 3 horas, além de destacar promoções e lançamentos para compras online. Já na JetBlue, além de promoções, eles também avisam os passageiros sobre atrasos de voos.
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Em outras palavras, o novo paradigma estratégico do relacionamento está em inovar nos canais habituais e obter sinergia e sincronização entre todos os canais da empresa, sejam eles canais de marketing e comunicação (TV, revista, mala-direta, promoção, etc) e relacionamento (representantes, vendedores, SAC, Ouvidoria, etc), ou novos canais digitais 2.0 de comunicação e relacionamento online (Blogs, Fóruns, Wikis, Twitter, etc). Como exemplos práticos do que estamos falando, trazemos o case de Branded Radio (modelo de inovação e integração multicanal) e a prática de E-Commerce Buy Online & Pick Up On The Store (modelo de integração multicanal): Branded Radios - O rádio é um dos veículos de comunicação mais tradicionais do mix de comunicação e marketing de uma empresa. Tão tradicional e com apelo em termos de resultado que é comum que um ouvinte ouça, em um horário de grande audiência em uma rádio popular, mais comerciais, jingles e propagandas do que música. Além deste aspecto, as músicas que normalmente são tocadas fazem parte do repertório do momento e das estratégias de grandes gravadoras interessadas em divulgar, em massa, o novo artista ou música/ritmo da moda (o que não necessariamente, e longe disso, é sinônimo de boa música). Diante deste panorama, algumas empresas vislumbraram a oportunidade de criação de rádios branded, 100% patrocinadas pela marca da empresa, com programação musical sensivelmente diferenciada, programas exclusivos e, um dos principais diferenciais, sem comerciais (exceto os da própria marca, que são bem dosados em relação às músicas). Diversas rádios com esse perfil já podem ser encontradas, como a Sul América FM (rádio focada na divulgação de notícias sobre o trânsito), Mitsubishi FM e Oi FM. Esta última, Oi FM, por ser de uma operadora de telefonia celular, conta com a inserção do mobile com suas possibilidades e benefícios no core business do canal. Apenas para citarmos algumas das inovações possibilitadas, através do portal da rádio na Internet e da utilização de suas interfaces mobile e mensagens SMS, é possível interagir com a programação da rádio, solicitando informações e votando na música que está tocando no momento, sugerindo as músicas que gostaria de ver na programação, entre outras opções. Caso o ouvinte possua um celular com Internet 3G, é possível baixar um player exclusivo da OiFM que permite ouvir a rádio em qualquer lugar. Dessa forma, um canal absolutamente “comoditizado” - como o rádio normalmente é encarado - se torna um novo veículo de marketing e comunicação, com diferenciais competitivos únicos em relação aos concorrentes. Na estratégia corporativa das empresas owners de Branded Radios, este novo veículo é a porta de entrada para novos clientes, gerando credibilidade e afinidade com os atributos da marca, que são instilados nos ouvintes “como música”. No caso da OiFM, deste ponto, até a aquisição de um aparelho celular da empresa, é um pulo. E-Commerce Buy Online & Pick Up On The Store - Modelos de negócio e estratégias de E-Commerce como Buy Online & Pick Up On The Store, que permitem ao cliente realizar a compra através de lojas virtuais e buscar o produto na loja física de sua preferência modelo comum nos EUA e Japão também se enquadram na categoria de inovações integradas multicanal. Os benefícios (e diferenciais competitivos) obtidos são muitos, tanto para o cliente que pode retirar o produto em sua loja física de preferência, associado a algum incentivo comercial quanto para a empresa, que pode moldar o comportamento de consumo e interação de seu cliente e incentivar e direcionar público para determinados canais como suas lojas físicas, por exemplo. Partindo da máxima de que manter um cliente é mais barato do que conquistá-lo, a estratégia de marketing e comunicação é essencial, mas não poderá ter uma relevância estratégica maior que as ações de relacionamento, fidelização e rentabilização dos clientes atuais. Afinal, são eles os responsáveis pela geração do fluxo de caixa atual que dará fôlego para a empresa atrair novos clientes e melhorar seus resultados. Como conclusão básica, cumpre repetir sempre que inovar nas estratégias de captação de clientes é preciso, porém, sem comprometer o relacionamento e a fidelização e, nesse quesito, as estratégias de integração multicanal on e offline parecem estar se tornando as grandes plataformas de transação, informação, relacionamento e comunicação corporativa. (Texto publicado no boletim da DOM Strategy Partners).
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A Associação de Marketing Promocional/AMPRO realizou em junho de 2009, junto ao IBOPE Inteligência, a segunda pesquisa de mercado que revela o comportamento e as tendências do marketing promocional no Brasil. O levantamento contemplou as opiniões de 100 empresas com o objetivo de investigar o entendimento do setor e o comportamento das companhias com relação às ações do marketing promocional para os próximos anos. “O intuito da pesquisa foi, mais uma vez, fornecer subsídios para o desenvolvimento da atividade promocional, auxiliar as empresas no planejamento e gerenciamento dos seus negócios e identificar tendências que determinem o crescimento do setor em sintonia com as aspirações do mercado.”, informa Auli De Vitto, VP Executivo da AMPRO.
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Crise - Mesmo em meio à crise econômica mundial, as empresas demonstraram que reconhecem a importância dos investimentos em marketing promocional. Entre os entrevistados, 58% devem manter os investimentos em ações do setor e 22% projetam aumentar estes investimentos. Em comparação aos investimentos em publicidade, 54% das empresas responderam que vão manter o nível atual, 34% pretendem cortar os gastos e apenas 12% devem aumentar. Ainda comparando os investimentos em promoção e propaganda, a divisão de verba para a promoção durante a crise é maior em 51% das empresas, que destinam acima de 60% do volume total de investimentos para o setor promocional.
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Comunidades virtuais são grupos de pessoas que se unem espontaneamente em torno de valores, assuntos, interesses, vontades, comportamentos e atitudes comuns. Isto quer dizer que pessoas “parecidas” podem pertencer a comunidades diferentes e pessoas aparentemente “tão diferentes” podem pertencer às mesmas comunidades. Um executivo e um adolescente podem pertencer a uma mesma comunidade de interesses musicais, por exemplo. Com a nova Internet social, o mistério de formação de comunidades transcende a tradicional análise de perfis. A segmentação de públicos-alvo passa a ter um caráter diferenciado, uma vez que premissas sócio-econômicas, geográficas e comportamentais não são mais suficientes; cultura, atitudes e crenças/valores têm relevância preponderante. As pessoas têm traços de personalidade comuns, mas isto não significa necessariamente que sejam parecidas. Ser parecido em um ponto com alguém não significa ser parecido com alguém (alfaces e marcianos são verdes e nem por isso existe qualquer relação entre eles). Pensemos em conjuntos e sub-conjuntos: torcedores de times de futebol fazem parte do conjunto “Torcedores de Times de Futebol” portanto têm, em nível superior, os mesmos interesses. Porém, torcedores do Corinthians e do São Paulo, dois subconjuntos, têm interesses específicos, comportamentos e atitudes completamente diferentes entre si... são 2 comunidades completamente distintas. Idem para protestantes e católicos dentro do conjunto cristãos... tão parecidos e tão discordantes. É premente que se entenda a complexidade do processo de agrupamento de pessoas em torno de valores, origens e temas e específicos para se entender a força motriz que alimenta as comunidades virtuais e as redes sociais. Comunidades virtuais não são construídas. Se auto-constroem. Mas podem ser potencializadas, incentivadas. O interesse e vontade (aceitação) das pessoas é mais forte que qualquer processo formal de agrupamento. No mundo virtual, leva vantagem aquele que entender que o papel do gerenciador de comunidades é criar condições para que elas se desenvolvam, dando ferramentas, feedback, conteúdo, alimento para seu progresso. A interferência exagerada do mestre de cerimônias nos sites, portais ou redes e seu arsenal de ferramentas de comunidades (blogs, wikis, messengers, chats, forums, clubes de fidelidade, grupos de e-mail, grupos de opinião, etc) não é aconselhada. Estes ambientes virtuais dirigidos a determinados públicos devem servir de palco para a interpretação e desenrolar das relações entre os indivíduos-membro das comunidades. Um outro ponto interessante é a forma como as comunidades evoluem de maneira auto-gerenciada. Por isso, seu comportamento e “futuro” é de certa maneira caótico. As comunidades podem ser temporárias. A previsibilidade e o controle do comportamento das comunidades devem ser tratados no nível sugestional, no nível do entendimento da experiência dos usuários. Só quando se entende a experiência, pode-se modelá-la. Assim, poderíamos, exercitando McLuhan, definir comunidades virtuais como as aldeias, tribos da nova ordem sócio-econômica. Essas tribos online são, na verdade, evoluções cruzadas e enriquecidas das tradicionais tribos sócio-comportamentais, dentre as quais podemos exemplificar surfistas, estudantes, mauricinhos, solteiras, dentre outras. Nossa sociedade pré-Internet ainda estava delimitada por barreiras como geografia, tempo, informação. Era, portanto formada pelas tribos sócio-comportamentais como as acima citadas, mas principalmente pelas tribos primárias, formadas a partir de fatores como região, geografia, cultura e história. Brasileiros, bascos, gaúchos, paulistanos, platinos, sul-americanos, moradores da Vila Carrão são exemplos de tribos. Outros motivadores capazes de agregar tribos são fatores inerentes ao ser-humano, como paternidade, raças, opção sexual e religiões (vide exemplos como GLBT, negros, católicos, os Kennedy, etc). Portanto, entendendo as unidades fundamentais de nossa civilização, como as tribos indígenas e os visigodos, por exemplo, podemos afirmar que tudo o que conhecemos e definimos hoje como sociedade cabe dentro do racional evolutivo dessas tribos (e povos). Aliás, muitas delas, como as indígenas, se formaram e mantiveram fieis à sua cultura, história e valores ao longo dos anos. Essas tribos primárias dividiam ritos e hábitos como forma de afirmação de suas crenças e existência. O mais interessante é que, mesmo mudando a roupagem e motes congremiadores de indivíduos em tribos, as atuais tribos virtuais também se validam por ritos e rituais. Fenômenos como a fidelização a marcas e o espelhamento individual em ídolos, dentre outros, nos mostram que, apesar de mudarmos de casca, não mudamos na essência. A Internet, como palco potencializador das mais variadas tribos, está resgatando e maximizando o processo de fragmentação da capacidade de inserção social (e efervescendo o tal do micromarketing e dando voz a teorias conceitualmente falhas como “cauda longa” e “mundo plano”). É o nirvana de nossas identidades. Imaginemos então como seria a experiência de levar esse ambiente digital, tão rico e interativo, a essas tribos arraigadas, como as indígenas? Certamente, seria uma forma de integrar essas tribos ao universo e, ao mesmo tempo, criar uma forma de oferecer aos seus membros duas oportunidades especiais: retro-afirmar seus valores utilizando-se de outras formas (como blogs, fotologs, wikis, podcasts, fóruns, chats, etc) e mostrá-los à sociedade (aproveitando a capacidade de universalização da informação que a Internet proporciona). Esse movimento significa levar o futuro ao passado, ou seja, uma viagem no tempo capaz de unir valores absolutamente distintos, de tribos separadas por milhares de anos, em um mesmo ambiente. É, sociologicamente falando, uma oportunidade bastante interessante de avaliar a evolução de nossos valores, em que estágio realmente estamos, comparando nossos valores atuais como os valores tribais que um dia tivemos e, talvez, ainda tenhamos na essência. A confluência de perfis cada vez mais distintos e multiplos em comundiades virtuais torna as redes sociais e comunidades o novo centro da construção do caráter e valores da sociedade moderna. (Texto publicado no site da E-Consulting Group).
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