Boletim nº 187/09 - Ano XII
Janeiro 2009

Novos Cadastrados

Neste último mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Rodrigo Gazzana (Santo Ângelo/RS), Marcos Rocha (Vitória da Conquista/BA), Lívia Schreder da Silva (Porto Alegre/RS), Andiara Araújo (Porto Alegre/RS), Juliana Andrade (Campinas/SP), Karine Freire (Rio de Janeiro/RJ), Simone Cássia (Mairiporã/SP), Juliana Rosa (São Joaquim/SC), Daniela da Silva (Novo Hamburgo/RS), Lucas Eduardo de Carvalho (Belo Horizonte/MG), Caroline Adornes (Porto Alegre/RS), Maria Vitória Terra (Itapetininga/SP) e Neyruska de Paula (Manaus/AM). Tambem os relações públicas Érica Lopes (Santa Luzia/MG), Manoel Coutinho (Porto Alegre/RS), Vanessa Siqueira (São Carlos/SP), Daniele Macedo (Belo Horizonte/MG), Tânia Lage (Rio de Janeiro/RJ), Maria Inês Mollmann (Porto Alegre/RS) e Cátia Wittler (Porto Alegre/RS). E ainda o sociólogo Rodrigo dos Santos (Queimados/RJ) e a jornalista Gabriela Lucena (São Paulo/SP).


 

Relacionamento

Visando à prosperidade das organizações e à otimização de sua capacidade de se reinventar, produzir e compartilhar conhecimento, apresentar resultados, como quer que sejam medidos (lucratividade, produtividade etc.), os relacionamentos entre organizações e clientes, sejam de empresas privadas ou públicas (cidadãos), adquirem conotação especial. Nesse sentido, o marketing de relacionamento ou CRM (da sigla em inglês para Customer Relationship Management) englobando desde aspectos da qualidade e prestação de serviços excelentes aos clientes até estratégias de pós-marketing (leia-se fidelização de clientes) e, principalmente, a oferta de experiências de valor/atendimento superior aos clientes, constitui estratégia auspiciosa para as organizações que pretendem apresentar melhor desempenho e vantagem competitiva. Este é o universo de abordagem da obra "Marketing de Relacionamento (CRM)", lançada pela Editora Atlas e de autoria de Gisela Demo e Valter Ponte.

O diferencial da presente obra, além de primar pelo rigor científico, pensando no público acadêmico, e pela extensão e contemporaneidade do levantamento bibliográfico, ao contemplar os últimos 23 anos de pesquisas sobre o tema, reside na elaboração de uma revisão da produção nacional, realidade interessante para nós, baseada nos periódicos de primeira linha sobre administração, que permitirá um diagnóstico do CRM hoje, bem como o delineamento de novas perspectivas de pesquisa e linhas de investigação. Além disso, pensando também no público de empresários, servidores e profissionais que estão inseridos no ambiente organizacional, mas que muitas das vezes sequer conseguem refletir e teorizar sobre o assunto, foram elaborados um capítulo com estudos de casos empresariais e outro tratando do CRM no setor público.

Autores - Gisela Demo é doutora em Psicologia Organizacional pela Universidade de Brasília (UnB), com área de concentração em Gestão de Pessoas; mestre em Engenharia de Produção com área de concentração em Marketing e Engenheira Eletricista, ambos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Possui experiência profissional em empresas de telecomunicações nas áreas de produção, qualidade, treinamento, marketing e negócios. É também professora da Fundação Getúlio Vargas, núcleo de Brasília, no MBA de Gestão de Serviços e Atendimento a Clientes. Já Valter Ponte tem Licenciatura e Bacharelado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Ceará. Obteve o Diplôme d´Etudes Approfondies (DEA) en Physiologie Végétale - Université de Paris VII e o MBA em Gestão de Serviços e Atendimento a Clientes pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalhou na Secretaria da Reforma Administrativa do Município de São Paulo e na Secretaria de Desenvolvimento Trabalho e Solidariedade no Projeto "Formação Cidadã". Atualmente é Analista Judiciário do Superior Tribunal de Justiça.



 

Consumo

Impulsionados pelos avanços tecnológicos, os meios de comunicação tornaram-se imprescindíveis na fase contemporânea do capital. Isso levou a discussões mais freqüentes sobre eles, motivando teóricos de diferentes campos científicos a entrarem no debate. A conjugação desses vários campos do saber justifica-se, sobretudo, pela força do binômio comunicação/consumo, de partes inseparáveis e interdependentes, marca registrada da contemporaneidade. Este é o locus em que o livro Comunicação e Culturas do Consumo, organizado por Maria Aparecia Baccega e composto por vários artigos de estudiosos ­ numa edição da Atlas ­ está inserido .

A fluidez e o fragmentário de nosso tempo são analisados. Essa fluidez torna os objetos de consumo rapidamente descartáveis, o que atinge diretamente o processo de produção. Consumidos, os produtos dão lugar a outros produtos que também serão rapidamente substituídos. Desenha-se, então, a importância da publicidade, que, perfilando-se ao lado da produção, ajuda a responder à velocidade desse processo. Nossa era é chamada de era do consumo, sociedade da mídia, sociedade pós-industrial, era da publicidade, sociedade pós-moderna. Qualquer que seja a designação ressalte-se que todos participamos do mesmo mundo editado, somos atingidos pela publicidade, consumimos. É essa discussão que se poderá acompanhar nos vários artigos do livro, escritos pelos pensadores mais destacados neste campo.

Autora ­ Maria Aparecida é Doutora e livre-docente em Comunicação, ambos pela USP. Docente e orientadora do Mestrado Comunicação e práticas de consumo (ESPM), desde 2003; Pesquisadora dos Núcleos de Pesquisa: Comunicação e práticas de consumo (ESPM); Telenovela (USP) e Comunicação e Trabalho (USP). Autora de vários livros.

 

Redes sociais profissionais também pegaram

 

As redes sociais são um fenômeno da internet e têm como premissa a interatividade e a conectividade entre os usuários de uma forma mais intensa e profunda do que era feito anteriormente. Em poucos anos foram formadas enormes comunidades como Orkut, Facebook, Twitter, Plaxo ou Linkedin. Elas se alastram com a velocidade do marketing viral e as que dão certo passam a valer muito dinheiro, como já aconteceu com o o YouTube e o Skype.

O que está por trás do fenômeno é o interesse das pessoas em trocar informações e comunicar de uma forma mais ampla e em tempo real. Poucos anos atrás era difícil conseguir informações sobre ex-colegas de escola, saber para onde foram, que carreira seguiram ou onde moram. Hoje, é possível pesquisar em diversas comunidades virtuais o destino de cada um deles, conhecer seus hobbies ou saber se mudaram para o interior para criar seus filhos. O que evoluiu rapidamente para comunidades de música (Myspace) e amigos (Orkut e Facebook) também ganhou força no mundo corporativo, com adeptos entre os mais jovens e também entre os profissionais com mais de 50 anos.

Linkedin - Um dos maiores sites neste contexto é o Linkedin, hoje com mais de 30 milhões de usuários. A grande sacada da empresa foi organizar e estruturar o processo de networking que já era feito há muito tempo pelas pessoas. Antes da internet, os executivos trocavam cartões de visita, telefonemas e se reuniam periodicamente para falar sobre o mercado, indicar conhecidos para vagas abertas, contratar serviços ou para pedir opinião sobre decisões importantes. Todas estas atividades são importantes e continuam ocorrendo. No entanto, o Linkedin inovou ao estruturar o processo e oferecer uma ferramenta online de acesso a informações atualizadas constantemente, com grande vantagem sobre os velhos cartões de visita. Como eles próprios dizem em seu site (em uma tradução livre): “Nossa missão é ajudá-lo a ser mais eficiente no seu trabalho diário e abrir portas para oportunidades utilizando as relações profissionais que você já tem. Isto não é networking - é o que networking deveria ser”.

O primeiro passo, ao se cadastrar na ferramenta, é criar seu perfil com dados sobre seus últimos empregos, habilidades, realizações e formação acadêmica. Esta primeira parte é importante para mostrar quem você é e por onde passou, exatamente como é feito quando se preenche um currículo. A vantagem é que as suas informações podem ser sempre atualizadas para serem acessadas por outros profissionais ou por headhunters.

O segundo passo é pedir recomendações de ex-colegas de trabalho, tenham sido eles chefes, pares, subordinados ou fornecedores. Esta é uma funcionalidade típica de redes sociais, pela qual as pessoas deixam um depoimento ou opinião sobre o executivo, para que as pessoas que acessam seu perfil conheçam um pouco mais sobre ele.

É claro que ninguém fala mal de um ex-colega publicamente (e o dono do perfil pode não autorizar um depoimento negativo), mas as recomendações são interessantes ao mostrar que existem diversas pessoas que podem dar testemunhos sobre suas qualidades. Afinal, é melhor ter conhecidos falando bem de você do que ninguém. Além disso, as empresas que recrutam e consultam também o Linkedin, acabam preferindo aqueles que tenham recomendações, do que os que não possuem, no seu perfil profissional.

Editando seu perfil público no Linkedin - Dica: é possível editar o endereço do seu perfil público no Linkedin. Ficará mais fácil encontrá-lo na internet e você pode divulgá-lo em um cartão de visitas, por exemplo. É mais simples procurar o perfil de http://www.linkedin.com/in/antoniopedro (meu perfil no Linkedin) do que http://www.linkedin.com/in/12345676oBd234 (o que lembra os antigos endereços do Geocities). Uma vez colocadas as informações profissionais e recebidas as recomendações, o próximo passo, e mais importante, é montar sua rede de relacionamento, procurando pessoas que tenham trabalhado com você, amigos, clientes, fornecedores ou conhecidos. Para facilitar, o Linkedin possui uma ferramenta de busca interessante, pela qual é possível procurar todas as pessoas de uma determinada empresa, função ou região geográfica.

A busca torna-se útil para se criar um networking consistente e resgatar antigos contatos perdidos. E mais ainda para aqueles em fase de transição de carreira e interessados em uma recolocação, para os que querem aumentar o networking ou ainda para os que procuram clientes potenciais (caso dos consultores e prestadores de serviço). Quando se procura uma pessoa na ferramenta, pelos resultados da busca é possível identificar qual é o nível de relacionamento que se tem com ela - ou seja, se ela é de primeira geração (ou primeiro nível), segunda, terceira etc. As gerações indicam o grau de conhecimento com relação a uma pessoa: as que estão na primeira são aquelas que você conhece, os da segunda são os amigos dos seus amigos e assim por diante.

Este conceito é importante porque ajuda na prospecção de um cliente ou um futuro empregador, por exemplo. O Linkedin mostra em qual geração esta pessoa está em relação a você e também mostra quem dos seus contatos está conectado a ela. Se eu quiser falar com o diretor de marketing de determinada empresa, seja para vender serviços, trocar informações ou prospectar oportunidades de trabalho, posso pesquisar quem da minha rede conhece pessoas na área de marketing da empresa em questão e poderia apresentá-lo. Ou seja, o Linkedin organiza o processo de networking e o deixa visível, o que antes não era possível. É interessante notar também que, quanto maior for sua rede, mais pessoas estarão conectadas a você e maiores serão as chances de entrar em contato com potenciais clientes e empregadores.

O Linkedin ainda disponibiliza outras ferramentas: - Grupos: é possível criar o grupo de sua empresa, universidade ou assuntos de interesse; - Apresentação: função onde é possível pedir aos seus conhecidos que o apresentem a pessoas de segunda ou terceira geração via web, o que será mais eficaz do que tentar uma abordagem direta; - Aplicativos: há diversas opções, como apresentações de slides online, lista de livros que você está lendo atualmente, enquetes e conectividade com blogs, entre outros.

Plaxo - O Plaxo também é outro site voltado para executivos, mas com muito menos funcionalidades do que o Linkedin. Na realidade, ele surgiu com o intuito de ser uma agenda online de contatos (que se manteria sempre atualizada pelos usuários) contendo e-mail, telefone, data de aniversário e experiência profissional.

Devido a seu escopo mais limitado, é menos considerada do que o Linkedin para conectar executivos, apesar de ter uma enorme quantidade de usuários, em torno de 40 milhões. É útil como uma lista online de contatos e uma de suas funcionalidades, interessante e ainda não copiada, é um lembrete de aniversário enviado para seu e-mail com a opção de envio de um cartão eletrônico.

Glassdoor - Outra ferramenta para o mundo corporativo é o Glassdoor. Seu objetivo é divulgar, de forma gratuita e anônima, opiniões, avaliações e valor dos salários de empresas. A idéia é que as pessoas mais isentas para falarem a verdade sobre o que acontece no ambiente de trabalho são os próprios funcionários. No site, é possível ler os comentários feitos por atuais ou ex-empregados sobre uma determinada empresa, sendo que cada mensagem contém prós e contras de se trabalhar lá, além de uma nota geral e por categoria (carreira, benefícios, comunicação, balanço entre trabalho e vida pessoal, entre outros).

Estas informações são bastante úteis para poder ter uma visão interna do que ocorre nestas empresas antes de aceitar uma proposta de emprego, por exemplo. Além disso, também é útil para os próprios empregadores, que terão acesso a uma avaliação interna sobre o que realmente motiva ou não seus funcionários. Para poder contribuir com o Glassdoor, é necessário, primeiro, publicar uma avaliação ou salário para somente depois ter acesso ao que os demais usuários cadastraram. Obviamente, o objetivo disso é aumentar a quantidade de cadastros e aproveitar a interatividade e o compartilhamento de informações entre os internautas.

Outra ferramenta interessante são os dados de salários e benefícios colocados pelos usuários. É possível ver, e de forma gráfica, quais são as faixas salariais para diversos cargos dentro de uma empresa específica. O que antes estava restrito aos departamentos de RH, agora está disponível para todos na Internet. No entanto, como o Glassdoor é um site norte-americano, muitas informações acabam servindo apenas de referência para nós brasileiros. O clima interno e os salários podem ser bastante diferentes para cada uma das filiais de uma multinacional e empresas brasileiras ainda têm uma presença tímida no site. De qualquer forma, o Glassdoor é um site bastante inovador no mercado, mas que mesmo estando no seu começo, já traz informações relevantes tanto para funcionários quanto para empregadores, de forma transparente e pública.

Alludere - No Brasil, também surgiram iniciativas semelhantes para o mercado corporativo. Uma delas é o site Alludere), que estimula as pessoas a indicarem executivos para vagas que estejam publicadas no seu site. Pensando somente neste aspecto, não seria uma iniciativa inovadora, já que milhares de headhunters e empresas de recrutamento já fazem o mesmo, mesmo que não seja pela internet. No entanto, a novidade que o Alludere traz é recompensar as pessoas pela indicação um candidato contratado pela empresa anunciante. Já para a empresa que publica a vaga,a vantagem é que sairá mais barato contratar os serviços do Alludere do que os de um headhunter. Segundo o próprio site, “a inovação do Alludere é incentivar e remunerar as pessoas que usam seu networking de maneira eficaz”. Para participar, basta acessar a página, cadastrar-se e começar a indicar pessoas para as vagas publicadas. O único porém é que, como o site está há pouco tempo no ar, não há muitas vagas cadastradas ainda.

Por que não participar? Iniciativas como as citadas acima são alguns exemplos de ferramentas interessantes para um uso mais eficaz e estruturado do networking. Convém prestar atenção nestes sites para não ficar de fora de novas possibilidades que poderão surgir no mercado. Dependendo do seu caso, ajudam a prospectar novos negócios, empregos, clientes, candidatos, pesquisar salários e manter ativa e atualizada a sua rede de contatos. (Texto de Antonio Pedro Alves, administrador, executivo de marketing e estratégia, palestrante e editor-chefe do site Venda Muito Mais, publicado no Webinsider).

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9. Mix ABERJE discute cases de comunicação excelente

 

Uma comunicação fundamental, influente nas decisões de planejamento estratégico das organizações, com alta proximidade com os CEO’s e centrada numa proposta bidirecional de diálogo e transparência com os públicos de interesse: esta é a conceituação básica dos trabalhos destacados no Prêmio ABERJE 2008 e que vão fazer parte do 9. Mix de Comunicação Interna e Integrada da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial. O evento acontece entre 8h30min e 18h do dia 12 de março de 2009 no Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71 – Centro) em São Paulo/SP.

Na programação, o painel de abertura vai tratar do público feminino nas empresas e sobre como comunicar-se e relacionar-se a partir de suas peculiaridades. Ana Maria Zampieri, Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP e Diretora da F&Z Assessoria e Desenvolvimento em Educação e Saúde, fala sobre “A mulher moderna e seus múltiplos papéis”, e o tema “Como trabalhar a comunicação e os relacionamentos com o público feminino” vai ser desenvolvido pela relações públicas Elisa Prado, diretora de Comunicação da Tetra Pak.

Na seqüência, a comunicação estratégica, em que os relacionamentos e os diálogos com os públicos são articulações para criar e manter uma reputação forte, com foco e esforços bem estruturados, vai poder ser mostrada em detalhes no case “Nova Identidade Visual do Hospital Samaritano”, finalista do Prêmio ABERJE São Paulo na categoria Comunicação de Marca, com a presença da Assessora de Comunicação Corporativa Cristina Ambrogi Leite Collina. Logo após, é a vez de “Aceleração da Marca Iveco”, trabalho vencedor do Prêmio ABERJE Minas Gerais e Centro-Oeste na categoria Comunicação de Marca, a partir da experiência do Diretor de Comunicação Marco Piquini, e ainda “Rádio VIAPAR”, vencedor do Prêmio ABERJE Brasil categoria Comunicação e Relacionamento com o público interno, com o gerente de RH e Comunicação Marçal Siqueira.

A agenda da parte da tarde do Mix centra atenção na comunicação digital por meio de sites, blogs, twitters, por seu espaço e importância atual nas organizações e no dia-a-dia dos comunicadores, que vão descobrindo suas potencialidades e recursos também no relacionamento com o público interno. “Intranet Corporativa Santander”, vencedor do Prêmio ABERJE Brasil na categoria de Mídia Digital, vai ser exposto pela executiva Solange Ferrari de Lima, e o “HP Brasil: engajamento digital”, case finalista do Prêmio ABERJE São Paulo na mesma categoria, é a apresentação da Gerente de Comunicação Corporativa Luciana Panzuto. Esta temática é encerrada com “Comunicacao 360º - A Experiência da IBM Brasil”, com o Diretor de Comunicação Mauro Segura.

A finalização das discussões acontece através de uma análise de cenários em que a comunicação deve suportar as mudanças geradas por crises, por movimentos de mercado e oscilações nas Bolsas e garantir o engajamento das pessoas. “Comunicação em tempos de incertezas” é a palestra do filósofo e colunista do caderno Ilustrada da Folha de S.Paulo, Luiz Felipe Pondé.

A ABERJE, que atualmente reúne expertise das áreas de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional, busca refletir e orientar os profissionais e suas organizações com o debate das melhores práticas neste encontro anual. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 11-3662-3990 ou por e-mail com Bruno Affonso ou Jovanka Mariana. Detalhes do currículo de cada palestrante e inscrições podem ser obtidos pelo hotsite exclusivo .

 

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Geração Y chega ao mercado de trabalho

 

Trabalhar com jovens é um desafio constante. Cada geração é fruto da educação que recebeu dos pais e também da interação com o ambiente e a sociedade. Nos últimos anos, o mundo vem passando por diversas revoluções, que alteraram profundamente o comportamento das pessoas. O surgimento da Internet e a revolução digital, por exemplo, trouxeram avanços sem precedentes. No mundo do trabalho, isso traz um desafio interessante: começam a chegar ao mercado os jovens que cresceram regidos pelos bits e bytes do mundo digital. Chamados de geração Y, esses jovens têm menos de 30 anos e possuem características muito próprias - e o choque cultural acontece quando passam a ser comandados pelo pessoal de outras gerações.

Mais do que evitar conflitos, ter uma política de recursos humanos que entenda a geração Y pode trazer um excelente ganho de produtividade. Moldados pelo imediatismo da Internet, a geração Y necessita de estímulos para desafiá-la a oferecer o que tem de melhor: a ousadia, a criatividade, a facilidade para realizar tarefas múltiplas e o espírito questionador. Algumas dessas características, inerentes no espírito dos jovens, foram levadas ao paroxismo pelo mundo contemporâneo. De um lado, seus pais, libertários da década de 60, que viveram a utopia do "é proibido proibir", estimularam ao máximo o espírito contestador dos jovens. O acesso fácil às informações, trazido pela internet, temperou o caldo de cultura. O resultado é que, para extrair ao máximo as potencialidades dessa talentosa geração, é necessário abrir-se ao diálogo. Fazê-los entender é muito mais producente do que simplesmente mandar. Para essa geração, a hierarquia não é um argumento-fim. Sem contar a falta de formalidade desses jovens, cuja educação sempre privilegiou a individualidade - e suas manifestações.

Outra característica marcante dos jovens da geração Y é a capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Não surpreende mais encontrar um deles falando ao celular, digitando no MSN e assistindo tevê, enquanto come um sanduíche. Ao mesmo tempo em que isso comprova as habilidades multifacetadas necessárias para conseguir equilibrar diversas atividades, muitas vezes esse aspecto também vem junto com a dificuldade de esperar a concretização de um projeto de longo prazo. A tendência a dispersar a concentração não é algo incomum. Para fugir dessa armadilha e buscar a maior produtividade da geração Y, uma das alternativas é, por exemplo, dividir um projeto mais longo em etapas mais curtas, com metas e prazos predeterminados, cujos resultados podem ser obtidos com maior rapidez.

Com características tão peculiares, principalmente para a geração anterior - que teve de se adaptar, à marra, às modernidades tecnológicas, e para quem o mundo digital não é o habitat natural, é compreensível que surjam dificuldades na comunicação entre eles. No call center, por exemplo, que é provavelmente o setor da economia que mais emprega jovens, esse desafio é permanente. Mas, também, muito gratificante, pois essa nova geração induz à renovação e traz um espírito de inovação às empresas - e ambas as características são a alma da sobrevivência, no longo prazo, de qualquer negócio. As empresas precisam rever seus treinamentos e sistemas de mensuração de resultados, para melhor refletir o mundo contemporâneo e os jovens que ajudarão a construir o futuro. (Texto de Alexandra Periscinoto, presidente da SPCom, publicado no Callcenter.inf.br).

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A informação pulverizada dá poder ao prosumer

 

Com a revolução da mídia, ocorrida por efeito das novas tecnologias, o cenário da comunicação mudou radicalmente. Não se trata apenas do consumo virtual, mas de toda uma gama de nichos encontrados na rede. Pessoas que produzem o seu próprio conteúdo e que são capazes de influenciar o comportamento de compra. Esses são os “prosumers” - indivíduos produtores e consumidores de informação. A criação do conceito de valor, a partir da conectividade, está diretamente ligada à capacidade de formação de redes. Ao pensar o comportamento de consumo como um processo de tomada de decisão, a publicação de uma quantidade imensurável de conteúdo na web possibilita ampliar a capacidade cognitiva sobre determinado produto ou serviço.

Assim, a atual economia da informação transfere o poder da tradicional imprensa para pessoas comuns, que adquirem sua credibilidade à medida que se fazem mais presentes na rede. Essa credibilidade é representada por uma nova moeda, o Whuffie, que nada mais é do que a combinação de reputação, conexões, influência, realizações e confiança. Com isso, o indivíduo passa a ser descrito pelo que o Google fala dele, pelo que se tuíta ao seu respeito, pela forma como se comporta em mídias sociais, pelos avatares que porta e por toda a nuvem de tags que ele próprio cria a seu respeito, intencionalmente ou não, à medida que se transforma em seu próprio Big Brother, como escreveu Luli Radfahrer em seu blog.

Neste novo paradigma, como obter a atenção desse novo consumidor? Como as empresas estão usando o conteúdo produzido pelo consumidor para competir no mercado? Muitas empresas ainda vivem o momento da transição do modo de se fazer comunicação. É preciso mostrar a elas que é necessário ir ao encontro dos consumidores, e não mais esperar por eles. Grandes empresas como a Coca Cola já experimentam ações com esse público gerador de conteúdo, como foi o caso do i9 Hidrotônico. Embora esse tenha sido um case polêmico, foi grande a aceitação entre os consumidores e o produto já alcançou o segundo lugar entre as marcas de maior comercialização, na categoria Isotônico, de acordo com o Instituto de Pesquisa Nielsen.

A comunicação em redes sociais pode ser ótima para chamar a atenção para o seu produto, na batalha pela mente do consumidor. Entretanto, tem a sua complexidade devido ao envolvimento cada vez mais ativo e participativo do consumidor. Qualquer deslize pode levá-lo a desenvolver crenças e valores negativos, anulando a construção de um relacionamento significativo entre todos que participam de determinada comunidade ou que sejam leitores de um blog. É crucial ter discernimento e saber ser relevante para o seu público, portanto, tome sempre cuidado para não pecar pelo excesso na comunicação e saiba que este é um terreno de piso falso. (Texto de Jacqueline Viana, publicitária, MBA em marketing e coordenadora de comunicação da e-brand, publicado no Webinsider).

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Clube do RP

O Clube do RP de Pernambuco é um espaço digital onde estudantes e profissionais podem trocar experiências e conhecimentos técnicos, através de uma análise reflexiva sobre a atividade. A proposta do Clube é de fortalecer a profissão, principalmente, na região Nordeste. O funcionamento é bastante simples: estudantes e profissionais de todo o país podem contribuir com textos, cases, experiências. O interessante é que esse material seja de autoria dos próprios profissionais ou estudantes. A finalidade do blog é de funcionar como uma vitrine que possa aproximar o mercado desses profissionais e o próximo passo será a construção do compromisso periódico de reuniões, palestras, mesas de discussão, com o objetivo de criar um intercâmbio entre profissioais e estudantes das regiões do país e futuramente trazer convidados para os eventos. Mais informações com Danilo Marinho no clubedorp@gmail.com.

 

Protagonismo

A Future Group, agência especializada em ativação de marca e mobile marketing, inicia no mês de dezembro, uma ação de verão conjunta para ativação das marcas Ruffles e Toddy. Na campanha "Fala Aê! Ruffles", o público poderá criar o próprio vídeo de livre expressão. Já com a campanha Toddy Shakes, os consumidores poderão baixar ringtones via Bluetooth, além de experimentar novos sabores. Para incentivar a participação, a Future Group vai colocar em circulação um ônibus com dois estúdios de vídeo, nos quais os jovens poderão juntar-se com os amigos, e gravar o seu recado para o mundo. Os recados serão postados no YouTube e no site de Ruffles. A interatividade acontece nas praias e fora delas: haverá transmissão ao vivo pela Internet (streaming) de tudo que acontece no ônibus da Ruffles. Além disso, uma Kombi totalmente customizada com a marca Toddy Shakes percorrerá o litoral paulista e carioca, estimulando novas formas de consumo e divulgando as receitas e sabores especiais. As campanhas têm como público-alvo os jovens de 14 a 19 anos, e acontecerão de 11 de dezembro a 23 de fevereiro, percorrendo praias de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Florianópolis.

 

Cerimonial e Protocolo

O IBRADEP - Gestão da Comunicação está divulgando o calendário de cursos para estes meses de verão. Todos acontecem entre 9h e 18h no Hotel Augusta Boulevard em São Paulo/SP, ministrados pela relações públicas Gilda Fleury Meirelles. Nos dias 26 e 27 de janeiro acontece A Arte de Falar em Público - Mestre de Cerimônias, conduzindo a solenidade, que é totalmente filmado. Já dias 28, 29 e 30 de janeiro entra na grade o novo curso de Gestão Estratégica em Eventos (Aperfeiçoamento), ficando nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro o já tradicional curso Gestão em Protocolo e Cerimonial (Aperfeiçoamento). Por fim, nos dias 5 e 6 de fevereiro é a vez de Recepção para Visitas Oficiais Nacionais e Internacionais - hábitos e costumes dos povos . Mais informações pelo ibradep@ibradep.com.br e fone 11-4152-8419 .

 

Estudos em Comunicação

Já está no ar a edição online do 5º número da Revista Communication Studies/Estudos em Comunicação. A publicação é uma iniciativa do Labcom (Laboratório de Comunicação e Conteúdos On-Line) da Universidade da Beira Interior ­ Portugal. Os textos da revista podem ser acessados no www.labcom.ubi.pt/ec/04. Os interessados em submeter trabalhos para o próximo número da Revista podem fazê-lo até o próximo dia 15 de abril de 2009. A nova edição está prevista para ser publicada em junho. Os textos podem ser enviados em Inglês, Francês, Português e Espanhol. Estudos em Comunicação aceita trabalhos na área dos Estudos Jornalísticos, Comunicação e Política, Comunicação e Deliberação Democrática, Estudos Culturais, Análise do Discurso e das Representações Sociais de Identidades, Comunicação Intercultural, Estudos de Gênero, Teoria da Comunicação, Semiótica, Retórica e Ciências da Comunicação em geral.

 

Lusocom

A Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona, sediada em Lisboa ­ Portugal, sedia o 6º Congresso SOPCOM, o 8º Congresso LUSOCOM e o 4º Congresso IBÉRICO, entre os dias 14 e 18 de abril de 2009. Os respectivos temas dos eventos são: ‘Sociedade dos Media: Comunicação, Política e Tecnologia’, ‘Comunicação, Espaço Global e Lusofonia’ e ‘Redes, Meios e Diversidade Cultural no Espaço Ibérico’. As áreas de Publicidade e de Relações Públicas constituem-se em um dos eixos temáticos para as atividades científicas do Congresso 8º LUSOCOM. Há uma coordenação conjunta para o referido eixo, que está a cargo dos pesquisadores Eduardo Camilo, representando Portugal, e Cláudia Peixoto de Moura (cpmoura@pucrs.br), como representante brasileira. Este é um relevante espaço às discussões de ambas as áreas, cujas inscrições dos resumos dos trabalhos serão recebidas até o dia 15 de janeiro. O formulário para submissão do resumo do trabalho ('abstract'), assim como as informações completas a respeito dos eventos, encontram-se no site http://sopcom2009.ulusofona.pt.

 

Crise

A LVBA Interativa, unidade da LVBA Comunicação dedicada a projetos de web 2.0, apresentou, no início de dezembro de 2008, o blog Crise & Comunicação, um espaço que reúne artigos jornalísticos e acadêmicos escritos por profissionais da agência, do mercado de comunicação empresarial e por professores. O site traz ainda cases e indicações de livros que abordam crises e comunicação. O site conta com a contribuição de um grupo diversificado de profissionais, que trazem pontos de vista distintos e opiniões contundentes sobre o tema. Entre eles, Adilson Ramos de Oliveira, vice-presidente da Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais); Eduardo Ribeiro, jornalista e editor de Jornalistas e Cia; prof. Dr. Clóvis de Barros Filho; prof. Dr. Luiz Alberto de Farias; prof. Dr. Paulo Nassar; Olga Curado, diretora da Curado & Associados, e prof. Dr. Wilson da Costa Bueno. Além de um espaço para debate, Crise & Comunicação pode ser utilizado para pesquisas por parte dos profissionais da área ou que tenham algum envolvimento com o tema proposto. “As informações organizadas no blog podem contribuir bastante para a construção de cenários de comunicação e, conseqüentemente, ajudar na tomada de decisão empresarial”, completa Rodrigo Padron, diretor da LVBA Interativa. “O blog é uma contribuição da agência para o mercado de comunicação. É um espaço do livre- pensar, de reflexão. Mais do que buscar respostas, queremos levantar questionamentos sobre o papel da comunicação nos processos de crise”, afirma Gisele Lorenzetti, diretora executiva da LVBA.

 

Marketing para Personalidades

A Inside Direct Marketing Focado, com sede no Rio Grande do Sul, assumiu a gestão da marca do DJ Alec Araújo. Dirigida por dois profissionais de Relações Públicas, Gabriel Carneiro Costa e Mateus Lampert falam sobre o primeiro trabalho da agência para uma pessoa física que se tornou sua própria marca. "Desafio novo para nossa equipe, que está motivada", define Costa. "A pesquisa que antecede o planejamento, será iniciada agora em janeiro. Estamos fazendo-a com referência mundial, buscando os melhores cases do mundo nessa área", coloca Lampert, que é cadastrado de nosso Mundo-RP. Requisitado no Sul do Brasil e em alguns países da América do Sul, Alec Araújo foi finalista na categoria DJ revelação do prêmio Cool Awards, de 2007, e se destaca como produtor musical. Os diretores da Inside Direct fazem questão de esclarecer que o DJ seguirá com seu empresário, que cuida de sua carreira, e que o trabalho da agência diz respeito apenas ao relacionamento da marca com as pessoas. Para quem ficar curioso, dá para conferir as faixas do DJ Alec Araújo no My Space.

 

Mulheres

O estudo Mulheres de Mais de 40 Anos está sendo realizado pela empresa de comunicação PRÓ-RP Relacionamentos Sustentáveis - empresa da relações públicas e integrante do nosso Mundo-RP, Ana Manssour, para conhecer a opinião e interesses das mulheres brasileiras sobre publicações e programas feitos para aquelas que estão na faixa etária a partir dos 40 anos. O questionário, que conta com apenas 12 (doze) questões objetivas e 1 (uma) discursiva opcional. A participação é totalmente voluntária e mesmo que você ainda não esteja nessa faixa etária, dê a sua opinião, pois certamente você conhece e se relaciona com mulheres de mais de 40 anos e daqui a algum tempo também fará parte desse grupo que já representa mais de 49% das mulheres brasileiras (dados do IBGE, Censo 2000). Você também pode indicar a pesquisa para suas amigas, colegas, familiares para que todas possam participar e dar suas opiniões - através do link registrado a seguir. As pessoas que responderem a pesquisa não serão identificadas nem divulgadas mas, se quiserem, poderão ter acesso ao resumo dos resultados assim que estiverem computados e disponíveis, bastando para isso preencher seus dados de contato no final do questionário. Mais informações pelo pesquisa.mulheres@prorp.com.br. Responda através deste link.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas amazonense Indramara Lôbo de Araújo, mestre em Economia - Desenvolvimento Regional e doutoranda em Bitecnologia na Universidade Federal do Amazonas é professora na FUCAPI e Assessora de Comunicação do Ministério Público Federal no Amazonas. Em sua carreira, constam a Gerência da Cadeia de fornecimento Sustentável e Gerência de Relacionamento com Comunidades e Órgãos Públicos da Natura Cosméticos, afora docência na UFAM e na Uversidade do Norte/Uninorte. Contatos pelo IndraLobo@pram.mpf.gov.br;


>O relações públicas Tiago Mainieri, depois de Doutorado pela Universidade de São Paulo, deixa a Unijui no interior gaúcho e entra para a equipe da Universidade Federal de Goiás, que está em processo seletivo de três professores na área. Contatos pelo tiagomainieri@hotmail.com.

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Crise não afetou setor de brindes

 

Os resultados de uma pesquisa realizada em âmbito nacional pela Bríndice, editora do maior catálogo de brindes do País, junto aos diversos setores da economia nacional, indicam que a crise financeira internacional não atingiu o segmento de brindes de fim de ano - e nem deve atingir, uma vez que o calendário de compras de brindes pelas empresas para o período vai de agosto a novembro, segundo Luiz Roberto Salvador, diretor da Bríndice. Os brindes de final de ano representam a maior porcentagem das vendas do setor, com 40% do mercado total. Para Salvador, a manutenção do brinde de final de ano em 2008 deve-se, principalmente, à consciência de que se trata de uma ferramenta de marketing eficaz e barata e que seu uso tende a ser intensificado em tempos de crise e recessão. "O conceito vale não só para o final de ano, mas para as ações ao longo do ano com objetivo de elevar as vendas", diz ele.

Com base nos dados da pesquisa, que está em sua segunda edição e é realizada junto a empresas clientes do catálogo da Bríndice, Salvador mantém a estimativa feita no final do primeiro semestre de que o faturamento do setor em 2008 será de cerca de R$ 6,3 bilhões, com crescimento de 5% em relação a 2007. De acordo com a pesquisa, feita entre os dias 21 de outubro a sete de novembro, 80% das empresas consultadas, de um universo de 1 mil, vão oferecer brindes de fim de ano. "É quase o mesmo índice da pesquisa de 2007", diz Salvador. Além disso, o levantamento mostrou que 29% das consultadas aumentaram o número de unidades de brindes adquiridas em relação a

2007 e 34% delas compraram brindes de maior valor unitário. O valor médio, porém, continua concentrado nos brindes de custo unitário mais baixo: 38% das empresas compraram brindes entre R$ 0,10 à R$ 20,00 por unidade. "Este dado reflete uma característica típica do setor até agora", explica o diretor da Bríndice. Mas um dado interessante verificado no último levantamento é que 18% das empresas consultadas oferecerão este ano brindes de valor superior a R$ 50, sendo que 10% desse grupo gastaram acima de R$ 100 por unidade. "Há uma tendência crescente de glamourização do brinde e isso se revela mesmo com perspectivas de crise", justifica Salvador.

Consultadas sobre os brindes ideais para o fim de ano, 35% das empresas escolheram as agendas, seguidas por 17% que optaram pelos calendários. As canetas vêm em terceiro lugar, com 12% das respostas e em quarto as bebidas, com 10%. Um objeto que vem ganhando espaço é o pen drive, escolhido por 10% das empresas como brinde ideal para a época, superando as cestas, blocos, bolsas e outros. Sobre a razão da escolhas, a grande maioria das empresas diz que optou pelos brindes úteis (56%) ou marcantes (28%). Outro dado positivo, segundo Luiz Roberto Salvador, é que 55% das empresas consultadas aumentaram os recursos destinados à compra de brindes em relação ao ano passado. Ainda pela pesquisa, o setor que mais oferecerá brindes neste ano é o de Serviços (36%), seguido pela Indústria (18%), Comércio (16%) e Agências de Propaganda (8%).

 

 

 

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Frase do Mês


“Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por essa razão tão poucas pessoas o façam”

por Henry Ford

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Tendências de marketing digital para 2009

 

A MPP Solutions, empresa de marketing digital, aponta como tendências para 2009 o início real do uso da web por meio do celular e a chegada das redes 3G e de aparelhos de usabilidade intuitiva (fáceis de usar). Como conseqüência, a empresa acredita que ocorrerá uma migração de importantes portais de inúmeros segmentos corporativos para o celular - já que este começa a ganhar importância como canal de relacionamento, serviços e venda ao consumidor.

Segundo Marcello Póvoa, sócio diretor da MPP Solutions, começa também a haver um processo de fragmentação na Internet. "Por exemplo, recursos como os Widgets serão mais e melhor aproveitados pois os sites podem ter parte de suas informações e aplicativos veiculados em diversos endereços. Esse fenômeno permite que um site ganhe audiência conquistando usuários mesmo fora de seu endereço original", explica.

Os mecanismos de propagação viral em conteúdos, serviços e ofertas serão mais compreendidos, de acordo com Póvoa. "A utilização e entendimento de ações virais pelas empresas pode ser usada tanto para formação como Brand Equity como para defesa de possíveis ataques de informação disparados pela própria concorrência", comenta.

Simultaneamente, empresas começarão a ampliar as iniciativas junto às redes sociais e aos blogs. "A grande questão será como monitorar e medir a eficácia das estratégias mercadológicas nas redes sociais devido a multiplicação praticamente diária. Porém, acredito que teremos grandes avanços neste sentido por intermédio de algorítimos com capacidade semântica. Grandes empresas como o Google já estão trabalhando nisso", afirma o sócio diretor.

O executivo ressalta também que 2009 será um ano onde vigorará o pragmatismo em todos os campos. "As empresas serão mais criteriosas e exigentes nas definições de estratégias de comunicação, inclusive digitais. Mas, certamente, teremos também ganhos expressivos em termos de criatividade e qualidade das campanhas", reforça. (Texto publicado no site Clientesa).

 

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A diferença entre diálogo e feedback

O mundo corporativo adotou a palavra feedback como uma constante na gestão de pessoas. Mas até que ponto este termo define o que pode ser feito para um bom ambiente de trabalho e porque é tão usado - isso se não houver um similar melhor a ele - até para substituir o bom e velho diálogo? O Consultor Rogerio Martins, psicólogo e pesquisador do comportamento nas organizações aponta os termos e diferencia de modo a melhor lidarmos com as pessoas focando em resultados. Diálogo ou feedback?

A comunicação é a base para a existência humana. Por isso, reflita sobre as seguintes questões:
- Quantas vezes você teve vontade de dizer o que pensa, mas acabou não falando?
- Quando alguém faz ou fala algo que você não gosta, você comenta abertamente com ela?
- Quantas vezes, você fez o trabalho que em princípio deveria ser realizado por outra pessoa?
- Quantas vezes você se sentiu desconfortável para pedir ajuda a alguém? E fazer uma crítica?

Estas e diversas outras situações que acontecem em nosso cotidiano estão relacionadas às nossas atitudes e comunicação. A comunicação tem papel fundamental na vida de qualquer pessoa, pois é diretamente responsável por nossa sobrevivência. Somos essencialmente seres sociais e, portanto, através da comunicação nos relacionamos, expressamos nossos sentimentos, vontades, carências, necessidades. Nas organizações as falhas na comunicação tem sido fonte dos maiores problemas para administração dos negócios. Todas as relações dependem deste processo comunicacional. Mas o fato é que a maioria das pessoas não sabe se comunicar de forma adequada.

Hoje está na moda o feedback. Tem gente que nem sabe direito o que é, mas tem orgulho de dizer que faz feedback diariamente com sua equipe. Feedback é uma técnica muito eficaz de gerenciamento, mas tem suas regras. Quando é mal aplicada torna-se desmotivadora. Porém, as pessoas se esquecem que existe uma forma muito mais simples de comunicação: o diálogo. O diálogo é aquela forma antiga de conversar com as pessoas, sem compromisso, sem regras, sem formalismo, sem avaliações. Esse sim, pode e deve ser aplicado diariamente.

Comece agora. Converse com as pessoas próximas emitindo suas opiniões a respeito do que acontece no dia-a-dia. Fale, sem medo, do que gosta e do que não gosta nas atitudes dos outros. Sem apontar falhas, apenas suas preferências. Use o feedback para gerenciar pessoas. Quando quiser simplesmente se relacionar no trabalho ou na vida social, use o diálogo. Sucesso. (Texto de Rogerio Martins, publicado em www.incorporativa.com.br).

 

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O boca-a-boca digital

 

Quem nunca se viu em meio à difícil missão de decidir qual marca de produto adquirir no momento da compra? O cenário e o questionamento sãos os mesmos do passado, a diferença é que a cada ano o próprio consumidor ganha mais poder de influência sobre as outras pessoas. O bom e velho boca-a-boca agora conta com aliados poderosos, como páginas de relacionamento e blogs. Se antes a opinião de um vizinho bastava para garantir a credibilidade de um produto, hoje, através das redes sociais, o mesmo personagem consegue expor suas impressões e dicas para mais de 64 milhões de brasileiros. De acordo com pesquisa divulgada no início de dezembro pela F/Nazca, metade dos internautas ativos - com mais de 16 anos - afirma que informações postadas na web afetam diretamente a decisão por adquirir ou não produtos e serviços.

Realizado com o apoio operacional do Datafolha, o levantamento também mostrou que 55% dos entrevistados já incluíram algum conteúdo na rede e 51% citam a busca de dados como principal motivo da navegação. Além disso, 26% já expuseram sua opinião e 20% fizeram reclamação online relativas a bens de consumo. O boca-a-boca na Internet também ganha força graças ao perfil de navegação no Brasil: 87% dos internautas acessam a web pelo menos uma vez por semana e 38% todos os dias, assiduidade que deverá cada vez mais se refletir nas vendas. Nos Estados Unidos, as análises de produtos têm impacto ainda maior na decisão de compra dos norte-americanos, segundo estudo da Deloitte & Touche.

Mais de 60% dos consumidores buscam a opinião de outros na Internet e 82% deste universo de usuários foram diretamente influenciados pelas análises no momento da compra.

O fenômeno do chamado consumo colaborativo não é novidade. A diferença é que com a quebra de barreiras geográficas proporcionada pelos meios online, o consumidor conquistou o posto de principal propagandista de marcas e tendências, tendo ainda a característica de impulsionar críticas, positivas ou negativas, em fração de segundos. A opinião expressa na Internet não só apóia a decisão dos compradores como também vem se tornando forte aliada das empresas. A partir dessa realidade, cresce a preocupação dos fabricantes em manter a qualidade no atendimento às exigências de seu público alvo. Os recursos disponíveis na rede podem destruir toda uma estratégia de imagem. Por isso, as corporações estão mais atentas à forma como a comunicação com os consumidores é feita e elas próprias vêm se valendo do meio on-line.

Diferente da última década, quando cabia em grande parte aos profissionais da publicidade garantir credibilidade a uma marca, na era das mídias sociais todos têm sua parcela de contribuição na composição da propaganda. O usuário agora é um porta-voz ativo, cada vez mais consciente do seu poder. Quem se sair melhor na avaliação dos internautas poderá ser alçado ao posto de campeão de vendas de 2009. (Texto de Moriael Paiva, diretor executivo de criação da Talk Interactive, publicado no site Clientesa).

 

 

 

 

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Empresas utilizam o Twitter para promover marcas

 

Nos EUA, entre setembro de 2007 e o mesmo mês de 2008, o crescimento da rede foi de 343%; em março de 2008 o Brasil já era o quinto em visitação no site. O Twitter, rede social que propõe aos seus usuários que respondam à pergunta 'o que você está fazendo?' em até 140 caracteres, alcança cada vez mais popularidade. Nos EUA, entre setembro de 2007 e o mesmo mês de 2008, o crescimento da rede foi de 343%. No Brasil, ainda não há números precisos, mas em março de 2008 o país já era o quinto em visitação no site.

Antenadas a esse cenário, marcas e empreendedores aderem cada vez mais à rede de microblogging para turbinar seu relacionamento com os consumidores, gerar receitas, divulgar promoções, gerar acessos para um site ou conversões para uma campanha, entre outras possibilidades. O Twitter promove a interação constante entre o perfil e seus seguidores. Os usuários prezam pelo compartilhamento de informações e pela leitura (em geral possuem ou lêem blogs). Sendo assim, a troca de links e notícias interessantes é comum para essa comunidade”, explica Patrícia Moura, analista de mídias sociais da Agência Frog, especializada em mídias sociais. Além disso, de acordo com a analista, investir no Twitter é uma oportunidade real de se comunicar com o consumidor diretamente, one to one. Patrícia acredita que a rede pode ser até mais eficaz que o email marketing, já que o usuário tem a opção de seguir apenas aquilo que lhe interessa. “Assim, perfis corporativos ou promocionais têm um caráter muito mais permissivo do que intrusivo”, afirma a analista.

Já Roberto Loureiro, responsável pelas redes sociais da construtora Tecnisa, que utiliza a ferramenta, acredita que o Twitter tem uma função diferente do email marketing. “O Twitter é rápido e eficaz em transmitir uma manchete, um highlight sobre qualquer tema, levando muitas vezes o usuário a informações mais detalhadas através de um link. É isso que faz do Twitter, ou qualquer outro microblog, uma ferramenta perfeita para o mundo moderno, para o consumidor sem tempo, objetivo e bem informado”, argumenta. Mas, mesmo com todas as vantagens, as empresas que desejam se aventurar nesse universo virtual devem ter alguns cuidados. Primeiramente, é imprescindível conhecer bem as características da rede. “Algumas marcas – grandes, inclusive – já deram verdadeiros tiros no pé por entrar neste território sem conhecê-lo”, destaca Patrícia.

Em segundo lugar, é preciso ter conteúdo. A analista explica que uma das primeiras coisas que a empresa ou marca deve se perguntar durante o processo de criação de perfil é: por que alguém leria isso? Por que alguém acharia essa informação interessante:? É preciso lembrar que a marca deve falar sempre a linguagem do consumidor. Interagir com os seguidores também é fundamental para se destacar na rede. Perfis baseados em mensagens automáticas












(bots) são os primeiros a serem execrados pelos consumidores. Afinal, uma conta no Twitter parte da premissa de que há uma pessoa por trás dela, respondendo em nome da empresa ou marca.

Finalmente, vale ressaltar que uma ação no Twitter deve estar baseada em todo um contexto de mídias sociais, ao lado de outras ferramentas de colaboração como flickr, youtube, delicious e aplicativos de suporte à rede. Se a marca ou empresa não têm um plano estruturado ou não está atualizada sobre os usos da ferramenta, o ideal é que se contrate uma agência especializada ou a utilize para monitorar o que os usuários estão falando sobre ela.

Empresas 2.0 - Desde setembro a construtora Tecnisa utiliza o sistema de microblog para enviar notícias para seus seguidores sempre que lança um empreendimento. Loureiro acredita que dentro do Twitter existem muitas pessoas que podem e querem comprar apartamentos, e a Tecnisa deseja ser a marca forte para esses usuários. “A venda de um apartamento é uma questão delicada. O consumidor, ao realizar essa compra, pesquisa muito, pergunta, compara, e é aí que o Twitter entra, disseminando a informação, facilitando a pesquisa e a comparação. O resultado disso é complicado de se mensurar a curto prazo, mas o que sabemos é que nossos seguidores aumentam diariamente, o que tem sido uma agradável surpresa, e isso nos ajuda a cumprir o objetivo de viralizar a informação”, afirma Loureiro.

Já a Agência Frog, em junho passado, criou o perfil do Leitor Voraz, personagem que representa o Grupo Ediouro nas mídias sociais. De lá para cá, foram cerca de 30 promoções, mais de 1.200 atualizações e mais de 400 seguidores na rede. Um dos exemplos de sucesso da iniciativa é a promoção 'Botequim de bêbado tem dono', sobre o livro de autoria de Moacir Luz. O volume ganhou um site próprio e a promoção no Twitter instigou os seguidores da rede a confessarem suas bebedeiras na página para concorrer a um exemplar. “Se fizermos uma conta rápida, contando apenas os dias úteis, chegamos a uma média de seis novos followers por dia. Ou seja, a cada promoção o Leitor Voraz recebe mais seguidores”, comemora Roberto Cassano, diretor de Estratégias e Mídias Sociais da Frog. (Matéria publicada no site Metaanalise).

 

 

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