Boletim nº 206/10 - Ano XIV
Agosto 2010

Novos Cadastrados

Neste ultimo mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Thaís Olino (São Paulo/SP), Daniela Amaral (São Paulo/SP), Luciana Rodrigues (São Paulo/SP), Ana Cláudia França (Atibaia/SP), Ana Paula da Silva (Taubaté/SP), Marcielly Moresco (Londrina/PR), Thamara Bueno (Bom Jesus dos Perdões/SP), Camila Ferri (Londrina/PR), Nicolle Amaral (Bauru/SP), Fernanda Rodrigues da Silva (Nova Iguaçu/RJ), Camilla Junger (São Gonçalo/RJ), Heloísa Rezende (São Bernardo do Campo/SP), Paola Barcelos (Campos dos Goytacazes/RJ).

E também os relações públicas Simone Linck (Porto Alegre/RS), Nicole Saldanha (Belém/PA), Pedro Prochno (São Paulo/SP), Rafaela Meller (Curitiba/PR), Luciane Pacheco (Porto Alegre/RS), Renata Meneghetti (Campinas/SP), Martha Domingues (Belo Horizonte/MG) e Kenelly Sá (Belo Horizonte/MG).

E ainda a assessora de imprensa Mariana Caetano (São Paulo/SP), a profissional de Marketing Mariane Montoza (Londrina/PR) e a bacharel em Turismo Anna Paula Jarenko (Curitiba/PR).




 

Cerimonial e Eventos

Diversos públicos normalmente manifestam opiniões preconceituosas e adotam posicionamentos distorcidos, quanto ao entendimento e compreensão das atividades pertinentes ao cerimonial, ao protocolo, a eventos e etiqueta.Na prática, isso reflete um verdadeiro esteriótipo adotado por muitas pessoas, que desconhecem o tema, sua abrangência e importância no dia-a-dia da vida pessoal, nas atividades sociais e profissionais de todos nós e nas empresas onde atuamos.

E, nesse contexto, de início, já se torna necessário, em todos os sentidos, deixar de lado a idéia da informalidade e a visão de acontecimentos emergenciais e carentes de planejamento, do tipo “festinhas de última hora da empresa”, e pensar no cerimonial e no evento como partes integrantes da comunicação organizacional, propiciando a aproximação, que vai além do caráter comercial e mercadológico. O evento deverá ocorrer, sempre, em decorrência de um planejamento deliberado e a partir de um calendário de ações, propiciando, entre outros benefícios, a integração e a interação entre uma pessoa e/ ou organização e seus públicos especiais, e contribuindo para o fortalecimento da imagem e do conceito dessa mesma pessoa ou organização.

Esta é a base do livro “O Protocolo, Cerimonial e Etiqueta em Eventos”, de Paulo Regis Salgado, editado pela Paulus. São cinco capítulos funcionando como guia na área para profissionais de diversas formações.

Autor - Tendo ingressado na Polícia Militar do Estado de São Paulo em 1967, Paulo Regis Salgado envolveu-se com cerimonial e anos depois já completava o curso de Relações Públicas pela Faculdade de Comunicação Social Anhembi. Trabalhou também na Assembléia Legislativa de São Paulo, como Chefe do Setor de Relações Públicas da Assistência Militar. Foi assessor da Casa Militar do Gabinete do Governador do Estado de São Paulo, e também chefiou a 5ª Seção do Estado Maior, responsável pelas atividades de comunicação interna e externa, relações públicas, cerimonial público e eventos. Atualmente, é Chefe de Gabinete da Subprefeitura de Guaianases, na zona leste da capital de São Paulo, e docente na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação.



 

Storytelling

A contação de histórias e a construção de narrativas vêm sendo utilizadas pelas empresas como ferramentas de gestão desde o final dos anos 1990, inicialmente nos EUA, a seguir na Europa e, mais recentemente, no Brasil. A disseminação desta prática pelo mundo é conseqüência da sua eficácia em trabalhar a construção da memória e da cultura organizacional, a humanização do ambiente de trabalho e, até mesmo, incremento das vendas e alavancagem do marketing.

Storytelling, Líderes Narradores de Histórias, livro lançado pela Editora Qualitymark e de autoria de Gislayne Matos, surge com o intuito de explicar como e porquê essa ferramenta poderosa pode ser aplicada à realidade das organizações. E sua grande inovação está em instruir a melhor maneira de aplicar adequadamente as histórias tradicionais como instrumento eficiente para gestão. Intercalando conteúdo prático, histórias tradicionais e relatos pessoais, dá-nos a oportunidade de conhecer e entender a história das histórias e como trazê-las ao interior das organizações.

Autora - Gislayne Avelar Matos graduou-se em Pedagogia pela FUMEC-BH em 1975 e especializou-se em Terapia Familiar Sistêmica pela Universidade Católica de Minas Gerais-BH em 1987. É Mestra em educação pela Faculdade de Educação da UFMG. Já publicou A Palavra do Contador de Histórias e O Ofício do Contador de Histórias.

 

Consulta pública do MEC está em andamento

 

Uma revisão curricular deverá definir diretrizes mais específicas para o curso de relações públicas, que atualmente conta apenas com aquelas estabelecidas para o de comunicação social. O objetivo é atualizar o perfil do profissional da área. Para subsidiar o trabalho de revisão, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação constituiu uma comissão de especialistas, presidida por Margarida Maria Krohling Kunsch, professora do curso de comunicação organizacional da Universidade de São Paulo (USP). A comissão terá o prazo de 150 dias para elaborar uma proposta a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão responsável pela aprovação das diretrizes curriculares dos cursos de graduação.

A comissão realizará uma consulta pública pela internet para receber as contribuições dos segmentos interessados ­ acadêmicos, profissionais do setor e sociedade civil. Após a consulta, serão realizadas audiências públicas, abertas à participação de entidades representativas do setor. A consulta receberá sugestões sobre três questões: o perfil desejável do profissional de relações públicas diante das transformações políticas, culturais, sociais e tecnológicas contemporâneas; as competências a serem adquiridas na formação superior, e os mecanismos e instrumentos de formação do profissional pela academia.

As sugestões podem ser encaminhadas para a comissão por consulta.rp@mec.gov.br . A comissão foi constituída pela portaria 595/2010, em 24 de maio de 2010. Além da presidente, compõem a comissão os professores especialistas: Cláudia Peixoto de Moura, Ésnel José Fagundes, Márcio Simeone Henriques, Maria Aparecida Viviane Ferraz, Paulo Roberto Nassar de Oliveira e Ricardo Ferreira Freitas. (Fonte: site da Associação Brasileira de Mantendedoras do Ensino Superior)

* O Prof.Dr. Paulo Roberto Nassar de Oliveira, coordenador do Curso de Relações Públicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo/ECA-USP, já enviou à Comissão um texto que analisa o posicionamento da área de RP em diversos países e instituições de ensino. Veja o texto "O profissional de Relações Públicas no ambiente corporativo global" clicando aqui.

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Conferência promovida pelo IQPC apresentará cases inéditos de Comunicação Interna

 

Empresas que são referências no desenvovilmento de estratégias de comunicação interna alinhada as expectativas da empresa e colaboradores apresentarão suas experiências nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Towers Faria Lima em São Paulo/SP na 4 edição da Conferência de Comunicação Interna realizada pelo International Quality and Productivity Center/IQPC. Abracom, Holcim, Novartis, Ericsson, Banco do Brasil, WEG estão entre as empresas que vão compartilhar histórias.

O dinamismo e as constantes mudanças nas empresas demandam uma comunicação cada vez mais efetiva, que, além de informar seus colaboradores, evitando informações cruzadas, têm como missão envolvê-los, fortalecendo assim a cultura organizacional. Entre 16 palestras, 3 workshops e painéis de discussão, o evento conta com: Cinthia Spanó, Gerente de Comunicação da Brasilprev, e Márcia Magno, Diretora de Comunicação e Responsabilidade da AES Brasil, palestrando respectivamente sobre: A evolução da área de comunicação interna por meio da estruturação de canais focados na liderança e pesquisa anuais e a comunicação interna como ferramenta de integração e fortalecimento da cultura organizacional.

O IQPC é uma multinacional de informação empresarial, com sede nos EUA. e escritórios em 10 países. No Brasil, a empresa segue a missão do grupo de levar conteúdo atrativo e atualizado para executivos, promovendo, assim, o desenvolvimento de diversos setores da economia. A elaboração de nossos produtos é baseada na imparcialidade e na qualidade do conteúdo, respeitando as expectativas e as necessidades de informação de cada mercado. Para mais informações e para conhecer nossos eventos, visite o site: www.iqpc.com.br .

 

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Criação da Estratégia como um processo colaborativo

 

“Falta profundamente um método de abordagem de estratégias: falta a conexão com a realidade das operações comerciais, assim como o debate de idéias e o alinhamento das capacidades.” escreve Merchant Nilofer em: The New How: Creating Business Solutions Through Collaborative Strategy. "Falta uma conexão com as pessoas que irão fazer essa estratégia virar uma realidade. E isso cria uma separação desnecessária entre a decisão de “onde ganhar "e “como ganhar." Neste trecho de “The New How”, Merchant explica que existe uma maneira melhor de criar boas estratégias de negócios:

Certamente, nós podemos fazer isso melhor - Estratégias falham por várias razões. Algumas são razões legítimas, como a concorrência que cria uma oferta melhor ou outra oportunidade que aparece. Mas também há razões inúteis para que as estratégias falhem: aquelas que nós mudamos a maneira que criamos a estratégia apenas por mudar. Muitas falhas de estratégia podem ser evitadas. Tratar a estratégia como um simples substantivo ou como apenas um conjunto de idéias é um caminho para a perdição, assim como todos os seus equívocos de acompanhamento, as ineficiências e expectativas impróprias.

As empresas que utilizam os modelos tradicionais de criação de estratégia “Top ­Down” parecem estar indo mais devagar. Ao mesmo tempo, o volume e a complexidade das decisões estratégicas que acontecem hoje estão aumentando. Essas mudanças exigem um modelo de pensamento sobre a criação da estratégia, assim como uma estrutura de processo para guiar os nossos pensamentos e ações.

Sem uma maneira de pensar e alinhar as decisões, as estratégias estão fadadas ao fracasso. Precisamos de uma nova abordagem para conseguir a vitória, coisa que não é ditada pela alta diretoria das companhias. Dentro das empresas mais inovadoras, as decisões estratégicas acontecem em vários níveis. Para que a nossa empresa possa desenvolver e conduzir o tipo de inovação e crescimento que a economia precisa, precisamos de uma grande capacidade de criação estratégia ao longo de nossas organizações.

Nós podemos desenvolver uma comunidade de pessoas que pensam não sobre a criação de estratégia como um conjunto de artefatos, mas como um processo eficiente. Então, juntos, podemos redefinir como podemos criar valor. Podemos inserir a colaboração no sistema, como por exemplo, parte de nossos pensamentos e nossas ações. Quando somamos os talentos, as perspectivas, habilidades e desejos da organização no processo, podemos fazer a criação da estratégia um processo contínuo de colaboração criativa. Vamos avançar e focar em uma abordagem mais consistente e previsível para essa criação: uma abordagem que combine estratégia com execução, uma que envolva as pessoas e leve em conta as condições necessárias para que uma estratégia bem formulada aconteça.

O primeiro passo é reconhecer as barreiras estruturais que conduzem processos deficientes. Deixe de lado a idéia de que quando a estratégia falhar, alguém deve ser culpado. Nós somos mais espertos do que isso. Considere as suposições equivocadas, as regras e os processos decorrentes. A própria maneira de criar estratégia determina uma grande parte do seu sucesso. Para corrigir o resultado de uma estratégia, temos que olhar para o sistema total que a produz. (Texto de Nilofer Merchant, fundador e CEO da Rubicon Inc., publicado no site 1to1)

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Abrapcorp publica Anais eletrônicos do IV Congresso

 

O IV Congresso Abrapcorp 2010 aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de maio em Porto Alegre/ RS em uma pareceria com a Famecos/PUCRS e a Fabico/UFRGS. Com o tema "Comunicação Pública: interesses públicos e privados", contou com cerca de 400 participantes que acompanharam painéis e conferências com especialistas em Comunicação Pública do Brasil e do exterior, sessões de comunicações científicas e oficinas temáticas.

Professores e pesquisadores em nível de pós-graduação apresentaram trabalhos nas sessões de Comunicação Científica dos 6 Grupos Temáticos da Abrapcorp: GT 1 História, teoria e pesquisa em Relações Públicas, GT 2 - Processos, políticas e estratégias de comunicação organizacional, GT 3 - Comunicação digital, inovações tecnológicas e os impactos nas organizações, GT 4 - Estudos do discurso, da imagem e da identidade organizacionais, GT 5 - Relações Públicas comunitárias, comunicação no terceiro setor e responsabilidade social, GT 6 - Comunicação pública, governamental e política. Também houve a participação de alunos de graduação, os quais apresentaram trabalhos decorrentes de monografias de conclusão de curso e iniciação científica no Espaço Iniciação Científica. No total, foram apresentados 70 trabalhos.

Na página dos Anais eletrônicos do IV Abrapcorp 2010 você encontra toda a programação do evento, além dos artigos em PDF organizados por GT e em um índice remissivo por autor.

Confira os anais de todos os Congressos Abrapcorp:
IV Congresso Abrapcorp 2010
III Congresso Abrapcorp 2009
II Congresso Abrapcorp 2008
I Congresso Abrapcorp 2007

A Abrapcorp - Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas funciona na Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo. Mais informações pelo fone 11-3091-2949 ou www.abrapcorp.org.br e secretaria@abrapcorp.org.br . Também lá pode ser feita assinatura da www.revistaorganicom.org.br .

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Exemplos de ações de empresas em mídias sociais

 

O sucesso de uma empresa depende também do relacionamento que ela mantém com seus clientes. Além de vender, é preciso fidelizar. E com o advento das mídias sociais a Internet tornou-se um novo espaço de aproximação entre marcas e clientes. Através de blogs e perfis em ambientes muito frequentados como no Orkut, Twitter, Facebook e YouTube, entre outros, é possível compartilhar conteúdos, novidades, opiniões e experiências. A presença de uma empresa na Internet reforça e dissemina os valores da marca e facilita a participação do seu público alvo, abrindo espaço para a conservação e a comunicação dirigida.

Mas não basta estar, é preciso saber estar e interagir. Um estudo divulgado este ano pela Associação Comercial de São Paulo mostrou que apenas 17% das empresas paulistanas têm cadastros ativos em mídias sociais. (Veja mais em Pequenas empresas ainda longe das redes sociais). Estes números comprovam que é fácil criar uma conta, o difícil é mantê-la atualizada. Quem trabalha como analista de mídias sociais precisa conjugar diversos conhecimentos, como conhecer as potencialidades e limitações dos sites de redes sociais, saber qual o perfil e as expectativas dos seus clientes, entender o que eles buscam nestes espaços, definir objetivos de comunicação nesses canais, planejar ações, ficar atento às novidades e escolher a melhor forma de interagir com o público.

Não corra do seu cliente online - A presença de uma marca nestes espaços implica estar ativo e também receptivo. Dúvidas e reclamações sobre os serviços prestados pela empresa vão surgir e, neste tipo de situação, ficar calado pode gerar um sentimento de indignação no consumidor. A empresa pode escolher em dar o retorno publicamente ou através de contato direto via e-mail ou telefone, mas o importante é não fugir do consumidor.

Cedo ou tarde ele vai voltar à rede social e agradecer a atenção ou elogiar o seu produto. Mas se você o ignorar ele vai espalhar a sua insatisfação e isso poderá impactar nas suas vendas, pois a troca de opiniões em redes sociais influencia fortemente na decisão de compra do cliente. Com a facilidade de acesso à Internet cada vez mais as pessoas pesquisam um produto ou serviço antes de ir até a loja para adquiri-lo. Acessam blogs, sites e, claro, as redes sociais para ver quais são as vantagens e desvantagens do produto.

Siga o exemplo das grandes marcas - Se a marca não é muito conhecida pode-se criar promoções e concursos para ganhar amigos/seguidores e ir investindo em conteúdo interessante sobre o seu segmento de mercado. Se a marca é conhecida, certamente seus fãs já criaram uma comunidade no Orkut para expressar seu amor. A Coca Cola possui uma comunidade chamada “Eu Amo Coca-Cola” que possui mais de 300 mil membros. Nesses casos uma boa saída é se relacionar com o administrador da comunidade e interagir com os participantes.

Uma ação feita pela Nokia, chamada de Nokia Guru, reúne os fãs de seus aparelhos para ajudar a empresa a responder dúvidas de usuários que se relacionam com a marca das mídias sociais. A recompensa pelo esforço vem através de prêmios que são dados todos os meses ao participante de cada categoria que fizer o maior número de pontos. Ideais como essas não aumentam apenas o capital social da marca na Internet, mas também se reverte em satisfação dos clientes e no aumento das vendas. O perfil da Dell no Twitter é outro exemplo de empresa que exemplo sabe fidelizar seus clientes através do contato direto com seus mais de 23 mil seguidores. A Camiseteria, empresa que vende camisetas com estampas exclusivas feitas por designers de todo o Brasil, criou um perfil no Twitter chamado SAC Camiseteria apenas para responder as dúvidas dos seus clientes.

A confiança com o cliente é construída através de respostas rápidas e do acompanhamento diário feito por um especialista no assunto. O grande erro de muitas empresas é pensar que qualquer pessoa sabe usar as redes sociais para promover uma marca. Estar atento as novidades do mercado e contratar especialistas no assunto vai ajudar a sua empresa a se posicionar corretamente nas mídias sociais e conquistar e manter o prestígio junto aos seus consumidores. (Texto de Daniela Machado, estudante de jornalismo da Unisinos e trabalha como assessora de imprensa na Fatto Comunicação, publicada no WebInsider)

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Aberje em Santa Catarina

A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/Aberje realiza no dia 19 de agosto de 2010 o 1º Encontro ABERJE em Santa Catarina, em Jaraguá do Sul/SC. O evento leva o Gerente Geral de Comunicação da Vale, Paulo Henrique Soares apresentando o tema do evento “Novos Desafios da Comunicação Empresarial”. A mediação ficará a cargo de Caio Mandolesi, Coordenador da Comunicação Institucional da WEG. Vai ser a partir das 19h no CEJAS (Centro Empresarial - Rua Octaviano Lombardi, 100 - Czerniewicz). Os Encontros Regionais Aberje são tradicionais eventos da Associação, com presença nas principais capitais brasileiras. O formato do evento - fundamentado em um dos quatro pilares da Aberje, a Educação ­ prioriza também o relacionamento, articulando grandes nomes da comunicação e participantes de forte influência no mercado. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas gratuitamente através do link www.aberje.com.br/eventos/encontro_sc/ficha.asp. Qualquer dúvida, escreva para emiliana@aberje.com.br.

 

Digital Age 2.0

O Digital Age 2.0, conferência promovida pelo Now!Digital Business e que já entrou na agenda dos profissionais de marketing, publicidade, comunicação, negócios e internet do Brasil, chega à sua quarta edição confirmando a revolução em marketing e comunicação digital que antecipa desde a sua primeira versão, em 2007. No evento que acontece nos próximos dias 18 e 19 de agosto de 2010, no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo/SP, o tema “Ideias para um mundo em transformação” quer derrubar os últimos paradigmas do velho mundo analógico da publicidade e do marketing e colocar em discussão o presente e o futuro da comunicação digital, considerando um cenário definitivo para a transição do analógico para uma realidade totalmente digital e conectada. Como nos anos anteriores, palestrantes nacionais e internacionais marcarão presença no Digital Age 2.0. Os convidados internacionais deste ano: Clara Shih, autora do livro "The Facebook Era" e fundadora/CEO da Hearsay Labs, especializada em soluções de gestão e métricas corporativas em redes sociais; Brian Solis, presidente da FutureWorks, especialista em convergência de PR, Mídia e Social Media, colunista dos blogs TechCrunch e Mashable e autor do livro Engage; Andrea Harrison, vice- presidente da Razorfish, responsável pela divisão de Social Influence Marketing e especialista em inteligência competitiva sobre mídias sociais e mercados verticais; Gabriel Saénz de Buruaga Co-CEO Mundial do Havas Digital; e Shiv Singh, diretor de marketing digital da Pepsico North America e autor do livro “Social Media for Dummies”. Eles se juntarão aos palestrantes nacionais, entre eles Michel Lent Schwartzman, gerente-geral da Ogilvy Interactive; Fernand Alphen, Diretor da Fnazca; Alexandre Kavinski, CEO da I-Cherry; Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.Life, Marcelo Sant’iago, diretor da Real Media; Sergio Valente, presidente da DM9/BBDO; e Alexandre Campos Silva, consultor da IDC Brasil para a área de CMO Advice, professor de Inovação e Cultura Digital no mestrado TIDD PUC-SP e coordenador do MBA em TI da PUC-SP. As inscrições para participar do Digital Age 2.0 estão abertas e podem ser feitas pelo site www.digitalage20.com.br. Outras informações pelo 11-3882-0009.

 

Portais Corporativos

Gestão Estratégica em Portais Corporativos e Intranets é o grande seminário que a IBC - International Business Communications promove no Rio de Janeiro/RJ no dia 29 de setembro de 2010 e em São Paulo no dia 20 de outubro. O administrador Érico Andrei vai ser o facilitador, num programa que envolve Planejamento aplicado a Portais e Intranet, Gestão de Conteúdo, Novas Tecnologias e Inovação: Mídias Sociais e Mensuração dos Resultados. Veja mais clicando nos nomes das cidades: São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Senado Federal

A Secretaria de Relações Públicas do Senado Federal, buscando aproximar o cidadão do Poder Legislativo Brasileiro, oferece mais uma ferramenta de comunicação em seu novo endereço na Internet - www.senado.gov.br/RelacoesPublicas. A nova página traz informações sobre as iniciativas do órgão, desde os Eventos Institucionais e o III Concurso de Redação, até o Programa de Visitação, bem como disponibiliza as principais publicações do setor. De fácil navegação e localização de conteúdos, o canal traz um rol específico de informações, com busca de eventos, galerias de fotos, notícias, perguntas frequentes e os serviços e produtos oferecidos ao público; tudo para auxiliar no diálogo e no relacionamento com o cidadão. Outras informações sobre o trabalho, fale com Juliana Maria Guaracy Rebelo, diretora da Secretaria de Relações Públicas da instituição.

 

Cerimonial e Protocolo

A relações públicas Gilda Fleury Meirelles já está com agenda oficial em setembro na cidade de São Paulo/SP com seus treinamentos pelo Ibradep. Nos dias 9 e 10 é a vez de "Planejamento e Organização de Eventos Empresariais e Governamentais", entre 9h e 18h; dias 13, 14 e 15 tem "Aperfeiçoamento Gestão em Protocolo e Cerimonial", no mesmo horário; e ainda "A Arte de Falar em Público - Mestre de Cerimônias, conduzindo a solenidade" acontece dias 16 e 17. Mais detalhes podem ser obtidos pelo site www.ibradep.com.br, ou ainda pelo fone 11-4152-8419 e e-mail ibradep@ibradep.com.br.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas Luciane Pacheco é formada pela Unisinos/RS. Com experiência em organização de eventos na Federasul e no Ministério Público Estadual, fundou em 1998 a Cem Cerimônia Eventos em Porto Alegre/RS. Agora, dá início a uma unidade de Eventos Sociais, focada em planejar e executar casamentos, aniversários, recepções de formaturas, bodas, jantares e confraternizações. Contatos pelo luciane@cemcerimonia.com.br


>Inara Regina Batista da Costa assumiu recentemente como professora assistente de Relações Públicas da Universidade Federal do Amazonas. Depois de experiências na Petrobras, Whirlpool, Samsung, Grupo Simões (engarrafadora Coca-Cola) e Fundação Teatro Amazonas, ela parte para a docência. Formada em Relações Públicas pela UFAM, tem especialização em Marketing Empresarial e MBA em Team Management pela FGV-AM e Mestrado em Engenharia de Produção pela UFAM. Contatos pelo inaracosta@uol.com.br


>A relações públicas Querlei Scremin, formada pela Universidade Federal de Santa Maria e pós-graduada em Comunicação e Política pela Universidade de Santa Cruz do Sul, após período na Prefeitura Municipal de Canoas, agora integra a equipe da Signi Estratégias em Sustentabilidade. Contatos pelo querleiscremin@hotmail.com


> O relações públicas e integrante do Mundo-RP, Aislan Ribeiro Greca, teve contato com jornal da Federação Italiana de RP e gentilmente fez a tradução de um dos conteúdos, reproduzidos abaixo. Ele é graduado em Relações Públicas pela UEL/PR e pós-graduado em Marketing e Propaganda pelo Centro Universitário Filadélfia - UNIFIL. Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté, atua como profissional de Comunicação Social da Petrobrás - Repav, responsável por projetos voltados a área de responsabilidade social e gestão de relacionamento com públicos estratégicos da empresa. Está como conselheiro suplente do Conrerp 2.Região SP/PR. Contatos pelo asgreca@gmail.com


>Luiz Macedo, do Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo do Centro de Excelência em Varejo da FGV-EAESP, é relações públicas formado pela Universidade de Londrina/PR. Contatos pelo Luiz.Macedo@fgv.br

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ABRP-SP promove encontro sobre RP e Saúde

 

No dia 21 de agosto de 2010, entre 9h e 13h, a Associação Brasileira de Relações Públicas - São Paulo realiza, no Centro de Aprimoramento Profissional de Enfermagem (CAPE) do Conselho Regional de Enfermagem (COREN-SP), o Encontro ABRP ­ Setor Saúde e Comunicação, com a participação de profissionais de comunicação com ampla experiência na comunicação de organizações da área da Saúde, para discutir tendências e estratégias de comunicação para o setor.

O intuito do encontro é contextualizar o público sobre a atuação e as estratégias do profissional de comunicação na saúde, além de expor cases que refletem a importância do profissional de comunicação dentro do planejamento estratégico de ações do segmento. Para o vice-presidente da ABRP-SP, Marcus Vinicius Bonfim, “procuramos na programação deste encontro, a diversidade de experiências em comunicação de profissionais que apóiam

o trabalho de instituições e profissionais de saúde, a construção de políticas públicas e a compreensão da importância social da saúde. Este setor precisa de profissionais de comunicação competentes e cada vez mais capazes de difundir ideias e conteúdos para a sociedade nas mais diversas organizações que estão na área de saúde”, diz.

O evento contará com palestras da relações-públicas Karen Watanabe, Gerente de Assuntos Corporativos da Bristol-Myers Squibb, indústria farmacêutica com foco na pesquisa de medicamentos complexos; da jornalista Suzane Frutuoso, chefe de reportagem do jornal Diário de S.Paulo, com passagens nas revistas Época e Istoé; Andrea Moraes, jornalista e Diretora de Atendimento da Divisão de Saúde da Ketchum Estratégia; e Thais Catucci, relações-públicas e Analista de Comunicação Corporativa do Hospital Samaritano. O COREN-SP apoia a realização deste evento.

Mais informações para a Imprensa com Julyana Oliveira ou Dayane Azeredo, pelo fone 11-5587-1161 ou pelo e-mail abrpsp@abrpsp.org.br.

 

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Frase do Mês


"O que somos é um presente da vida para nós. O que nós seremos é um presente que damos à vida"

por Herbert José de Souza (Betinho)

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Redes sociais na comunicação interna das empresas

“Os suportes de comunicação interna online mais usados pelas empresas são a intranet, wikis, newsletters, instant messaging, Facebook e blogues”, sendo que “a actualização e manutenção destas plataformas é da responsabilidade dos departamentos de comunicação, marketing, sistemas de informação e, por último, dos recursos humanos”, revelou um inquérito a mais de 50 profissionais presentes no evento Get Together, promovido pelo Observatório de Comunicação Interna e Identidade Corporativa e divulgado em comunicado por esta iniciativa que junta o Grupo Inforpress, Universidade Católica e Executive Digest . “Encaramos as redes sociais como um novo suporte de comunicação interna que facilita a transferência de conhecimento entre cada colaborador, no sentido de agilizar as funções que implicam o contacto com os 190 mil colaboradores do grupo”, referiu Ana Bernardes, Recruiting & Professional Development Lead da Accenture Portugal.

“As redes sociais, em termos de comunicação externa, são um desafio para as empresas, na medida em que as pessoas já utilizam mais estas plataformas do que os meios tradicionais”, salientou Lara Campos Tropa, da equipa de Marketing, Comunicações e Cidadania da IBM, que aconselhou o estabelecimento de directivas, a criação de um código de conduta e de valores “que ajudem os colaboradores a melhor se posicionarem nas redes sociais. Até porque “a entrada nas redes sociais tem que ter reflexos no negócio, tem que ser estratégico”, lembrou Patrícia Dias, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica. “As redes sociais são uma realidade, estão para ficar e não devem ser ignoradas”, afirma Filipa Primo, Account Manager de e-comunicação do Grupo Inforpress. “Contudo, nenhuma empresa pode encarar esta realidade sem uma profunda mudança cultural, que deve ser assumida pela empresa e pelos colaboradores. É necessário avaliar a importância da Web no contexto de trabalho e estarmos mais alerta para as ansiedades e expectativas dos colaboradores”.

Esta especialistas avançou com “oito tendências Web para a comunicação interna”:
1. Portais sociais com directório de networking corporativo, dados pessoais e chat;
2. Blogging e micro-blogging com comunicação bilateral, em tempo real e reforço do sentimento de pertença e compromisso;
3. Conteúdos móveis e eventos virtuais através de podcasting, aplicações móveis e vídeo-conferência;
4. Formação colaborativa através de portais de e-learning internos e ferramentas colaborativas de conhecimento ­ wikis, bookmarks;
5. Communiting com redes sociais próprias ou comunidades internas em plataformas internas;
6. Crowdsourcing interno através de blogues de ideias e jogos colaborativos;
7. Embaixadores 2.0 através de colaboradores bloggers e conteúdo gerado pelos funcionários;
8. Recrutamento através de redes corporativas e criação de dinâmicas mais interactivas.
(Fonte: site da Computerworld)

 

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Sustentabilidade: pouca informação e muito Greenwashing

 

Se fala tanto de sustentabilidade, mas na Itália ainda não é difundida a cultura da responsabilidade social. Por esta razão, consideramos importante fazer uma revista sobre o tema. Afirma Maria Cristina Alfieri, diretora da Business. Nascida em Milão em 1968, e casada e tem dois filhos. Formada em filosofia, jornalista profissional, trabalhou para algumas das maiores revistas e jornais italianos. Desde 2000 é diretora editorial e responsável pela revista Business. Desde 2004 é diretora editorial do grupo Food: coordena a redação da revista Business, Food, Bar Business e de uma revista internacional editada em Madrid. A entrevista é de Francesca Sapuppo, com tradução do relações públicas Aislan Greca.

A sustentabilidade em pouco tempo se tornou um dos elementos fundamentais da comunicação empresarial. Quanto na sua opinião, quanto esta comunicação é instrumental e quanto é real ?
Certamente o risco de Greenwashing é muito alto. As empresas perceberam que adotar certas atitudes para com o meio ambiente e o contexto social é uma recompensa aos olhos dos consumidores e, portanto, estão implementando todas as atividades que visam divulgar este compromisso. Há que se dizer também que embora a atenção dos consumidores nessas frentes aumentou muito na maneira, que avaliam cuidadosamente, por exemplo, se na compra um produto, há apenas um rótulo que se refere a um patrocínio remoto ou se este produto respeita determinados impactos ambientais, redução de consumo de PET, etc. Então, na minha opinião, as operações de Greenwashing será reduzida, porque o consumidor está mais atento e fazer o Greenwashing pode tornar-se um bumerangue para as empresas, porque se o consumidor percebe que o compromisso não é real, mais cedo ou mais tarde abandona a empresa. E um consumidor decepcionado é difícil recuperar. Este é um risco que as empresas não podem correr

De seu ponto de vista privilegiado e das relações que os jornais que dirige têm com as mais importantes empresas italianas, o que você acha da sustentabilidade, tornou-se parte da missão e da governança?
Você pode avaliar o empenho em dois tipos de realidade empresarial. Por um lado, existem grandes empresas que estão tomando este caminho sustentável quase a força. Hoje uma grande empresa não pode ignorar o contexto social e ambiental em que opera não só porque os consumidores estão cada vez mais atentos a estas questões, mas também porque faz sentido. Uma série de investimentos que as empresas podem fazer para reduzir o consumo de energia são investimentos grandes, mas que a longo prazo são amortizados e também se tornam uma vantagem competitiva comparados com aqueles que não fazem. Para uso em produção de energia limpa torna-se vantajosa do ponto de vista econômico. Do outro lado estão as pequenas e micro empresas que, paradoxalmente, apesar de parecerem mais atrasadas nesta vereda são mais atentas do que se parece. As pequenas empresas, especialmente as familiares, têm uma vocação em seu DNA a olhar para o negócio a longo prazo, e não há nada mais parecido com a sustentabilidade ambiental que uma visão de longo prazo. Estão atentos na exploração de seu território em termos de valor inerente, porque deve semear valores neste tempo para as gerações futuras a semear no tempo para a próxima geração. De um modo não declarado vivem num determinado território com um respeito muito grande. Não estão ainda conscientes. Este é o caminho das pequenas e micro empresas: Aprender a ser conscientes e a formalizar este compromisso até o momento apresentadas de modo inato.

Quais são os aspectos da sustentabilidade que majoritariamente as empresas querem fazer emergir nas relações com a mídia?
Certamente parece que comunicam mais aquilo que é verde e o respeito ao meio ambiente. Aqui está o grande trabalho para mudar o foco de uma comunicação ambiental para uma comunicação 360º para se fazer conhecer tudo sobre a responsabilidade social corporativa que impacta as atividades da empresa. Responsabilidade Social Corporativa significa estar atento a todos os seus stakeholders, atenção para o contexto ambiental, mas também ao social. A parte verde não é a única no qual deve se focalizar a atenção. Em meu primeiro editorial da nova “Business” afirmei que "os consumidores parecem não estar completamente satisfeitos com a qualidade e quantidade de informação em termos de sustentabilidade".

Quais, na sua opinião, são os elementos críticos de relacionamento das empresas - os consumidores?
No editorial me referia a uma sondagem da Gfk ­ Eurisko no qual emergia que os italianos tem uma menor disposição informações o quanto gostariam de empresas que se dizem sustentáveis. O que surgiu foi que os consumidores querem mais das empresas. Da distribuição o consumidor valoriza se um produto ou uma empresa são verdes e atentas a sustentabilidade no ponto de venda. Já no exterior, o varejo tem muito sobre esta questão: tem divulgado na etiqueta de seus produtos cartões informativos, como a Mark & Spencer na Inglaterra ou Wal Mart nos EUA que

introduzem o índice verde para orientar o consumidor. Na Itália estamos ainda no início, embora alguns varejistas como Coop e Conad estão fazendo ótimas coisas, estão trabalhando muito no fronte da sustentabilidade, mas falta um pouco de comunicação para o consumidor final dentro da loja, porque seria importante orientá-lo nas decisões de compra, de modo que o consumidor saiba pedir.

Quais os instrumentos utilizados pelos stakeholder para avaliar a autenticidade dos compromissos e mensagens em termos de sustentabilidade?
Os stakeholders são também os consumidores e a mídia e não minha opinião, não acho que possuem muitos instrumentos. Existe o equilibro ético que, entretanto, não é obrigatório para as empresas, mas não existe uma referência igualitária para todos: Um outro instrumento são as campanhas, mas muitas vezes restrita a apenas ao verde; existem as etiquetas, mas ainda há muito trabalho a fazer. Outras ferramentas são poucas. É importante comunicar e usar também melhor a mídia. Uma das razões do qual nasceu a Business é para fornecer um veículo do qual os interessados possam saber o que estão fazendo as empresas. O nosso jornal vai para a indústria e área de distribuição ajudando cada um saber o que seu parceiro comercial está fazendo.

A reputação é agora um dos intangíveis mais importantes para as empresas e a sustentabilidade é um dos elementos fundamentais. Como proteger e como comunicar eficazmente?
Reputação é importantísima porque abrange todas as áreas, é um resumo de como a empresa aspira para com seus stakeholders. Não só a comunicação, mas devemos considerar a estratégia global da empresa. É certamente importante garantir que a reputação seja a síntese de todos os relatórios sobre os setores da empresa, é uma expressão de coerência corporativa a fim de evitar o risco do greenwashing. Deve haver uma mudança de 360 graus na forma de gerir processos de negócio.

O que você exige de seus jornalistas para entender se as iniciativas de responsabilidade social e sustentabilidade das empresas não são apenas greenwashing?
Responderei com uma provocação. Com a Business organizamos uma conferencia intitulada “Diga a coisa justa” que chamava os especialistas de comunicação do mundo para compreender como era de se comunicar melhor o seu compromisso no sentido da sustentabilidade. Um dos palestrantes era Diego Masi, presidente da Assocomunicazione, que sustentou que de fato o greenwashing é um bom início. Na verdade, mesmo aqueles que fazem o greenwashing mostram que entenderam que a orientação da empresa vai nesse sentido e que algo deve ser feito, entretanto, começou a andar. Mas como eu disse antes o greenwashing pode ser um bumerangue para as empresas, inevitavelmente, vai perceber que seus esforços se tornarão mais sérios. Isso é o que eu também digo a meus repórteres, tentando ver se o compromisso é apenas uma declaração ou se esta primeira declaração de sensibilidade é realmente o primeiro passo de uma jornada que vai mais fundo. Basicamente, melhor fazer alguma coisa que não fazer nada. Uma coisa eu digo é para ter muito cuidado com tendências filantrópicas: Não confunda a Responsabilidade Social Corporativa com filantropia corporativa, como destinar parte dos lucros da companhia a causas humanitárias e ambientais. Isso está muito longe do que se entende por sustentabilidade.

A crescente difusão da Internet e das mídias sociais está mudando o relacionamento entre as empresas e os stakeholder. Como as mídias podem responder este desafio?
A Internet tornou os consumidores ativos que não só ouvem, mas também pedem idéias, relacionamentos e diálogo. Em particular, vimos uma convergência muito forte entre esse consumidor ativo e o eco-consumidor - Atencioso, direto e que praticamente se satisfaz. O consumidor verde é um consumidor muito ativo que quer saber muito sobre as empresas. A Internet neste jogo dos verdes desempenha um papel importante, pois permite verificar pessoalmente que o compromisso das empresas são concretos.

A Internet é um importante aliado, e, claro, também é um aliado da mídia. Quais são os objetivos da nova Business (jornal)?
Os objetivos do novo Businesss são muitos. Primeiramente se posicionar no mercado como a primeira revista B2B dedicada a agenda de sustentabilidade. O seu objetivo principal é informar, mas também formar a comunidade de negócios sobre todos os temas que envolve a Responsabilidade Social que de fato na Itália ainda não é bem difundida esta cultura. Para fazer de modo correto e coerente temos estreita parceria com toda uma série de parceiros, muitos acreditando neste setor como a Ferpi, Altis, Sodalitas, Life Gate, Altroconsumo, Lagambiente e muitos outros que todos os meses garantem conteúdo de qualidade sobre estes temas. Em seguida, propomos uma resenha internacional que dá uma visão geral sobre o que acontece no exterior, muitas vezes na vanguarda neste domínio. Tudo isso com vista a discutir a indústria com a distribuição, que são os nossos dois grandes jogadores, porque estamos conscientes de que parcerias comerciais entre estes dois atores serão cada vez mais de uma convergência de interesses relacionados com sustentabilidade.

 

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Gestor cultural, o profissional do futuro

Estamos falando de um dos mercados mais potentes do mundo e um dos que mais cresce e se revigora a cada dia. De algo tão necessário ao ser humano como comer e respirar. De uma atividade que dá sentido ao ser humano, significa sua vida e projeta seu futuro. Além dos mercados tradicionais, supostamente em crise, como o cinema, a indústria fonográfica e editorial, atropeladas pelo advento das tecnologias de informação e comunicação, surgem a cada dia novas formas de significar a presença do ser humano na Terra, de criar utopias, planos de futuro, ou simplesmente de amenizar o sofrimento de quem ainda não encontrou sua autonomia em relação ao próprio imaginário.

Os códigos culturais antes dominados por impérios, igrejas, estados autoritários e grandes corporações estão cada vez mais ao alcance de todos nós. A teia que se forma em torno dos elementos culturais, diversos, controversos, livres, colaborativos e, ao mesmo tempo, controlados, sistematizados, formatados, lineares, é cada vez mais complexa. Exigem dos terráqueos contemporâneos uma capacidade de decodificação, síntese e diálogo constantes. O gestor cultural se habilita a esse exercício constante, com um diálogo permanente entre as formas mais lineares e alienantes do conhecimento e as mais revolucionárias maneiras de criação e conexão com os universos paralelos do sentido. Um diálogo que possibilita, ao mesmo, implodir e reforçar os sistemas estabelecidos de poder. Um profissional detentor de uma chave mestra, capaz de promover a livre expressão e arbítrio, e de revelar os sistemas de cerceamento de conhecimento, opinião e expressão, aptos a afugentar os medíocres, robotizando-os em lógicas binárias e sistemas bancários.

Antes de qualquer coisa, um profissional pautado pela ética. Não necessariamente pautado pelo bem, mas um bom conhecedor do mal que há dentro de si. Algumas características são marcantes nesse profissional, que ganha espaço a cada dia não somente nos mercados tradicionais de cultura e comunicação, mas em várias esferas da sociedade. São elas:

- A constante reflexão em relação a tudo o que faz.
- Alto poder de aplicabilidade daquilo que pensa naquilo que faz.
- Participa da vida política, articula e trabalha em rede.
- É familiarizado com a língua e a lógica do mercado.
- Subverte a lógica do mercado, propondo novas formas de superação.
- É empreendedor e criativo.

É claro que estou idealizando este profissional, mas ao mesmo tempo reconheço-o em corpo presente nos corredores dos inúmeros empreendimentos culturais com que tenho contato pelo Brasil e pelo mundo afora. Alguém que, como o artista, se prepara como nenhum outro para lidar com as incertezas de um tempo que colhe os frutos do desenvolvimento tecnológico e da ciência, mas ao mesmo tempo paga a conta da irresponsabilidade para com seus pares, seu planeta e com a vida. (Texto de Leonardo Brant, para o blog Cultura e Mercado)

 

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