Boletim nº 190/09 - Ano XII
Abril 2009

Leia nesta edição

 

> O Valor dos Ativos, o Poder da Percepção e o Efeito Borboleta
> Conferp atualiza dados de profissionais
> Congresso AbrapCorp 2009 está chegando
> A evolução da web
> Portal da Comunicação espanhol lança edição em português
> O valor da interação com o cliente
> Relações Públicas devem liderar processos de memória
> Marketing de Experiência: IBC reúne casos de sucesso
> Encontro Regional de Estudantes de RP do Nordeste é em maio
> Gestão do Conhecimento é discutida em evento internacional em SP
> Fast News
> Mercado em Movimento
> A metodologia do repensar transformador
> Dicas de Livros: Surdez das Empresas, O Novo Capitalismo e Cultura da Convergência
> O que é melhor: formar ou transformar líderes?
> Intranet corporativa: o desafio de agregar pessoas
> Mosaico Social: surge novo blog para discutir o Socialcast
> Esta é uma crise de sustentabilidade
> Mobile marketing cresce 45,92% em 2008

Novos Cadastrados

Neste último mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Pedro Ramalho (Recife/PE), Bruno Lanziotti (Curitiba/PR), Roberta Battistella (São Paulo/SP), Emanuelle de Freitas (Bombinhas/SC), Fernanda Camargo (Sertãozinho/SP), Zilda de Souza (São Paulo/SP), Márcia Gonçalves (Bragança Paulista/SP), Daniel Augusto de Barros (Maceió/AL), Maria do Socorro da Costa (São Luís/MA), Fabiana Fernandes (Porto Alegre/RS), Emily Silva (Sumaré/SP), Kamily da Rocha (Recanto das Emas/DF), Elaine Valério (Taubaté/SP), Swellen Feitoza da Silva (São Luís/MA), Ana Carolina Alves (São Paulo/SP), Anne Carolina Passos (Taubaté/SP), Raphaela Brito (Recife/PE), Talita Tokimatsu (São Paulo/SP) e Tânia Mara Souza (Goiânia/GO). Tambem os relações públicas Suelem Pereira (Aparecida de Goiânia/GO), Renata dos Anjos (São Paulo/SP0, Ligiana Pinto (Porto Alegre/RS), Ariany Cunha (Tatuí/SP), Daniela Penna (São Paulo/SP) e Aline Amoedo (Salvador/BA). E ainda a analista de eventos Marina Machado (São Paulo/SP), os jornalistas Renata Teixeira (São Paulo/SP) e Marcos Besse (São Paulo/SP) e a secretária executiva Cláudia Xavier (Curitiba/PR).


 

A Cultura da surdez

São, ao todo, quatro capítulos que se somam para traçar um amplo painel das diferentes formas de crise de comunicação que hoje abalam as empresas. No capítulo de abertura, a ‘Cultura da Surdez’, da Editora Lazulli, Viana faz uma minuciosa reflexão sobre a origem das companhias - que tem suas estruturas espelhadas no Exército e da Igreja -, apontando as razões culturais da incapacidade de ouvir o que a sociedade democrática exige. Assim, conclui que o choque entre a imagem e reputação das empresas, gerado pela inadequação entre o discurso e realidade, tornou-se o grande adversário dos negócios.

Em síntese, é um trabalho que combina uma visão histórica das primeiras crises da era pré-capitalista, com experiências práticas e a análise conceitual das crises que se sucedem cada vez com mais intensidade junto às empresas na atualidade. A reflexão histórica do autor começa com a análise da experiência vivida pela Companhia das Índias Ocidentais que por dois séculos dominou os negócios do mundo e terminou com uma simples penada do governo inglês, cansado de vê-la ambicionar ser maior que o Estado. Relata também, em detalhes, o histórico case do grupo Rockfeller - protagonizada pelo cujo líder, David Rockfeller -, que deu origem à comunicação corporativa nas empresas modernas. Graças à comunicação associada com mudanças no modelo de negócios, o empresário deixou de ser o inimigo número 1 da América para transformar-se no herói do mundo dos negócios. Tudo aconteceu entre os anos de 1914, com o início da crise que resultou na morte de mais de meia centena de pessoas - e por pouco não leva a família Rockfeller à prisão ou ao linchamento público ­ até 1937, ano da morte do patriarca, cujo funeral comoveu os americanos.

Autores - Francisco Viana é jornalista e professor da PUC-SP e da FAAP. Formado pela Universidade Federal da Bahia. Trabalhou no jornal A Tarde, em Salvador e no O Globo, no Rio de Janeiro. Foi editor de reportagens especiais da IstoÉ durante 12 anos. Atualmente é consultor de empresas, com ênfase em planejamento estratégico e gestão de crises. Autor da trilogia De Cara com a Mídia, Comunicação Empresarial de A a Z e Hermes, a arte divina da Comunicação. José Bacellar: formado em Economia e Mestre em Administração de Empresas, ambos pela USP, foi consultor da McKinsey & Company e presidente da Bombril, além de ter dirigido negócios em diferentes áreas, desde fundos de investimento de private equity e incubadoras de internet e bens de consumo de massa. É Diretor da 2B Brasil C-Level Performance Improvement, empresa de reestruturação de empresas e de turnaround e gestão de crises. Mateus Furlanetto: Relações Públicas, pela USP, pós-graduado em Gestão Estratégica em Comunicação Empresarial e Relações Públicas pela mesma instituição, é ainda especialização em International Corporate Communications pela ABERJE ­ Syracuse University. Responde pela gerencia de Relações Públicas da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial ­ ABERJE. E Leonardo Mancini é professor da ESPM-RJ ­ Escola Superior de Propaganda e Marketing Rio de Janeiro.



 

Novo Capitalismo

Com perspectivas sempre provocantes, Richard Sennett analisa, em "A Cultura do Novo Capitalismo" lançado pela Record, como as mudanças econômicas estão moldando os nossos valores pessoais e sociais, e aborda as transformações radicais no trabalho, nas capacitações profissionais e nos hábitos de consumo. Burocracia; O talento e o fantasma da inutilidade; A política do consumo e O capitalismo social em nossa época ­ conferências proferidas pelo autor na Universidade de Yale ­ foram reunidas neste volume. O autor parte de uma análise sobre as diferenças entre as primeiras formas de capitalismo industrial e o novo capitalismo mundial dos dias de hoje. Com agilidade e clareza, aborda três temas básicos: como as instituições vêm mudando; o medo de se tornar supérfluo ou ficar para trás na “sociedade da capacitação”; o que o comportamento em relação ao consumo tem a ver com atitudes políticas. A partir disso descreve como essas mudanças afetam a nossa rotina e como a ética do trabalho se modificou; como novas convicções sobre mérito e talento substituíram velhos valores como habilidades específicas e realizações de longo prazo; por que a inadequação ameaça tanto profissionais qualificados como operários e como as fronteiras entre consumo e política se misturam.

Em oposição ao conceito de burocracias estáticas e fixas, batizadas por Max Weber de “jaulas de ferro”, nos últimos anos os reformadores de instituições públicas e privadas têm divulgado a noção de que corporações globais flexíveis proporcionariam um modelo de liberdade para os indivíduos. Sennett argumenta que, ao banir velhos ídolos, a nova economia criou novos traumas sociais e emocionais. Segundo o sociólogo, apenas certo tipo de ser humano pode prosperar em instituições e corporações fragmentárias e instáveis. A cultura do novo capitalismo demanda um indivíduo orientado para o curto prazo, focado mais nas capacidades potenciais do que nas habilidades reais, desprezando a experiência e o passado. Em sua conclusão, Sennett investiga possibilidades para esse cenário e aponta iniciativas práticas para conter os efeitos perniciosos desses fenômenos.

Autor - Richard Sennett, nascido em Chicago em 1943, é professor de Sociologia da London School of Economics e do Massachusetts Institute of Technology. Carne e pedra, A corrosão do caráter, Autoridade e Respeito, publicados pela Record, e O declínio do homem público e The Hidden Injuries of Class (com Jonathan Cobb) estão entre suas obras.



 

Cultura da Convergência

O mundo mudou radicalmente nos últimos anos. As novas mídias começam a fazer com que o público deixe de ser apenas receptor de informações, e passe também a transmitir conhecimento. Henry Jenkins, um dos pensadores de comunicação mais respeitados dos EUA, investiga o alvoroço em torno das novas mídias e expõe as importantes transformações culturais que ocorrem à medida que esses meios convergem. Ele nos introduz aos fãs de Harry Potter, que estão escrevendo suas próprias histórias, enquanto os executivos se debatem para controlar a franquia. Ele nos mostra como o fenômeno Matrix levou a narrativa a novos patamares, criando um universo que junta partes da história entre filmes, quadrinhos, games, websites e animações.

A cultura da convergência é um fenômeno que está revolucionando o modo de se produzir conteúdo em todo o mundo. Os modelos de negócios a ela relacionados também estão sendo revistos. Não por acaso, este é o livro de cabeceira dos grande pensadores de mídia do planeta, que, mais do que nunca, precisam se reinventar a cada dia.

Autor - Henry Jenkins é professor de Ciências Humanas e fundador e diretor do programa de Estudos de Mídia Comparada do MIT ­ Massachusetts Institute of Technology, que também sedia o C3 ­ Convergence Culture Consortium. É autor e/ou editor de 11 livros. Publica mensalmente uma coluna sobre tecnologia nas revistas Technology Review e Computer Games; e presta consultoria para grandes empresas sobre relações com os consumidores. Além disso, mantém um blog de ensaios em www.henryjenkins.org.



 

Comunicação Integrada

Em tempos de crise, a palavra de ordem é “planejar”. Nas empresas essa determinação pode significar a diferença entre permanecer ou não no mercado. Por isso, a cobrança sobre os profissionais que atuam nas áreas de propaganda e comunicação tem sido tão intensa. Mas qual o melhor caminho quando a audiência está fragmentada (na TV, na Internet, no rádio, nos jornais)? O que fazer se os consumidores mudaram seus hábitos por causa das inovações tecnológicas? No livro Planejamento de comunicação integrada - Manual de sobrevivência para as organizações do século XXI (144 p., R$ 32,20), lançamento da Summus Editorial, Luciene R. Vasconcelos oferece orientação segura para pensar a comunicação de forma integrada e multidisciplinar. Mais do que ditar regras e conceitos, ela mostra que é preciso conhecer, entender e praticar os conceitos que envolvem um planejamento de comunicação eficaz.

De forma simples e estruturada, Luciene mostra um caminho seguro para os profissionais do setor e empresários envolvidos no planejamento. O objetivo é colocá-los em sintonia com tudo o que acontece dentro da empresa para agregar força à busca dos objetivos corporativos. Para trilhar o caminho, ela apresenta uma ampla visão da área de marketing nos dias atuais, destaca as transformações sofridas e posiciona as ferramentas do composto de comunicação dentro do marketing mix, permitindo entender a complexa função do planejamento de comunicação nas empresas.

A autora reúne os mais atuais conceitos da comunicação integrada de marketing, que apontam, há décadas, a importância de pensar a comunicação de forma multidisciplinar. Para exemplificar , apresenta “cases” de sucesso e diversos exercícios práticos. Autora - Luciene Ricciotti Vasconcelos graduou-se com menção honrosa em Administração de Empresas, com ênfase em Marketing, pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). É pós-graduada em Comunicação de Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Trabalhou como profissional de criação e planejamento em empresas e agências de destaque nacional. É professora universitária e consultora de comunicação e marketing. Autora de Mark-Óbvio (Summus, 1998), destinado ao incentivo da aplicação do marketing em micro e pequenas empresas, foi colunista da TV Alphaville e é colaboradora, editora e cronista de diversas publicações empresariais e culturais. Mantém o site Comunicação Integrada.

 

O Valor dos Ativos, o Poder da Percepção e o Efeito Borboleta

 

Temos defendido a tese de que o valor dos chamados ativos intangíveis depende, eminentemente, da percepção de valor atribuída pelos stakeholders externos a estes ativos. Assim, as práticas de sustentabilidade de uma empresa só valem se as comunidades envolvidas, a sociedade e as ONGs de direito atribuírem valor a elas; o modelo de governança corporativa de uma empresa só tem valor se acionistas, investidores e analistas perceberem esse diferencial de valor ou mesmo as marcas, que só valem se clientes e consumidores “acharem” que elas entregam maior valor do que as concorrentes em proposta de valor e posicionamento. Mas como se forma esse efeito chamado percepção, tão determinante na construção, validação ou destruição de valor nos ativos, principalmente intangíveis? Como a natureza humana trata essa variável intrínseca do indivíduo - e da coletividade -, de julgar e avaliar tudo que lhe é oferecido.

De fato, as pessoas agem de uma forma bem mais complexa do que a teoria tradicional supõe e são fortemente influenciadas pelo ambiente em que se encontram. Como esse ambiente é formado por indivíduos que pensam de modo semelhante, pode ser que pequenas mudanças de comportamento de alguns - de modo a gerar uma mínima mudança na economia - causem mudanças dramáticas no comportamento de outros, que influenciem ainda outros e assim por diante - até que o fenômeno tome proporções apocalípticas. Daí, o “efeito borboleta”, uma alusão ao exemplo mais comum da teoria do caos: uma borboleta bate asas no Brasil e, como resultado, alguns dias depois um furacão varre o Texas.

O conceito “efeito manada” pode ser ilustrado com formigas rumo às fontes de alimento. Vez por outra, ocorrem mudanças radicais do caminho usado por toda a comunidade, como resposta ao desvio de uma ou duas formigas que, por algum motivo, decidem mudar de rota. Assim como as formigas, as pessoas observam e são influenciadas pelas atitudes das outras. Segundo Paul Ormerod, estudioso do caos, esse mesmo padrão de comportamento pode explicar alguns fenômenos da sociedade humana, tais como: criminalidade, casamento, moda, bilheterias de cinema, eleições e até mesmo crises cambiais - eventos em que a decisão individual é significativamente afetada pela observação do que os outros estão fazendo. A dinâmica que resulta deste tipo de interação, que á primeira vista parece bem simples, pode ser extremamente complexa.

Em linguagem técnica, esse modelo pode ter múltiplos equilíbrios, um dos quais, para parâmetros específicos, com comportamento caótico. Uma mesma ação do governo, por exemplo, pode gerar efeitos radicalmente diferentes, dependendo da situação inicial em que se encontre a economia ou de como a informação se espalhe pela sociedade. Uma mesma notícia pode ser recebida calmamente pelo mercado financeiro ou ocasionar grandes flutuações nos preços dos ativos. Não devemos abandonar a análise econométrica ou as políticas públicas, e sim, adaptá-las para que levem em consideração a instabilidade das reações individuais e a importâncias das condições iniciais. As expectativas humanas não são formadas racionalmente, e isso impacta na imperfeição na disseminação das informações. Nesse mundo, seríamos todos como formigas, seres irracionais seguindo o comportamento de outros.

Desta forma, é possível inferir que o jogo das expectativas, a influência dos semelhantes e as vontades e interesses individuais são os fatores realmente relevantes na formação de valor dos ativos, mormente os intangíveis. Compreender isso é fundamental, porque traz maturidade ao processo de análise, gestão e comunicação associado a estes ativos. Em outras palavras, as empresas gerenciarão melhor sua performance e o processo de geração de valor aos acionistas se forem capazes de compreender como posicionar eficazmente seus diferenciais - ativos intangíveis - em relação às variáveis de expectativas, interesses e poder de influência associadas aos públicos com que interagem.

Como disse Alfred Marshall, use a matemática como linguagem abreviada, chegue a conclusões, traduza-as para o inglês e depois queime a matemática. O mesmo vale para ciências como biologia, antropologia, sociologia e psicologia como formas de entender a realidade. Ao usá-las como fonte de inspiração, entenda suas limitações, construa um modelo analítico do comportamento humano a partir desta compreensão, chegue a conclusões práticas e queime-as. Se não fizermos isso, podemos modelar formigueiros e colméias, ao invés de uma sociedade formada por indivíduos racionais. (Texto publicado no portal da DOM Strategy Partners).

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Conferp atualiza dados de profissionais

 

O Sistema CONFERP, preocupado em atender a todos os seus registrados e demais públicos de interesse, está implantando ações para estabelecer um melhor relacionamento junto aos profissionais de Relações Públicas, estudantes e interessados na profissão, pois a construção e a manutenção da imagem de qualquer instituição estão baseadas no relacionamento que ela estabelece com seus públicos ao longo de sua existência. Para que este relacionamento aconteça, é fundamental que seus contatos estejam sempre atualizados no Sistema CONFERP, para ter um diálogo contínuo com cada um de vocês.

A atual gestão criou então o Sistema de Atualização de Dados e Contatos. É uma atualização é on line, rápida e sem complicações, como garantia do recebimento de todas as informações relevantes ao exercício profissional, novidades da área de comunicação e todos os comunicados enviados pelo CONFERP e seus Conselhos Regionais. A legitimação de uma categoria não é conquistada por meio de ações isoladas e sim pela união de vários profissionais que acreditam no papel determinante que os Relações Públicas têm dentro das organizações. A presidente, relações públicas mineira Angelina Gonçalves, registra que o fortalecimento e a legitimação da profissão dependem da mobilização de cada um.

 

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Congresso AbrapCorp 2009 está chegando

 

O III Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas vai reunir mais de 400 pesquisadores, profissionais e universitários na FAPCOM - Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, em São Paulo/SP, entre os dias 28 e 30 de abril de 2009, para debater o tema "Comunicação, Humanização e Organizações". Várias atividades compõem a programação oficial, como conferências com convidados internacionais, mesa-redonda, oficinas, grupos de trabalho, lançamento de livros, painel e cursos de curta-duração pré e pós-evento.

O tema da Comunicação e da Humanização nos contextos organizacionais traz o desafio de ampliar o conhecimento que permita explorar e desenvolver as organizações como espaços reais e possíveis e, assim, provocar a discussão do próprio conceito contemporâneo de humanismo, numa perspectiva pós-iluminista. Alguns elementos paradoxais precisam ser tratados e provocados - como, por exemplo, os que envolvem a autonomia do indivíduo versus a sujeição a regras e padrões comportamentais, a liberdade expressiva e criativa versus a imposição de modelos controladores e invasivos de gestão, a adoção de modelos participativos e dialógicos versus a overdose (des) informativa.

Passados 75 anos dos primeiros resultados dos estudos desenvolvidos por Elton Mayo em Hawthorne, considerados fundamentais para o resgate da dimensão humana no contexto organizacional, presenciamos, hoje, outro momento de passagem. Aqueles estudos da Escola de Relações Humanas contribuíram, entre outros aspectos, para superar a percepção do homo economicus (como síntese da natureza humana) e substituí-la pela do homo social, na qual o homem é apresentado como um ser total, cujo comportamento não pode ser reduzido a esquemas simples, reducionistas e mecanicistas e que possui necessidades de segurança, afeto, aprovação social, prestígio e auto-realização.

O evento começa às 8h do dia 28 de abril, e a cerimônia de abertura é seguida da conferência inaugural do evento às 9h30, com o Dennis Mumby (University of North Carolina at Chapel Hill) falando sobre Comunicação, Humanização e Organizações. Às 11h30min, o painel "Agências de fomento e políticas de apoio para pesquisa científica em Comunicação" recebe representantes da FAPESP, CNPq e CAPES e, na parte da tarde, entre 14h30min e 17h, acontecem as Sessões de Comunicações Científicas com apresentação de trabalhos - GTs Abrapcorp e Espaço para Iniciação Científica com Projetos e Pesquisas Experimentais em Comunicação Organizacional e Relações Públicas.

Os GTs são os seguintes: GT1 - História, Teoria e Pesquisa em Relações Públicas; GT2 - Processos, políticas e estratégias de comunicação organizacional; GT3 - Comunicação digital, inovações tecnológicas e os impactos nas organizações; GT4 - Estudos do Discurso, da Imagem e da Identidade organizacionais; GT5 - Relações Públicas comunitárias, comunicação no terceiro setor e responsabilidade social e; GT6 - Comunicação pública, governamental e política. Nos dois últimos congressos (2007 e 2008), foram apresentados em sessões programadas 124 relatos de comunicações científicas resultantes de pesquisas em nível de pós-graduação.

O Espaço para Iniciação Científica, destinado à apresentação de projetos e pesquisas experimentais em nível de Graduação, é uma nova sessão para o congresso deste ano, e abriga trabalhos resultantes de monografias de conclusão de curso - desenvolvidas e aprovadas pelos cursos; projetos experimentais - trabalhos desenvolvidos e aprovados pelos cursos de Comunicação Social; e trabalhos de Iniciação Científica - resultantes de projetos desenvolvidos em nível de graduação, provenientes dos Programas de Iniciação Científica das Instituições de Ensino Superior. Os trabalhos inscritos nesta categoria deverão ser formalmente indicados para apresentação pela coordenação do curso em que foi aprovado.

Além das sessões acima, ocorrem, no mesmo horário (14h30 - 17h, 28 e 29/04), as oficinas Abrapcorp - sessões especiais voltadas a alunos de Graduação, criadas a partir da necessidade detectada de envolver os alunos de graduação nos congressos científicos, e estabelecer um diálogo entre os conceitos trabalhados na academia e no mercado. Os temas são: Oficina 1 - Iniciação científica em comunicação: da delimitação do objeto ao projeto de pesquisa; Oficina 2 - Governança corporativa; Oficina 3 - Comunicação digital e novas mídias institucionais; Oficina 4 - Estratégias e relacionamento com a comunidade; e Oficina 5 - Memória Organizacional.

Ainda no dia 28, entre 17h e 18h30, estão programados o lançamento de livros, com apresentação de resenhas comentadas, e uma palestra sobre políticas editoriais para publicação com representantes de editoras. O I Fórum de Debates sobre Comunicação Organizacional e Relações Públicas encerra o primeiro dia de programação, e debate "O campo da Comunicação Organizacional e de Relações Públicas: fundamentos conceituais e abrangência", sob a coordenação de Cláudia Peixoto de Moura (Abrapcorp; PUC-RS), João José Curvello (Abrapcorp; UCB) e Celsi Brönstrup Silvestrin (UFPR).

Na manhã do dia 29, a programação se inicia com a conferência "Políticas de Relações Públicas na gestão da diversidade nas organizações", com a convidada internacional Elizabeth Toth (University of Maryland - USA), entre 8h30 e 10h da manhã, seguida do painel "Organizações como espaços de diálogo e construção de significação", com Marcelo Manucci (Universidad de Salamanca - Argentina), Rudimar Baldissera (UFRGS) e Roseli Fígaro (ECA-USP), até o meio-dia. Após os GTs e oficinas na parte da tarde, o Fórum de Debates tem sua seqüência. Às 20h, ocorre a Assembléia Geral Ordinária da Abrapcorp, aberta aos associados da Abrapcorp.

No dia 30, último dia do congresso, a manhã se inicia com a palestra "A Comunicação como lugar e processo para a humanização das organizações nas atuais relações de trabalho", ministrada por Elcio Anibal de Lucca (Serasa), seguida da mesa-redonda, com Maria Aparecida de Paula (PUC-Minas), Marlene Marchiori (UEL) e Nadia Rebouças (Rebouças e Associados/RJ), que debate o mesmo tema apresentado na palestra.

Programação paralela - Adicionalmente à programação dos três dias de congresso, a Abrapcorp oferece cursos de curta-duração nos dias que antecedem e sucedem ao evento, com o intuito de potencializar a experiência dos congressistas na cidade de São Paulo. A programação se inicia com o curso "Planejamento e Gestão Estratégica em contextos instáveis", ministrado pelo Marcelo Manucci (Universidad de Salamanca/Argentina), dos dias 22 a 25 de abril (quarta-feira a sábado), das 19h às 22h.

No dia 27/04, segunda-feira, Elizabeth Toth (University of Maryland) participa do Colóquio Acadêmico com docentes de Comunicação Social, para debater temas atuais sobre o ensino de Comunicação e outros.

Após o encerramento da programação oficial do congresso, na parte da tarde do dia 30 de abril e durante todo dia 1º de maio, é ministrado o curso de curta duração "Técnicas de Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional: fundamentos, instrumentos e aplicação". Sob a coordenação de Maria Aparecida Ferrari (ECA-USP e UMESP), reúne a diretora da Almeida Associados Consultoria Estratégica, Ione Almeida, a sócia-diretora do Data Popular, Luciana Aguiar, a diretora de projetos IBOPE, Laure Castelnau, e os professores da USP, Renata Giovinazzo (FEA) e Leandro Leonardo Batista (ECA), especialistas na área de pesquisa. O conteúdo é dividido em duas etapas, em cada dia de programação: "Instrumentos estatísticos aplicados às Relações Públicas e Comunicação Organizacional" e "Etnografia & Delphi".

O curso "Estudos de Comunicação Organizacional numa perspectiva crítica", com Dennis Mumby (University of North Carolina at Chapel Hill), encerra as atividades pós-congresso e ocorre nos dias 2, 4 e 5 de maio, entre 13h e 17h. O processo de inscrição pode ser realizado exclusivamente pelo sistema on-line de inscrições, pelo site: http://congresso.abrapcorp.org.br. Após a baixa do boleto bancário, a submissão de trabalhos poderá ser realizada pela área restrita de cada usuário. Para mais informações, fale com Perolah Caratta na Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 - bloco 22, sala 30 na Cidade Universitária da USP em São Paulo/SP, pelo fone/fax 11-3091-2949 ou pelo e-mail abrapcorp@abrapcorp.org.br.

 

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A evolução da web

 

Novo estudo do Institute for Business Value (IBV) da IBM, denominado "Transformando o Papel da Indústria de Telecomunicação", destaca que os fornecedores de soluções de telecomunicação devem criar novos serviços que atendam às necessidades dos usuários das redes sociais. De acordo com a análise, até 2012 o número desses internautas ultrapassará 800 milhões e o tráfego na internet alcançará 20 mil petabytes por mês. Em junho do ano passado, este público já representava cerca de dois terços dos usuários de Internet no mundo.

A previsão é que 90% do consumo de banda larga seja direcionado para as redes sociais até 2012. Entre as ferramentas que devem apresentar maior crescimento estão: TV pela Internet, com aumento de 104%; comunicações por vídeo, 44%; games, 30%, e VoIP, 24%. O estudo aponta ainda que as redes sociais já são utilizadas para prover interação entre empresas, clientes e parceiros. Entre os dados, 69% dos profissionais utilizam aplicativos para aumentar a colaboração, 55% agilizam o tempo de resposta e outros 36% pretendem diminuir os custos de TI com o uso dessas ferramentas.

"Com a evolução da web, os fornecedores de telecomunicação passam a atuar como provedores de serviços de plataformas abertas na Internet. Todo esse processo é estratégico para os negócios e impacta diversas áreas, como ofertas de produtos e serviços, skills, plataformas, modelos de receita e mercado", disse Manzar Feres, diretora da área de telecomunicação da IBM para América Latina.

Os internautas estão mais atentos e exigentes às novidades e facilidades que a web oferece. Entre os principais interesses estão sites como Facebook e MySpace, atendendo seus objetivos de colaboração, principalmente para contatos pessoais. De acordo com os entrevistados, 69% usam essas ferramentas para interagir com amigos e familiares, 65% trocam mensagens com parentes distantes, 47% tentam localizar amigos que perderam contato e 29% buscam informações sobre músicas e bandas.

Com isso, cada vez mais a web será utilizada para compartilhar conteúdos multimídia que permitem enriquecer a experiência dos usuários. Este aumento de interatividade desperta o interesse do internauta em usar ainda mais a web no seu cotidiano e desafia as organizações a desenvolverem serviços diferenciados. "Sistemas de telecomunicação eficientes são aqueles que, além de oferecer conectividade básica, permitem que indivíduos, organizações e comunidades interajam e se comuniquem rapidamente", complementa a executiva da IBM. (Texto publicado no site ClienteSA).

 

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Portal da Comunicação espanhol lança edição em português

 

O Portal da Comunicação do Instituto de Comunicação da Universidade Autônoma de Barcelona comemora o seu oitavo aniversário com o lançamento de uma nova versão em português em colaboração com o OberCom ­ Observatório da Comunicação. O conteúdo oferecido será distinto e independente do já disponibilizado desde 2001. Desta forma, o portal consolida-se como um projeto em constante desenvolvimento, uma ferramenta de gestão de conhecimento e um produto institucional e acadêmico de acesso livre, com o intuito de liderar a cooperação para a investigação em comunicação entre a Europa e a América Latina.

O conteúdo do Portal da Comunicação está estruturado em cinco grandes áreas:

- Aula Aberta: Textos produzidos exclusivamente para o Portal por investigadores especializados em diferentes aspectos do estudo da comunicação.

- Monografias do Portal: Artigos e recursos sobre tópicos contemporâneos tratados a partir de um prisma acadêmico.

- Bibliografia: As últimas notícias sobre novidades editorais e revistas especializadas em comunicação.

- Congressos e simpósios: Calendário de atividades acadêmicas (palestras, call for papers, etc.)

- Recursos em linha sobre comunicação: Seleção de links para sítios de interesse em diversas áreas da comunicação (notícias, documentação, universidades, agências, media, indústrias culturais, publicidade, telecomunicações, motores de busca)

O espaço fornece informação e documentação nos vários domínios da comunicação, sendo especialmente destinado a investigadores, estudantes e profissionais media, principalmente da América Latina, Espanha e Catalunha. A iniciativa tem-se constituído desde o seu lançamento como um mediador e um ponto de referência na Internet para todos aqueles interessados na investigação sobre os meios de comunicação, sociedade da informação, tecnologia da informação e comunicação (TIC’s) e seus impactos e influências na organização social. O Instituto de Comunicação (INCOM-UAB) é um instituto universitário da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), dedicado ao estudo dos vários aspectos da comunicação. Os seus objetivos principais passam pela investigação básica e aplicada, formação especializada, a divulgação social de conhecimento e prestação de serviços avançados no domínio da comunicação. Já o OberCom ­ Observatório da Comunicação é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, cujo objetivo central passa pela produção e disseminação de informação, bem como a realização de estudos e trabalhos de investigação que contribuam para o melhor conhecimento na área da comunicação. OberCom foi constituído com o objetivo estratégico de suprir a tradicional dificuldade na recolha e tratamento da informação específica no sector dos media e da comunicação. Mais informações com Ramon G. Sedó pelo ramon.garcia@uab.es e com Jorge Vieira no jorge.vieira@obercom.pt .

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O valor da interação com o cliente

 

Seus clientes são obrigados a usar diferentes pontos de contato para ter acesso a serviços e produtos da sua empresa. Loja, call center, web site, equipe de vendas diretas, cobrança são alguns dos mais usados. Em fusões e aquisições, essa estrutura pode ser multiplicada, com novas unidades e divisões geográficas que o cliente nem sempre compreende. Para tornar a gestão da interação com o cliente ainda mais desafiadora, o decreto D.L. 6523 (regulamentação dos SACs) veta situações que ainda são muito comuns, como realizar transferências de chamadas em um período maior que 60 segundos, solicitar que o cliente repita sua demanda a outro atendente ou dificultar o cancelamento de serviços.

É fundamental planejar e gerenciar as interações com o cliente, mas muitas empresas ainda deixam que elas ocorram espontaneamente. Os processos florescem de maneira diferente e sem lógica para o cliente, em cada ponto de contato. Embora administrar as interações e a experiência do cliente seja uma tarefa complexa, em cada contato com o cliente a empresa se encontra diante de grandes oportunidades. Confira algumas delas:

Redução de Custos - Muitos gastos na interação com os clientes costumam passar despercebidos, mas o planejamento e execução conscientes podem reduzi-los drasticamente. Por exemplo, é possível eliminar os pontos de contato pouco utilizados pelos clientes, coletar dados vitais que são desperdiçados, divulgar informações para reduzir tráfego nos pontos de contato receptivos. Em um projeto de otimização das interações, também é possível direcionar os pontos de contato aos clientes de acordo com suas preferências, oferecendo as opções de interação mais adequadas de acordo com o valor do cliente e suas necessidades.

Aumento da Satisfação e Retenção de Clientes - Uma análise cuidadosa de como ocorrem as interações é fundamental para antecipar a resolução de situações que possam criar insatisfação e até evasão de clientes. No processo de planejamento, a empresa deve desenhar a experiência dos clientes de forma relevante para eles, oferecendo a conveniência necessária para que estes não mudem para a concorrência. Por onde começar? Otimizando os processos de interação e de resolução das solicitações dos clientes, criando serviços e produtos que atendam às suas necessidades e sejam percebidos como vantajosos, utilizando as informações já fornecidas pelo cliente em outras interações. Prolongar o ciclo de vida do cliente é uma alavanca para realizar seu potencial de consumo.

Aumento da Rentabilidade - O planejamento da experiência do cliente atende às necessidades mais básicas de uma empresa, como redução de custos e retenção de clientes propensos ao abandono, mas mesmo em um período de crise econômica, por que não falar em aumento de rentabilidade? Ao desenhar o processo de contato com os clientes, a empresa pode aproveitar as informações capturadas nas interações para desenvolver serviços e produtos, buscando aumentar o share of customer ­ a participação no cliente. Cada interação pode ser utilizada para gerar oportunidades de cross e up sell e aprofundar a relação de aprendizado.

Finalmente, a boa gestão da interação melhora a experiência dos clientes com a empresa levando-os a divulgar a marca. “Por que seus clientes comunicam-se com outros clientes, a experiência que sua empresa lhes entrega é mais importante que as mensagens que lhes envia” (Don Peppers & Martha Rogers). (Texto de André de Almeida F. Silva, do Peppers & Rogers Group do Brasil . Para conhecer o serviço de planejamento e gestão da interação com clientes oferecido veja aqui).

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Relações Públicas devem liderar processos de memória

 

A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), além de uma disciplina pioneira no Programa de Pós-Graduação em Comunicação desenvolvda pelo professor Paulo Nassar, começa a introduzir os alunos de graduação em RP no tema da memória empresarial. O campo é naturalmente transversal, com interfaces claras com História, Antropologia, Sociologia, Psicologia e Ciência da Informação, entre outros, mas não deixa de ser uma expressão da identidade da organização, e portanto altamente influenciador no processo de gestão da reputação. As narrativas organizacionais são o centro do tema, mas não especificamente a tradicional narrativa econômica. Trata de mitos, ritos e rituais, heróis, esquecimentos dentro de uma "guerra de narrativas", ainda mais agora em que qualquer indivíduo ou público tem possibilidade de criar e difundir conteúdos por plataformas digitais, e ser ouvido por isto.

Esta perda de centralidade das organizações advém de uma nova conjuntura social, mas também decorre da falta de cuidado com sua memória. Alunos do 6. período da ECA, sob orientação de Nassar, estão realizando gravações com professores, funcionários, estudantes e ex-alunos da instituição para múltiplos usos (afora o registro em si das lembranças e da trajetória) - como, por exemplo, apresentar a unidade para os "bixos" na semana de recepção. E como todo bom e inovador projeto, os resultados são veiculados no YouTube. Veja mais em Visões Ecanas, Memórias Ecanas- Parte 1... e Memórias Ecanas- Parte 2....

Esta é uma firme proposição de um novo campo de trabalho, que igualmente lida com legitimidade, legalidade e competência, e traz revestida a solidez da organização ou traços de superação que inspirem parcerias. O grande desafio dos comunicadores é que o trabalho com memória desperta subjetividades, o que dá embate com a prevalência quantitativa e numérica do trabalho convencional.

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Marketing de Experiência: IBC reúne casos de sucesso

 

Nos dias 14 e 15 de abril de 2009 no Hotel Quality Moema em São Paulo/SP, a IBC promove sua primeira conferência sobre marketing de experiência. O evento trará casos de sucesso de grandes empresas, além de estratégias para envolver o consumidor por meio da Brand e Costumer Experience. As palestras serão ministradas por executivos da Cadbury, DHL Express, Mastercard, Mattel, Olimpikus, Tecnisa, Vivo e Volkswagen, entre outros.

Antes da sessão principal, um briefing analisará os conceitos do marketing de experiência. O CEO e o diretor de planejamento da Garage Interactive Marketing, Max Petrucci e Marcelo Negrini, falarão sobre as vantagens e desvantagens desta prática. Já a conferência terá seu primeiro dia dedicado aos debates sobre Customer Experience. Especialistas da Cadbury, Editora Abril, Mabe, Mastercard, Mattel e Volkswagen abordarão questões como mensuração de resultados, ações para públicos distintos e experiência no PDV. Um workshop sobre Customer Experience gerenciada a partir do Customer Score Card encerra o primeiro dia do evento.

No dia 15, as palestras trarão casos de sucesso em Brand Experience. Abordarão esse tema executivos da Vivo, DHL Express, Tecnisa, Olympikus, ESPN e TIMw.e, que falarão sobre utilização da marca para gerar experiência com o público, ações de entretenimento, canais virtuais, marketing esportivo e soluções móveis. O evento será encerrado com um workshop sobre aplicação e mensuração de Brand Experience.

O evento é uma iniciativa do Informa Group Latin America com a marca IBC – International Business Communications – que está no Brasil há 11 anos, atuando como catalisadora de conhecimentos para o mercado empresarial, por meio de conferências, seminários e workshops para executivos em todos os setores da economia. Fundada em Londres em 1964, hoje a IBC integra o Informa Group, líder mundial em informação empresarial. A programação completa está no site www.informagroup.com.br/marketing ou pode ser solicitada na Central de Atendimento da IBC, pelo telefone 11-3017-6808. O evento tem um blog próprio.

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Encontro Regional de Estudantes de RP do Nordeste é em maio

 

O Centro Acadêmico de Comunicação Social Vladmir Herzog e Coletivo de alunos de Relações Públicas, junto com a Universidade Federal da Paraíba, promovem, entre 1 e 3 de maio de 2009, o I Encontro Regional dos Estudantes de Relações Públicas/ERERP - NE. A idéia do evento é projetar-se como um espaço representativo de estudantes e profissionais da área, buscando evidenciar e solidificar o papel destes através de discussões e debates. Destacando a importância da formação e qualificação do profissional de Relações Públicas como um estrategista da comunicação, é feito inteiramente por alunos, que idealizam a integração para discutir e debater a atividade em âmbitos gerais e específicos, auxiliando no processo de formação acadêmica e para solidificação de uma consciência de categoria que se inicie já na universidade.

A conferência de abertura vai ter como tema "Comunicação Organizacional sob impacto dos meios colaborativos digitais", com o RP Rodrigo Cogo (SP) , gerenciador dos portais Aberje, Abrapcorp e Mundo-RP. Está ainda confirmada uma mesa-redonda envolvendo profissionais de Pernambuco, Paraíba e Alagoas para tratar do mercado de trabalho no Nordeste, além da palestra "Como funciona a comunicação organizacional nos grandes grupos empresariais", com Giselle Collins, Gerente de Comunicação da Vale do Rio Doce. A organização também agendou algumas oficinas, como Comunicação Organizacional no Composto da Comunicação Integrada: Caminhos para uma nova Comunicação Interna, com Jeaine Cardoso Soares da Escola Superior de Relações Públicas; Cerimonial e Protocolo, com Renata Botelho e Márcia Neri Sala Morena - Cerimonial e Eventos da Paraíba, e Planejamento e execução de eventos culturais, com Verônica Dantas de Araújo.

Mais informações podem ser obtidas pelo http://ererpne.wordpress.com ou ainda no 83-8712-4275 com Nara Karoenny. A coordenação do encontro ainda tem uma comunidade no Orkut, onde discussões vêm acontecendo há alguns meses. Visite.

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Gestão do Conhecimento é discutida em evento internacional em SP

 

A Global Make Conference/GMC 2009, com o tema "Inserindo o Brasil na rota mundial de excelência em Gestão do Conhecimento e Inovação", acontece nos dias 26 a 28 de maio de 2009 em São Paulo/SP. Logo na abertura, duas personalidades internacionais da área fazem suas discussões: "Redesenhando a Espiral do Conhecimento. O que muda na GC com os novos conceitos", com Hirotaka Takeuchi, e "Quais as tendências mundiais em Gestão do Conhecimento e Inovação? Qual a contribuição do Brasil?", com Rory C. Chase. As demais atividades dividem-se em auditórios principal e paralelo, somando mais de 29 possibilidades de aprendizagem, entre estudos de caso, palestras, mesas-redondas e painéis.

Uma atenção especial vai ser dada à gestão do conhecimento no setor público, com um Poup porri de cases com as melhores práticas com Dr. David Cohen (Marinha dos EUA), Dr. Neo Kim Hai (Primeiro-Ministro de Cingapura), Dr. Jeanne Holm (NASA) e Dr. Alex Bennet como moderadora. Um modelo de governanca com foco na maximizacao do Capital Intelectual, com o diferencial de uma empresa de Petróleo que atinge a excelência mundial pelo sétimo ano é o tema da British Petroleum, e Juan M. Baiget Sole da Universidade de Barcelona/Espanha fala sobre "Será que a Gestão do Conhecimento é uma moda passageira ou algo mais profundo". Haverá ainda trabalhos de empresas como Google, Tata, Nokia e BBC, Ernest&Young, entre outras.

Mais informações pelo www.tkn.org.br/gmc2008 ou no gmc@tkn.org.br e 11-3013-2063.

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Compós

O I Colóquio Internacional da Compós acontece no dia 2 de junho de 2009 na PUC-Minas em Belo Horizonte/MG e é uma iniciativa da CAFI-Comissão de Atividades e Filiações Internacionais, composta por cinco pesquisadores da área de Comunicação: Denílson Lopes, Denize Araujo, Maria Immacolata Vassallo de Lopes, Rose de Melo Rocha e Suely Fragoso. A proposta do Colóquio é reunir representantes de associações internacionais, para um diálogo que ofereça possibilidades de intercâmbio com a Compós. Está confirmada a presença do Presidente da Compós, Prof. Dr. Erick Felinto, e dos seguintes representantes: Prof. Dr. Hopeton Dunn ­ IAMCR/International Association of Media and Communication Research; Profa. Dra. Maria Teresa Quiroz ­ FELAFACS/Federación Latinoamericana de Facultades de Comunicación Social; Prof. Dr. Moisés Martins- SOPCOM/Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação. Este evento faz parte do XVIII Encontro Anual da Compós, que acontece entre 2 a 5 de junho de 2009 na mesma instituição, e para o qual foram enviados para seleção nada menos que 320 textos nos 12 Grupos de Trabalho da Compós. Mais informações pelo 31-3319-4377/4546 ou www.pucminas.br/compos/2009 .

 

Comunicação Corporativa

A 12ª edição do Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa já tem confirmadas duas participações internacionais. Jon Higgins, senior partner da Ketchum; e Jack Bergen, vice-presidente Mundial de Comunicação da Alcoa, ambos dos EUA, conduzirão conferências no evento. O encontro ocorrerá entre os dias 27 e 29 de maio no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo/SP, e tem como tema central “O novo patamar da Comunicação Corporativa no Brasil”. Higgins, que fará sua conferência no dia 28, abordará o tema “Comunicação Corporativa: Seja o hacker da minha marca ­ Como vencer o medo e abrir mão do controle”. Sua vinda ao Brasil será patrocinada pela Ketchum Estratégia, dirigida por Valéria Perito, Rosâna Monteiro e Regina Gobbo. Já Bergen, que aceitou convite dos organizadores e do diretor de Comunicação da Alcoa América Latina, Nemércio Nogueira, falará, no dia 29. O assunto da sua conferência é “A Comunicação empresarial na crise financeira mundial”, mostrando como organizações impactadas pela crise superaram seus efeitos. A programação está em fase final de elaboração. Outras informações, eventos@jornaldacomunicacao.com.br ou 11- 5576.5600, com Aline ou Laura.

 

Politicom

A POLITICOM - Sociedade Brasileira dos Pesquisadores e Profissionais de Comunicação e Política realiza nos dias 15 e 16 de outubro de 2009, na Universidade de Taubaté/UNITAU, a VIII Politicom - Conferência Brasileira de Marketing Político, que terá como tema central "A propaganda política no rádio". O tema foi definido pelos associados da entidade, recém criada,no último encontro realizado em Itu/SP em outubro de 2008. Segundo o presidente da POLITICOM, prof. Adolpho Queiroz, 'além de privilegiar uma temática pouco estudada pelos pesquisadores da área, a conferência deste ano pretende produzir um livro, mais uma edição da revista da sociedade e abrir ainda mais espaço para os pesquisadores e estudantes dos cursos de comunicação que estudam as interfaces da comunicação com a política". Em breve os organizadores estarão apresentando as datas para recebimento dos trabalhos de pesquisadores e estudantes.

 

Comunicação Interna

A International Business Communications - IBC promove a 13ª edição do Congresso de Comunicação Interna, um dos maiores eventos direcionados à área de comunicação interna do país, nos dias 23 e 24 de Junho de 2009 em São Paulo/SP, além do Seminário Pós-Conferência no dia 5 com o tema "Gestão da Comunicação Interna em Situações de Crise". Nos últimos três anos, mais de 240 profissionais estiveram presentes, com aprovação superior a 90%. O ano de 2009 começou cheio de desafios adicionais para todos os setores da economia e, exatamente por isso, a comunicação interna deve ser reforçada para atuar de forma ainda mais estratégica junto à organização. Vão ser 18 estudos de caso atuais e dois painéis de debates exclusivos em um único evento, que conta com a participação de mais de 23 palestrantes de empresas renomadas de diversos setores de atuação. Serão abordados temas de grande relevância para os comunicadores, desde a comunicação da liderança até as mídias digitais e estratégias para impactar a geração y. Confira as empresas que já confirmaram presença como palestrantes do evento: A. W. Faber-Castell, AES Brasil, Banco Itaú, Braskem, Dupont Brasil, Embraer, Fecomercio, Fundação Vanzolini, Grupo Estado, Grupo Magnetti Marelli, Hewlett-Packard Brasil, LVBA Comunicação, Merck Sharp & Dohme, Nokia Siemens networks, Novacia, Nycomed Pharma, Petrobras, Rhodia, TAM Linhas Aéreas, Tetra Pak e Vale. Mais informações pelo carolina.lemos@ibcbrasil.com.br .

 

Redação na Web

O Centro Knight acaba de publicar a edição eletrônica em português de Como escrever para a Web, escrito pelo jornalista colombiano Guillermo Franco e traduzido ao português pelo jornalista brasileiro Marcelo Soares. O livro de Franco traz exemplos práticos sobre como escrever para publicações online e como pesquisar a partir de outras fontes. O autor o considera não só um manual, mas também um ponto de partida para um guia mais abrangente sobre como escrever para a Web. Desde a sua publicação em dezembro de 2008, a edição em espanhol já foi baixada quase 13 mil vezes. O livro pode ser baixado em formato PDF. Leia a nota completa do Centro Knight sobre o livro.

 

História da Mídia

O VII Congresso Brasileiro de História da Mídia (ALCAR 2009) será realizado em Fortaleza (CE), na Universidade de Fortaleza (UNIFOR) de 19 a 21 de agosto de 2009. Contando com o apoio do Globo Universidade e da Petrobras, o congresso desse ano tem como tema “Mídia Alternativa e Alternativas Midiáticas: Tradições e Fronteiras” e contará com a presença de três convidados internacionais: Christian Delporte, da Universidade de Versailles Saint-Quentin em Yvelines, França; Clemencia Rodriguez, de Oklahoma e Olga Guedes Bayle (UK). As chamadas para a apresentação de trabalhos está em andamento.

 

Revista Comunicação Empresarial

A revista Comunicação Empresarial n.70, publicação para associados da ABERJE que entra no seu 19º. ano de circulação ininterrupta, vem em edição especial com cobertura completa do Prêmio ABERJE 2008: o processo de escolha, os vencedores e suas histórias, o painel fotográfico, os depoimentos de jurados, as manifestações dos profissionais ganhadores dos destaques do ano e muito mais. Foram 425 trabalhos inscritos, divididos por 18 categorias. Em 2008, o chamado "Oscar da Comunicação Empresarial" no Brasil teve, entre as novidades, a criação de três categorias: Comunicação de Marca e duas dedicadas às pequenas e médias empresas. Conforme Paulo Nassar, diretor-geral da ABERJE e editor da revista, os cases e empresas compreendem o significado da responsabilidade social e histórica, contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico do país. "A Comunicação empresarial como uma estratégia de gestão é capaz de criar vantagens competitivas para as corporações", complementa. Dentro da estratégia de compartilhamento de conhecimento da entidade, o conteúdo pode ser visto no endereço http://www2.ideavalley.com.br/aberje/flip/ .

 

Social Media Brasil

A primeira edição do Social Media Brasil, projeto da Media Education, acontece nos dias 5 e 6 de junho de 2009 , a partir das 9h no Teatro Gazeta em São Paulo/SP. A idéia surgiu no segundo semestre de 2008, após a empresa identificar o conteúdo de estudos sobre o assunto muito escassos em se tratando de novidades. Além disso, o mercado busca empresas e profissionais capacitados, porém existe ainda um grande dilema de como se trabalhar com mídias sociais e este é um dos motivos da existência do evento, discutir estratégias, melhores formas de se mensurar resultados. "Queremos apresentar ao público novidades, experiências que não se encontra em sites e blogs, além de ajudar na capacitação dos profissionais da área, gerando discussões relevantes para o mercado" - diz o diretor da Media Education, Alexandre Formagio. Os temas abordados serão Percepção das redes sociais Brasileiras; Desafio de entrar na área de Social Media; Focando na facilidade de uso e participação dos usuários; Conceituando e criando estratégias; Cuidado com a marca e alinhamento das campanhas on-line e off-line; Estudo de caso surpresa; Branding e sua importância; Estratégias em blogs e como gerar buzz na internet ; Como detectar e aplicar novas tendências no mundo corporativo; Busca e Social Media: Alinhando estratégias; Mensurando resultados e desempenho em mídias sociais; A importância dos widgets na Social Media; Crescimento dos widgets no mercado mundial e OK! Tudo é muito bonito, mas e os problemas?. Os palestrantes convidados foram Edney Souza - Pólvora Comunicação / Interney; Guilherme Valadares - CUBOCC / Papo de Homem; Tiago Luz - SearchCast; Ian Black - LiveAD / Enloucrescendo; Gustavo Fortes - Espalhe - Marketing de Guerrilha; Lou Martins - CUBOCC; Ari Meneguini - IAB; Wagner Fontoura - Riot; Roberto aLoureiro - Tecnisa; Miguel Dorneles - .FOX Networks; Giordani Pasqualon - Media Contacts; Tahiana D'Egmont - Mentez e Juliano Motta - UOL. Mais informações pelo 11-3602-2579, e www.socialmediabrasil.com.br .

 

Jornalistas e Mídias Sociais

As mídias sociais já influenciam a agenda da imprensa brasileira. Essa é a principal conclusão da pesquisa realizada pela Textual com 100 jornalistas de diversas regiões do país. Pelo levantamento, 82% dos jornalistas afirmaram que os conteúdos de blogs e comunidades virtuais influenciam a elaboração de suas pautas, seja na busca de personagens para matérias, últimas tendências de comportamento, até para levantamento de informações que ainda não chegaram à grande imprensa. Os 100 jornalistas que participaram da pesquisa são das editorias de cultura/ variedades, geral, esportes, economia, marketing e tecnologia dentro dos principais veículos de comunicação do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Minas Gerais, Recife e Distrito Federal. “As mídias sociais e a Internet assumem importância crescente para o relacionamento das marcas e organizações com a opinião pública. Por isso, desenvolvemos soluções para as empresas dentro desse universo, gerando oportunidades e antecipando riscos para a imagem e reputação de nossos clientes”, afirma Carina Almeida, sócia-diretora da Textual. A Textual possui uma unidade de negócios especializada em comunicação na web, e entre os serviços oferecidos, está o de monitoramento da visibilidade das empresas e temas de interesse nas mídias sociais. A partir dessa ferramenta, a agência prepara uma análise para apontar aos clientes os temas em que a empresa ou marca está associada, o que está sendo discutido na rede, quem são os novos formadores de opinião no universo online e recomenda ações de comunicação e relacionamento. Para ter acesso aos resultados completos da pesquisa, acesse AQUI.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas, e integrante do nosso Mundo-RP, Indramara Lôbo de Araújo conquistou dois espaços interessantes para a profissão - primeiro publicou um artigo no Jornal do Brasil, e depois registrou um artigo na revista Ciência Hoje, em ambos os casos com pesquisas sobre o genoma do guaraná. Ela é Assessora de Comunicação da Procuradoria da República no Amazonas e mostra a diversidade de frentes de atuação do profissional de RP. Contatos pelo indralobo@pram.mpf.gov.br.


>A relações públicas, e integrante do nosso Mundo-RP, Andréia Athaydes , professora da Ulbra e da Faculdades Integradas de Taquara (Faccat) no Rio Grande do Sul, terá um artigo publicado na segunda edição da revista americana “The Global Public Relations Handbook ­ Theory, Research and Practice”. A publicação, organizada pelos professores Krishnamurthy Sriramesh, da Nova Zelândia, e Dejan Vercic, da Slovenia, reúne artigos de docentes e profissionais de todos os continentes, que apresentam o desenvolvimento das Relações Públicas em seus respectivos países. Seu artigo é “Public Relations in Brazil: Practice and Education in a South American Context”, redigido em parceria com Juan Carlos Molleda, professor da Universidade da Flórida, e Vivian Hirsch, relações-públicas executiva da Edelman do Brasil. O texto apresenta características do ensino e do mercado brasileiro na área, relacionando-os com os contextos político-econômicos do país. Contatos pelo andreiaathaydes@uol.com.br.

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A metodologia do repensar transformador

 

A metodologia do pensar transformador é a mobilização progressiva, integrada e harmoniosa do pensar crítico, do processo criativo e do pensar estratégico. O decisor começa essa mobilização já ao mapear o desafio, que é “aquele momento em que o contemplar passivo da situação se transforma no primeiro ato da vontade para intervir na realidade”. Ao processar o cenário e logo em seguida o desafio estratégico, o decisor (individual ou grupal) adota as atitudes da divergência com o máximo rigor. Não se conversa, não valem as opiniões nem as maneiras de ver habituais, não cabe contar exemplos nem invocar teorias. Poderíamos adjetivar essa atitude como inocente e radical. A inteligência trabalha com o olhar inocente e não com a memória.

O cerne do pensar transformador é a “ginástica de alongamento do pensar mediante a alternância das atitudes de divergência e convergência”. Os ganhos que a prática dessa “ginástica” têm proporcionado parecem não ter limites. Por exemplo, essa prática tem gerado competências duráveis, isto é, habilidades que transbordam das formatações.

Expliquemos melhor. Um alto executivo (ou um pesquisador científico) faz cursos formatados para lidar com situações especiais ou complexas. Se algo muda no contexto ou surge um quadro que foge à formatação prevista, é como se seu aprendizado tivesse ficado inútil no todo ou em parte. A metodologia do pensar transformador, porém, proporciona ao seu praticante um conjunto de habilidades que lhe permitem sair do “pensar que espera respostas” (ou da perplexidade) e mover-se a enfrentar tais “situações e desafios insólitos”.

Nos cursos do Pensar Transformador o participante é crescentemente encorajado a desapegar-se das convicções ao praticar a auto-prospecção e a descoberta. Permita-nos citar um profeta do pensar autônomo:

“As convicções são inimigos mais poderosos que as mentiras” (Friedrich Nietzsche). É impossível expandir o pensar quando a mente está ancorada em opiniões intocáveis. Por isso, os estrategistas clássicos ­ militares, note bem ­ ficavam horas fazendo anotações em silêncio, ao redor do cenário montado. Só esse aprendizado singelo, ou seu equivalente metodológico para a nossa época, tem proporcionado um salto qualitativo surpreendente aos participantes dos nossos cursos.

” - E se a pessoa não tiver a serenidade suficiente?” Tem, normalmente tem. É uma questão de trocar a auto-suficiência aparente pela alegria de descobrir seus saberes não-prospeccionados. Como essa qualidade do pensar funciona diante de uma crise? Primeiro, confere à pessoa a flexibilidade estratégica de que carece para lidar com crises e outros “insolúveis”. Na base, está aquela aptidão conquistada que chamamos de novo olhar. Segundo, ao tornar o decisor alerta ­ ou perquiridor em atitude de divergência ­ para “normalidades” e “momentos áureos”, habilita-o a prevenir as tais alterações de curso a que chamamos de crises.

Em outras palavras, ao ganhar maestria no pensar transformador o gestor torna-se mais alerta para prevenir crises em gestação oculta e mais capacitado a administrar crises que já tenham eclodido. Tudo graças àquela expansão nos procedimentos do pensar. (Texto de José Leão de Carvalho, presidente e diretor metodológico do Ilace ­ Instituto Latino-Americano de Ciências Cognitivas e Estratégia, publicado na WebInsider).

 

 

 

 

 

 

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Frase do Mês


"Quando as coisas não acontecem do jeito que a gente quer, é porque vão acontecer melhor do que a gente pensa"

por Leila Navarro

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O que é melhor: formar ou transformar líderes?

 

A consultora sênior da área de liderança da multinacional de consultoria e gestão Hay Group, Glaucy Bocci, aponta o que as empresas brasileiras podem fazer para compensar o “déficit de líderes” existente no mercado. Entrevista feita por Andreas Müller, da Redação da Revista Amanhã.

O que está por trás do esforço das empresas para formar novos líderes?
Há uma combinação de fatores aí. Particularmente, prefiro pensar que não se trata de uma simples reação ao chamado "déficit de líderes", e sim de uma conscientização. As empresas já perceberam que, com lideranças efetivas, os resultados dos seus negócios melhoram. Logo, elas procuram formar líderes porque sabem que, assim, terão resultados melhores e diferenciados. Uma outra razão tem a ver com o perfil das nossas empresas, que são predominantemente familiares. Hoje, muitas delas estão preocupadas em realizar um processo de sucessão estável. Nesse sentido, elas investem na formação de líderes para garantir que os sucessores sejam tão bons quanto os sucedidos. O déficit de líderes, aliás, está alinhado com esse segundo motivo. Muitos empresários estão se aposentando, mas não encontram profissionais preparados para assumir suas posições.

Qual é a maior dificuldade que as empresas encontram ao lapidar novos líderes?
Para formar líderes, não basta identificar gaps técnicos. É preciso aprimorar competências comportamentais e interpessoais, e é aí que está a dificuldade. O comportamento está muito associado a traços de personalidade, a características pessoais. Desenvolver líderes é um investimento de longo prazo, que requer tempo e dinheiro não só da empresa, mas também da própria pessoa que está passando pelo processo. Do contrário, matamos talentos. Muitas vezes, nos deparamos com pessoas que são tecnicamente brilhantes, mas que perdem em performance no momento em que são promovidas para cargos de liderança. Isso acontece porque elas não traziam as competências básicas do líder; porque não tinham uma história de vida que as levasse a praticar os comportamentos esperados em um líder.

As empresas estão vencendo ou perdendo o desafio de formar novos líderes?
Eu acredito que as empresas estão cada vez mais atentas a isso. Isto é, estão se preparando melhor, buscando novas alternativas. Prova disso é o fato de que muitas empresas adotam a "carreira em Y" (veja detalhes sobre esse método no final da entrevista). As empresas não querem mais colocar as pessoas erradas no comando de suas equipes.

O que elas devem fazer para reter seus líderes e não perdê-los para concorrentes?
É importante que elas estejam muito atentas ao mercado em que estão atuando. Elas têm que avaliar o líder a partir de diferentes perspectivas: a da equipe que ele comanda, a dos pares (colegas ou executivos de mesmo nível) e a dele próprio. Não pode ser apenas a perspectiva da organização. É necessário, ainda, identificar os comportamentos que ele apresenta e os resultados que gera em cada uma dessas esferas. Finalmente, é preciso avaliar se as competências dele estão alinhadas à estratégia da organização.

Fala-se muito em "formar líderes". Mas e quanto a "transformar líderes"? É possível mudar o perfil de uma pessoa que já ocupa um cargo de liderança há bastante tempo?
É perfeitamente possível. Um dos trabalhos que costumamos desenvolver é o de "aumento do repertório". Nós ampliamos as ferramentas de liderança dessas pessoas a partir de um método baseado no conceito de inteligência emocional. Estamos falando de competências de relacionamento, estilo, carisma, clima, etc. Essa transformação precisa ser planejada. Trata-se de fazer a "gestão de uma mudança" - ora do líder, ora da organização, ora de ambos.

Qual a importância do coaching para o desenvolvimento de novos líderes?
A importância dessa ferramenta tem a ver com a natureza da posição do líder. Quem está no comando, está sozinho. O executivo tem seus desafios, seus problemas de negócios... Geralmente, sobra muito pouco tempo para que ele avalie seu próprio desempenho. O coaching é um espaço fundamental para que o executivo coloque essas questões e ouça uma opinião isenta de alguém. É uma relação de troca. O coach faz perguntas e leva o executivo a refletir com perspectivas diferentes. O objetivo é permitir que esse executivo obtenha resultados melhores com a ajuda da equipe. E aí entra uma questão importante que muitos consultores esquecem: a abordagem do coaching tem de ser focada em resultados. Não pode ser um simples divã. Senão a coisa perde o sentido.

Nota
: A "carreira em Y" é um método que permite aos talentos da área técnica (que preferem continuar em laboratórios e centros de pesquisa) receber os mesmos salários, benefícios e oportunidades que são oferecidas àqueles que optam pela carreira gerencial, focada na gestão de pessoas. O objetivo é reter os melhores técnicos e evitar que eles sejam "sacrificados" por suas eventuais dificuldades de comportamento.

 

 

 

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Intranet corporativa: o desafio de agregar pessoas

Pode não parecer, mas planejar uma intranet corporativa é muitas vezes mais complexo do que projetar um portal para o público externo. Isso porque, enquanto em um projeto “para fora” as pessoas ficam animadas em contribuir, em uma iniciativa focada apenas nos funcionários da empresa, colaborar pode ser bem mais desinteressante. As iniciativas fracassam por falta de acesso, abandono e desinteresse dos usuários, que encontram outras formas de chegar às informações que precisam. Mas, principalmente, por não ter atualização frequente e não ter conteúdo confiável e atrativo, o que origina a grande maioria dos outros problemas.

Não que seja fácil montar a equipe de responsáveis por cada conteúdo em qualquer ambiente web (na verdade, esse é um grande problema sempre). Mas, quando envolvemos várias unidades que não estão habituadas a um processo de comunicação, fica bem mais complicado. A função é imposta, não é valorizada pelo seu chefe e tampouco é prioridade para o indivíduo que vai realizá-la. A falta de comprometimento das várias áreas que precisam estar envolvidas no projeto ­ comunicação, recursos humanos, tecnologia, gestão da informação ­ e dos usuários, é quase sempre resultado da falta de espaço para participar desde o início do processo. Sem se sentirem parceiros da iniciativa, alimentar ou utilizar a intranet vira uma obrigação, quase sempre postergada, entre várias outras mais importantes que o funcionário tem na sua rotina de trabalho. É o velho ditado em prática: “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”.

É por isso que um projeto carismático, e de grande aceitação do público interno, precisa prever a participação do maior número de envolvidos em sua atualização e manutenção desde o começo. Para isso, o primeiro passo precisa ser consultar quem vai utilizar a ferramenta, para saber o que ele espera, e encontrar os interlocutores motivados em cada área. Outra iniciativa importante, logo no início do projeto, é informar todas as etapas da construção para o público, para que ele seja ansiosamente esperado. Mais do que facilitar o acesso às ferramentas de trabalho e promover a comunicação interna, uma intranet eficiente deve permitir a implementação de uma metodologia de governança, com responsáveis pelas diversas áreas.

Algumas funcionalidades e conceitos que podem ser interessantes de serem discutidas em uma proposta de intranet:

- pensar em uma solução modular e personalizável, onde o usuário pode construir a sua primeira página de acordo com os recursos que mais utiliza, seguindo as tendências de aplicativos do Windows Vista e iGoogle;
- pensar em uma solução que possa ser utilizada como desktop interativo e que permita acesso interno e externo, em vários browsers;
- prever no projeto um processo permanente de motivação;
- valorizar a interatividade e permitir relacionamento entre os funcionários;
- pensar em um projeto onde seja possível, por exemplo, atribuir notas e comentários aos textos, enviar elogios, enviar mensagens de aniversário, e criar blogs;
- facilitar o acesso às funcionalidades mais utilizadas pelos colaboradores (integrando ferramentas de trabalho) e à vida da empresa;
- refletir a visão dos seus usuários e não necessariamente exclusivamente a estrutura organizacional;
- ter atualização diária e dar retorno com rapidez para os funcionários;
- explorar os recursos de redes sociais (Orkut, Facebook, Ning, Fóruns ) como forma de troca de conhecimentos e motivação pessoal.

Uma última sugestão, válida para qualquer projeto que dependa da adesão e participação frequente do público para dar certo, é prever o aproveitamento de sugestões e a valorização dos indivíduos. Isto é, construir um projeto voltado também para a vida do funcionário e não apenas para as questões da empresa. (Texto de Beatriz Lins, jornalista com MBA em gestão da comunicação nas organizações, atualmente responsável pela gestão do núcleo de web do Sistema Indústria - CNI, SESI, SENAI e IEL, publicado no WebInsider).

 

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Mosaico Social: surge novo blog para discutir o Socialcast

 

Primeira profissional de Comunicação Empresarial a criar um ambiente na internet com dicas semanais gratuitas para assessores de imprensa, estudantes e profissionais de RP e Marketing (a seção “por dentro”, de seu primeiro web-site www.vlce.com.br, já desativado), Vany Laubé parte agora para o desafio de discutir, no ambiente virtual mudado pelas novas ferramentas lançadas dia a dia, as transformações do mercado de Comunicação Empresarial, Jornalismo, Relações Públicas, além das próprias tecnologias em si no blog Mosaico Social.

Para isso, ela conta, agora, com a colaboração da profissional Liliane Rodrigues. Formada em Letras, Liliane tem atuado na área de Qualidade e, agora, quer ser jornalista. Frequentadora do ambiente da Socialcast, que ela domina como usuária do Twitter, Facebook, Orkut, Flickr, Youtube, LastFm, MySpace, de blogs ­ traduzindo, editando e fornecendo conteúdo sobre a banda escocesa Franz Ferdinand ­ além do seu próprio blog, levando a muitos outros “colaboradores da internet” a informação, ela quer focar suas atenções no jornalismo, atuando com quem faz para, em breve, cursar sua pós-graduação já com experiência. “As redes sociais, que há 20 anos eram as conhecidas turmas do bairro ou amigos do colégio se expandiram e mudaram de cara com a tecnologia: hoje é possível ter sua turma e compartilhar com ela qualquer tipo de notícia, foto, vídeo, não importa onde você esteja. O futuro é agora, é daqui a um instante e está ao nosso lado. É preciso estar muito atento para acompanhar essa revolução.” afirma Liliane.

“Desde 2007, quando ouvi pela primeira vez o termo web 2.0, que já caiu em desuso, venho alertando clientes e colegas sobre esta nova realidade que comecei a estudar e tentar entender. Nas incursões

que fiz, graças a eventos dos quais participei e cobri, ficou claro que ainda há muito de intuição para se trabalhar neste meio e que para entendê-lo é preciso estar nele, colocar a cara literalmente à tapa”, explica Vany. Jornalista formada pela PUC/RJ, ex-foca na revista INFO, quando o título ainda pertencia ao Jornal do Brasil e foi o primeiro veículo totalmente informatizado no país, no início dos anos 80, ela desenvolveu uma sólida carreira na área de Comunicação Empresarial. “Quero, ao entrar na onda, evitar o que já ouvi dizer, que o Socialcast pode ser a tsunami que vai nos engolir se não aprendermos logo a entender e mexer com tudo o que lhe diz respeito, seja tecnologia, ambiente, forma de interagir e relacionar”, complementa.

Primeiros posts - O primeiro post foi colocado no ar no dia 1 de março. O diploma de jornalismo, uma entrevista exclusiva com o presidente da Federação Internacional dos Jornalistas, Jim Boumelha, sobre a tendência do jornalismo colaborativo na Europa e nos Estados Unidos, a consulta pública promovida pelo Ministério da Educação em conjunto com a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) para a discussão do perfil e capacidades que o profissional de jornalismo deve ter para uma revisão no curso superior de jornalismo, como o mundo editorial começa a lidar com a questão do aumento de leitores x diminuição de pagantes no ambiente virtual e como problemas de direitos autorais acabam de fazer com que o Youtube tire do ar a seção Premium de vídeos na Inglaterra foram os primeiros assuntos abordados no blogspot mosaicosocial. “É nesse ambiente de inovações e dinamismo que o blog se prontifica a juntar cada pedacinho de experiência e aprendizado de nós duas, profissionais distintas, mas que alimentam a mesma paixão e preocupação, que é o futuro das mídias, para levar aos leitores, senão a melhor informação, momentos de discussão sobre a realidade que nos afeta e move, em tecnologia, informação, jornalismo, comunicação, tevê, música, som, todas as mídias interadas”, complementa Liliane.

 

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Esta é uma crise de sustentabilidade

 

A crise financeira atual é uma crise também da sustentabilidade. É uma crise da ética empresarial, do meio ambiente, dos direitos humanos e sociais, da governança corporativa, enfim, de tudo que está sob o guarda-chuva da sustentabilidade. Se houvesse sustentabilidade enraizada nas organizações, a crise não estaria acontecendo. E o movimento em prol da sustentabilidade empresarial e governamental tem de se fortalecer ainda mais a partir de agora. Não é momento de preocupação sobre eventual arrefecimento do movimento. É uma chance de trazer esse debate à tona, de chamar à responsabilidade os tomadores de decisão. E jogar a luz sobre os bons exemplos, para que se tornem os guias dessa nova fase da história da humanidade. Os atuais tomadores de decisão têm em suas mãos a chave para um futuro saudável. Aqueles que abraçarem a causa socioambiental certamente serão os líderes do futuro.

Essa crise põe em cheque o modelo da atual sociedade de hiperconsumo, que se inspira no padrão norte-americano de consumo, cujos excessos tornam irreversíveis certos danos à sociedade e ao ambiente. Não é possível todos os seres humanos manterem o mesmo padrão de consumo dos norte-americanos e, quiçá, dos futuros chineses. Não há recursos suficientes no planeta, nem válvula de escape para a poluição decorrente.

Estamos na rota do irreversível. Não pode haver alerta mais eloqüente do que os quatro relatórios de cientistas de todo o mundo - inclusive do Brasil-, reunidos no Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), afirmando que a mudança climática é real, causada pelas atividades humanas, e se tornará irreversível em poucos anos. O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, tem avisado que os próximos quatro anos serão os mais definitivos da história da humanidade e que está em nossas mãos a chave do futuro.











As pessoas têm assistido TV online há algum tempo, mas agora ela será popular.

Unem-se a ele, nesse alerta, Al Gore, Nicholas Stern, dentre outros. O sistema climático tem sido nosso melhor despertador. Está tocando um alarme já faz tempo, e estamos com preguiça de acordar...O sono demorado pode nos fazer perder o bonde da história. Portanto, uma das tarefas que temos pela frente é trabalhar um modelo de economia que se sustente não no consumo exacerbado de bens inúteis e poluentes, mas no modelo de prestação de serviços que melhorem o nível de vida das pessoas. Precisamos de mais inteligência. Comida há para todos no planeta, basta organizar um sistema inteligente de produção e distribuição.

Podemos prescindir de alguns excessos. A sociedade hiperconsumista de hoje certamente não é uma sociedade feliz. A felicidade não está à venda costurada como adereço de um último item da moda, numa embalagem superfashion, ou num carro hiperturbinado. Ela está nas coisas simples. No fundo, precisamos de uma nova doutrina, um choque de generosidade e um resgate de valores que ficaram para trás. Essa é a mensagem que a crise nos traz, e o planeta também. (Texto de Rachel Biderman , publicado no site da Revista Amanhã).

 

 

 

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Mobile marketing cresce 45,92% em 2008

Segundo dados do estudo ‘Internet Pop’, realizado pelo Ibope em dezembro do ano passado, o mobile marketing teve um crescimento de 45,92% no último ano e que o Brasil já possui 43,1 milhões de pessoas conectadas à internet. Deste total, 20,4 milhões (ou 83,1%) têm acesso à banda larga. A classe C já responde por 40% do acesso à internet; as classes A/B por 49% e as classes D/E por 11%. Em 2007, eram 37% da classe C e 13% das classes D/E, enquanto as classes A/B correspondiam por 50%. De acordo com Castro, o investimento publicitário em 2008 para internet foi de R$ 748 milhões e a internet foi a mídia que mais cresceu: 46,94%, seguida pela TV paga (29,59%) e rádio (21,84%). Porém, a internet ficou com apenas 3,45% de participação na receita publicitária.

Em relação ao celular, o Brasil possui 150,64 milhões de linhas ativas e, de acordo com o TCI Domicílios, 80% dos usuários recebem entre cinco e 10 salários mínimos e 80% têm idade entre 16 e 34 anos. “Nós temos 150 milhões de linhas ativas, mas não temos audiência”, declarou Abel Reis, COO e presidente da AgênciaClick e presidente do recém-lançado Comitê de Mobile Marketing do IAB. Reis explicou que este comitê tem como objetivo divulgar as ofertas do mercado; apontar a evolução da audiência do mobile marketing; e divulgar os resultados de ações e pesquisas. Suas atividades resumem-se em três tarefas: alinhar a agenda educativa para o mercado por meio de uma parceria entre IAB e MMA (Mobile Marketing Association); ter um grupo de trabalho para cada ponto a ser discutido na agenda; e divulgação de material e informações para o mercado.

Dos mais de 6 bilhões de habitantes do mundo, 63,32% possuem aparelho celular e 23,5% são usuários de internet, de acordo com Phonecount. No ano passado, o investimento em mobile marketing foi de US$ 2,7 bilhões, sendo US$ 1 bilhão dos Estados Unidos, US$ 640 milhões do Japão e US$ 40 milhões da América Latina. Do total aplicado em mobile marketing, 80% foram destinados à SMS, mas a previsão é que em 2011 o número caia para 48%, pois outras ferramentas ganharão cada vez mais destaque. (Texto de Maria Fernanda Malozzi, publicado no PropMark).

 

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