Boletim nº 198/09 - Ano XIII
Dezembro 2009

Dia de RP

O Dia Nacional das Relações Públicas, marcado em 2 de dezembro de cada ano por lei instituída pelo Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas - entidade que rege a profissão no Brasil, deve ser motivo de reflexão para toda a categoria. Afinal, parece que temos conquistado um espaço impensável nos últimos doze meses. Não falo somente de possibilidade de inscrição (e de aparição) junto a tradicionais premiações mundiais de comunicação, mas sobremaneira do aumento significativo do número de vagas na área, sejam aquelas em que há menção explícita da formação superior em RP, ou outras tantas que tratam de todas as nossas especificidades, mas deixam em aberto a exigência de graduação dos eventuais candidatos. Isto, a propósito, repete-se nos concursos públicos, muito embora nesta seara verdadeiras aberrações vêm acontecendo no sentido do vetamento da inscrição por profissionais de RP, dado que solicitam nossas competências de um lado, e focam a candidatura para outras graduações - normalmente Jornalismo.

De todo modo, é evidente que o mercado respira relações públicas. A preocupação com os relacionamentos estabelecidos com todos os públicos, e não mais e somente com a abordagem publicitária e persuasiva com os consumidores - visão reducionista e predominante até há bem pouco tempo atrás - traz um fortalecimento enorme para este segmento de atuação. Isto não significa consolidação da profissão regulamentada, até porque nossa estrutura institucional representativa carece de um nível mínimo de efetividade. Mas penso que o mundo mudou. E que chegou a nossa hora. Feliz Dia do RP!

RP Rodrigo Cogo




Novos Cadastrados

Neste ultimo mês, sejam bem-vindos a nossa comunidade: os universitários Juliana Olinto (São Paulo/SP), Ana Paula Juliato (Caieiras/SP), Richelle Laine (Belo Horizonte/MG), Alessandra da Silva (São Paulo/SP), Gabriela Carneiro (Guaratuba/PR), Mateus Martins (Porto Alegre/RS), Denise Rosa (São Paulo/SP), Ana Clarissa Cavalcante (Manaus/AM), Márcia Barkoski (Frederico Westphalen/RS) e Bruno Ferreira (Porto Alegre/RS).

E também os relações públicas Cássia Perez (São Paulo/SP), Brina Vasconcelos (Belo Horizonte/MG) e Luíza Piloto (Balneário Piçarras/SC).

E ainda o auxiliar administrativo Fabiano Guimarães (Guarulhos/SP), o administrador Márcio Silva (São Paulo/SP), os jornalistas Andressa Lindsey (São Paulo/SP) e Eduardo Micheletto (São Paulo/SP) e as publicitárias Ana Maria Pereira (São Paulo/SP), Tereza Beltrão (Goiânia/GO) e Andréa Aumond (São Paulo/SP).




 

Opinião Pública

O livro “Deslumbramento coletivo – Opinião Pública, Mídia e Universidade”, de Simone Antoniaci Tuzzo (Ed. Annablume) discute questões como - O que é e como se forma a opinião pública? Qual a relação entre o público e as mensagens veiculadas pela mídia na formação da opinião pública? Os meios de comunicação de massa se caracterizam como representantes da opinião pública contemporânea, ou são somente intérpretes de uma opinião pública formada externamente a eles? Existe de fato uma opinião pública? Será a opinião pública a opinião de públicos específicos? Qual o papel da universidade na formação da opinião pública? Nessa perspectiva, este livro apresenta uma revisão das obras e artigos existentes sobre opinião pública e suas correlações, trazendo confrontos e congruências de idéias de renomados autores que tratam do assunto. Uma obra voltada para os estudantes e pesquisadores das áreas de Comunicação, Psicologia, Antropologia, Filosofia, História, Sociologia, enfim, ciências humanas e sociais.

A obra deixa clara a existência de uma sociedade balizada pela mídia, em especial pela televisão, consumindo seus produtos ideológicos, seus bens simbólicos e adquirindo todo tipo de produto palpável que esta sugere sem um pensamento crítico. A forma anestésica de apresentação dos programas televisivos que causam um pensamento coletivo absolutamente favorável à Indústria Cultural é ponto central da obra. O livro é denso, indo desde a psicogênese na formação da opinião pública, passando pelos modernos conceitos de sociedade da informação, pelas teorias da comunicação, num ecletismo de autores clássicos e modernos. Tudo isso numa linguagem muito fácil e de compreensão inquestionável. Uma pesquisa com estudantes e professores de comunicação do estado de Sergipe também é destaque da obra, mostrando que muitas vezes os acadêmicos se mostram fossilizados em paradigmas obsoletos da comunicação.

Autora -Simone Tuzzo é doutora em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professora da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás – UFG. Pesquisadora da área de Comunicação, mídia e sociedade, trabalha principalmente com temas sobre a formação da Opinião Pública e a construção de imagens pessoais e organizacionais. E-mail: simonetuzzo@hotmail.com.




 

Mensuração

Hoje em dia um custoso mito permeia as organizações: certas coisas não podem ser mensuradas. O valor da qualidade de certos produtos, o moral dos funcionários ou certos impactos que um tipo de decisão pode causar são apenas alguns exemplos. No entanto, para o especialista Douglas Hubbard - criador da Economia de Informações Aplicadas - essa mudança de pensamento e atitude começa agora com o livro: Como Mensurar Qualquer Coisa, lançado pela Qualitymark.

A partir das pesquisas de marketing à tecnologia das informações, até os relatórios financeiros, a obra revela o poder da avaliação para que possamos compreender os negócios e o mundo de maneira geral. Eloqüente e cheio de insights, o livro mostra que é possível medir aspectos considerados intangíveis em muitas organizações, incluindo a satisfação do cliente, a flexibilidade organizacional, o risco tecnológico e o Retorno Sobre o Investimento da tecnologia (ROI). Seu trunfo está em utilizar situações de "abordagem universal", desde como um biólogo marinho avalia a população de peixes em um grande lago a descoberta do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos do que realmente importa ao prever as necessidades de combustível para o campo de batalha, para ilustrar métodos interessantes e assim tratar de problemas fora do normal.

A intenção é propor um novo modo de encarar a intangibilidade e nos incentiva a buscar novas formas de destrinchar os problemas organizacionais e enxergar a realidade. Está dividido em Mensuração: A Solução Existe; Antes de Você Mensurar; Métodos de Mensuração e Além do Básico.

Autor - Douglas W. Hubbard é o inventor da Economia de Informações Aplicadas (AIE), metodologia de mensuração. Escreveu artigos para Information Week, CIOEnterprises e para a DBMS Magazine. Trabalhou na Coopers & Lybrand, e tem mais de 20 anos de experiência como consultor de administração de TI.

 

Conrerp 2.Região homenageia vencedores no 29º POP

 

O 29º Prêmio Nacional de Relações Públicas (POP) vai ser entregue em cerimônia a partir das 20h do dia 2 de dezembro - Dia Nacional das Relações Públicas - no Teatro Vivo em São Paulo/SP. Foram 27 cases inscritos e avaliados por uma comissão julgadora composta por sete membros sendo – conforme o regulamento –, cinco profissionais de relações públicas e dois profissionais de outras áreas da Comunicação Organizacional.

Comissão Julgadora
Ágatha Camargo (ABRP e Gimba)
Silvana Nader (Mendes & Nader Com. e Resp. Social)
Jocélia Maynardi (Backstage Comunicação)
Maura Padula (PUC-Campinas)
Rodrigo Cogo (Mundo RP)
Carlos Carvalho – jornalista (Abracom)
Mitsuru Yanaze – consultor de Marketing e professor (ECA-USP)

Categoria
Case
RP responsável
Empresa cliente
Agência

Relações Públicas nas Organizações Privadas
Inauguração da Usina Eólica Econergy Beberibe
Isabel C. de A. Rodrigues
Econergy International
Rodrigues & Freire Comunicação

Relações Públicas nas Organizações do Terceiro Setor
A Redescoberta de um Novo Horizonte para o Pão dos Pobres de Santo Antônio
Suzana Vellinho Englert
O Pão dos Pobres de Santo Antônio

Relações Públicas Internacionais
Agência de Notícias Embratur - Olimpíadas 2016
Mariana H. Szauter
Embratur - Instituto Brasileiro de Turismo
Máquina da Notícia

Relações Públicas nas Organizações Privadas
Dia do Homem
Danúbia Karine C. Teixeira
Bayer Schering Pharma
Burson-Marsteller

Relações Públicas Internacionais
Portal Corporativo BASF.net – Tecnologia a Serviço do Conhecimento
Vladimir M. de C. Mello
Basf

Relações Públicas nas Organizações Privadas
Construindo a Comunicação Interna na NET Serviços
Muriel Cristina de P. Silva
NET Serviços
In Press Assessoria de Imprensa e Promoções

Relações Públicas nas Organizações Privadas
10 anos de Viagra
Rosemara A. da S. Rocha
Laboratórios Pfizer
CDN Comunicação Corporativa

Relações Públicas na Gestão de Crises
AF 447 - Gerenciamento de Crise de um Acidente Aéreo
Maria Letícia Lyra Jorge
Grupo Air France KLM
Edelman do Brasil

Relações Públicas nas Organizações Privadas
A Bayer que a gente quer é a gente que faz
Alessandra Cristina de T. Marucci
Bayer CropScience
Qualicom Comunicação

Relações Públicas nas Organizações Privadas
O retrato da saúde dos profissionais brasileiros
Sara L. Dalsin
SulAmérica Seguros e Previdência

Relações Públicas e Sustentabilidade: Responsabilidade Social e Ambiental
Projeto Costurando o Futuro
Isadora C. Leone
Volkswagen do Brasil - Fundação Volkswagen

Relações Públicas Internacionais
Comunicação é ajuda
Valéria Perito
Refugees United
Ketchum Estratégia

Relações Públicas e Sustentabilidade: Responsabilidade Social e Ambiental
Juruti Sustentável: comunicação pelo engajamento social
Alexandre Rigonato
Alcoa
CDI Comunicação Corporativa

Relações Públicas em Novos Mercados e Empreendedorismo
OAS: construindo parcerias - Relacionamento com as comunidades do entorno da obra de construção e montagem do Gasoduto Pilar (AL) - Ipojuca (PE)
Patrícia da S. d' Ávila
Construtora OAS Ltda

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Comunidades B2B crescem no mundo digital

 

Você usa Facebook, MySpace, Orkut ou Twitter para manter contato com amigos, familiares ou pessoas mundo afora que têm os mesmos interesses que você? Talvez você use LinkedIn ou Plaxo para manter contato com seus parceiros de negócio e colegas de trabalho. A popularidade das ferramentas de redes sociais como estas aumentou exponencialmente nos últimos anos, parcialmente porque estas ferramentas aliviam um pouco o esforço que demanda o estabelecimento e a manutenção desse tipo de contato pela maneira tradicional.

O ato de fazer e manter relacionamentos é tão importante para as companhias quanto é para a vida pessoal dos indivíduos. Empresas precisam se conectar, comunicar-se e colaborar com seus clientes, fornecedores e parceiros de maneira similar à maneira com que você se conecta, comunica e colabora com a sua rede pessoal. Nenhuma empresa pode ter sucesso operando sozinha. Por isto, ao dar suporte a estas relações de negócios por meio de comércio eletrônico, empresas podem melhorar significativamente tanto a eficiência quanto a eficácia destas relações.

Com a integração de pessoas, sistemas e tecnologias, dentro da rede colaborativa de negócios, as empresas conseguem acelerar a entrada de receitas e reduzir custos. Entretanto, o simples fato de estabelecer e manter um relacionamento eletrônico com cada um dos clientes, parceiros e fornecedores é uma grande complicação. Para redes sociais, pode ser tão simples quanto clicar em um botão para convidar alguém a se conectar. Mas, para os negócios, há muitos fatores que precisam ser compreendidos.

Esta necessidade de estabelecer e manter relacionamentos está no centro das necessidades de gestão de comunidades das empresas do século XXI. Se o fato de estabelecer um novo relacionamento se torna muito difícil, caro ou consome muito tempo, isto pode reduzir o número de novos relacionamentos que as empresas conseguem efetivamente estabelecer. Além disto, se o ato de manter os relacionamentos já existentes também se tornar muito difícil, isto reduzirá o número de relacionamentos que uma empresa conseguirá manter.

Uma gama de capacidades de gestão de comunidade é necessária para ajudar empresas a lidar com seus desafios de levar seus parceiros para as comunidades, incluindo pesquisa e recrutamento de parceiros de negócios para as iniciativas B2B das empresas, conectar, testar e integrar os processos de negócios das empresas com aqueles de seus clientes, parceiros e fornecedores, provisão de visibilidade por todas as comunidades de parceiros e novos projetos, além da gestão corrente e suporte para os relacionamentos de negócios das empresas e acordos.

Empresas fizeram várias formas de comércio eletrônico nas últimas décadas. Por mais de 30 anos, empresas de TI têm ajudado companhias a fazer EDI (Electronic Data Interchange - uma das mais antigas formas de comércio eletrônico). Ainda assim, muitas empresas ainda não estão capacitadas a fazer comércio de maneira eletrônica com todos os seus clientes, parceiros e fornecedores. Processos manuais, como o uso de papel ou fax - com todos os custos implicados, erros e problemas técnicos - ainda são parte do dia-a-dia dos negócios de muitas empresas.

Soluções de gestão de comunidade ajudam empresas a criar e manter relacionamentos eletrônicos por toda a sua rede colaborativa de negócios, ajudando-os a estabelecer e manter contato com seus clientes, parceiros e fornecedores. Gestão de comunidade ajuda empresas a embarcar seus parceiros mais rapidamente, estender suas comunidades eletrônicas a todos os seus clientes, parceiros e fornecedores, além de dar suporte e gerenciar seus atuais relacionamentos, tudo isto com menos recursos financeiros que anteriormente.

Da próxima vez que você estiver no Twitter ou no Facebook mantendo contato com amigos e familiares ou alguém do outro lado do mundo que possa ter os mesmos interesses que você, pare e pense por um momento em como nós estamos ajudando os nossos clientes a manter contato com os seus clientes, parceiros e fornecedores. Ajudamos a construir e manter relações por toda a rede colaborativa de negócios, além de colaborar com a aceleração de receitas e redução de custos por meio de uma gestão de comunidade melhorada. (Texto de Marcelo Ramos, diretor-presidente para a América Latina da Sterling Commerce, publicado no site Clientesa)

 

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Mega Brasil funde seus dois congressos em 2010

 

A Mega Brasil vai fundir, em 2010, seus dois congressos de comunicação – o de Comunicação Corporativa, que chega à sua 13ª edição, e o de Comunicação no Serviço Público, na 10ª edição – transformando-os, pelo conjunto de conteúdos e intercâmbio de públicos, no maior e mais abrangente evento de comunicação do País. O tema geral escolhido e que norteará a programação é Pactos e Impactos da Comunicação para um Planeta Sustentável. Serão mais de 80 painéis, entre conferências, palestras, mesas-redondas, workshops, cursos e sessão final de avaliação, num encontro que pela primeira vez terá quatro dias de duração e muitas inovações.

De forma também inédita, pela primeira vez o Congresso abrirá as inscrições com seis meses de antecedência (ainda este mês), permitindo a todos os interessados programarem sua participação, já conhecendo toda a estrutura temática do encontro.

“Há anos vínhamos estudando essa mudança – revela Marco Antonio Rossi, sócio-diretor da Mega Brasil –, em função do que os próprios profissionais reclamavam. Aproveitamos para fazer isso em 2010, ano de eleições gerais e de Copa do Mundo, antecipando o evento da área pública do segundo para o primeiro semestre, fundindo-o com o Congresso de Comunicação Corporativa, cujo foco é a área privada. Isso nos levou a ampliar em um dia o encontro, que passou de três para quatro dias, e também a elevar de quatro para seis as palestras que ocorrem simultaneamente em várias salas. Desse modo manteremos, num evento único, o conteúdo dos dois outros, sem perda alguma para os participantes, que, ao contrário, terão um ganho pela oportunidade de ter à disposição um menu de conteúdo muito mais abrangente e a possibilidade de um maior intercâmbio profissional”. (Fonte: Comunique-se)

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Vêm aí as Redes Sociais S.A.

 

A evolução da Internet em possibilidades de utilização, mais notadamente no que se refere ao seu poder de disseminação de informações e promoção da comunicação multilateral entre diversos agentes, fez surgir ambientes e “ferramentas” que vieram para fomentar a capacidade nata do ser humano em se relacionar e interagir. Comunidades Online como Orkut, Facebook, MySpace, Youtube, Linked-in e Twitter, dentre outras, caíram no gosto dos internautas apresentando índices de crescimento e adesão assutadores.

Internautas, antes consumidores com pouca voz ativa, agora são mídia e, portanto, capazes de impactar gigantes corporativos com uma simples postagem de um vídeo, opinião ou relato pessoal de um fato positivo ou negativo que vivenciou com determinada interação com uma empresa, sua marca, produto, serviço ou representantes. Todo este poder vem sendo gradativamente compreendido e utilizado pelas empresas em diversos formatos como bolgs corporativos, twitters corporativos ou redes e comunidades privadas. Porém, uma das grandes oportunidades que esta onda 2.0 propicia é a utilização do ferramental e modus operandi das redes sociais para usufruto de negócios da corporação.

Recente pesquisa conduzida pela Universidade de Massachussetts Dartmouth, com as empresas da Inc. 500 (publicado pela Inc. Magazine) nos anos de 2007 e 2008, sobre a utilização de mídias sociais nos ambientes internos das corporações, revelou que as midias sociais vêm alcançando altos níveis de penetração nas empresa em ritmo acelerado. A familiaridade com ferramentas 2.0 e ambientes colaborativos quase dobrou em 2008, quando comparada com 2007. A midia social mais popular e mais familiar para as empresas continuou a ser a de networkng (tais como Facebook, Linkedin, Multiply, Orkut, etc), com 57% dos respondentes dizendo ser muito familiar a elas (contra 42% em 2007), agregando um crescimento de 44% em apenas 1 ano. Os Wikis, que em 2007 ocupavam o último lugar, com apenas 16% de usuários dizendo ter muita familiaridade com a ferramenta, em 2008 já ultrapassaram o podcasting com 35% dos usuários dizendo que eram muito familiares com a ferramenta. O ranking de familiaridade segue a seguinte ordem: Social Networking-57%, Vídeos Online-52%, Blogs-52%, Fóruns-39%, Wikis-35% e Podcasts-33%.

Já em relação ao uso efetivo das ferramentas de mídias sociais pelas empresas norte-americanas, temos um crescimento médio em relação a sua adoção (2008 em relação a 2007) de 77%. Social Networking apresentou nível de penetração de 49%, Videos Online com 45%, Blogs com 39%, Fóruns com 35%, Wikis com 27% e Podcastings com 21%. Ainda vale ressaltar que em 2007, 43% das empresas entrevistadas não usavam nenhum tipo de ferramenta relacionada a mídias sociais e, em 2008, apenas 23% faziam parte deste grupo. A importância da utilização das mídias sociais para os negócios e estratégias de marketing das empresas nos EUA também foi pesquisada: 84% das pessoas pesquisadas consideram as mídias sociais como muito importante (44%) ou de alguma forma importante (40%), contra 60% em 2007 (26% muito importante e 34% de alguma forma importante).

Recente estudo da E-Consulting com 288 das 1000 maiores empresas do país, entre Março e Julho de 2009, apontou que o ranking de familiaridade no Brasil se comporta da seguinte maneira: Social Networking-69%, Vídeos Online-58%, Fóruns-41%, Podcasts-33%, Blogs-32% e Wikis-21%. O Twitter se configura na rede de maior crescimento entre 2008 e 2009, atingindo 224% em aumento do nível de familiaridade da ferramenta no ambiente corporativo. Quanto à penetração de utilização, esse patamar cresceu de 11% em 2008 para 34% em 2009. Fóruns atingem 32% de penetração, seguido por Podcasts com 29%, Social Networking com 24%, Blogs com 19% e Wikis com 14%. Vídeos Online atingiram 46%, mas sua utilização corporativa não necessariamente está ligada aos negócios. (para saber mais sobre este estudo fale conosco em contato@ec-corp.com.br)

A comunicação corporativa passa a ser uma atividade cross e não mais específica de uma área, assim como a colaboração em projetos ganha participantes multidisciplinares com visões e experiências complementares. Os ambientes colaborativos promovem o palco ideal para que, de forma organizada e “controlada”, se revele o conhecimento individual e se potencialize o conhecimento corporativo e comunitário. Vídeos, áudio, richtexts, links, games, animações e demais formatos passam mensagens e conhecimentos de forma experiencial sem, contudo, perder em seriedade, foco e propósito.

A crescente adoção das mídias sociais nos ambientes corporativos se evidencia como a migração bem sucedida de uma tendência que começou no mundo individual e chegou ao organizacional. A compreensão e o reconhecimento prático da sua utilidade como meio e/ou estratégia para melhorar os negócios, processos, relacionamentos e comunicações da empresa – internas ou externas, de forma a transformar sua prática diária em um modelo mais participativo e interativo com os diversos públicos de relacionamento (stakeholders) é fator essencial para que as empresas 1.0 se redefinam, de fato, como organizações 2.0. (Texto publicado no E-Consulting Corp)

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A era da conveniência

 

A escassez de tempo está transformando nosso comportamento de compra. E os pontos de venda estão mudando suas prioridades para adaptar-se. No mundo atual, é cada vez mais evidente que o bem mais precioso desta geração é o tempo. Por quê? A resposta é simples. Tudo aquilo que é escasso e necessário, automaticamente, torna-se supervalorizado. Mas o que este conceito tem a ver com o ponto de venda? Tudo. Essa mudança de comportamento e de valores nos faz reavaliar as nossas prioridades e, consequentemente, modifica o nosso comportamento de compra. Se afeta a forma como avaliamos o produto na hora de comprar, também influencia a forma de comunicação e as prioridades nos PDVs. A constatação dessa nova realidade é muito fácil de ser observada. Basta uma rápida visita aos hipermercados, mercearias, açougues, drogarias e padarias para perceber que a fronteira que divide esses tipos de negócio está cada vez mais estreita.

Não é difícil encontrar um açougue com as portas totalmente tomadas por displays de Havaianas ou uma drogaria com cara de supercenter, onde o balcão de remédios é apenas um detalhe em meio às diversas categorias oferecidas. Também temos hipermercados que produzem, comercializam e entregam pizzas, vendam bujão de gás, recebem o pagamento de contas de luz, gás e telefone, possuem posto de gasolina, locadora de vídeo, cabelereiros, lava-rápido entre outras comodidades.

Em todos os exemplos, o importante, independentemente do tipo de negócio, é oferecer tudo do que o cliente precisa, da forma mais prática possível. Ao concentrar produtos e serviços que atendam as mais variadas necessidades, o PDV, além de ampliar o foco do negócio, consegue fidelizar o cliente. Para atingir este objetivo, é preciso entender quem é o comprador, quem é o consumidor do produto, para cada situação de consumo, e decifrar como expor a marca de forma relevante e com destaque. Considerando que mais de 80% das decisões de compra são tomadas no PDV, o novo cenário varejista torna imprescindível trabalhar planejamento estratégico de marketing e de trade marketing.

Com tão pouco tempo, as pessoas precisam de mais velocidade e praticidade. Os varejistas precisam de um mix cada vez mais abrangente de produtos. E as marcas, por sua vez, precisam chamar a atenção do comprador, despertar o desejo e fornecer informações de qualidade que ajudem a decisão de compra. Ou seja, precisam de comunicação eficiente no PDV. Este é o novo desafio. Bem-vindos à "Era da Conveniência". (Texto de Leonardo Lanzetta, sócio e Diretor executivo da DIA Comunicação e diretor de Imagem Corporativa do POPAI Brasil, publicado no site HSM)

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Promoblog

Uma nova ferramenta para a interatividade entre os profissionais do marketing promocional já está no ar. Acaba de ser lançado oficialmente o Promoblog, um canal diferenciado de notícias e informações sobre as agências e o mercado. O site vai trazer notícias recentes do mercado promocional, perfis, cases, agenda de eventos, biblioteca e artigos de profissionais de renome. Já são 11 colunistas cadastrados: Elza Tsumori, atual presidente da AMPRO e sócia-diretora da Cia Ativadora de Negócios; Flavia Gondenberg, VP da AMPRO e sócia-diretora da Sob Medida Comunicação; Aparecida Nogarolli, presidente do Capítulo PR/SC da AMPRO e diretora da Precisa Marketing; Alexis Pagliarini, VP da AMPRO e presidente do Comitê de Marketing Trends do WTC; Edmundo Monteiro, VP da AMPRO e diretor da Peoplemais; Julio Feijó, VP e Conselheiro da AMPRO, diretor da JF Promo e editor do Promoview; Marina Pechlivanis, integrante do GEA (AMPRO) e sócia-diretora da Umbigo do Mundo; Fabio Valim, ex-presidente do Conselho da AMPRO e diretor da Impact Marketing Promocional; Simone Rosa, Conselheira da AMPRO e diretora da Marketingmais Business; João Carlos Zicard, atual presidente do Conselho da AMPRO e diretor da Zicard; Djanira Dias, diretora do Capítulo Nordeste da AMPRO e diretora da Camarote Marketing e Promoções. Além dos colunistas fixos, os profissionais poderão publicar artigos mediante um cadastro na seção “Colunistas 2.0”, que é aberta aos leitores do Blog.

 

Eventos IBC de 2010

Pra você já ir se programando, estas são duas grandes conferências da International Business Communications/IBC, integrante do Informa Group, que acontecem nos primeiros meses de 2010. Primeiro vem Internal Communications Intelligence, marcada para os dias 24 e 25 de fevereiro, e voltada para discutir os conceitos da Inteligência em Comunicação Interna, entender os processos inteligentes da área que aumentam a qualificação e bom desempenho da equipe, elaborar um business plan para tomar decisões inteligentes para os negócios e saber escolher o canal mais estratégico, aperfeiçoando a área e maximizando a eficácia das ações internas. A 12ª Edição da Conferência Portais Corporativos, entre 23 e 25 de março pretende proporcionar a oportunidade de conferir estratégias modernas e eficazes para a evolução deste canal em sua empresa. O programa partiu de pesquisas aprofundadas sobre o tema com executivos das áreas de comunicação e TI para identificar as necessidades e perspectivas dos portais corporativos no Brasil. A edição traz um formato ainda mais interativo, com navegação em tempo real no portal de empresas referência e com grupos para discussão ao final.

 

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Mercado em Movimento

 

Esta seção fixa traz as movimentações no mercado de trabalho exclusivas das trajetórias e vivências dos nossos colegas. Você pode enviar sugestão quando: assumir a conta de novo cliente ou de um novo projeto, for contratado por uma assessoria, alterar sua função na própria empresa, alterar sua função para outra empresa, defender sua dissertação e/ou tese, ganhar um prêmio universitário ou profissional de qualquer setor, publicar um livro, proferir uma palestra num determinado evento.  Basta enviar para rodrigo@mundorp.com.br a sua história, que faço o resumo dentro dos padrões da seção. Quando eu souber de novidades, também acrescerei dados aqui:



>A relações públicas Suzel Figueiredo professora de pesquisa da FAAP-SP, diretora do DatAberje e diretora-presidente da Ideafix Pesquisas Corporativas. Contatos pelo suzel.figueiredo@ideafix.com.br.


>O relações públicas e membro do Mundo-RP Greyke Oliveira, graduado pela Faculdade de Lages/FacVest-SC, é coordenador de Comunicação e Responsabilidade Social da Klabin na unidade de Santa Catarina. Contatos pelo comunicasc@klabin.com.br.

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Parceiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comunicação em Mídias Convergentes

 

Ultimamente o termo Convergência de Mídias vem se tornando muito banalizado, até porque se confunde com Convergência de Meios (infra-estrutura), com Convergência de Conteúdo e seus diferentes formatos... Tudo o que é feito em comunicação, sem uma certa linha de raciocínio ou sem possuir um encaminhamento claro, passou a ser apelidado de convergência, como escusa para se aprovar um mix de mídias mais amplo e mais diversificado.

Na verdade, para fins de comunicação, este termo está diretamente relacionado à interligação dos meios de comunicação para, tendo a Internet como cordão umbilical, como padrão comum, transacionar conteúdos e mensagens nos diferentes formatos de mídia disponíveis, das físicas digitalizadas às móveis e colaborativas. Porém, existem algumas premissas importantes para estabelecer essa combinação entre os meios (Internet, TV, Rádio, mídia impressa, etc), como é o caso da digitalização do conhecimento e do conteúdo em si e sua disponibilização na rede mundial, esta ainda sem controle.

É fato que não se consegue normatizar a navegação de um usuário e nem mesmo o conteúdo disponibilizado na rede, inclusive o gerado pelos usuários. Por exemplo, em alguns minutos, uma pessoa consegue, pela Internet, aprender a fabricar uma bomba e, ao mesmo tempo, visitar diversos museus, bibliotecas, etc. Assim, a parte positiva de tudo isso é a possibilidade de se armazenar conhecimento, com velocidade de informação, fácil acesso, profundidade e riqueza de formatos (mutimídia), tornando a cultura e a notícia, bem como a possibilidade de interatividade, algo sem fronteiras geográficas.

Já a negativa é que menos de 40% da população brasileira está, hoje, conectada à Web. Notamos então que a exclusão digital se torna um problema importante, uma vez que se configura como um grave limitante à penetração da

chamada Convergência de Mídias, hoje muito centrada nas mídias móveis, como o celular (com índice de penetração superior a 100% no país).

Porém, é errôneo nomear Convergência de Mídias como a proposta de trazer todas as informações de todas as mídias para a Internet e afirmar que só através dela as pessoas terão acesso ao conhecimento, entretenimento, transações e serviços. Na verdade, outros meios como TV, rádio, etc e outras redes e ambientes de comunicação, como universidades, livros, eventos, shows, etc, independentemente de estarem disponibilizando seus conteúdos na Internet, existem e continuarão existindo como agentes de distribuição de informações, conhecimentos e mensagens.

Convergir mídia não significa substituir umas pelas outras. Alguns exemplos históricos comprovam a tese: o rádio não substituiu a literatura, o teatro e o cinema não diminuíram a importância do rádio, a Internet não acabou com os jornais e as revistas impressas, a televisão aproximou o som e a imagem de todas as pessoas, sem que elas abandonassem outras formas de informação, entretenimento ou estudo, e assim por diante. Uma forma mais adequado e simplificado para conceituar a Convergência de Mídias pode se traduzir no desfio de compreender, trabalhar e entregar modelos em que as pessoas tenham acesso ao conhecimento, informação, entretenimento, serviços e transações, em níveis positivos de qualidade e usabilidade, a partir dos meios que ela hoje dispõe, de modo que eles se completem e se forlaleçam.

Não há dúvida nenhuma de que a ‘Convergência de Mídias’, como meio, em conjunto com a interatividade, como modelo relacional, tornarão possível a disseminação do conhecimento (entendendo-se aí inclusos entretenimento, serviços, etc) ao alcance dos nossos dedos e também ao alcance de qualquer um em qualquer parte. Em suma, pode-se dizer que praticaremos formas virtuais de nos comunicarmos, mas não irreais. (Texto publicado no E-Consulting Corp)

 

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Frase do Mês


"Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor"

por Vladimir Maiakovski

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Transparência e autenticidade na comunicação são atributos mandatórios

 

O advento das ferramentas Web 2.0, como os blogs, wikis, fóruns e redes sociais, reforça a transferência do foco da gestão da comunicação empresarial por canais e meios de comunicação para a gestão relacional, baseada no conceito de rede participativa e descentralizada. Segundo pesquisa publicada, em 2008, pelo Ibope, o Brasil apresenta uma das maiores taxas de utilização da web 2.0, sendo o líder no ranking mundial no que refere a comunidades on-line, espaços onde cada vez mais se compartilham experiências de consumo - dos mais de 40 milhões de usuários regulares da Internet no Brasil, 64% participam de redes sociais e 13% criam ou atualizam blogs.

De olho neste novo mercado e fonte de conhecimento, as organizações começaram a monitorar a web 2.0 obtendo valiosos insights para pesquisa de mercado, enquanto que nos últimos dois anos, os blogs e wikis já começaram a compor as estratégias de comunicação corporativa. No entanto, seja como termômetro da imagem percebida da marca como na criação de canais colaborativos de comunicação com os stakeholders (pessoas que de alguma maneira interagem com a marca), as ferramentas Web 2.0 proporcionam novas oportunidades tanto de ganho quanto de perda de valor.

Se considerarmos que, em média, um cliente insatisfeito comenta sua experiência negativa com até cinco pessoas, em tempos de comunicação 2.0, para quantas pessoas é possível compartilhar uma experiência, seja ela negativa ou positiva? Sob este poderoso efeito multiplicador, que caracteriza o stakeholder atual, além de uma nova dinâmica, é primordial o estabelecimento de vínculos cooperativos baseados em confiança e reciprocidade, no qual a transparência e a autenticidade na comunicação são atributos mandatórios.

Por mais que a troca de informações com os diversos stakeholders e o tom mais humano de blogs, fóruns e wikis corporativas tenham o potencial de gerar uma contribuição positiva na percepção de valor e diferenciação de uma marca, a essência deste processo deve partir de dentro para fora da organização, com o desenvolvimento de redes sociais internas coesas e orgânicas. Do contrário, as contradições são rapidamente percebidas criando o efeito inverso. É primordial perguntar primeiro pela saúde das redes internas de comunicação, para então avançar em novas frentes. Em outras palavras é preciso desenvolver o capital social corporativo, ou seja, conhecer e aprimorar as redes de confiança e reciprocidade, em um processo que parte de dentro da organização.

O primeiro passo para tornar as redes organizacionais mais coesas e interconectadas é a Análise das Redes Organizacionais - do acrônimo em inglês ONA. Por meio dela é possível visualizar as estruturas de relações entre indivíduos, grupos, departamentos, chegando até os stakeholders; desvendando as influentes redes da comunicação informal (subjacentes ao organograma formal). A potencialidade desta metodologia mapeia dimensões estratégicas tais como: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia, compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Fazer o "dever de casa", antes de lançar-se no emaranhado da comunicação 2.0, significa compreender e desenvolver as redes sociais de trabalho internas, o que representa um passo fundamental no sentido de preparar as organizações para a comunicação cada vez mais participativa e descentralizada. (Texto de Ignacio García, CEO da Tree Branding Consulting, publicado no site Clientesa)

 

 

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Geração mais feliz, confiante e exigente

A Viacom Networks Brasil (dos canais Nickelodeon, Nick Jr, Vh1, MTV Hits e MTV Jams) apresentou a agências e anunciantes um estudo global que retrata o público jovem de hoje. "Juventude 30 quilates: a idade que vale ouro" envolveu a participação de 28 mil pessoas, em 18 países, com fóruns de discussão online, entrevistas com especialistas, pesquisa etnográfica e entrevistas online, com o intuito de entender e avaliar os atuais hábitos dos jovens. A gerente de pesquisa e responsável pelo departamento de pesquisas da Viacom, Beatriz Mello, explica que o objetivo do trabalho era identificar os interesses do público, o que ele gosta de fazer e com o que interage. "Nosso principal target é o jovem. Entender essa faixa etária é importante para os negócios da marca, já que 45% do mercado dirigem seus investimentos para essa faixa etária", destaca.

O grande interesse no estudo era descobrir quem é o novo jovem de 25 a 34 anos. "Antes, eles eram mais engajados politicamente e tinham ligação forte com a família. Agora, com o aumento da expectativa de vida, a juventude foi estendida. Eles querem viver a vida de maneira plena". Esse público pode ser representado, em suas palavras, como "um cara que ainda deseja crescer muito e está aberto a novas possibilidades". A pesquisa aponta ainda que todas as decisões importantes começam a ser tomadas a partir dos 25 e por decisão individual. A cobrança é mais interna (pessoal) do que externa (por parte da família, por exemplo).

Há um detalhe interessante: no mundo, 78% desse público entre 25 e 34 anos afirmam que desejam aprender mais e desenvolver suas habilidades. No Brasil, esse índice é maior: 88%. A pesquisa mostra que o jovem está em busca da maturidade emocional e funcional. Para melhor compreender a juventude, ela foi dividida em três etapas: adolescência - momento da descoberta, insegurança; fase da experimentação - compreendida pelos jovens de 20 anos, que ainda têm muitas dúvidas, mas já sabem o que não querem; e a última são as pessoas entre 25 e 34 anos, momento no qual muitos conquistaram a maturidade emocional e muitos a funcional, mas poucos atingiram a duas. Essa categoria foi subdividida em quatro segmentos: sonhadores nostálgicos, garotos crescidos, bem resolvidos e pretendentes ao sucesso. Beatriz conta que o estudo se concentrou nessa última categoria, grupo que antes era classificado como adulto, mas que atualmente ainda usufrui da juventude, o que é importante para as marcas e seus negócios. "É uma geração mais feliz, confiante, exigente com ela mesmo e com independência financeira condicionada com seus interesses", detalha.

Conheça melhor os quatro perfis da geração entre 25 e 34 anos:

Bem resolvidos - (mundo 45%, Brasil 51%)
- é o grupo que conquistou o mais alto índice nas duas maturidades:
- são positivos e responsáveis e acham que com 30 anos estão no melhor momento de suas vidas;
- em sua maioria, estão em uma relação estável e muitos já têm filhos;
- profissionalmente, estão satisfeitos com seus empregos ou têm um negócio próprio e têm a maior renda dentre os demais jovens;
- embora admita que já tenha conquistado algumas coisas na vida, ele acredita que não chegou onde queria e que ainda tem muito o que aprender. Por isso está sempre em busca de aprender novas habilidades;
- são early adopters e querem se manter em dia com as novidades tecnológicas.

Pretendentes ao sucesso - (mundo 32%, Brasil 36%)
- já adquiriram alto nível de maturidade emocional, mas ainda precisam conquistar a funcional;
- sentem-se frustrados vendo seus amigos com famílias e acham que ainda não conquistaram tudo o que querem da vida;
- pensam no futuro, mas não fazem nada para torná-lo real;
- têm necessidade de se sobressair, mas demonstram certa falta de confiança para buscar novas experiências;
- querem se manter atuais em relação à moda, diversão e tecnologia e estão dispostos a utilizar o crédito para conseguir o que querem;
- são ambiciosos, mas limitados pelo dinheiro. São atraídos pela popularidade das marcas.

Sonhadores nostálgicos - (mundo 17%, Brasil 10%)
- têm alta maturidade emocional, mas baixa funcional;
- são jovens que tomaram decisões importantes muito cedo na vida: muitos já casaram e se separaram e a maioria tem filhos;
- têm gostos de adultos e saudade da juventude;
- gostariam de começar a juventude de novo e esperam conquistar mais coisas agora;
- são desconectados de novidades tecnológicas e não estão interessados na cultura jovem;
- são mais tradicionais em relação às marcas e preferem aquelas que já conhecem.

Garotos crescidos - (mundo 5%, Brasil 2%)
- têm baixos níveis de maturidade emocional e funcional;
- são super otimistas, mas não se preocupam com futuro;
- buscam a juventude sempre e querem se destacar dos demais;
- são individualistas, solteiros e não estão preocupados em formar família;
- são o segundo grupo de maior renda e super antenados com a cultura jovem e ditam tendências para os demais grupos;
- são trend setters e buscam nas marcas exclusividade e autenticidade. (Texto de Aline Bellatti Küller, publicado no MMonline)

 

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Marcas não são histórias, são adubos para histórias

 

As formigas ­ ou pelo menos uma espécie específica delas ­ sobem em árvores, recortam pedaços de folhas e as levam para o formigueiro. Ao contrário do que parece, elas não comem as folhas. Elas as mastigam e as depositam em um local onde a folha triturada funciona de horta para um fungo que, este sim, servirá de alimento para o formigueiro. Nós somos formigas recortando manifestações de marcas e as levando para nossos lares, onde as digerimos junto a referências culturais e cultivamos algo que costumamos chamar de “eu”. As marcas são insumos. As devoramos ­ assim como fazemos com as celebridades. Elas são conteúdo, são histórias, ou pelo menos são cenários e personagens do filme de nossas vidas.

Soa até engraçado, se partirmos desse ponto, falar em ações de engajamento de marcas ou de conteúdo de marca. Elas já são isso. Sempre foram! O que

temos aqui não é a construção de narrativas do zero, mas sim o processo de enriquecer as marcas, de trabalhar os pontos de contato e de fazer com que elas tenham nuances, narrativas, detalhes e características que as tornem mais férteis. Que sejam um melhor substrato para os fungos que alimentarão nossa fome de histórias.

É um desafio e tanto para o “dono” da comunicação. Tirar a marca do centro das atenções e colocar o consumidor no papel principal. Mas é tão difícil quanto inevitável. As redes sociais, que surgiram como um fenômeno independente do branded content, ajudam a entender melhor esse processo. Foi preciso que o consumidor respondesse às marcas, que declarasse de forma óbvia e evidente sua associação (ou seu ódio) a elas, foi preciso que ele iniciasse diálogos, para que as marcas descobrissem seu lugar. E ele, definitivamente, não está restrito aos painéis no canto do campo de futebol. (Texto de Roberto Cassano, blogueiro e diretor de estratégia da Agência Frog, publicado no Webinsider)

 

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