RP Tendências e Fatos  

     Não perder o bonde da história. Mesmo que o enredo já pareça coisa de museu - dado o tempo com que já venha sendo tratado publicamente em alguns casos. Este é o objetivo desta seção: propor a reflexão pelos profissionais e acadêmicos de RP de novos temas em foco ou em tendência de alta repercussão no mercado das comunicações e/ou congêneres. E portanto, imprescindíveis para análise, entendimento, absorção e manuseio pelos RP's. Quem sabe a partir disto também inspirar projetos de pesquisa e trabalhos de conclusão de curso, dada a típica indefinição sobre que caminhos tomar neste período da graduação.  

     Afinal, é improdutivo propalar invasões de outros profissionais em nossa seara - regulamentada por lei em território brasileiro, a propósito - e não tomar atitudes para habilitar-se por competência a exercer novas funções corporativas. Muitas vezes, temas aqui sinalizados para sua observação podem já ter ampla discussão, mas ainda carecem de "adoção" pela área de RP e se constituem desta maneira em oportunidades de mercado.

     Caso você já tenha alguma proposição de abordagem, fique completamente à vontade para colaborar. Basta preencher o formulário de sugestões ou simplesmente enviar sua contribuição pelo rodrigo@mundorp.com.br.

NOVO TEMA: Medida de Valor de Comunicação
PROPOSITOR: Rodrigo Cogo - rodrigo@mundorp.com.br
ANÁLISE BÁSICA: Tanto empresários como relações públicas preocupam-se cada vez mais com a eficácia da comunicação. Ainda que cientes que posicionamento e credibilidade são decorrentes de extensos planejamentos e não podem ser traduzidos em números, alternativas precisam ser instauradas para medir retorno das ações comunicativas.
    
Uma fase inicial e em andamento junto a diferentes instrumentos e técnicas são visitas informais a públicos prioritários, entrevistas a grupos específicos, análise de publicações e documentos internos e externos, sondagens quantitativas diversas, retorno de canais de feedback (caixas de sugestões, sistemas 0800, ombudsman, formulários na internet), centimetragem. Mas alguns livros estão propondo muito mais: sair do modelo de nenhum ou pouco retorno para o incentivo permanente ao diálogo e à interatividade (chamado de cibernético, simétrico e bidirecional) - ou seja, relações públicas como integrante das ciências comportamentais, não reduzida à aplicação de uma data seqüência de técnicas/organização de atividades.
     A comunicação formal ou informal eficaz motiva os públicos-alvo a agir orientados para metas que produzam valor: do plano estratégico opta-se por formatos de comunicação bem dirigidos aos interessados pela ação, resultando na criação de valores. Na escala de impacto, significa sair dos pontos básicos dos esforços comunicativos (tomada de consciência/informação/entendimento) para chegar na consecução máxima da atividade (aceitação/intenção de comportamento/ação orientada para metas), mostrando a relação das campanhas, projetos, boletins com o desempenho econômico da organização.
BIBLIOGRAFIA INDICADA: "A Força da Comunicação", de Frank Corrado, lançado pela Makron Books.

NOVO TEMA: Gestão do Conhecimento
PROPOSITOR: Rodrigo Cogo - rodrigo@mundorp.com.br
ANÁLISE BÁSICA: O termo "Nova Economia" tem sido usado na mídia com diferentes significados, em geral associados com a internet, comércio eletrônico, serviços e produtos baseados em tecnologia, "customização" de massa, novas mídias, avanço das telecomunicações, economia pós-industrial, economia baseada em conhecimento, organizações virtuais e globalização. Está claro que isto exige novas formas de usar a capacidade produtiva das pessoas. O trabalho manual é cada vez mais automatizado. O trabalho intelectual é que interessa. O trabalho que tradicionalmente estava associado à presença física, hoje tende a ser cada vez mais realizado à distância, nas chamadas "estruturas vituais" nas empresas. Dados recentes indicam que hoje, nos EUA, ao menos 1 milhão de pessoas atuam no regime de "teletrabalho". O conteúdo das atividades das ocupações tradicionais mudou muito também. E diversas novas ocupações estão surgindo. todos os processos de trabalho estão sendo afetados. Por exemplo, nos EUA há cerca de 2,5 milhões de pessoas contratadas via bancos de dados de curriculum vitae na Web. a educação à distância está cada vez mais comum, barata, fácil, diversificada e flexível. O nível intelectual do trabalhador, por outro lado, tende a ser cada vez mais alto. Sua compreensão, assim como sua ambição por informações, tende a ser cada vez mais ampla.
    
Precisamos perceber o que muda nos processos de comunicação organizacional nesse novo ambiente de trabalho, apoiado em novas tecnologias, em que o diferencial competitivo das empresas se baseia em seu capital intelectual. Os serviços para Gestão de Conhecimento, por sua vez, são um negócio em si que interessa em muito aos profissionais de comunicação. Gestão de Conhecimento, Capital Intelectual, Inteligência Competitiva e vários outros novos termos têm surgido para tentar caracterizar uma nova área de interesses na administração das organizações.
     Esta abordagem, útil para aplicações ao trabalho e às organizações, identifica o conhecimento como algo inseparável das pessoas. Nas organizações, o conhecimento se encontra não apenas nos documentos, bases de dados e sistemas de informação, mas também nos processos de negócios, nas práticas dos grupos, e na experiência acumulada pelas pessoas. As pessoas derivam conhecimentos das informações de diversas formas: por comparação, pela experimentação, por conexão com outros conhecimentos e através das outras pessoas, por exemplo. Como sistematizar e utilizar isto tudo é o grande desafio e a grande diferença entre esta e aquela organização.
     As tecnologias de intranet, internet e extranet têm apresentado prpopostas interessantes para a comunicação entre comunidades de práticas afins. Novas formas de registro e transmissão de conhecimento têm surgido e sido aplicadas às organizações. No entanto, o reconhecimento de que o conhecimento é um recurso que precisa ser gerenciado é relativamente recente. a gestão do conhecimento, vista como uma coleção de processos que governa a criação, disseminação e utilização do conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização, é uma área nova na confluência entre Tecnologia da Informação, Administração e Comunicação, um novo campo entre a estratégia, a cultura e os sistemas de informação de uma organização.
BIBLIOGRAFIA INDICADA:"Gestão do Conhecimento", coletânea lançada pela Harvard Review Book, e "Gestão Estratégica do Conhecimento", de Maria Tereza Fleury.


     Acresça aqui a sua idéia. Pontue os caminhos de desenvolvimento das Relações Públicas! 

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