Para Entender RP  

Agências Experimentais de RP em SC 
 


Histórico das Agências Experimentais de Relações Públicas do Estado de Santa Catarina

    O primeiro curso de Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas do Estado de Santa Catarina foi oferecido a partir de julho de 1997, na Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). A primeira turma do Estado formou-se em 21 de dezembro de 2001, na cidade de Itajaí. Os catarinenses contam hoje, com quatro instituições de ensino superior com o curso. Mas apenas a UNIVALI, oferece a seus acadêmicos, uma Agência Experimental de Relações Públicas.  

    A Agência Experimental de Relações Públicas Sônia Bandeira (AGERPSB) é um laboratório, espaço para prática, troca e implementação das teorias de Comunicação, em especial de Relações Públicas. Foi implantada no dia 28 de Outubro de 1998, projeto desenvolvido pelas professoras Ediene Ferreira do Amaral e Sônia Bandeira, que juntamente com o coordenador do curso, professor Alberto César Russi, perceberam a necessidade de associar o ensino à prática profissional.Os principais objetivos deste laboratório, foram ensinar a prática da atividade aos acadêmicos e promover a atividade da profissão no local de ensino.Trabalharam na agência até os dias atuais, onze estagiários, quatro destes já formados e em contato com mercado de trabalho.  

    Para Deivi Olivieri, ex-estagiário da agência, formado em 2001, os alunos que fazem estágio na agência, ficam melhores preparados para o mercado de trabalho, do que os alunos que não têm a oportunidade de estagiarem na agência. "A função da agência, deve ser a de exemplificar a prática dentro do curso".  

    Para Bianca Dias Noer, uma das primeiras estagiárias da agência, o estágio elucidou e esclareceu as atividades da profissão de Relações Públicas. "As primeiras turmas do Estado sofreram um pouco, no sentido de não ter referências reais e próximas sobre a profissão. Na época atendíamos o Centro Superior de Ciências Humanas e da Comunicação (CEHCOM), como um todo, mas primávamos pelos alunos. Também planejávamos algumas ações para promoção do curso e da agência perante a reitoria, afim de reforçarmos o reconhecimento do curso diante da comunidade acadêmica."  

    A Relações Públicas Danielle Maestri, ex- estagiária da agência, também formada em 2001, disse que ter estagiado na AGERPSB foi muito bom. "O estágio na agência foi o lugar onde eu mais aprendi sobre a profissão na região.Como estagiária pude desenvolver planejamento em comunicação, pesquisa de opinião pública, redação em comunicação, assessoria de comunicação e produção de eventos."  

    O ex -estagiário da agência: Greike Gabriel de Oliveira, relatou que o estágio trouxe para a sua formação profissional a prática de Relações Públicas. "Pude fazer planejamento em comunicação, execução de eventos, produção e apresentação de cerimonial, produção de peças gráficas e, praticar redação em comunicação."  

    Para as atuais estagiárias da agência experimental, Camila Borela e Rozenir Janete Campana, estagiar na AGERPSB, está sendo uma grande experiência profissional, afirmaram as duas. "Aqui podemos entrar em contato com o ser, e o fazer da profissão. Na AGERPSB, podemos desenvolver planejamento, execução, pesquisa e avaliação das ações de Relações Públicas".  

    No histórico da agência há o registro de seis professores responsáveis (desde outubro de 1998 até setembro de 2002). Com o falecimento da professora Sônia Bandeira, uma das fundadoras da agência, o laboratório prestou uma homenagem à Relações Públicas, nomeando a agência de: "Agência Experimental de Relações Públicas Sônia Bandeira", portanto cinco professores participaram da pesquisa.  

    Destes, três acreditam que para melhor aproveitamento dos alunos que não estão estagiando na AGERPSB, uma boa solução seria o trabalho voluntário em projetos específicos.Um deles acredita ser necessário desenvolver atividades semelhantes a de estágios fora da universidade, permitindo ao aluno praticar atividades condizentes com a que o mercado de trabalho pede.O outro acredita que para a otimização dos acadêmicos que não estagiam na agência o ideal seria fazer uma prestação de contas das atividades por meio de eventos, impressos, murais, sites e palestras.  

    Quatro dos cinco professores acreditam que o objetivo da agência é proporcionar a prática acadêmica. Apenas um defende que o objetivo é comprovar a importância e a integração do ensino, pesquisa e extensão.  

    A formação profissional dos professores responsáveis pela agência se dividiu em três grupos. Dois dos cinco professores estudaram na Universidade Federal de Santa Maria, dois na Universidade de Caxias de Sul, e um concluiu sua graduação na Universidade Católica de Pelotas. Todos os cinco adquiriram sua formação acadêmica no Estado do Rio Grande do Sul, o que nos faz perceber a forte influência das Relações Públicas gaúcha como formadores de futuros profissionais de Relações Públicas em Santa Catarina.  

    Dois dos cinco professores acreditam que a função da agência seja a de associar ensino e prática. Três são mais específicos dizendo que a agência precisa exercer ações como planejamento, assessoramento, pesquisa, coordenação, execução e avaliação das atividades de Relações Públicas.  

    Quando questionados sobre os públicos que a agência deve atingir, dois dos cinco disseram que é preciso primar pelo público interno, que é a universidade.Um foi mais específico quanto a descrição do público interno e disse que são os acadêmicos do curso. Outro professor entrevistado disse que seria necessário atingir, internamente, a universidade e externamente, entidades, filantrópicas. O último dos cinco professores pensa que além dos cursos da universidade, a agência pode se voltar para o mercado, a imprensa, auditores, e outras instituições de ensino.  

    De acordo com as atuais responsáveis pela AGERPSB: "Os públicos da Agência Experimental de Relações Públicas Sônia Bandeira, dividem-se em público interno (direção do Centro de Educação Superior de Ciências Humanas e da Comunicação, coordenação do curso de Relações Públicas, professores, responsáveis, estagiários e voluntários da agência), e público externo (professores e alunos de Relações Públicas, direção e comunidade universitária, imprensa, comunidade, Faculdades de Comunicação de Santa Catarina, CONRERP, Escolas de 2º grau e cursos pré-vestibulares, órgãos governamentais e iniciativa privada)."  

    A agência atende e presta serviços no período vespertino. Atualmente a agência conta com duas estagiárias, duas professoras responsáveis e alunos voluntários.  

    Em Santa Catarina 100% das instituições de ensino superior com curso de Relações Públicas são privadas, mostrando que o ensino está acessível somente àqueles que, de alguma maneira, podem pagar pelo ensino superior. Santa Catarina possui duas instituições de ensino superior públicas. Uma federal e outra estadual. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), oferece o curso de Comunicação Visual e Comunicação Social-Habilitação em Jornalismo. Não disponibiliza Publicidade e Propaganda, nem Relações Públicas. A Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), não possui curso de Comunicação Social.  

    Neste Estado 25% das instituições de ensino superior com curso de Relações Públicas possuem Agência Experimental e 75% das instituições não oferecem agências a seus acadêmicos.  

    Santa Catarina despontou para o ensino das Relações Públicas a menos de cinco anos.O Estado ainda não possui uma cultura na área pois, o primeiro curso foi reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura em meados de 2002, assim cabe aos primeiros acadêmicos formados, a divulgação e promoção da profissão, gerando nos empresários, nos órgãos governamentais, e na comunidade de maneira geral a necessidade da presença de um profissional de Relações Públicas dentro das organizações.  

    É missão e papel dos Relações Públicas pioneiros e desbravadores, somarem forças e implantarem em Santa Catarina, mais cursos de Comunicação Social- Habilitação em Relações Públicas, oportunizando ensino, divulgação e crescimento da profissão dentro do Estado, acelerando o processo de construção de uma cultura de Relações Públicas na região.  

    Da mesma forma, o Conselho Regional de Relações Públicas (CONRERP) da região sul tem contribuído sobremaneira para divulgação da profissão no Estado de Santa Catarina.  

    Em Santa Catarina apenas uma das instituições de ensino superior com curso de Relações Públicas possui Agência Experimental de Relações Públicas, o que corresponde a 25% das instituições que possuem agência. Das quatro instituições de ensino superior, três não contam com agências, representando 75% das instituições que não oferecem agência a seus acadêmicos. Neste Estado a cultura de Relações Públicas ainda é muito recente. Das quatro universidades com o curso, três possuem menos de um ano e meio de implantação, e estão assim distribuídas: Duas no Vale do Itajaí (Itajaí e Indaial), uma na capital (Florianópolis), e a outra no Planalto Serrano (Lages).  


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