Em tempos de social midia, brinde a simplicidade!, por Rodrigo Capella* O escritor francês Henri-Marie Beyle, nascido em 1783, já dizia: "a simplicidade é uma força que vence todas as astúcias". Famoso pela obra "O Vermelho e O Negro", o autor, apaixonado pela essência, rejeitou logo na infância as virtudes monárquicas e religiosas. Quando adulto, destacou-se por examinar minuciosamente os singelos prazeres sociais, desligando-se como ninguém das complexidades intelectuais.
Se vivesse hoje, Beyle se assustaria com o mundo, formas e agilidades. Não é para menos: Twitter, Facebook, Delicious, Flickr, Orkut e tantas outras mídias sociais, fóruns e comunidades que buscam conexções simultâneas e elásticas. No centro delas, o público final. Precionados por elas, os jornalistas e assessores de imprensa.
Neste contexto, é comum, portanto, os profissionais de comunicação pensarem no futuro e esquecerem momentaneamente da base - a chamada essência de Beyle. Constituída pelo follow up, release, conceitos teórios, métodos e, obviamente, queixas, ela é fundamental para guiar os trabalhos e mensurá-los.
No meu recente livro "Assessor de Imprensa - fonte qualificada para uma boa notícia", retrato, com pesquisas e estudos realizados com diversos profissionais e especialistas, justamente a simplicidade e a essência da comunicação institucional. E os resultados me surpreenderam: para 73% dos entrevistados, o follow up é necessário e para 80% o release é uma ferramenta de informação.
Se antes as ligações telefônicas dos assessores de imprensa e os textos produzidos por esses profissionais eram praticamente rejeitados pelos jornalistas, hoje são artigos desejados e cobiçados. Afinal, na Era das Mídias Sociais, com difusão da informação elástica e sem controle, o contato e as palavras transparecem, em muitos casos, uma relativa exclusividade. É o fortalecimento da base! E quem não refletir corre o risco de ser engolido pelas complexidades.
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