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A fórmula de resultados econômico-financeiros combinados com impactos e benefícios sociais e ambientais é uma das grandes discussões do mundo empresarial. A resposta sobre como atingir um patamar de consciência no corpo funcional, nos acionistas e demais agentes da cadeia produtiva, numa postura de entendimento da força multilateral da comunicação, foi um dos desafios propostos pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial através de reunião de seu Comitê ABERJE de Sustentabilidade, um dos braços de relacionamento e de geração de inteligência com os associados. O encontro reuniu mais de 200 profissionais no Hotel Crowne Plaza, em São Paulo/SP, no dia 10 de abril de 2008, e teve dois palestrantes: o diretor de Comunicação da Coca-Cola Brasil Marco Simões e o presidente da BASF Rolf-Dieter Acker.
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Não se sabe ao certo a data precisa da história recente da humanidade em que surgiram os conceitos de responsabilidade social empresarial e sustentabilidade. O que se sabe é que, mais do que sucedâneos, nasceram de matrizes ligeiramente diferentes (social e ambiental) mas complementares. Alguns especialistas arriscam que o termo sustentabilidade teria sido usado pela primeira vez na década de 70, a partir da Conferência das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, realizada em junho de 1972. À época, no entanto, o termo guardava um significado restrito. Tal como é conhecido hoje, só foi disseminado após a publicação, em 1987, do relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão para o Meio-Ambiente da ONU - conhecido como "Relatório Brundtland", sobrenome da então primeira-ministra da Noruega. Os debates da Rio-92 e, na Inglaterra, a criação da consultoria SustainAbility, de John Elkington (responsável pela difusão da idéia do triple bottom line) ajudaram a popularizar de vez o termo e o que ele significa e representa.
Simões iniciou pontuando as bases que norteiam todas as mais de 140 ações da companhia junto ao sistema Coca-Cola no país, integrado por empresas nacionais de produção, engarrafamento e distribuição dos mais de 150 produtos - os cinco P's: performance (resultados de lucratividade), pessoas (capacitadas, produtivas, conscientes), portfólio de marcas (atendendo necessidades), parceiros (em relações de respeito, preferência e confiança) e planeta (água, reciclagem e ações locais específicas). São mais de R$ 100 milhões investidos anualmente em iniciativas diversas. Pra exemplificar, ele cita os esforços ligados à água, centrados nos verbos reduzir, reciclar e repor, como ajuda para reabastecimento de aqüíferos, eliminação de focos de desperdício, garantia de tratamento de efluentes, busca por fontes alternativas de captação e diminuição do uso de água nas 15 fábricas, que aliás vêm utilizando biodiesel, bem como os mais de 1.100 veículos da frota, com evidente redução na emissão de gás carbônico.
No quesito "valorização do reciclável", a empresa se recria a todo instante. São feitos uniformes com fibras de algodão e PET, materiais de escritório em PET, móveis em PET e divisórias em tetrapack, muito mais duradouras que outros materiais convencionais. Há ainda, segundo o executivo, uma postura de experimentação constante, como o uso de palha de arroz para gerar energia e mesmo a certificação de plantas industriais. Para garantir que tudo é bem pensado e aplicado, um co
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